sábado, 11 de julho de 2015

Atos republicanos!

As instituições democráticas que sustentam a república, devem se pautar e guiar pelos preceitos básicos que deveriam norteá-las, dentre os quais o verdadeiro e legítimo respeito as bases da democracia que desejamos como brasileiros ver ainda mais consolidas, onde prevaleçam a justiça e o direito, as liberdades individuais, também a liberdade de expressão responsável, dentro dos limites da ética, da verdade e da lei,  com desenvolvimento social e igualdade de oportunidades que conduzam ao equilíbrio e o progresso do país.   É claro que o conjunto de valores é bem maior que os citados, mas sem dúvidas estes já são de muito bom tamanho para uma verdadeira república.

Também é necessária a postura republicana das instituições públicas, dos governos e representantes, e dos demais atores sociais, desde pessoas e indivíduos a empresas, organizações e órgãos das mais diversas esferas e segmentos, econômicos, políticos, sociais, de comunicação, etc.  Devendo servirem ainda como balizadores, além dos valores e preceitos já listados, os da imparcialidade, impessoalidade, honestidade, espírito e compromisso público, e do total e incondicional respeito as leis e suas instituições, que devem estar intimamente ligados e arraigados nos núcleos institucionais.

Neste tópico vale a penas fazer algumas observações sobre os fatos políticos e sociais recentes, que vislumbramos no cenário nacional, especialmente quando nos referimos a todo burburinho, movimentos e embates midiáticos, de comunicação e disputas de poder, em diversos canais e meios, mas também comprometendo instituições e órgãos público, poderes e pessoas públicas que deveriam ou precisam zelar pelo caráter republicano do que representam, onde atuam ou trabalham, e pelos interesses públicos e bem estar da sociedade brasileira, acima de diferenças e paixões de toda sorte, ordem ou origem.

Muito temos visto e ouvido, sobre a operação Lava jato e outras ações de combate a corrupção em diversos setores e frentes, regiões e esferas, mas de forma significativa envolvendo a Polícia Federal, MP e a Justiça Federal no Paraná.  É lícito e bom envolver a sociedade, comunicar e externar as falhas e faltas de possíveis envolvidos, buscar punições e repressões a pessoas e organizações criminosas, independente de quem sejam estes e suas ideologias, é papel fundamental das instituições mencionadas apurar tais fatos, e direito dos brasileiros saber. Lembremos contudo, que também são deveres destes respeitar garantias individuais dos acusados e investigados. Desta forma a legitimidade das ações são reconhecidas e validadas, quando são assegurados os princípios da legalidade, da imparcialidade e impessoalidade como exigem nossas leis, especialmente quando se refere a postura dos agentes públicos, autoridades, instituições como as policiais e as judiciais, mas também a imprensa e as representações parlamentares e políticas,  

Não de deve nem se pode impedir o correto trabalho de apuração e investigação dos crimes pelas autoridades competentes, é casuísmo ou má fé tentar impedir, ou levantar suspeitas levianas sobre suas ações, se há a adequada conduta dos representantes e das instituições que se pautam pelos princípios republicanos e pelo estrito cumprimento da lei.  Certamente isto não é de interesse do país.

Mas é igualmente temerário e muito nocivo a sociedade e ao país, quando instituições, agentes públicos e representantes dos poderes (que deveriam elucidar e apurar crimes, punir e aplicar leis, defender e proteger a sociedade das más ações dos criminosos), quando estes agem de forma tendenciosa, parcial e criminosa (e tão condenável quanto as dos que investigam ou perseguem), para beneficiar ou salvaguardar este ou aquele grupo (político, econômico etc.), pessoa, partido ou corrente ideológica, segmento ou setor de qualquer esfera e contexto.  

Não importa quem esteja por trás de movimentos tão nefastos (patrocinando ou interferindo na correta aplicação da lei, e justos serviços públicos), devem estes serem igualmente repelidos e punidos, devendo inclusive serem afastado de suas atribuições previamente, quando tais atos tornam-se evidentes e caracterizados segundo nossas leis ou códigos de condutas profissionais.  Iguais represálias devem ser aplicadas quando os referidos agentes e instituições se omitem de cumprir seu papel constitucional ou institucional, pelas mesmas razões, proteger indivíduos ou grupos afins ou simpáticos e de mesmo interesses que os seus, em detrimento dos interesses do povo brasileiro.

Não é admissível nem podemos ignorar quando tais situações que implicam na quebra dos valores republicanos, nos respeito ao estado de direito, se estas assim puderem ser enquadradas legalmente, e consequentemente tidas como atos e condutas antidemocráticas e não republicanas.  Não importa quem sejam seus autores, cidadãos comuns, empresários, agentes públicos, diretores, juízes, promotores, políticos ou qualquer outra autoridade, devem responder imediatamente aos atos que se configurem em desvios, delitos e crimes, especialmente no exercício do poder, inclusive com a possibilidade de invalidar e desacreditar o que possa ser decorrente destes possíveis desvios, para desta forma preservar-se a integridade das instituições, da justiça e dos poderes constituídos.

Nossas observações são comuns e aderentes a base do direito brasileiro, presentes na constituição, leis e códigos de deveres e obrigações aos quais se submetem o conjunto de nossa sociedade, ou cada um dos segmentos que mencionamos, mas vale aqui ressaltarmos e lembrarmos como forma de democratizar o conhecimento legal, e a percepção de nossas responsabilidades e direitos coletivos e individuais, que infelizmente nem sempre são conhecidas por todos, ou que são esquecidas por uma conveniência ou interesse diferente dos que devem nortear a sociedade.

Neste sentido chamamos a atenção para a necessidade também de apurar os alegados fatos, que podem configurar sérios desvios de algumas das autoridades envolvidas em processos e ações como as que citamos, seja relativos a apurações parciais, omissões deliberadas, acobertamentos, proteção a indivíduos e grupos, vazamentos seletivos de informações sobre investigação, violações de direitos legais, coerções, ou apurações com base em denúncias fraudulentas, delações forçadas ou mentirosas. ou mesmo por meios ilegais e ao desamparo da ética e da legalidade, situações que tem sido amplamente divulgadas por canais e meios midiáticos de todo o Brasil, ensejando graves e sérias preocupações ou acusações, que a se confirmarem verdadeiras, também ameaçam gravemente o equilíbrio e bem estar da nação, e que devem ser combatidas pois são tão graves quanto as que por ventura foram praticadas pelos acusados em operações como Lava jato, Zelotes, Propinoduto Tucano, etc.


