domingo, 13 de outubro de 2019

O baixo nível da política no Brasil

Falar mal de políticos no Brasil já chega a ser tradição, e ainda que muitos representantes da classe política façam jus a desconfiança ou repulsa da sociedade, isso não pode ser encarado com normalidade, nem significar que fazer política, ter uma atitude e pensamento político é algo ruim, absolutamente, mas isso não é claro para multidões, confusos, desencaminhados por opiniões errôneas e maldosas, privados de informações, culturas e formações, ou simplesmente manipulados e influenciados por interesses, mecanismos e mídias a serviços de ideologias, poderes, segmentos, e tantos outros aspectos que turvam a mente das pessoas, as posições dos grupos e sociedades, sobre o real e adequado conceito e significado da política.
Distorções à cerca da política beneficia quem as manipula, também os maus políticos, e uso inadequado desta para favorecimento de uns, ou setores e grupos pouco saudáveis, do ponto de vista ético e moral. Não é por qualquer motivo que ocorreram fatos tão desastrosos no último processo eleitoral, numa eleição que ficou marcada por intolerância e atos de violência, por parte de alguns grupos ou candidatos, onde se fizeram presentes a proliferação de fake news, em processos financiados e massivos de burla de regras e processo eleitoral, baseadas em mentiras, desinformação, acusações forjadas, discussões de baixo nível, alheias a propostas e proposições que interessam a sociedade, e que envolvam temas relevantes, e a forma necessária e compatível com o real significado do que é política, ainda que não seja um problema apenas nosso, e se faz sentir em outras partes do mundo, de forma também depreciativa e com percepção de queda no nível e  forma de fazer política, com muita frequência associada a extremismo, fascismo, e a corrupção.

Para Lula, Fundação Lava Jato era um partido político que Dallagnol queria criar - Migalhas 07.10.2019

 Justiça seria o STF anular condenação de Lula imediatamente! - Conversa Afiada 27.09.2019
Política não é exclusividade de políticos profissionais, não pode ser ato restrito, pois é algo inerente ao cidadão, ao indivíduo e as sociedades, também as entidades e as organizações sociais, não pode ser distante ou negado o conhecimento e meios de fazer política, de pensar politicamente e disseminar estes meios e conceitos, entre todos, respeitando outros aspectos relacionados a comportamentos sociais adequados a uma sociedade justa, inclusiva e propensa ao desenvolvimento e autodeterminação, com padrões valorosos. Contudo não é apropriado a algumas instituições públicas atuarem como protagonistas políticos, com parcialidade e ideologicamente, distorcendo seus objetivos e razões de existência enquanto instituições, especialmente se sua atuação institucional é em área sensível a sociedade. O que estamos dizendo é que não pode ser normal ou tolerável, ter por exemplo, instituições de segurança como Exército, ou outras forças militares, Polícia como a PF, agindo politicamente, tendenciosamente, ou judiciário, seja instituições como o MPF, STF ou mesmo um membro destes como um juiz, promotor, policial, etc.

Lava Jato quer disputar com Lula na política. Vai perder feio - Carta Capital 08.10.2019

The Intercept: Barroso, Fachin e Fux blindaram a Lava Jato no STF - PT 06.10.2019

Vaza Jato: como o STF blindou a Lava Jato - BlogdaCidadania 06.10.2019

Lula dispara contra Globo e chama Moro de "canalha" e "mentiroso"... - UOL 16.09.2019
É inimaginável e totalmente inaceitável para uma sociedade justa, ver um juiz condenar alguém por opção política diferente deste, ou para atender interesses de "aliados" e "amigos" de representantes do judiciário ou outras instituições, como hoje se tem notícias mais críveis e detalhadas, sobre comportamento de servidores do judiciário envolvidos na Lava Jato e com seus processos.  Muito menos adequado é o que se denuncia como perseguição de políticos e adversários de partidos do atual governo brasileiro, por quem chegou ao poder e agora ocupa cargos, como no caso do ministro da justiça,  Sergio Moro, mostrando, segundo muitos, o comportamento interesseiro e de cunho político ideológico, pouco louvável, e não adequado a alguém que exercia um cargo ou função (juiz federal), e supostamente atua em benefício próprio, e de formas questionáveis.  Também não é nada animador ver esses fatos negativos, envolvendo outros servidores, em diversos níveis e instituições.

