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Exemplos recentes de como o Brasil carece de tais valores, também de respeito ao trabalho e a vida dos que fazem a informação, e nos levam notícias com relatos fidedignos aos fatos, ou enriquecidos por análises e interpretações, mas preservando as verdades nestes contidas.
Putin deposita flores no Túmulo do Soldado Desconhecido, no Kremlin, durante as comemorações pelo Dia da Vitória nesta segunda-feira (9)| Foto: EFE/EPA/ANTON NOVODEREZHKIN/KREMLIN/SPUTNIK imagem reproduzida da Gazeta do Povo.
Ao longo dos tempos assistimos a manipulações de povos e sociedades, das "verdades" e dos meios de comunicações, das instituições nacionais e internacionais, de forças e pessoas, para que alguns grupos políticos e governos atinjam seus interesses e objetivos, seja por meio de guerras e exércitos, seja por manobras e com o uso de mídias por meio de ações distorcidas e sustentadas em mentiras e falsos argumentos.
Isso ocorre agora na guerra da Ucrânia, onde objetivos, divulgações dos fatos e mesmo ações de governos, ocorrem alicerçadas em mentiras, em falsos pretextos e muita jogada de bastidores, com interesses escondidos, sejam da parte dos Russos (pintados pela mídia internacional como vilões, ainda que seus atos possam não ser diferentes de outros promovidos pelos EUA em muitos momentos e ainda hoje, assim como outros países da Europa Ocidental), ou sejam de parte da Ucrânia, que a partir de acenos indecorosos dos membros da OTAN (que em dadas ocasiões movem-se para cercar os Russos em suas fronteiras como quando o fizeram apoiando e colocando armas estratégicas bem perto das suas fronteiras, a partir da Polônia, Romênia, Hungria e algumas ex-repúblicas que compunham URSS - União Soviética, como a Estônia), e que agora as lideranças ucranianas "fingem" não compreender o tamanho da enrascada que geraram, e como era ameaçador e perigoso o desejo irresponsável da tal adesão ao bloco inimigo da Rússia.
Mortes, assassinatos, guerras, pelo mal que trazem a inocentes não são justificáveis, mas o receio de ameaças reais, do avanço inimigo sobre os limites em áreas urbanas e aglomerados populacionais, fazem sociedades e governos agirem mal, muitas vezes de formas injustas e violentas, guiadas por seus interesses e medos, muitos legítimos e até compreensíveis, algo que ocorrem também a nível de nações e governos como agora. Esperar que uma nação se veja cercada em suas próprias fronteiras não é algo normal, e os países que integram a OTAN têm plena consciência do que representam seus atos em relação aos russos, bem como também sabem os líderes da Ucrânia, mesmo que não desprezemos a violenta reação da Rússia, suas inapropriadas ações e consequências aos inocentes nas terras ucranianas, dado o tamanho do conflito que acontece também pela interferência indireta de armas e pessoas de fora dos limites dos dois países, armas e meios não faltam por lá.
Tudo que vemos, ouvimos, sabemos, tem interesses envolvidos, sejam de um ou de outro, dos que estão em conflito, e claro, muito influenciado e moldado por aqueles aliados, ou melhor, interessados que levaram a situação na região ao limite, instigando o início de uma guerra, onde não haverá vitoriosos, apesar que nos cálculos dos ingleses, americanos, e da OTAN, reagindo os russos ou não, estes já estariam derrotados, pois para o mundo a imagem que lhes caberia seria de agressores insanos guiados por um tirano, ou de uma nação com menor prestígio e "vencida" por um país vitimizado, não um país manipulado e a serviço dos interesses do ocidente sobre as estratégicas relações da região, suas economias e riquezas, que por consequência e declínio russo cairiam em mãos dos poderosos de sempre, ex-colonizadores europeus e nos novos, os americanos, que corriqueiramente intervém em países livres, espionam, mudam governos, geram guerras e conflitos por toda parte e com milhares e milhares de mortes inocentes e muita destruição, sem a devida cobrança pelas mídias.