Investigações da PF na Lava Jato  - Foto da matéria publicada no site Brasil 247 em 25.04.2015 

A Lava Jato chega ao TCU, que mira em Dilma - Carta Capital 10.07.2015

Lava Jato e Polícia Federal chegam a secretaria de Alckmin - RBA 10.07.2015

Diretor da PF ao Estadão: estamos prontos para o golpe - O Cafezinho 05.07.2015

TIJOLAÇO: DIRETOR DA PF SINALIZA 'LIBEROU GERAL' NA LAVA JATO - BRASIL 247 

05.07.2015

Agente e delegado acusam dirigentes da PF por escuta e por sindicância “armada” - Tijolaço 02.07.2015

Moro violou cláusulas pétreas - Megacidadania 29.06.2015

Moro pode ser responsabilizado por excessos na Lava Jato, diz Bandeira de Mello - Jornal GGN 26.06.2015

POLÍCIA FEDERAL NUNCA INVESTIGOU A CBF E RICARDO TEIXEIRA – DIZ A FOLHA EM MATÉRIA DEVASTADORA - Cristalvox 29.05.2015

Em vídeo, advogados enfrentam Moro e procuradores em audiência da Lava-Jato - Limpinho e Cheiroso 13.05.2015

Excessos de Sergio Moro são discutidos no STF e no CNJ pelo menos desde 2005 - ConJur 05.05.2015

SEM SIGILO, LAVA JATO MINA O PODER DE FRANCISCHINI - Brasil 247 25.04.2015

A Operação Zelotes caminha com dificuldades - Carta Capital 21.04.2015

Juiz Sérgio Moro rasga a Constituição e queima a Convenção Americana - Prof Luiz Flavio Gomes em JusBrasil 30.03.2015

Pedido para investigar Aécio por corrupção em Furnas está no gabinete de Janot - Jornal GGN 25.03.2015

Trensalão tucano: Justiça aceita denúncia contra cartel - Limpinho e Cheirosinho 21.03.2015

FBI investiga Armínio Fraga e propinoduto tucano - Palavra Livre 19.03.2015

SwissLeaks: lista de correntistas do HSBC revela donos de jornais brasileiros - EBC 14.03.2015

No escândalo da HSBC suíço, 80% das contas de brasileiros são numeradas ou têm como titulares empresas de paraíso fiscal; em jogo, US$ 7 bilhões de procedência a ser investigada - Yahoo 11.02.2015

PT exige esclarecimentos sobre investigação e vazamentos seletivos - Rede Brasil Atual 11.02.2015

Lula reclama de ‘linchamento midiático’ e de ‘vazamentos seletivos’ da PF - DCM 18.12.2014

Escândalo: PF da Lava-Jato fez campanha contra Dilma ! - Conversaafiada 13.11.2014

Foto reproduzida do site O cafezinho 05.07.2015 ilustrando artigo de Fernando Brito

O Brasil não pode assistir nem ter sua população manipulada, alvo de interesses mesquinhos, e seriamente prejudicadas econômica e socialmente, de de várias outras formas, por toda sorte de desvios e banditismo, sejam dos acusados e investigados (que efetivamente possam ser responsabilizados por meio de provas e fatos apurados licita e legalmente amparados), sejam de supostas autoridades coniventes ou envolvidas em crimes contra as leis brasileiras.

A continuidade de um ou outro crime, e das ações criminosas de um ou outro grupo, não é bom para o país, não permite a saudável governança e alternância nos poderes, ameça o direito e as instituições judiciais, fere a credibilidade de órgãos, instituições, processos e sistemas, que podem culminar em situações caóticas e mais graves, onde prevaleçam a violência, a injustiça, a ilegalidade e o crime, pondo nosso povo e nosso país em sérios riscos de situações extremas de sofrimento, dor e destruição das estruturas sociais, de governo, e de vida dos brasileiros.

Chega de exageros, desvios e de tanta politicagem, baixa, rasteira, e que paralisam o país trazendo danos aos que mais precisam deste país, saudável e em pleno crescimento!

terça-feira, 9 de junho de 2015

Em meio a conflitos e equívocos lastimáveis

Não é nosso foco dar destaque a situações lastimáveis e equivocadas de alguns que se propõem representar este ou aquele segmento religioso, ou de ideologia sexual e de afirmação social, especialmente quando estes parecem pouco preparados e dispostos a algo bom e edificante.

Mas os recentes acontecimentos relacionados aos conflitos existentes entre alguns segmentos sociais, envolvendo questões de cunho religioso e moral, formação e organização social, e movimentos de luta e defesa de opções sexuais e outras "minorias", de fato já não podem ser encarados como naturais, e muito menos como formas de debates, construtivas e adequadas, quando na contramão de um processo de pacificação de questões e que culminem com ações e relações concretas de equilíbrio e justiça social.

Não nos cabe discutir o mérito de inúmeras reivindicações de quaisquer umas das partes simplesmente, nem apoiar individualmente as legítimas e sinceras preocupações que certamente podem ser encontradas entre os que se antagonizam e defendem um outro pensamento à respeito dos temas principais e consequentes ligados ao que está em discussão em algumas das principais esferas de debates como o Congresso Nacional.   

Quebra de imagens por manifestantes, durante a visita do Papa ao RJ

A questão presente que nos impele, é latente, e são de fato os equívocos e erros que podemos constatar em muitos dos episódios públicos patrocinados por figuras e grupos representativos  de um ou outro pensamento (ou que pretendem ser), e que afeta e prejudica a possibilidade de esforços frutíferos e adequados a uma processo de construção de relações sociais mais justas e equilibradas que possam contemplar ao menos em parte os segmentos envolvidos e os estratos sociais que são afetados direta e indiretamente pelos problemas hoje existentes, e que perturbam e incomodam todos em graus diversos e de alguma maneira.



Neste sentido queremos chamar a atenção, ao fato que manifestações de ódio e intolerância se sucedem, a exemplos das ocorridas em SP no último final de semana, e envolvem os ditos "representantes" de tais interesses que se revezam em demonstrações de certa irracionalidade, ódio, ignorância e preconceito, etc.   Falamos especificamente de alguns  dos momentos deploráveis protagonizados por figuras como o pastor Marcos Feliciano, com declarações insensatas e compatíveis com alguém que se apresenta como cristão, ou como os protagonizados em manifestações recentes dos que defendem o "orgulho gay" em suas versões de paradas e atos públicos, que a priori teriam legitimidade não fosse os excessos e evidentes atos de igual intolerância, semelhantes aos que dizem está submetidos.  Também vale abordar outros atos de fomento a condutas indesejada de parte a parte, carregadas de expressões de violência de toda sorte e podendo mesmo  ser entendidas como agressões e violações a direitos constituídos, mutuamente ocorridas e perpetradas nos últimos tempos.

Crucificação segundo LGBT, parada gay - imagem obtida no Google Imagem

Cena da parada gay em SP - Imagem obtida no Google Imagens

Isto com toda certeza, para quem tem o mínimo de bom senso, não é saudável, construtivo e nem oportuno, e a muito já passou dos limites, pois impele a sociedade a um conflito ainda maior e sem perspectiva de solução nos próximos anos.