Bolsonaro diz que tráfico de drogas sustenta PT, PCdoB, PDT, PSB, PCB e PPS - Forum 13.10.2019

Notas fiscais provam caixa 2 para a campanha de Bolsonaro e do PSL - Blog do Esmael 13.10.2019

Carlos Bolsonaro chama Major Olímpio de 'bobo da corte', e senador rebate: 'Moleque' - O Globo 13.10.2019 

Reinaldo Azevedo: Impeachment ‘já’ de Sérgio Moro por torturas no Pará - Blog do Esmael 09.10.2019

Moro e Deltan têm encontro ‘frio’ em restaurante de Brasília - VEJA 09.10.2019

Frota: "eu avisei que ia pegar fogo..." - Conversa Afiada 09.10.2019

Novas mensagens, mais crimes: Moro e Deltan na cadeia! - Brasil247 18.08.2019

O nível político do Brasil caiu tanto, que não é só a eleição de um candidato com discurso retrógrado, revanchista, desprovido de argumentos sensatos e um projeto sólido, como no caso do atual presidente Bolsonaro, com tantas acusações sobre si e muitos membros de seu governo, com escândalos de corrupção na família e no PSL, ou mesmo suspeitas de comprometimentos com grupos milicianos e muitas violências. Mas também no fato de ministros do STF, envolvidos em esquemas que resultaram em prisões suspeitas e cômodas aos poderosos atuais, como no caso do ex-presidente Lula, para afastá-lo do pleito de 2018, e privar o povo de uma opção consistente de voto e ação política. Mantendo preso Lula até o presente, e protelando decisões judiciais que afetam muitos outros, ou a adequada aplicação da justiça e da Lei, dando margem, a uma denunciada farsa judicial, a uma condenação sem provas e sem processo justo, difícil de desfazer, mas cada vez mais evidenciada por diversos jornais, nas divulgações do The Intercept.
E pensar que uma instituição que deveria resguardar a soberania do povo e do país, por meio de seus comandantes, fez do Exército sinônimo de violência a Constituição, como citam membros da imprensa, seja pela pressão exercida sobre o STF, para "acobertar" manipulações jurídicas ou farsas que descem rumos políticos segundo interesses corporativos dos militares, e outros segmentos como econômicos e financeiros, etc. Seja pela manifestação pública de alguns que se dizem ainda porta vozes da instituição, e sem nenhum pudor ameaçaram nossa democracia e a sociedade, com atos golpistas e possibilidade de levante armado, ou com intenções de aniquilar adversários. E ao afinal por questões pequenas, entregam nosso país a sanha e interesses exploratórios desmedidos, como nos eventos com os americanos, que se apropriam de recursos e riquezas, em prejuízo de interesses da população, seja na entrega do Pré-Sal, e mesmo nos acordos e relações internacionais, desfavoráveis que nos indispõem com antigos parceiros comerciais,  como no caso da fusão da Embraer  com a americana Boeing, e a reação europeia, ou nas dificuldades no comércio com a Ásia, em especial com riscos as relações bilaterais com a China. Sem falar dos desencontros com os sul americanos.
O Brasil não está a mercê de uma polarização política simplesmente, e por mais difícil e grave que isso possa ser, nem de disputas justas e saudáveis num processo político que resulte em uma sociedade melhor, pois os fatos, muitos deles violentos, ou ilegais, imorais, e típicos de políticas baixas e mesquinhas, danosas ao extremo, se manifestam não apenas em ações como as de políticos, partidos, atores econômicos nacionais e internacionais, bancos e especuladores, representantes do agronegócios e outros, mas das mídias e corporações, que muitas vezes agem à margem das leis, algumas permeadas de intolerância religiosa e organizada por detentores de imunidades e isenções, como as de igrejas (a exemplos das que são comandadas por Malafaia ou Edir Macedo), ainda que uma ou outra detenham concessões públicas, como as TV Record, em sua suposta campanha pró Bolsonaro e seu governo, como citam denuncias de alguns, ou a Globo em sua participação e proximidade com desvios da Lava Jato, e alguns de seus protagonistas, Moro, Deltan, segundo a Vaza Jato.