Não há mocinhos nem bandidos no sentido estrito das palavras, posições acertadas cobram pela paz, pela não interferência externa que provoca o acirramento ainda mais do conflito, não ajudam as populações, trazem mais dores e mortes, não resolvem o conflito e tendem a envolver outros atores, provocando uma guerra mais sangrenta e longa, e que pelo andar dos fatos, deve levar até a uso de armas ainda mais destrutivas e talvez estratégicas, afetando ainda mais os povos de lá e do mundo (numa possível guerra generalizada ou nuclear), não só com incertezas e falta de alimentos, ou uma pesada crise econômica internacional como já há sinais evidentes e inevitáveis. Os senhores da guerra pelo mundo ignoram riscos só pelo potencial de concentração ainda maior de poderes! Nos arrastam para uma tragédia mundial em um tempo próximo!
Sabiamente, o Papa Francisco condena incisivamente a guerra e as ações violentas na Ucrânia, denuncia a morte de inocentes e o pensamento mesquinho de governantes e suas errôneas percepções de poder, crítica o papel da Rússia em usar meios bélicos para resolver problemas entre os dois povos, mas claramente aponta o que os russos e outros que ainda guardam um pouco de consciência, e que citam os atos de provocações e a incitação da OTAN com base nos interesses estratégicos e percepções de poder dos membros da aliança.
A história nos mostra algumas falsas verdades, interesses e jogos de poder por trás de milhares de mortes e guerras, a exemplo do que fizeram os Estados Unidos da América, nas guerras:
Em 8 de junho de 1972, Kim Phuc, vietnamita de 9 anos, chora após ter
parte do corpo queimado em um bombardeio aéreo de napalm, em um vilarejo
no Vietnã
Foto: Nick Ut / AP
- da Guerra do Vietnã, onde americanos apoiando aliados sul vietnamitas, não pouparam civis e matavam com bombas incendiárias (napalm) e armas químicas (agente laranja), idosos, mulheres e crianças em prol da chamada "teoria do dominó" como política de contenção anticomunista e de afirmação de interesses e poder americano no mundo. Uma guerra que se deu devido também ao primeiro conflito envolvendo os franceses na Indochina, e por razões mesquinhas e políticas essencialmente, para frear mudanças em curso na região.
Ficou evidente a farsa americana nos primeiros anos de 2000, o suposto combate e destruição de armas químicas e biológicas em ´poder de Saddam Hussein no Iraque, algo que como muitos diziam e denunciavam, era uma grande mentira americana para destruir o governo iraquiano e controlar o acesso as reservas de petróleo na região. O Iraque foi destruído e o povo ainda sofre com as duas guerras patrocinadas pelos americanos e alguns aliados, armas químicas e biológicas nunca foram encontradas e o petróleo é usado em benefício dos ocidentais numa nação conflituosa e arrasada até hoje.
Lula ao lado do deputado federal Reginaldo Lopes (PT-MG) durante o ato “Lula Abraça Minas”, em Belo Horizonte.| Foto: Ricardo Stuckert. imagem Gazeta do Povo.
Aqui em nosso país temos nossas próprias versões de conflitos em curso ou em deflagração, uma delas se avizinha de forma mais intensa, as nossas eleições presidenciais e legislativas de 2022. O clima de acirramento e conflito se intensifica a medida que o pleito se aproxima (heranças também de recentes e más intervenções internacionais), e os sinais que podem implicar numa possível derrota do descompensado presidente Bolsonaro e seu governo, responsável por tantas dores e até mortes como as decorrentes de erros, falta de ação e más escolhas durante a pandemia da Covid-19 e em decorrência também desta, se acumulam na saúde, na economia, e muitas outras áreas e segmentos sociais.
Com o crescimento do apoio ao ex-presidente Lula, com a cobrança popular dos desmandos de Bolsonaro, que apesar das omissões da Câmara, do Senado e outras instituições, há um receio de seus apoiadores e aliados de que ocorram no futuro, estando eles e Bolsonaro fora do poder, cobranças judiciais e legais de responsabilidades e possíveis crimes deste governo e seus seguidores desnorteados.