Quando falamos de alguns que protagonizam a cena, vale lembrar também o papel inconstante de pessoas como o deputado Jean Wyllys, que em muitos momentos, também perde a oportunidade de fazer a condução adequada das discussões e soluções, e ao invés disso, passa a alimentar ainda mais a mútua rivalidade em curso, destilando insensatez e manifestações questionáveis sobre os problemas, causas, e outros aspectos, baseadas em interpretações com elevado grau de pessoalidade e pouco respeito a verdade histórica dos acontecimentos, dado o grau de parcialidade e distorção com que apresenta o problema, como em seu artigo de 08 de junho publicado na Carta Capital.

A crucificação da artista transexual - Carta Capital 08.06.2015

É oportuno lembrar, que para este caos e sucessivas ocorrências e afirmações de rivalidades, ainda contribuem outros atores, como o Governo e suas contradições, com posturas às vezes incoerentes, tendendo para este ou àquele lado, tentando coibir violências por meio de tratamento desiguais e ineficientes em alguns casos, mediante propostas e intervenções legais controversas.  Também há entre representantes da imprensa e da mídia, alguns tidos como de vanguarda, problemas sérios, e em algumas situações agem como meros panfletos ou fomentadores de uma das ideologias envolvidas, ou até de um viés de exacerbação dos ânimos e sentimentos, às vezes distorcendo ou ignorando os fatos e realidades.  Além destes ainda há outros, como os que representam esferas do Ministério Público Federal, que da mesma forma que atuam na defesa dos que se incluem em "minorias" e tentam quebrar "preconceitos instigados" (como os atribuídos a declarações do apresentador de tv Datena, ligados aos evangélicos), omitem-se em outras, onde deveriam sim atuar e coibir manifestações de violência e incitação que podem ser constatadas em episódios da "parada gay", as quais mereciam ser cobrada as responsabilidades, com propostas de posturas mais equilibradas sejam dos que possam ter perpetrado os excessos, sejam dos organizadores do evento que os tenham aprovados ou permitido, pois são atitudes igualmente condenáveis e impróprias. 

Violência, intolerância religiosa, preconceito, e tantas manifestações negativas de parte a parte, não devem ser incentivadas, toleradas ou ignoradas, mas tratadas equilibradamente e justamente, para permitir que prevaleçam a paz, o equilíbrio e o diálogo, em prol da construção de ambiente social mais justo a todos, é oportuno atuar em favor da pacificação das questões, o que não quer dizer que deve haver omissão ou dissimulação dos problemas, mas que o respeito e a seriedade deve nortear principalmente os que se propõem a ser representantes e parte do processo de construção social necessárias aos temas, levando a sociedade formas de tratar as questões adequadamente.

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Abrimos este espaço para manifestação de opinião, que a seguir apresentamos e é de responsabilidade de José Dilson Melo:



José Dilson - colaborador
Lamentável que para muitos a alternativa seja a prática da incompreensão, e que desejem se firmar adotando ações que visam apenas atingir seus supostos desafetos.  Um gesto como este propagado e noticiado amplamente, desencadeia apenas mais rivalidade mútua e a perda de possibilidades de diálogo e compreensão que deveriam ser objeto dos esforços comuns.  A opção pela fé e por uma religião, alimentada por número enorme de cidadãos como nós,  não é apenas um direito individual como alguns tentam colocar e restringir, é parte significativa de nossas estruturas e está presente no desenvolvimento humanos em todos os sentidos, pois é um traço marcante das sociedades e dos povos em todo o mundo, desde sua concepção básica de agrupamento, família, e não podendo ser dissociado de sua história e organizações, mesmo as mais atuais e modernas.  Para alguns a bandeira da laicidade do estado, da liberdade de expressão e opções, tornaram-se desculpas e argumentos que sucumbem em gestos como este, pequenos, uma clara forma de agressão a valores de muitos grupos cristãos, e numa extrapolação das "bandeiras" e direitos dos que se manifestam ou protestam.

É conveniente se amparar em liberdades individuais a seu bel prazer, e atentar contra a dos que se tornam desafetos e alvo de suas exacerbações desnecessárias, não raramente recorrendo a ridicularização de símbolos e crenças, e idéias e pensamentos, a outras violências ou a uma visão míope da história, invocando erros ocorridos em períodos onde a própria concepção humana, sobre sociedade, vida e direitos em alguns momentos importantes era incipiente e carecia de valores (como os cristãos) que não se encontravam em muitas das principais estruturas do estado das sociedades, bem como esquecendo todos os aspectos positivos que a fé, a religião e os gestos de nobres homens trouxeram ao mundo como um legado.  Agem assim para ao cometerem erros tão grotescos e nocivos quantos os que condenam, e que poderiam se comparar aos de outrora (respeitando-se os padrões de cada período vivenciado pela humanidade e sua evolução), pois são sim atos de violência e agressão consumada e deliberada, que desencadeiam muitas vezes em seus opostos, sentimentos não desejáveis e que deveriam ser tratados por meio de um diálogo respeitoso e contínuo na busca pela convivência fraterna baseada no respeito em sua plenitude.

Justificar atos como este relatando outros de igual desprezo, praticados ao longo do tempo por representantes ou não destes mesmos grupos que hoje agem norteados por uma intolerância tão grande quanto as que supostamente condenam contra si, menosprezar reações ocorridas ou coisa e tal, é fraqueza de argumento e até caráter, é uma mera recorrência a um discurso falso de vitimismo indiscriminado, convenientemente manipulado. A bem da verdade as pessoas não deveriam ser compreendidas a luz dos grupos de pensamentos, ou mesmo opções, mas a luz da dignidade intrínseca ao homem, e para nós que professamos a fé cristã, em razão da sua semelhança com Deus.  É lamentável o que fazem a alguns!

É triste que estes manifestantes, levianamente usem de questões que precisam sem debatidas e tratadas com seriedade e sensatez, numa tentativa de se por como vítimas, e façam destes personagens não mais que sínicos atores sem memória, pois esquecem que nós cristãos também temos argumentos históricos para nos colocarmos também como vítimas, de muitas formas e em muitos momentos e situações, sejam elas de passados remotos ou recentes, sejam praticadas por outros grupos religiosos, ateus, déspotas, ou admiradores e adeptos de hábitos tidos por promíscuos ou animalescos.

Não são estas as formas para nós ou para quem defende sua liberdade, mais adequadas e fraternas de agirmos, pensarmos o vivermos em sociedade, não é olhando apenas por um prisma ou momento, nem mutuamente nos agredindo e rivalizando com escárnio e desrespeito a preceitos alguns dos quais universais.

Infelizmente escolhem uma via que leva não a fraternidade mas a duros enfrentamentos, que não desejamos e não defendemos, mas ocorreram para tristeza de muitos pela que representa a humanidade.

O caminho melhor a seguir é o do respeito, amor e fraternidade, mesmo para os que não acreditam em Jesus Cristo, uma vez que são valores atemporais e universais capazes de unir e nos fazer vencer as diferenças.  

sexta-feira, 17 de abril de 2015

Outubro, ainda não acabou!