Ministros do governo e herdeiro da monarquia criticam cúpula católica - BAND UOL 13.10.2019 

Papa Francisco critica limitações políticas, sociais e ecológicas do Brasil sob governo de direita - RBA 12.10.2019


Especialista venezuelano desmente Bolsonaro: "Loucura dizer que é nosso petróleo" - Brasil de Fato 12.10.2019
Em Aparecida, arcebispo diz que 'direita é violenta e injusta' - Metro1 12.10.2019

O É DA COISA: As delinquências da extrema-direita na fase do desmanche... - Reinaldo Azevedo 12.10.2019

Governo Bolsonaro e TFP sabotam papa Francisco e Sínodo da Amazônia - Carta Capital 05.10.2019

Não bastasse esses absurdos constatados, denunciados e repudiados, a intensa campanha ideológica em meios de comunicações, já é um problema menor, considerando as mudanças promovidas no uso das estruturas e instituições públicas, descaracterizadas e aparelhadas, como ministérios e órgãos públicos, universidades, que horrorizam os brasileiros e o mundo, com requintes de ameaças mesmo pessoais e a vida, e repetidas como mantra pelo presidente e pessoas próximas, e transformadas em atos, leis e formas distorcidas de políticas, excludentes e vergonhosas, no mínimo. Algo que já caracteriza grupos, conhecidos e atuantes, que usam bandeiras que há muito envergonham a humanidade, e práticas ainda mais desprezíveis.

Veto da França ao Brasil na OCDE é 'bastante grave para política externa', diz especialista - Brasil247 09.10

JBS ainda pode subir e BNDES ganhou (muito) dinheiro, diz Credit Suisse... Brazil Journal 08.10 

Destituição de superintendente abre crise entre funcionários e direção do BNDES - Jornal do Brasil 07.10

O BNDES, de Lula, Dilma, Temer e Bolsonaro - Nexo 07.10

Atacar quem se levanta contra está forma doentia de fazer "política", é a prática corriqueira dos interessados em desmontar uma estrutura política consistente, e tornar tudo que se relaciona a ações políticas, em suspeitas e negatividades, seja nacionalmente e por meios já conhecidos, mídias e fake news, mentiras e destruição de reputações, e internacionalmente, por meio de nocivas alianças e jogos de poder e influências, mesmo para destruir a estabilidade de nações e povos autônomos, com intervenções de todos os tipos. Algo comum no mundo, presidentes terem em suas comitivas grupos de empresários e trabalharem pelos interesses nacionais, praticado por países desenvolvidos, intensamente, e com financiamento dos negócios por grandes bancos públicos (voltados ao desenvolvimento), aqui tem sido motivo de mais perseguições e distorções, como a "cassa as bruxas" com as manipulações da CPI do BNDES, e suas falsas acusações.

Mourão faz mea culpa sobre crise com Sínodo da Amazônia: papa não é inimigo - Brasil247 11.10.2019

O escândalo de tortura no Pará que Bolsonaro e Moro consideram “besteira” e “mal-entendido” - El País 09.10.2019

Papa Francisco na mira da direita - Teoria e Debate 12.06.2019

Abin espiona bispos e cardeais. Heleno anuncia combate à Igreja Católica - RBA 11.02.2019