Em outubro será a eleição, mas hoje crescem o clima de confronto e polarização com ampla divulgação de informações e notícias falsas que possam influir no pleito, prejudicando nossa democracia. Além disso há mais ameaças vindas de parte das tropas e serviços militares que deveriam está a serviço do Estado Brasileiro, mas parecem ter sido envolvidas em jogos de poder por vantagens diretas, para além dos denunciados usos de recursos para compras de picanha e cervejas, ou de próteses penianas e comprimidos de Viagra, vergonhosos. Algo muito absurdo e real, tão real quanto a facilitação na aquisição de armas por CACs (caçadores e colecionadores), que adquirem em número elevado munição e armas poderosas, fuzis e armas automáticas inclusive, algumas usadas para alimentar o crime organizado (aliás muito próximo a membros do governo como, as milícias do RJ, segundo denúncias apuradas) ou para empoderar por meio da força bélica e da violência, grupos de apoiadores e "forças" a disposição de Bolsonaro, com suas vocações fascistas e ditatoriais, numa possível aventura armada para se manter no poder (sempre bradadas), e se a via eleitoral se tornar inviável ao presidente, como se presume, no mínimo gerando conflitos que impossibilitem a posse de outro efetivamente eleito num processo nada simples.
Nesta condição caminhamos para uma crise mais grave que atual, seja institucional onde há ataques ocorrendo faz tempo, contra o STF e outros símbolos da justiça e de um país democrático, com mentiras e desconfianças sendo propagadas nas mídias e redes sociais (com adesão de alguns veículos de nome, sob interesse outros que não a notícia e a verdade dos fatos), numa luta econômica, política e social, e com mais miséria e desemprego, em meio a falsas ações de cunho populistas, oportunistas, temporárias e eleitoreiras, que não trarão alento a maioria da população e muito menos solução que um país desejoso de desenvolvimento e justiça social almeja e precisa.
O povo e as instituições precisam estar prontos contra as mentiras e potenciais riscos que se aproximam, devem fazer do voto a verdadeira arma e buscar as mudanças necessárias, em todas as esferas, sejam estaduais ou federais, mas não se furtando a fazer valer sua escolha e coibir atos desestabilizantes ou violentos que serão vistos agora e depois do processo eleitoral. O povo precisa mostrar sua força de verdade!
Nenhuma guerra é algo bom, mortes de inocentes muito menos, sempre há o que chorar e lamentar, não será diferente no conflito que eclodiu na Ucrânia, bem antes de 24/02/2022 e de forma diferente do que as mídias ocidentais costumam dizer. Infelizmente é uma dura verdade que está em meio a muitas mentiras de lado à lado, e em narrativas que se arrastam por meses e anos, muito além da simplória percepção de bandidos e mocinhos, ou certos e errados, num jogo de poder cruel e arriscado que envolvem os grandes played's internacionais e seus interesses, parte dos quais nem sempre legítimos.
Notícias frequentes dão conta de ataques russos e fuga de ucranianos para fronteiras vizinhas, especialmente na Romênia e Polônia (aliadas a OTAN e EUA), onde há contingentes de tropas e equipamentos americanos.
Mas em meio a este quadro de desinformação patrocinada também por grandes veículos de imprensa, longe de ser agradável, as próprias informações mostram disparos direcionados a alvos militares pelos russos (que ratificam parte das alegações russas), numa guerra onde há sim vítimas civis, mas considerando-se o tamanho da ofensiva e os atores no campo de batalha (a o Ucrânia o 3º maior exército da Europa, a Rússia o maior e mais moderno exército do continente), está longe de ser um objetivo dos russos atingir civis diretamente, que além de alvejar alvos militares e de governo, pedi a população de Kiev para ficar distante de estruturas de segurança, governo e militares (deixando a manipulação midiática ocidental mais evidente e chocante, considerando ainda a instrumentalização e censura a quem se opõem), mesmo que não seja justificativa a guerra e fatos em curso na Ucrânia.