Diagnóstico dos fatos que se repetem desde outubro de 2014, mas não exclusivamente e que já foram citados aqui em muitas circunstâncias:


Foto obtida no Portal da Revista Fórum - Boechat e Aécio

Não é choro de derrotado, como alguns atribuem aos tucanos e aliados políticos na última campanha presidencial, é estratégia mesquinha que envolve também setores atrasados da sociedade brasileira e corporações pouco respeitáveis, inclusive da grande mídia nacional, segmentos econômicos e de classes, que vão insistir em uma pauta de denúncias e ataques antidemocráticos e quase sempre suspeitos ou artificialmente ampliados, na tentativa de desgaste contínuo e demorado de Dilma e do PT, para tentar colher frutos políticos, mesmo nas próximas eleições.

Foto reproduzida do Portal Brasil 247 - 15.04.2015






Claro que é má fé, e não está restrita ao âmbito político partidário como temos visto em posições de segmento do judiciário e do jornalismo míope (se este é o termo adequado, pois visão nada tem haver com ganhos diretos em um jogo de influências e interesses) e comprometido economicamente, sim, buscaram sempre qualquer pretexto para expor Dilma e seu Governo, independente que isso traga prejuízo ao país, suas empresas e seu patrimônio (afinal eles se beneficiaram inúmeras vezes da delapidação dos bens públicos e riquezas do Brasil), ou a uma grande e significativa parcela da sociedade beneficiada com ações sociais e avanços nos governos petistas.



Foto obtida no Portal da BBC 08.09.2013 - Plataforma da Petrobrás

Se há verdade, ou bases jurídicas para proposição ou discussão de um ação pró impeachment e coisas assim (criminalização de uma sigla partidária também), nem importa, pois o compromisso é entregar a encomenda que vem de fora e também de alguns setores locais, pondo o país em situação vulnerável, o Governo na berlinda, e reforçando posições favoráveis a chantagens políticas e econômicas, abrindo margem a acordos de interesse de governos e oligopólios internacionais, que se habilitaram ao longo do processo, por meio de seus "auxiliares" no Brasil.  Num jogo antigo de "diplomacia", corrupção, manipulação e pressão com o uso da força ou não, por meio do medo ou do poder econômico, como os utilizados pelos financiadores de campanhas eleitorais, grupos nacionais e estrangeiros que compram seus parlamentares de bolso, e que hoje tem bastantes representantes.

Reproduzido do Portal Limpinho e Cheiroso 22.11.2013




Não se trata de fechar os olhos a corrupção de políticos, administradores, ou governos, ou de quem se beneficiou desta, nem passar recibo a qualquer coisa ruim, mas não se deixar levar por ondas de interesses e informações inconsistentes e criadas com fins pouco nobres.



Muito menos acreditar que são fatos recentes restritos ao PT, o que há de sujo, ou mesmo que sejam criados por estes, enquanto transbordam exemplos de mal feitos ao longo da história envolvendo democratas, tucanos, pmdbistas. outros políticos, juízes, banqueiros, empresários (industriais, dos meios de comunicação, etc) com prejuízos de toda sorte e que passam meio que despercebidos em algumas esferas, políticas, sociais, midiáticas e jurídicas dentre muitas.

Cada vez mais se investiga e busca punir-se criminosos de colarinho branco, e isto é correto, não pode ser restrito a um grupo ou bandeira, e não se deve desacreditar os fatos que envolvem outros, permitindo também uma verdadeira reformulação dos modelos vigentes.

É preciso no entanto perceber que a cortina de fumaça lançada nos últimos tempos, por grupos de interesses mesquinhos, pode esconder, e certamente esconde a pretensão de ocultar movimentos perigosos e muitos nocivos agora no futuro, como os que retiram direitos dos trabalhadores claro no caso da aprovação por representeantes financiados do PL 4330/2004, e como os que podem advir de uma reforma política forjada por estes mesmos representantes, mantendo o sistema político e de financiamento equivocado e que é o centro dos acontecimentos ilegais e nocivos, que envolve troca de favores, beneficiamento de grupos empresariais e econômicos, negociatas e corrupção em diversos órgãos, estruturas e esfera de poderes do Brasil.

Imagem obtida no Google Imagem





Um parlamentarismo não oficializado,  conduzido por fisiologistas e corruptos da Câmara e do Congresso, bancados, financiados e comprometidos com os agentes financiadores, não é um exemplo de bom caminho e opções sustentáveis para o Brasil, também não referenda a moral e a saúde das estruturas e seus membros nas diversas esferas.

quinta-feira, 9 de abril de 2015

Uma luta árdua para os brasileiros.

Os trabalhadores brasileiros e outros importantes segmentos sociais, há pelo menos 11 anos, estão em meio a uma difícil e decisiva luta contra a precarização de direitos trabalhistas e pela manutenção de uma promessa de sociedade menos exclusiva socialmente, e mais justa sobre diversos aspectos.

CENTRAIS SINDICAIS PROMOVEM ATOS CONTRA A APROVAÇÃO DO PL 4330 - Brasil 247 07.04.2015

Juízes do Trabalho contra a terceirização - Estadão 07.04.2015

PL da terceirização é o início da barbárie - Conversaafiada 06.04.2015

Protestos e violência na Câmara dos Deputados adiam votação do PL 4330 - 04.09.2013

"PL 4.330 conduz a nação a um futuro de empresas sem empregados", diz Anamatra - Ihu Unissinos 28.08.2013

Este duro embate segue-se em razão das sucessivas tentativas por parte de membros das classes patronais, elites econômicas e segmentos políticos conservadores que por meio das insistentes tentativas de aprovação de medidas injustas e desequilibrantes, como as contidas no Projeto de Lei 4330/2004 do então deputado Sandro Mabel, tentam impor derrotas e ameaças grotescas aos trabalhadores, as garantias e direitos trabalhistas históricos e obtidos após árduas batalhas, e claro as organizações sindicais e classes trabalhadoras sérias e comprometidas verdadeiramente, assim como aos que defendem políticas e ações transformadoras em prol das classes menos assistidas da sociedade brasileira.

Protestos contra o PL 4330 - CUT

'PL da terceirização é atrocidade', diz Vagner Freitas, presidente da CUT - CUT 09.04.2015

Não se trata da defesa de discursos de sindicalistas simplesmente, ou de manutenção de privilégios e de negação de atitudes e leis que poderiam aumentar o número de empregos formais ou regular segmentos pouco regulados no meio trabalhista, como alguns argumentam para defender a proposta da PL 4330 que agora oportunamente, algumas figuras do Congresso à exemplo do atual presidente  da Câmara deputado Eduardo Cunha, ou de Paulinho da Força Sindical, forçosamente tentam empurra de goela abaixo da maioria dos trabalhadores brasileiros.

Polícia espanca trabalhadores em Brasília durante protestos contra PL 4330 - Foto reproduzida de Viomundo

A verdade é que o processo que se estende há mais de dez anos, de repente ganha nova força por meio de políticos recém eleitos como Eduardo Cunha e que receberam muita doação de campanha e assistência de empresários de segmentos que vêem na precarização das leis trabalhistas, na quebra de direitos assegurados na CLT e na terceirização indiscriminada, oportunidades de enormes lucros.

