Se não é um confronto de pugilistas ou MMA, é um detalhe pouco relevante, a não ser pelo fato de não ocorrerem agressões físicas pelos principais expoentes, Lula e Flávio Bolsonaro, pois o ringue são principalmente as mídias sociais, e a plateia os expectadores e usuários das redes em todo o Brasil. Com direito a torcida organizada e apoiadores de esquerda ou extrema direita, e vários segmentos da sociedade, e econômicos e produtivos, dentre outros, alguns com relativo poder de influência e meios ou estruturas, fundamentais aos projetos em disputa e representados por Lula ou clã Bolsonaro.
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| Lula da Silva x F. Bolsonaro - foto Google Imagem |
Em meio a uma desconfiança elevada da sociedade, dada a parcialidade e envolvimento de poderosos grupos de telecomunicações tradicionais, concentrados em poucas grandes empresas de comunicação, ou mas mãos de algumas famílias, muito próximos ou ligados aos interesses da direita, que se confundem com os expoentes de poder econômico ou financeiro, tais como representantes do agro (Confederação Nacional da Agricultura - CNA, e grandes produtores se soja, pecuaristas, etc.), do sistema financeiro e dos mercados, ou formas parasitárias de "ganhos fáceis (Federação Brasileira dos Bancos - FEBRABAN, rentistas, especuladores e grupos privilegiados, ricos com grandes fortunas), ou segmentos industriais habituados a benefices do Estado, com isenções fiscais distorcidas ou fraudulentas, bem como empréstimos eventualmente não honrados como se fossem "a fundo perdido" (bancados pela população com sacrifícios), com representantes concentrados na FIESP (Federação do Estado de São Paulo) e CNI (Confederação Nacional da Indústria), apenas para citar alguns elementos deste jogo de poderes, e fora de outros espectros, como os religiosos evangélicos e pastores milionários (abusando do fanatismo e mentiras), ou sob influência de uma elite social e econômica que se alinharam as ações e projetos de grupos que os representam (com vários esquemas e desvios), como os milicianos do RJ, os Bolsonaros, e o Flávio ou seu pai Jair, que mesmo com tantas contradições, denúncias e eventos de corrupção (alguns alvos de processos em curso), enriquecimento ilícitos, violências, ou crimes que inclusive levaram parcelas da trupe bolsonarista a ações repugnantes e condenáveis, como a tentativa de golpe que causou a prisão de muitos envolvidos, poderosos também e do próprio Jair Bolsonaro.
Neste cenário, as redes sociais que já são algo potente e intenso, enquanto instrumentos de interação social, terão suma importância no embate, na campanha eleitoral e no resultado, devido a facilidade de penetração dos produtos e serviços de comunicação, informações e interação, nas casas e no cotidiano dos brasileiros, ou para além dos limites dos seus lares, trabalho e cotidiano, e de aspectos geográficos ou temporais, e isso é mesmo significativo e importante, mas por outro lado, preocupante, pois as grandes mídias estão sobre o controle de grupos internacionais e ligados aos interesses do mercado e financeiros, como Facebook, X antigo Twitter, ou Whatsapp, etc, com evidentes e manifestos interesses das organizações e dos americanos, trumpistas ou não, onde proliferação de conteúdos personalizados e determinantes ao influenciar com "proximidade e pertencimento", com atitudes, escolhas ou culturalmente, de forma efetiva, intensa, indesejadas ou perigosas, inclusive com uso inadequados de dados pessoais ou privados, com publicações manipuladas também por indivíduos e por ferramentas de IA (Inteligência Artificial), muitas vezes massivamente e violando regras legais, ou usando informações inverídicas e prejudiciais, as tais fake news, que são muito usadas pelos grupos de direita, com simpatia ou preferência dos gestores e das plataformas como já ocorreram, recheadas com ataques coordenados de bolsonaristas, com bases em mentiras e para atingir alguns, como o Lula, ou grupos sociais que o apoiam, seja no passado ou durante esta fase que antecede as eleições de outubro de 2026, à exemplo do perfil adepto a inverdades, denominado Dona Maria (com vídeos de conteúdo duvidoso e produzidos por IA), além de outros já em ação ou campanhas públicas, fatos que já suscitam provocações legais ao TSE - Tribunal Superior Eleitoral, ou mesmo em outras instâncias, além de reações esperadas, e mostram os problemas que serão vistos e precisam de respostas contundentes.
Para os que esperam informações ou subsídios que ajudem a decidir como votar, muita cautela e discernimento, um olhar crítico e observador, o cuidado de checar as informações e alegações é bom, e com buscas em muitas fontes ou meios mais confiáveis, confrontando afirmações e publicações com fatos concretos e reais, vistos ou vivenciados, com a trajetória e histórico de quem se apresenta ou serve de divulgador destes, neste caso experiências passadas e atuação dos candidatos contam muito. Suas posições em momentos como os que se deram a pandemia de COVID 19 com cerca de 700 mil brasileiros vitimados, e afetaram muito o país, o desemprego e a miséria que ocorreram no período que se seguiu (simbolizado por filas para comprar osso), as violentas ações de grupos políticos de direita, inclusive contra as instituições democráticas (com as cenas absurdas de destruição e violência em Brasília), ou os posicionamentos diantes dos ataques americanos e de Trump contra os setores produtivos no Brasil, com ameaças e prejuízos que os EUA implementaram, e como foram as reações aos ataques realizados na forma de sanções principalmente, os que enfrentaram as ameaças, e quem se colocou ao lado dos que fazem coro com os malfeitores dos Estados Unidos, ou de outras partes, como a Argentina de Milei, traindo o Brasil.
São sinais e aspectos do que pode ocorrer durante o processo, aos quais devemos estar atentos, ou como os resultados futuros das eleições, exigem responsabilidade e cuidados, seriedade e serenidade, inclusive de quem produz conteúdo e os distribui nas redes sociais de forma responsável.

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