Vale lembrar que as falas das principais autoridades e políticos, sejam na Ucrânia em Kiev, na Europa e nos EUA, ou em organismos como a ONU, são bem ao compasso da fala presentes em roteiros de cinemas, ensaiadas e pré-definidas, carregadas de hipocrisia e mentiras, especialmente relativamente a "agressão russa" e o papel da OTAN (aliança militar ocidental que remonta a guerra fria e o fim da 2ª guerra, e ainda hoje subsiste apesar do fim oficial de seus opositores, no Pacto de Varsóvia), com suas armas e avanços sobre fronteiras e continentes por todo mundo, além de uma frente de conflito midiático importante para interesses próprios e reforço de suas posições e objetivos, algo que também ocorre entre os russos.
Segunda Guerra Mundial - Como tudo começou?
Toda guerra é condenável, mas as razões pelas quais elas surgem devem ser bem avaliadas e tratadas, caso contrário elas se repetem, como na 1ª Guerra Mundial e na 2ª Guerra Mundial, quando alemães humilhados e ignorados pelas outras grandes nações da Europa, foram seduzidos e arrastados a uma aventura nacionalista cruel e devastadora para todas as partes, que descambou na 2ª Guerra.
Informações de Lugansk e Donetsk - fonte Sputnik 17.02.2022
Essa guerra na Ucrânia foi anunciada, tem sido planejada há muito tempo, nos referimos não apenas aos russos e aos ucranianos, mas principalmente pela OTAN, seus membros significativos na Europa e pelos EUA, que ao longo de anos vem levando a Ucrânia ao enfrentamento com Moscou, com riscos concretos de levar armas, misseis e bombas nucleares às fronteiras da Rússia, por intermédio da Aliança do Norte (OTAN) e dos EUA (americanos), que após a dissolução (divisão na década de 90) da URSS (União Soviética) se aliaram aos EUA, e hoje muitas das quais contam com bases e armas americanas (a exemplo da Letônia), como visto na Polônia, Romênia e outros vizinhos. Sem esquecer que esse conjunto de fatos estão relacionados a conflitos que até o momento não teve atenção adequada, onde a Ucrânia joga misseis e bombas ocidentais sobre Donbass (com enormes populações russas de Lugansk e Donetks) também são vitimadas e ignoradas, como se os mortos lá por ucranianos fossem menos importantes, sendo parte deste problema atual e do conflito.
Sede da OTAN, em Bruxelas. Todos os países em laranja no mapa
ingressaram na organização a partir de 1997: Estônia (1), Letônia (2),
Lituânia (3), Polônia (4), República Checa (4), Eslováquia (6), Hungria
(7), Romênia (8), Eslovênia (9), Croácia (10), Montenegro (11), Albânia
(12), Macedônia do Norte (13) e Albânia (14). Reprodução do sítio Viomundo
Entrevista com Putin - reproduzido do Sputnik News
Russos são acusados de invadir a Ucrânia, por outro lado dizem que estão defendendo populações russas em Donbass alvo dos ucranianos, e protegendo suas fronteiras e sua integridade enquanto povo e nação, de um avanço militar americano e da OTAN na direção do leste da Rússia (algo que é real), e como disse Putin "não foi suficiente a fragmentação da URSS em 12 partes"? Como que afirmando que os americanos desejam dividir a Rússia também. Outro aspecto é a afirmativa de Putin que as provocações da OTAN e dos EUA, avançam muito e na direção de ataques aos russos, e pergunta, "e se fossem os americanos alvo de misseis em suas fronteiras com o México ou Canadá, eles reagiram como?"
Outro aspecto, há forte presença de simpatizantes do neonazistas na Ucrânia (que durante a invasão do exército de Hitler na 2ª Guerra, teve parte de sua população colaborando), onde milhares de russos lutaram para expulsar as tropas de Hitler, mas que prosperam forças militares de cunho extremistas, como o Batalhão de Azov entre as forças ucranianas. Há muitos manifestações duvidosas entre ucranianos, inclusive durante a fuga de refugiados para países vizinhos, onde descendentes ou africanos residentes na Ucrânia acusam as autoridades da fronteira e forças ucranianas de discriminação, proibindo ou dificultando a saída destes das áreas de risco e do território da Ucrânia (algo que vai bem na linha de perseguições e exclusões raciais, com silêncio e "apoio" internacional).