Não se pode pensar em garantir maior formalidade e regulação adequada de segmentos do trabalho, á custas de leis inconstitucionais, pois afrontam princípios norteadores presentes na Constituição de 1988, frutos de muitas e difíceis disputas sociais e políticas.  Criar ou oficializar uma categoria de trabalhadores inferior, é o princípio para o desmantelamento dos avanços e garantias históricas essências, como 13º, abono de férias e algumas recentes como a licença maternidade, pois de forma indiscriminada como propõem e asseguram a terceirização até em áreas fins de empresas estatais, fará com que diminua-se cada vez mais os postos que tem garantias amparadas na CLT em favor de vagas e "empregos" terceirizados e menos assegurados jurídica e socialmente.

São fatos ou riscos apontados por especialistas em relações do trabalho, juristas, advogados, juízes e entidades de classes.  O caminho é regular sim as terceirizações mas não com a inversão de valores, em que se prioriza a retirada de garantias legais que naturalmente deveria serem estendidas aos que trabalham no segmento.  São formas de preservar a dignidade do trabalhador, assegurar garantias sociais, e protegê-los de ambientes instáveis, insalubres, de regimes semelhantes a escravidão, e do abuso do poder econômico por grupos e classes empresariais e industriais ansiosas por enormes lucros e ganhos de curto prazo sem compromisso social.

É preciso lembrar que muitos dos que defendem a PL 4330, mesmo no meio sindical como há alguns, esperam beneficiar-se de desvios que constam no texto, nos quais asseguram a empresas e seus representantes a possibilidade de escolherem com quem negociar, ameaçando sindicatos que tem uma história de lutas e conquistas em prol de suas categorias, e favorecendo o mercado do peleguismo, onde poderiam optar e comprar sindicalistas que se aliam a patrões para montarem acordos pouco favoráveis aos representados, com trocas, dinheiros, prêmios e favores a diretores pelegos.

Além disto as propostas contidas no texto da nova Lei, em discussão acelerada de forma oportunista, vão descambar para enfraquecimento de medidas que evitam apadrinhamentos e ingressos em empresas públicas e de economias mistas, enfraquecendo ou pondo fim ao ingresso por meio de concurso público, uma forma justa e menos nociva de contratação instituídas há poucas décadas, o que pode ferir gravemente as estruturas do Estado.

Devemos saudar a atitude de representantes da OAB, dos trabalhadores como os sindicatos e instâncias da CUT, e outras confederações como a CTB, aos membros e políticos de partidos como PT, PC do B, PSOL, etc. além de outros segmentos sociais como UNE, MST, e mesmo representações de classe dos membros da justiça do trabalho pelas frequentes ações e posições de confrontamento a esta ameaça  social proposta por meio da destruição da dignidade do trabalhador e da base legal que o ampara, a exemplo da CLT e de capítulos de nossa Constituição, que advém de medidas arbitrárias como a PL 4330.  Mesmo que seja aprovada, o que torcemos que não ocorra, não podemos abrir mão de lutar para que a Presidenta Dilma use seu direito de veto, e que a justiça em especial o STF quando provocado aponte a inconstitucionalidade e arbitrariedade das propostas, não desistindo da luta em face destas probabilidades e de possíveis condutas dos deputados e senadores traidores da sociedade e seus representados.



PL 4330: Projeto que ameaça concursos públicos pode ser votado na Câmara - ASSUFRGS

Nove motivos para você se preocupar com a nova lei da terceirização - Revista Fórum 08.04.2015

Câmara atende empresários, rasga CLT e aprova PL 4330 - FUP 08.04.2015




Paulinho da Força e Eduardo Cunha estão rindo dos trabalhadores?  Reprodução de foto do Google.

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Mal publicamos e vem o resultado da aprovação do famigerado PL 4330, uma traição colossal de falsos representantes comprometidos com seus próprios interesses financeiros.

Triste é ver que muitos antigos socialistas aliaram-se ao projeto de desmonte do Brasil, dos avanços e conquistas construídos com sofrimentos e dedicação de brasileiros guerreiros, que só encontraram ressonância em personagens como Getúlio Vargas, Jango e recentemente Lula à frente do país.

Mas como dissemos a luta é árdua e apenas vivenciamos mais um capítulos, muitos outros logo ocorreram, as ações no STF, onde esperamos que em seu momento resultem na reparação necessária e não em mais um episódio como o de vistas solicitadas por Gilmar Mendes apenas para protelar o que é de interesse do povo em benefício de antigas elites.  ,

Cabe as centrais como a CUT encabeçar uma forte resistência e denúncia de figuras como Paulinho da Força e Eduardo Cunha, que optaram por beneficiar elites e não fazer justiça aos trabalhadores.

Vannuchi: Eduardo Cunha vendeu aos empresários o compromisso de aprovar o PL da terceirização - Viomundo 07.05.2015

TST e Anamatra são contra terceirização - Diário da Manhã 08.04.2015

Cunha responde a manifestantes contra terceirização: ‘me estimula a votar mais’ - Revista Fórum 08.04.2015

CUT chama GREVE GERAL para 15.04, quarta-feira, é hora dos trabalhadores defenderem de fato suas conquistas ameaçadas por uma corja de oportunistas.