Tristemente, o que citamos são alguns dos muitos exemplos do mais baixo nível político, e do desvirtuamento do conceito de política que predominam no Brasil, ainda mais hoje, e que nada tem haver com a política que precisamos, e para qual, personagens marcantes e de credibilidade, como o Papa Francisco, nos convidam a participar, e ajudar por meio da política correta e adequada, limitar desigualdades, incluir pessoas, desenvolver economias e partilhar seus frutos com todos, propiciando justiça social, democracia, saúde, educação, paz, e muitos valores e riquezas que se pode oferecer aos povos e nações, sem corrupção e distorções, fraterna e respeitosamente, tratando todos os indivíduos como cidadãos dignos e parte essencial de uma nação.

heleno bolsonaro abin
Heleno Nunes, chefe da Abin, revela que governo Bolsonaro espiona padres e bispos que se preparam para participar de encontro no Vaticano que vai debater situação da Amazônia - imagem Brasil247

domingo, 8 de setembro de 2019

Justiça seletiva

Injustiças não são prerrogativas da sociedade brasileira, mas há muito nos incomoda, e empurra nosso povo a situações de incertezas, e a um futuro de riscos e perdas.

Juiz de Primeiro Grau recebe denúncia contra Aécio Neves - Jornal Opção 25.08.2019

Presidente do PSL, Luciano Bivar, é alvo de denúncia de uso de empresas que vendem notas para justificar gastos - G1 07.06.2019

Lava Jato bloqueia bens de Fernando Bezerra, líder do governo no Senado - Veja 24.05.2019


Vasculhando fatos recentes que envolvem supostos crimes e ilegalidades, personagens ilustres ou atuais, políticos e partidos, empresas e empresários, com seus esquemas de financiamento e enriquecimentos meteóricos ou nebulosos, ainda não explicados adequadamente, ou sem empenho necessário pelas autoridades competentes, mesmo depois de denuncias e evidências concretas, onde a sociedade esperava no mínimo a atenção e disposição demonstrada nos casos envolvendo petistas e seus apoiadores (só para exemplificar), seja pelas instituições judiciárias, policia (PF especialmente), tribunais, MPF, STF, etc. Seja pelas mídias e outros atores sociais, que vez ou outra, interferem ativamente nos processos políticos, sociais, e mesmo jurídicos, mas que parecem (com bases em muitos exemplos disponíveis, como os processos que envolvem o Lula, e seus muitos eventos atípicos e estranhos aos ritos processuais e jurídicos),  ter uma atuação seletiva e ideológica, aumentando a percepção de segmentos da sociedade, que creem que a justiça não é para todos, e funciona segundo critérios e interesses de uns poucos. Algo que inclusive se aplica a condenação e prisão do ex-presidente, e já é percebido como ato de injustiça pela maioria da população.




Mas não é sobre a rapidez dos processos contra Lula, ou da condenação sem provas pelo ex-juiz Moro, por fatos que extrapolavam as denúncias apresentadas pela Lava Jato, Dallagnol e companhia, que hoje são denunciados por abuso de poder, favorecimentos a empresas e empresários, desvios funcionais e perseguições a réus, acusados também de fabricar provas em processos, dentre muitas outras coisas, como a de criar um fundo com recursos recuperados, para seus interesses pessoais, e que aos olhos das instituições como parcela do STF, do MPF e o Conselho Nacional do Ministério Público, não são os procuradores ou juízes, responsáveis pelos supostos ilícitos, abusos e excessos, desvios, ou simplesmente ignoram estes e outros crimes a eles atribuídos, sem adequada apuração ou encaminhamento.



Também não vamos abordar detalhadamente denúncias ou fatos a serem investigados, que o envolvem os supostos laranjas do PSL, o ministro Ricardo Salles, ou a família Bolsonaro e suas relações com o Queiroz, as suspeitas de caixa 2, a primeira dama, e tudo entorno das milícias do Rio de Janeiro, e os filhos de Bolsonaro, ou Flávio Bolsonaro, envoltos em suspeitas e atribuídas ilegalidades, ainda antes de 2018.