É pouco confiável as informações de que milhares de soldados russos foram mortos, ou que centenas de civis ucranianos ou número de alvos atingidos, assim como de aeronaves e veículos destruídos, a guerra de informações e a manipulação é intensa, informações das autoridades de Kiev algumas vezes não batem com as divulgadas pela ONU, e a exemplos de outras na imprensa que teriam sido mortos mais de 3 mil e depois 4,3 mil soldados russos, que dias depois outros veículos de mídias diziam ser 800, ou nas supostas ações como a ilha da cobra, onde foi criada toda uma narrativa heroica em torno de dois soldados que não se renderam para comover os ucranianos, e segundo os russos o que ocorreu no local foi a rendição de 82 ucranianos após ação das forças navais russas, sem diálogos de xingamentos ou qualquer coisa parecida, como a lenda do fantasma de Kiev um suposto herói de guerra na aviação, ou mesmo que os russos estejam sendo retardados por falta de logística, algo pouco provável, pois parece que seguem ordens precisas no tempo adequado a eles .
O que sabemos é que conforme a frase de um pensador desconhecido, "na guerra, a primeira vítima é a verdade", e agora esse ditado vale ainda mais. Um outro fato é que as informações que chegam até nós são contaminadas com alto grau de parcialidade e de propaganda pró ocidente, EUA, OTAN, por meio de agências europeias, que ignoram os fatos como são, além das inúmeras demonstrações de violências e mortes como as que neste instante, envolvem americanos e seus bombardeios libertadores como na Somália (alvo recente de bombardeios), com muitas mortes e dores, ou outros fatos recentes que também envolveram americanos e europeus, sejam na Síria, Iraque, Líbia, Iemem, e muitas outras partes no passado como na Iugoslávia, Líbano, Sudão,etc. Com milhares de mortes acumuladas por aqueles que apontam a Rússia em suas ações, mas que no caso americano e europeu, não se aplicam, pois estes são vistos e mantém a falsa imagem de "mocinhos, heróis', e não igualmente criminosos e responsáveis por destruição, caos e mortes, numa clara hipocrisia, também por figurarem como atores na construção atual da guerra na Ucrânia. É por motivos como estes que a China se precavem e aponta provocações em áreas do mar do Sul da China, onde aviões e navios americanos realizam manobras, e onde armas são entregues pelos EUA aos vizinhos da China Korea do Sul e Japão dentre eles, para que se contraponham e provoquem a China.
Por fim, esperamos que a guerra tenha fim e que as mortes não continuem, mas que a configuração de forças que vai surgir deste triste episódio, ponha freio nas intenções belicistas e territoriais de parte à parte, especialmente na gula dos americanos e parte dos europeus, que os movem a realizar ataques e criar conflitos por seus interesses em petróleo, minérios, e riquezas de muitas nações, como forma de manter seu poder "absoluto" à custas de vidas ceifadas.
Uma lição deveria termos aprendido com episódios passados como os que citamos, bombas não libertam e nem são o melhor instrumento para paz, e não há "mocinhos" nem "heróis libertadores" entre os que bombardeiam povos e populações, matando milhares e milhares de civis, mesmo que se juntem com hipocrisia para contar uma historinha legal, e atender e manter um clube fechado propício aos seus interesses destrutivos, como a OTAN tem se mostrado ser, segundo os episódios tristes protagonizados.