Confira como votou cada deputado:
PCdoB
Alice Portugal BA – Não
Aliel Machado PR – Não
Carlos Eduardo Cadoca PE – Sim
Chico Lopes CE – Não
Daniel Almeida BA – Não
Davidson Magalhães BA – Não
Jandira Feghali RJ – Não
Jô Moraes MG – Não
João Derly RS – Não
Luciana Santos PE – Não
Orlando Silva SP – Não
Rubens Pereira Júnior MA – Não
Wadson Ribeiro MG – Não
Total PCdoB: 13
PSOL
Cabo Daciolo RJ – Não
Chico Alencar RJ – Não
Edmilson Rodrigues – PA Não
Ivan Valente SP – Não
Jean Wyllys RJ – Não
Total PSOL: 5
PT
Adelmo Carneiro Leão MG – Não
Afonso Florence BA – Não
Alessandro Molon RJ – Não
Ana Perugini SP – Não
Andres Sanchez SP – Não
Angelim AC Não
Arlindo Chinaglia SP – Não
Assis Carvalho PI – Não
Assis do Couto PR – Não
Benedita da Silva RJ – Não
Beto Faro PA – Não
Bohn Gass RS – Não
Caetano BA Não
Carlos Zarattini SP – Não
Chico D Angelo RJ – Não
Décio Lima SC – Não
Enio Verri PR – Não
Erika Kokay DF – Não
Fabiano Horta RJ – Não
Fernando Marroni RS – Não
Givaldo Vieira ES – Não
Helder Salomão ES – Não
Henrique Fontana RS – Não
João Daniel SE – Não
Jorge Solla BA – Não
José Airton Cirilo CE – Não
José Guimarães CE – Não
José Mentor SP – Não
Leo de Brito AC – Não
Leonardo Monteiro MG – Não
Luiz Couto PB – Não
Luiz Sérgio RJ – Não
Luizianne Lins CE – Não
Marco Maia RS – Não
Marcon RS – Não
Margarida Salomão MG – Não
Maria do Rosário RS – Não
Merlong Solano PI – Não
Moema Gramacho BA – Não
Nilto Tatto SP – Não
Odorico Monteiro CE – Não
Padre João MG – Não
Paulão AL – Não
Paulo Pimenta RS – Não
Paulo Teixeira SP – Não
Pedro Uczai SC – Não
Professora Marcivania AP – Não
Ságuas Moraes MT – Não
Sibá Machado AC – Não
Toninho Wandscheer PR – Não
Valmir Assunção BA – Não
Valmir Prascidelli SP – Não
Vander Loubet MS – Não
Vicente Candido SP – Não
Vicentinho SP – Não
Waldenor Pereira BA – Não
Weliton Prado MG – Não
Zé Carlos MA – Não
Zé Geraldo PA – Não
Zeca Dirceu PR – Não
Zeca do Pt MS – Não
Total PT: 61
DEM
Alberto Fraga DF – Sim
Alexandre Leite SP – Sim
Carlos Melles MG – Sim
Efraim Filho PB – Sim
Eli Côrrea Filho SP – Sim
Elmar Nascimento BA – Sim
Felipe Maia RN – Sim
Hélio Leite PA – Sim
Jorge Tadeu Mudalen SP – Sim
José Carlos Aleluia BA – Sim
Mandetta MS – Sim
Misael Varella MG – Sim
Moroni Torgan CE – Não
Onyx Lorenzoni RS – Sim
Osmar Bertoldi PR – Sim
Pauderney Avelino AM – Sim
Paulo Azi BA – Sim
Professora Dorinha Seabra Rezende TO – Não
Rodrigo Maia RJ – Sim
Total DEM: 19
PDT
Abel Mesquita Jr. RR – Sim
Afonso Motta RS – Sim
André Figueiredo CE – Sim
Dagoberto MS – Sim
Damião Feliciano PB – Não
Deoclides Macedo MA – Sim
Félix Mendonça Júnior BA – Sim
Flávia Morais GO – Sim
Giovani Cherini RS – Sim
Major Olimpio SP – Sim
Marcelo Matos RJ – Não
Marcos Rogério RO – Não
Mário Heringer MG – Sim
Roberto Góes AP – Sim
Sergio Vidigal ES – Sim
Subtenente Gonzaga – MG Não
Weverton Rocha MA – Sim
Wolney Queiroz PE – Não
Total PDT: 18
PEN
André Fufuca MA – Sim
Junior Marreca MA – Sim
Total PEN: 2
PHS
Adail Carneiro CE – Sim
Carlos Andrade RR – Sim
Diego Garcia PR – Não
Kaio Maniçoba PE – Sim
Marcelo Aro MG – Sim
Total PHS: 5
PMDB
Alceu Moreira RS – Sim
Baleia Rossi SP – Sim
Cabuçu Borges AP – Sim
Carlos Henrique Gaguim TO – Sim
Carlos Marun MS – Sim
Celso Jacob RJ – Sim
Celso Maldaner SC – Sim
Celso Pansera RJ – Sim
Daniel Vilela GO – Sim
Danilo Forte CE – Sim
Darcísio Perondi RS – Sim
Dulce Miranda TO – Sim
Edinho Bez SC – Sim
Edio Lopes RR – Sim
Eduardo Cunha RJ – Art. 17
Elcione Barbalho PA – Sim
Fabio Reis SE – Sim
Fernando Jordão RJ – Sim
Flaviano Melo AC – Sim
Geraldo Resende MS – Sim
Hermes Parcianello PR – Não
Hildo Rocha MA – Sim
Hugo Motta PB – Sim
Jarbas Vasconcelos PE – Sim
João Arruda PR – Não
João Marcelo Souza MA – Sim
José Fogaça RS – Sim
Josi Nunes TO – Sim
Laudivio Carvalho MG – Sim
Lelo Coimbra ES – Sim
Leonardo Picciani RJ – Sim
Leonardo Quintão MG – Sim
Lindomar Garçon RO – Sim
Lucio Mosquini RO – Não
Lucio Vieira Lima BA – Sim
Manoel Junior PB – Sim
Marcelo Castro PI – Sim
Marcos Rotta AM – Sim
Marinha Raupp RO – Não
Marquinho Mendes RJ – Sim
Marx Beltrão AL – Sim
Mauro Lopes MG – Sim
Mauro Mariani SC – Sim
Mauro Pereira RS – Sim
Newton Cardoso Jr MG – Sim
Osmar Serraglio PR – Sim
Osmar Terra RS – Não
Pedro Chaves GO – Sim
Rodrigo Pacheco MG – Sim
Rogério Peninha Mendonça SC – Sim
Ronaldo Benedet SC – Sim
Roney Nemer DF – Sim
Saraiva Felipe MG – Sim
Sergio Souza PR – Sim
Silas Brasileiro MG – Sim
Soraya Santos RJ – Sim
Valdir Colatto SC – Sim
Veneziano Vital do Rêgo PB – Sim
Vitor Valim CE – Não
Walter Alves RN – Sim
Washington Reis RJ – Sim
Total PMDB: 61
PMN
Dâmina Pereira MG – Sim
Hiran Gonçalves RR – Sim
Total PMN: 2
PP
Afonso Hamm RS – Sim
Aguinaldo Ribeiro PB – Sim
Arthur Lira AL – Sim
Beto Rosado RN – Sim
Cacá Leão BA – Sim
Conceição Sampaio AM – Sim
Covatti Filho RS – Sim
Dilceu Sperafico PR – Sim
Dimas Fabiano MG – Sim
Eduardo da Fonte PE – Sim
Esperidião Amin SC – Sim
Ezequiel Fonseca MT – Sim
Fernando Monteiro PE Sim
Guilherme Mussi SP – Sim
Iracema Portella PI – Sim
Jerônimo Goergen RS – Sim
Jorge Boeira SC – Não
José Otávio Germano RS – Sim
Julio Lopes RJ – Sim
Lázaro Botelho TO – Sim
Luis Carlos Heinze RS – Sim
Luiz Fernando Faria MG – Sim
Marcelo Belinati PR – Não
Marcus Vicente ES – Sim
Mário Negromonte Jr. BA – Sim
Missionário José Olimpio SP – Sim
Nelson Meurer PR – Não
Odelmo Leão MG – Sim
Paulo Maluf SP – Sim
Renato Molling RS – Sim
Ricardo Barros PR – Sim
Roberto Balestra GO – Sim
Roberto Britto BA – Sim
Ronaldo Carletto BA – Sim
Sandes Júnior GO – Sim
Simão Sessim RJ – Sim
Toninho Pinheiro MG – Sim
Total PP: 37
PPS
Alex Manente SP – Sim
Arnaldo Jordy PA – Não
Carmen Zanotto SC – Sim
Eliziane Gama MA – Não
Hissa Abrahão AM – Sim
Marcos Abrão GO – Sim
Moses Rodrigues CE – Não
Raul Jungmann PE – Sim
Roberto Freire SP – Sim
Rubens Bueno PR – Sim
Sandro Alex PR – Sim