Militares antinacionlistas fazem pressão e Supremo se acovarda de novo em relação a Lula - Carta Campinas 22.06.2019


Nem muito menos, dos inúmeros descalabros, ou crimes contra a democracia, que estão relacionados a posições e violações aos textos constitucionais, ameaças e violências estimuladas, por militares, ou generais e coronéis de pijamas, que parecem crer que a população e a democracia, serão indefinidamente tuteladas, por militares que descumprem suas responsabilidades legais, ameaçam o povo, o Brasil, com revoltas armadas, intervenções na política, no judiciário, com suposto apoio dos militares, que propagam nas mídias.

O que vamos abordar com algum detalhe, envolve um personagem de trânsito nacional, mas bem conhecido dos pernambucanos, e que em muito contribui para esse governo desastroso, que tenta impor a sociedade, retrocessos e situações conflituosas, como alternativa de radicalização e permanência no poder, à custa de provocações, violências e agressões, perseguições, e ataques a movimentos sociais, organizações e ao povo, por meio de retiradas de direitos, uso excessivo e abusivo de força, negligências e esquemas ilícitos.


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Os desvios não esclarecidos, e nem devidamente apurados que envolvem Luciano Bivar.

Luciano Bivar- imagem do Google

O deputado federal pernambucano, Luciano Caldas Bivar, presidente do PSL (partido de sustentação e filiação de Jair Bolsonaro, seus filhos e muitos investigados nos esquemas de laranjas, e em crimes de milicianos), também tem seu próprio suposto esquema de desvios, e já foi denunciado publicamente, apesar de haver uma certa morosidade nos processos, especialmente na justiça eleitoral, que possam surtir uma punição, como a cassação do mandato e a devolução de recursos do Fundo Partidário, que teriam sido desviados por Bivar, em operações que envolvem uma das empresas, em que seu filho Cristiano de Petribu Bivar, é um dos sócios.



É justamente a ausência de efetividade nas apurações e na punição, uma vez que, no caso da contratação da empresa do seu filho com recursos do fundo eleitoral, há flagrantes irregularidades, e documentação probatória nos registros do TSE, a respeito da empresa do Cristiano Bivar (sócio administrador), e a empresa Nox Entretenimentos LTDA (Casona Estúdio, CNPJ 08.394.867/0001-80, Capital Social de R$ 50 mil Reais, e funcionando em Jaboatão dos Guararapes, PE, CEP 54.440-370), que consta na relação de fornecedores de serviços, na prestação de contas do candidato Luciano Bivar, com pagamento de R$ 250 mil Reais a Nox. Na mesma eleição, a Nox também prestou serviços ao candidato a senador em 2018, Mendonça Filho, com recebimento de R$ 100 mil Reais, conforme informações disponíveis no sítio do TSE, no sistema de consulta a prestação de contas.




Não são só essas, as enroladas situações são maiores, noutro flanco, ainda relacionado a eleição de 2018, pesa contra Bivar denúncias, e inclusive com gravação de áudio, com um suposto emissor de notas fiscais frias, o empresário de Abreu e Lima, Luiz Claudio Cordeiro Palhares Júnior, declarando ter emitido NF super faturadas para um serviço prestado pela Colossu's Empreendimentos LTDA, e que teria custado R$ 8 mil Reias, mas foi declarado ao TSE um valor superior, e teria devolvido a Luciano Bivar R$ 30 mil Reais, mostrando assim o esquema de faturamento e desvios, que estão relacionados a possíveis outros, e a caixa 2 de campanha, como os de muitos candidatos do PSL.  Tais denúncias e ilícitos parecem não ter atenção, ainda que seja respeitado o direito de defesa, a presunção de inocência, apurar possíveis delitos, urge!

Bolsonaro e Bivar, Imagem divulgação/Assessoria de Jair Bolsonaro – 5.jan.2018





E não é apenas isso, estamos deixando claro os aspectos que envolvem os tais esquemas da campanha de Bivar, como são denunciados, e mais detalhes e situações que podem representar mais indícios, ou possíveis fatos irregulares, direta ou indiretamente relacionados, seja com as denúncias e suspeitas, ou com a forma que se organiza o PSL, aqui em Pernambuco também, o envolvimentos de empresários, grupos empresariais, e mesmo sócios e parentes em situações suspeitas. O que parece incomodar até seus aliados, como o presidente Jair Bolsonaro, que recebeu doações legais, de seus filhos, Luciano de Petribu Bivar. e Cristiano Bivar (sócio de várias empresas, e da Nox), enquanto o outro filho, Sergio Bivar (também sócio de algumas empresas do grupo), também contribuía para outras campanhas de aliados, dentre os quais, Paulo Gontijo Olimpo Ramos, no RJ, que recebeu deste R$ 14 mil Reais, conforme informações do TSE.