AFEGANISTÃO
EUA, Alemanha, Reino Unido, e outros ocidentais junto com a OTAN, participaram de ações no Afeganistão, e o saldo foi de mais de 242 mil mortos, entre população civil, insurgentes e militares de todas as partes (americanos cerca de 2,4 mil e britânicos 450 soldados), nesta guerra com potências bombardeando várias partes do país, onde só restou muita destruição após um conflito de 16 anos:
No Iraque os americanos intervieram por dois períodos (o último de 2003 a 2011) ao longo das últimas décadas, com um saldo desastroso de mortes e destruição, um país que não consegue se reerguer e tudo por petróleo e controle do poder na região (oficialmente o objetivo era depor um ditador com armas químicas, que nunca foram encontradas), que além de milhares de mortes, destruição e mentiras, resultou em surgimento de outros conflitos com apoio dos europeus e da OTAN, sempre com o pretexto de levar liberdade por meio de bombas e misseis a quem não pediu isto.
O bombardeio do Iraque por forças dos EUA marcou o início da guerra contra o regime de Saddam Hussein (Getty Images) Reproduzido do sítio da BBC
Em outubro de 2003 estimou-se que nesta última invasão dos EUA ao Iraque, cerca de 15,1 mil mortos só neste período inicial, e que 4,3 mil eram civis, e ao longo dos anos seguintes este número aumentou muito (cerca de 3 mil soldados americanos morreram na guerra).
O conflito étnico nas regiões da antiga Iugoslávia, desencadeado com a guerra da Bósnia de 1992 a 1995 (com ataques dos sérvios), seria um primeiro momento das intervenções contra os sérvios, e foi o pretexto aos ataques e bombardeios de americanos e europeus (oficialmente com ações da OTAN), mas a preocupação destes estava em parte relacionada com as migrações que poderiam ocorrer em suas fronteiras, e com o conflito que nelas eclodiu envolvendo países recém desmembrados da antiga República Federativa da Iugoslávia. No conflito morreram mais de 200 mil pessoas (segundo o governo da Bósnia, outras fontes declaram cerca de 102 mil mortos) e o papel da OTAN foi no bombardeio e desmantelamento das forças sérvias.
Ataque da OTAN a Sérvia 1999 - Reprodução do sítio DW
Noutro patamar vem a segunda intervenção da OTAN num conflito com forças da Sérvia, desta feita na independência de Kosovo (Guerra de Kosovo), onde igualmente a aliança interveio militarmente e foi decisiva. O saldo de 11 semanas de bombardeio pela OTAN, resultou em destruição e cerca de 2.500 mortos segundo as autoridades da Sérvia. A comunidade internacional reconhece a morte de centenas de civis em Belgrado.
A ação do ocidente na Síria também é muito questionável e similar ao que ocorreu na Líbia, muito mais para remover um desafeto político (o governante, como Bashar al-Assad na Síria) do que levar a paz, ou benefícios aos civis, tantas vezes alvejados por misseis e bombas dos seus "auto-entitulados salvadores", os "famosos mocinhos" que chegam atirando e matando, resolvendo todos os problemas da população (uma mentira recontada), cujos verdadeiros interesses e motivos são poder e recursos, riquezas que podem auferir ao fim das destruições, seja na cobrança de dívidas de guerra, seja com venda de armas e proteção, seja com a reconstrução do que eles mesmos destruíram e em contratos imorais que dilapidam os povos e os países (tem sido assim na África, Ásia, América Latina e Leste da Europa, onde intervém os EUA e os seus principais aliados, alguns antigos colonizadores europeus).
As ações dos EUA e de aliados europeus ou árabes (eventualmente), ou Israel, continuam mesmo hoje e tem um saldo muito trágico, Líbia (destruída e politicamente desorganizada), Somália e tantos outros estão ainda sobre fogo e com participação decisiva e destrutiva de algumas instituições, não só militares como na OTAN.
A lista de guerras e conflitos envolvendo EUA e aliados é bem extensa, se considerarmos bombardeios e misseis esporádicos ela é bem maior, e número de mortos e destruição causadas, é algo absurdo, mas estranhamente estes fatos não levam as cobranças morais e internacionais efetivas, como hipocritamente exigem os políticos e governos aliados e nos EUA, em relação aos desafetos mundiais, dois pesos e duas medidas, comuns nestes dias.