Total PPS: 11
PR
Aelton Freitas MG – Sim
Alfredo Nascimento AM – Sim
Altineu Côrtes RJ – Sim
Anderson Ferreira PE – Sim
Bilac Pinto MG – Sim
Cabo Sabino CE – Não
Capitão Augusto SP – Sim
Clarissa Garotinho RJ – Não
Dr. João RJ – Sim
Francisco Floriano RJ – Sim
Giacobo PR – Sim
Gorete Pereira CE – Sim
João Carlos Bacelar BA – Não
Jorginho Mello SC – Sim
José Rocha BA – Sim
Lincoln Portela MG – Não
Luiz Cláudio RO – Sim
Luiz Nishimori PR – Sim
Magda Mofatto GO – Sim
Marcio Alvino SP – Sim
Maurício Quintella Lessa AL – Sim
Miguel Lombardi SP – Sim
Milton Monti SP – Sim
Paulo Feijó RJ – Sim
Remídio Monai RR – Sim
Silas Freire PI – Não
Tiririca SP – Não
Vinicius Gurgel AP – Sim
Wellington Roberto PB – Sim
Zenaide Maia RN – Abstenção
Total PR: 30
PRB
Alan Rick AC – Sim
André Abdon AP – Sim
Antonio Bulhões SP – Não
Beto Mansur SP – Sim
Carlos Gomes RS – Sim
César Halum TO – Sim
Cleber Verde MA – Sim
Fausto Pinato SP – Sim
Jhonatan de Jesus RR – Sim
Jony Marcos SE – Não
Marcelo Squassoni SP – Sim
Márcio Marinho BA – Não
Roberto Sales RJ – Sim
Ronaldo Martins CE – Não
Rosangela Gomes RJ – Sim
Tia Eron BA – Sim
Vinicius Carvalho SP – Sim
Total PRB: 17
PROS
Ademir Camilo MG – Não
Antonio Balhmann CE – Sim
Beto Salame PA – Não
Domingos Neto CE – Sim
Dr. Jorge Silva ES – Sim
Givaldo Carimbão AL – Sim
Hugo Leal RJ – Sim
Leônidas Cristino CE – Sim
Miro Teixeira RJ – Não
Ronaldo Fonseca DF – Sim
Valtenir Pereira MT -Sim
Total PROS: 11
PRP
Alexandre Valle RJ – Sim
Juscelino Filho MA – Sim
Marcelo Álvaro Antônio MG – Sim
Total PRP: 3
PSB
Adilton Sachetti MT – Sim
Átila Lira PI – Não
Bebeto BA – Não
Fabio Garcia MT – Sim
Fernando Coelho Filho PE – Sim
Flavinho SP – Sim
Glauber Braga RJ – Não
Gonzaga Patriota PE – Sim
Heitor Schuch RS – Não
Heráclito Fortes PI – Sim
Janete Capiberibe AP – Não
João Fernando Coutinho PE – Sim
José Reinaldo MA – Sim
Jose Stédile RS – Não
Júlio Delgado MG – Sim
Keiko Ota SP – Sim
Leopoldo Meyer PR – Sim
Luciano Ducci PR – Sim
Luiz Lauro Filho SP – Sim
Luiza Erundina SP – Não
Maria Helena RR – Não
Marinaldo Rosendo PE – Sim
Pastor Eurico PE – Sim
Paulo Foletto ES – Sim
Rodrigo Martins PI – Sim
Stefano Aguiar MG – Sim
Tadeu Alencar PE – Não
Tenente Lúcio MG – Sim
Tereza Cristina MS – Sim
Vicentinho Júnior TO – Sim
Total PSB: 30
PSC
Andre Moura SE – Sim
Erivelton Santana BA – Sim
Gilberto Nascimento SP – Sim
Irmão Lazaro BA – Sim
Júlia Marinho PA – Sim
Marcos Reategui AP – Não
Pr. Marco Feliciano SP – Não
Professor Victório Galli MT – Sim
Raquel Muniz MG – Sim
Silvio Costa PE – Sim
Total PSC: 10
PSD
Alexandre Serfiotis RJ – Sim
Átila Lins AM – Sim
Cesar Souza SC – Sim
Danrlei de Deus Hinterholz RS – Não
Delegado Éder Mauro PA – Abstenção
Diego Andrade MG – Sim
Evandro Rogerio Roman PR – Sim
Fábio Faria RN – Sim
Fábio Mitidieri SE – Sim
Fernando Torres BA – Sim
Francisco Chapadinha PA – Sim
Goulart SP – Sim
Herculano Passos SP – Sim
Heuler Cruvinel GO – Sim
Irajá Abreu TO – Sim
Jaime Martins MG – Sim
Jefferson Campos SP – Sim
João Rodrigues SC – Sim
Joaquim Passarinho PA – Sim
José Carlos Araújo BA – Sim
José Nunes BA – Sim
Júlio Cesar PI – Sim
Marcos Montes MG – Sim
Ricardo Izar SP – Sim
Rogério Rosso DF – Sim
Rômulo Gouveia PB – Sim
Sérgio Brito BA – Sim
Sergio Zveiter RJ – Sim
Sóstenes Cavalcante RJ – Não
Walter Ihoshi SP – Sim
Total PSD: 30
PSDB
Alexandre Baldy GO – Sim
Alfredo Kaefer PR – Sim
Antonio Imbassahy BA – Sim
Arthur Virgílio Bisneto AM – Sim
Betinho Gomes PE – Sim
Bruna Furlan SP – Sim
Bruno Covas SP – Sim
Caio Narcio MG – Sim
Célio Silveira GO – Sim
Daniel Coelho PE – Sim
Delegado Waldir GO – Sim
Domingos Sávio MG – Sim
Eduardo Barbosa MG – Sim
Eduardo Cury SP – Sim
Fábio Sousa GO – Sim
Geovania de Sá SC – Não
Giuseppe Vecci GO – Sim
Izalci DF – Sim
João Campos GO – Sim
João Castelo MA – Sim
João Gualberto BA – Sim
João Paulo Papa SP – Sim
Lobbe Neto SP – Sim
Luiz Carlos Hauly PR – Sim
Mara Gabrilli SP – Não
Marco Tebaldi SC – Sim
Marcus Pestana MG – Sim
Mariana Carvalho RO – Sim
Miguel Haddad SP – Sim
Nelson Marchezan Junior RS – Sim
Nilson Leitão MT – Sim
Nilson Pinto PA – Sim
Otavio Leite RJ – Sim
Paulo Abi-Ackel MG – Sim
Pedro Cunha Lima PB – Sim
Pedro Vilela AL – Sim
Raimundo Gomes de Matos CE – Sim
Ricardo Tripoli SP – Sim
Rocha AC – Sim
Rodrigo de Castro MG – Sim
Rogério Marinho RN – Sim
Rossoni PR – Sim
Samuel Moreira SP – Sim
Shéridan RR – Sim
Silvio Torres SP – Sim
Vitor Lippi SP – Sim
Total PSDB: 46
PSDC
Aluisio Mendes MA Sim
Luiz Carlos Ramos RJ Sim
Total PSDC: 2
PSL
Macedo CE Não
Total PSL: 1
PTB
Adelson Barreto SE – Sim
Alex Canziani PR – Sim
Antonio Brito BA – Sim
Arnaldo Faria de Sá SP – Não
Arnon Bezerra CE – Sim
Benito Gama BA – Sim
Deley RJ – Não
Eros Biondini MG – Não
Jorge Côrte Real PE – Sim
Josué Bengtson PA – Sim
Jovair Arantes GO – Sim
Jozi Rocha AP – Sim
Luiz Carlos Busato RS – Sim
Nelson Marquezelli SP – Sim
Nilton Capixaba RO – Sim
Paes Landim PI – Sim
Pedro Fernandes MA – Não
Ricardo Teobaldo PE – Sim
Ronaldo Nogueira RS – Não
Walney Rocha RJ – Sim
Wilson Filho PB – Sim
Zeca Cavalcanti PE – Não
Total PTB: 22
PTC
Brunny MG – Não
Uldurico Junior BA – Não
Total PTC: 2
PTdoB
Luis Tibé MG – Sim
Pastor Franklin MG – Sim
Total PTdoB: 2
PTN
Bacelar BA – Não
Christiane de Souza Yared PR – Não
Delegado Edson Moreira MG – Sim
Renata Abreu SP – Sim
Total PTN: 4
PV
Evair de Melo ES – Sim
Evandro Gussi SP – Sim
Fábio Ramalho MG – Sim
Leandre PR – Sim
Victor Mendes MA – Sim
William Woo SP – Sim
Total PV: 6
Solidariede
Arthur Oliveira Maia BA – Sim
Augusto Carvalho DF – Sim
Augusto Coutinho PE – Sim
Aureo RJ – Sim
Benjamin Maranhão PB – Sim
Carlos Manato ES – Sim
Elizeu Dionizio MS – Sim
Expedito Netto RO – Sim
Ezequiel Teixeira RJ – Sim
Genecias Noronha CE – Sim
Laercio Oliveira SE – Sim
Lucas Vergilio GO – Sim
Paulo Pereira da Silva SP – Sim
Zé Silva MG – Sim