Os negócios e a política, parecem se confundir nas relações examinadas e denúncias sobre os ilícitos, e não apenas para os familiares de Bolsonaro, e nas doações suspeitas e operações imobiliárias com milicianos, resguardando proporções e restringindo as suspeitas (a uso indevido de recursos eleitorais), se aplicam ao caso do Luciano Caldas Bivar e filhos, Cristiano, Luciano e Sergio, com diversas de suas empresas (F C R Construções LTDA, Mitra Participações e Empreendimentos LTDA, Aton Construções LTDA) estando localizadas no mesmo edifício que funciona a sede do PSL de Pernambuco (Rua Marques do Herval 167, Ed. Príncipe de Nassau - Sto Antônio - Recife), em salas que são alugadas ao PSL, não à toa, por uma das empresas dos Bivar, a Mitra Participações e Empreendimentos LTDA, CNPJ 08.769.570/0001-52. 


Em 2014, contas da Celpe em nome da Mitra Participações (dos Bivar), estavam nas despesas do PSL apresentadas ao TSE, para justificação dos gastos com o partido e uso dos recursos do Fundo Partidário.





Comprovante de pagamento e fatura da Celpe em nome da Mitra e pagas pelo PSL em 2014 (disponível no TSE)

Uma engenharia interessante, e já de alguma forma destacada na imprensa, com curiosidade, no mínimo. 

Um detalhe que verificamos, e que não trazem bons olhos sobre os empreendimentos, "relações cruzadas" e interesses que se sobrepõem, quanto aos benefícios e regularidade, e é algo estranho para quem observa a distância, onde temos como protagonistas, a Aton Construções LTDA, que atua também no PR e em SP  e participa do capital da Mitra e da AJP Empreendimentos e Participações LTDA. Esta última por sua vez, já atuou em reparações alvos de seguros de imóveis financiados pela CEF, alvo de ações, como o processo nº 0803820-90.2013.4.05.8300, de interesse da COMPANHIA EXCELSIOR DE SEGUROS, doadora da campanha de Bivar em 2014, e empresa na qual o deputado tem participação acionária, ou tinha a época.

 Controle Cidadão - Cota para o Exercício da Atividade Parlamentar - Luciano Bivar 03.2019

NF da ML Serviços de Comunicação
 
Não bastando isso, podemos verificar ainda que uma das supostas laranjas, que também era assessora de Bivar em Pernambuco, já esteve envolvida em emissão de notas ao PSL em 2014,  Marta Patrícia Heitor Lemos (que também atuou junto a Saúde Excelsior), e envolvia a ML Serviços de Comunicação, CNPJ 33.205.244/0001-60 (suposta empresa de fachada, como diz a reportagem do DP do dia 07.06, cujo o link inserimos nesta página).  E como dissemos, há muita cumplicidade e mistura de interesses entre políticos, empresários e assessores, funcionários, aliados e empresas, em muitas operações suspeitas. Esta empresa recebeu de Bivar, por meio de recursos para atividade parlamentar, R$ 7 mil Reais, e pode ser mais uma nota fria, segundo suspeitas sobre o esquema de laranjas.

Com tantos problemas apresentados e denuncias gravadas, a dita seletividade dos instrumentos judiciais, das instituições ligadas a Justiça, parece de fato estar presente nos casos relacionados a Bolsonaro, ao PSL, e também ao presidente do partido, Luciano Bivar, e muitos investigados como laranjas, para além do Queiroz, e dos relacionados a Bebbiano, Ricardo Salles, e outros personagens, e o povo já entendeu isso.

