O mundo começa com 2026 tão ou mais conflituoso que foi em 2025, apesar de uma pausa em alguns, como os que envolvem Israel e seus vizinhos, não todos e nem tão próximos, como o Irã, onde ataques diretos não ocorrem fazem meses, diferente do que ainda acontece com Gaza e Cisjordânia e até no Líbano em menor escala.
Ademais as coisas estão muito desequilibradas e perigosas, com fim de acordos nucleares, guerras ativas entre Rússia e Ucrânia, que envolvem muitos outros, ou com ações e ameaças americanas com intervenções violentas, sejam em áreas do Pacífico e do Atlântico, com mortes tidas como execuções em rotas navais, sejam contra "adversários dos EUA", em Cuba ou como foi visto nos primeiros dias do ano na Venezuela, com o "sequestro" de Nicolas Maduro. Tais instabilidades são preocupantes e graves, dão evidências de uma acelerada deterioração do ambiente e da segurança mundial, com potencial para mais problemas, violências, sofrimentos e mortes, com requintes de perversidade e caprichos de tiranos como Donald Trump, e seus planos caóticos como os elencados para Palestina, além da enorme pressão e ataques a soberania em Cuba com danos humanitários a população, ou o cerco e ameaças aos iranianos, após suposta interferência em recentes movimentos de rebeldes no Irã, patrocinado pelo serviço secreto americano e israelense, resultando em milhares de mortes, é outro ponto forte de atrito entre os governos envolvidos, com potencial para um conflito regional. Não bastasse tais situações, acrescentem os desentendimentos entre EUA e Europa, e as pretensões de Trump sobre a Groenlândia. É muito real a elecom ação das tensões, o perigo potencial é cada vez maior a cada dia!
Cuba decreta medidas de emergência diante de crise energética - O Globo 07.02.2026
A questão Cuba, Trump após a exploração midiática dos ataques ao governo venezuelano, e com o "sucesso temporário" do sequestro de Maduro e o até então comportamento "dócil" da vice Rodrigues, numa adaptação as chantagens e coerções do presidente americano, com o presidente Diaz e o povo cubano feitos de reféns do medo, na sequência os escolhidos para alvos, no rastro das ações americanas iniciadas desde as execuções nos mares do Caribe, patrocinados pela Marinha dos EUA, com um cerco naval que impede também as remessas de petróleo e suprimentos para Havana, e amplia os riscos de conflitos e perdas enormes a população civil, em decorrência de uma clara e ilegal intervenção, a qual o mundo e outras potências como China e Rússia precisam se contrapor, e junto com nações latinas como o México, e mesmo o Brasil, garantir o fornecimento de recursos humanitários essenciais aos cubanos.
Em meio a negociações, EUA renovam alerta a cidadãos no Irã | G1 06.02.2026
O possível conflito no Oriente Médio com os EUA em constante posição de ameaça ao Irã, a pretexto de conter o suposto programa nuclear iraniano, e proteger seus interesses e aliados como Israel, da mesma forma que assegurou o genocídio praticado pelos israelenses na Palestina, é a mais seria ameaça e com potencial de implantar o caos na Ásia, não por ser impossível uma vitória americanas em um conflito aberto com o Irã, há clara superioridade dos EUA e alguns aliados que não os deixaram sem apoio, ainda que o alinhamento seja oneroso e perigoso, há muitos interessados em uma submissão iraniana, contudo sem dúvidas está seria a custo muito elevado para os americanos e poderia ser ainda mais relativa, ou muito diferente do que houve na Venezuela. O Irã não é despreparado e nem está tão isolado, além de ser resiliente e ter estruturas de poder capazes de superar e prosseguir mesmo sobre fortes ataques, o que pode surpreender e desencadear uma longa guerra, sofrida para muitos e não apenas no Irã ou no Oriente, com perdas aos EUA e ao mundo.
Netanyahu deve se encontrar com Trump nos EUA na quarta para tratar do Irã. - UOL 07.02.2026
| Trump e Netanyahu a violência em comum - Foto do sítio da UOL |
Há muitas análises e simulações estratégicas de governos ou dos atores envolvidos, mas nenhuma oferece certezas e garantias concretas de sucesso. Algumas autoridades no assunto tem se manifestado pró ou contra as intervenções belicosas dos EUA e Trump, contudo ninguém pode de fato crer que detém as informações e controle sobre os cenários que podem assegurar suas previsões e palpites, sejam eles capazes de apoiar este ou aquele plano e governo, ou influenciar não só os atores mas a opinião pública e os rumos políticos e decisórios, mesmo nos fóruns mundiais.
Um ponto em comum há no que ocorre no Irã e se deu na Venezuela, a coerção violenta dos EUA se dá com concretude e implica em respostas para a sobrevivência dos regimes, e a manutenção de um nível aceitável de soberania e controle dos rumos da nação, em Caracas e após agressão com ajustes e flexibilização de posições com manutenção do regime ainda "aceitando demandas americanas", contudo para além dos aspectos de violência e uma ação concreta iminente, ou a possibilidade e intensão de manutenção e sobrevivência do regime iraniano, as formas e reações não serão parecidas, e não com negociações produtivas e eficazes que impeçam ações em campo, agressões, pois não há seriedade ou respeito por parte dos americanos, que permitam um acordo agora, nem disposição do governo iraniano em abrir mão de significativa garantias de soberania e desenvolvimento, segundo a perspectiva de fortalecimento e orientação política, social e econômica, condizente com os aspectos ideológicos e religiosos que regem o Irã, não sem uma efetiva e contundente motivação, algo que será muito, muito difícil de se conseguir.
Lembremos que mesmo sendo uma potência nuclear ou tendo meios navais e aéreos em abundância, porta-aviões nucleares, submarinos, destróier's com centenas de bombas e mísseis, um grande volume de poderosas aeronaves, e apoio em diversas bases e países da região, os EUA sabem, que há riscos reais as suas tropas, apesar de seu poder, e a infeliz percepção que o Irã seguiria uma doutrina de reação proporcional e calibradas ou antecipadas, para não provocar uma guerra de fato, é uma aposta no escuro. Essa postura pode não ser mais válida, o Irã mostrou isso na guerra de 12 dias contra Israel em 2025, numa série de ataques concretos e eficazes ao território israelense, quando mísseis de vários modelos e alcance, e ondas de drones, saturaram o maior sistema de defesa aérea do mundo, e mesmo as interceptações aéreas de americanos e aliados a partir de bases, navios e por meio de aeronaves em vários países da região e em Israel, onde a lição não pode ser ignorada, não resolvem, o Irã tem alguma força e pode ser perigoso e letal, tem meios para manter ou estender um conflito por algum tempo, e pode causar muitas perdas e dores não só aos americanos, mas pela região e no estreito de Ormuz com repercussão para todos os países, e até ampliando o confronto entre potências.
Aos desavisados e arrogantes, não subestimem e não pensem que um conflito com o Irã é algo sem importância ou que se resolva rapidamente sem perdas elevadas, ou diversas e distribuídas. O perigo é real! O perigo é para todos os envolvidos! O mundo vive tempos difíceis e muitos se preparam ou emitem sinais de guerras. O perigo e real!
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