Parabéns aos poucos que mostraram respeito aos interesses dos trabalhadores e votaram não ao PL 4330, agora é seguir nas ruas, combater junto ao governo pelo veto, trabalhar por emendas  e pressionar STF quanto a inconstitucionalidade das propostas e o Senado que ainda irá votar está aberração.

terça-feira, 31 de março de 2015

51 anos depois!

Em meio as controvérsias de hoje, onde alguns supostos "patriotas" e inconformados, agem como se nada do que ocorreu em 64 representasse uma ameaça as pessoas, liberdades e a própria identidade brasileira, clamando descaradamente por intervenção militar e por uma virada antidemocrática que levaria o Brasil a um retrocesso.

Nós fazemos questão de lembrar e dizer o quanto foi triste o período pós 64 até a redemocratização. Pessoas e direitos foram reprimidos, e muito mais, instalou-se um regime autoritário que deu ao Brasil títulos indesejáveis, de pobreza, tortura, exclusão social e morte, corrupção e privilégios a uma "elite" que se ergueu ou se manteve durante muito tempo explorando estas facetas sombrias para seu próprio proveito, e hoje saudosa, e incomodada com a maior participação e presença de tradicionalmente marginalizados na vida e tomada de decisões para todos os brasileiros, hipócrita e sorrateiramente tentam levar-nos ao caos e retrocesso social.



Fotos reproduzidas da publicação Triste memória
Corpo Pe. Henrique  Recife - PE

Nestes momentos são muitos os que lembramos, mas dentre estes recordo de um homem de coragem que enfrentou a turbulência destes dias sem perder suas convicções nem ceder ao medo, e que apesar de não ter sido torturado, ao menos diretamente, também representou e teve um significado muito importante para todos, durante e depois do processo ditatorial, refiro-me ao saudoso Dom Helder, voz incansável em defesa da justiça e do povo sofrido.  Um homem que deixa lições maravilhosas, como a de seguir em frente mesmo com uma faca no peito (como o brutal assassinato de Pe. Henrique seu amigo e auxiliar próximo, morto principalmente por esta relação com Dom Helder).

Dom Helder Camara. Foto: Otavio de Souza/DP/D.A Press

Nós estamos aguardando um momento melhor para publicar uma série de informações que traçam uma linha histórica do período que se sucedeu ao fim dos governos militares, e a herança indesejada que deixaram para o país, incluindo a violência, o desgoverno, a subserviência a classes elitizadas e grupos internacionais, corrupção e toda sorte de maniqueísmo político, apadrinhamento, favorecimento, peculato e aparelhamento  governamental.

Por hora basta apenas dizer: O POVO BRASILEIRO NÃO PRECISA DE TAL VIOLÊNCIA, REEDITADA E PRODUZIDA NOS PORÕES, COM APOIO E PARTICIPAÇÃO DE PESSOAS DESONESTAS E ALGUNS GRUPOS DE INTERESSES MESQUINHOS, COMO ALGUNS DOS HISTÓRICOS REPRESENTANTES DE UMA MÍDIA MANIPULADORA E DESLEAL.

Contudo vamos acordar para alguns fatos e situações que depõem contra tudo o que se tenta construir de positivo no Brasil, e claro lembrar que alguns destes que estão hoje participando ativamente das tais mobilizações, são participantes de outros tempos de fatos criminosos, contrários aos interesses da nossa gente e do país, ou que caracterizaram uma associação de classes negativamente construída para dilapidar as riquezas e recursos do país, alguns dos quais são representantes de grupos empresariais e políticos, sociais e econômicos envolvidos na difamação e derrubada de governos legítimos com ingerência de capangas uniformizados.

Agripino Maia e Aécio - Reproduzida do portal RBA
Denúncias de envolvimento de ilustres personagens do PSDB e DEM em esquemas corruptos não são novas, e assim como na época em que governaram ou fizeram parte de partidos outros e governos passados seja no período da ditadura ou imediatamente após, tentam sair novamente ilesos e com a proteção de grupos sociais e políticos conservadores e parte da mídia que apoiou o golpe e seus desmandos, ou os tucanos e seus atos entreguistas.








Infelizmente alguns fatos parecem ter mais conexão com os devaneios de hoje do que se imagina. Envolve também pessoas ligadas a instituições públicas e que deveriam ter mais seriedade e zelo.