O deputado Luciano Bivar, apesar do cargo, e de acumular enorme fortuna (para além dos 18 milhões declarados ao TSE), ser acionista de inúmeras empresas e ter investimentos no exterior, está à frente do PSL de Bolsonaro, de muitas questões a explicar sobre os escândalos dos laranjas e milicianos, também mantém um grande prestígio no círculo político local, regional e nacional, à ponto de mesmo sobre ataques de aliados do partido, conseguir nomear o diretor do INCRA em Pernambuco, o Cel. PM Marcos Campos de Albuquerque, alguém próximo ao PSB, desde o período do falecido governador Eduardo Campos. Bivar tem alguma proximidade também com Antônio Campos e Paulo Câmara, governador de Pernambuco.

O povo aguarda ações concretas e imparciais da Justiça!  O Brasil precisa, os pobres muito mais!


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Seletividade também em forma de sentença, que pode destruir uma obra social importante.

Resultado de imagem para MST Normandia
Centro de Formação Paulo Freire - MST PE

Centro de formação do MST em PE sofre com tentativa de despejo - MST 05.09.2019

Ainda sobre a seletividade da Justiça, vemos algo que abala qualquer cidadão que anseia por dias melhores. Em recente e rápido processo, a 24ª Vara da Justiça Federal em Caruaru PE, por meio do juiz Tiago Antunes de Aguiar, determinou o despejo de todos que atuam no Centro de Formação Paulo Freire, mantido e administrado pelo MST, local que funciona desde a criação do assentamento na área da Fazenda Normandia (por volta de 1998), e ocupa pouco mais de 15 hectares, destinados com a concordância do INCRA, para atividades de formação, capacitação, e apoio aos assentados, algo que tem sido realizado, inclusive com convênios com universidades e órgãos estaduais e municipais.

No local funcionam cursos técnicos e de educação básica, escola, creche, e dispõem de auditório e alojamentos, usados para acolher alunos, assentados, e membros dos movimentos sociais em eventos. Também há quatro unidades de beneficiamentos (indústrias), que permitem aos assentados e outros pequenos produtores, realizarem beneficiamento de seus produtos, e oferecer com qualidade aos consumidores, e também atender necessidades alimentares referentes ao serviços de merenda escolar, seja em Caruaru ou na capital Recife.  O que seria uma enorme perda para população, caso o despejo ocorresse de fato, e com a violência e abrangência da ordem, rapidamente concedida ao INCRA, que sob a ideologia e orientação de ataque do governo Bolsonaro, ignora direitos, e consequências para a sociedade de uma medida, que pode representar provocação, violência e mais injustiça, com apoio do judiciário brasileiro.

Centro de formação do MST, em Caruaru, é alvo de reintegração de posse solicitada pelo Incra - GGN 06.09.2019

Surpreende a forma que foi determinada o despejo, no documento se determina prisões à cargo da PF, se houver alguma resistência (esperada e natural após 20 anos de permanência, e funcionamento regular), como também recolhimento de animais, ou mesmo abate ou disponibilização destes à terceiros, sem nenhum respeito aos assentados, nem aos convênios públicos e trabalhos sociais, realizados no local e no entorno. O mesmo juiz, já fez parte de ato em favor do ex-juiz Sérgio Moro e da Lava Jato, juntamente com outros juízes federais da região (por meio da AJUFE Associação dos Juízes Federais), e hoje, os que no passado foram apoiados (como Dallagnol e Moro), são acusados por importantes segmentos sociais, de parcialidade e ilícitos, e de agirem movidos por uma ideologia de direita, próximas aos interesses do atual governo Bolsonaro, envolto em denuncias e suspeitas, como as que envolvem o PSL e seus supostos laranjas.

Tais fatos geram repulsa e denuncias, por parte de importantes de parcelas da sociedade e representações sociais em Pernambuco, e no Brasil, e cobram respeito e menos seletividade do judiciário em suas ações.

(por José Dilson, para Foco Brasil em 08.09.2019)