quarta-feira, 4 de abril de 2018

Escalada da violência, prenuncia o caos?

O Brasil segue um caminho desastroso, mergulhado em incertezas e disputas, nem sempre nobres ou republicanas, é assolado por uma escalada de violências, de diversas variantes, extensões e graus, sem precedentes nos últimos 25 anos, e que atinge todas regiões em intensidade significativa e envolve estados, governos, poderes e instituições, de maneira indesejadas, perigosa, e comprometedora, para não falar da sociedade de forma geral.
Uma questão crucial, é que além das formas de violência física, psicológica, e que frequentemente ocorrem, "mais comuns", há uma ampliação de outras tão nocivas como estas, a exemplo das violações legais (institucionais, corporativas e de Estado) e violências contra a dignidade e direitos fundamentais, ou a pessoa humana, isso de forma acentuada e em dados momentos com pretextos cada vez menos aceitáveis, ainda que disfarçados, e num clima onde cidadãos (ainda que não sejam dignos desse título), não tem direitos legais e constitucionais respeitados, e podem ser alvo de perseguições, processos kafkanianos (farsas e manipulações), ou coações de toda sorte, promovidas pelos poderes ou pelo Estado, por meio de juízes estrelas, promotores, policiais, militares, governos, autoridades, corporações ou grupos, movidos por falsa moral, vingança, ideologias, etc.


Há uma sensação ou percepção ruim reinante, não só de insegurança, medo, ou certeza de que a violência e os rumos do país estão sem controle, mas também uma profunda desconfiança quanto as instituições, processos, pessoas, políticas e rumos apontados agora, algo que tem relação com a percepção de injustiças e parcialidade dos sistemas, especialmente do judiciário, mas de todos relacionados aos três poderes constituídos, e que não se restabelece uma percepção positiva, por meio de uma caça as bruxas ou ações à margem da lei, distorcidas, exageradas, ainda que sob a bandeira de combate a impunidade, ou qualquer argumento, mas hipoteticamente sustentado em mentiras e desvios, de funções, atribuições, condutas, aplicações legais, etc.

Defesa de Lula entrega ao STF parecer de jurista contra prisão em 2ª instância - Uol 02.04

Neste contexto devemos analisar alguns fatos recentes, sinais das violências que ocorrem de forma assustadora, e em viés distintos e graves, e são exemplos que não explicam ou dão a dimensão do quadro nacional, mas servem bem para ilustrar, a violência no campo e a postura oficial dos desgovernos e autoridades, a violência contra as mulheres e por motivação política/ideologica/social, como o caso Marielle do Rio de Janeiro, ou contra diferentes como nos ataques e ameaças aos atos de Lula durante a Caravana no Sul do pais,  ou como nas violações institucionais e contra pessoas e a Constituição, até promovidas em tribunais e na mais alta corte, STF, como no caso Lula e a discussão da presunção de inocência, inclusive em meio a intimidações de ministros do tribunal.
De alguma forma todas as questões estão ligadas, e encontram motivos e razões no ativismo político no STF, na alterações de entendimento que maculam a Constituição, e as instituições, e também com o momento político conturbado, por golpes e protagonismo inadequado e não desejados de alguns que deveriam ser responsáveis e equilibrados, mas estão entregues as paixões e interesses pessoais e corporativos, não somente estes, claro.
A prisão após julgamento em 2a instância, inconstitucional, proposta e conduzida como uma espécie de resposta a morosidade dos processos, é ponto de insegurança e desequilíbrio, e causa de violações e violências, até pela postura de parte dos ministros do STF, com remendo a Constituição e manipulações, com margem a parcialidade, excessos, crimes, e uma sensação de medo ante aos desvio das instalações; no judiciário, no MP, etc. Tal fato gera divisão e tensão não apenas no STF, desencadeia atos insensatos e violências, e trás à tona uma sucessão de fatos em cadeia, como chantagens de segmentos da sociedade, poderes, corporações, como no judiciário e militares, fora da lei. A exemplo das declarações de generais muito explorada como,  "avisos" pela Globo.
Então não surpreende violência maior nas ruas, envolvendo questões politicas, sociais, e jurídicas, com excessos, omissões (como as do governo do Paraná), que não se esforçou para coibir atos agressivos contra a Caravana de Lula, ou por elucidar atentado à bala. Algo que recai sobre o governo Temer também, e ao STF e segmentos do judiciário que até de alguma forma alimentam e fomentam paixões e polarização da sociedade.

Parecido é o caso do assassinato de Marielle e Anderson no Rio de Janeiro, também por razões políticas, e que envolvem a intervenção militar que dá sinais de fracasso, ante a sua fundamentação supostamente eleitoreira e midiática, desastrosa e que desprezava direitos civis nas comunidades, como denúnciam os críticos e a própria vítima. Um atestado de que a violência generalizada não se combate apenas com armas e está fora de controle, e o exército não era a solução, apenas contribuiu para as pretensões de uns poucos no poder a um custo elevado, e com risco a imagem da instituição. A insegurança persiste! As fórmulas mágicas de governos e juízes, alguns suspeitos, e exorbitando as leis, são farsas.

MPF cobra explicações de ministro da Defesa sobre fala de general - Estadão 04.04

MARCO AURÉLIO ESCANCARA MANOBRA DE CÁRMEN LÚCIA - Brasil247 04.04

O quadro que agrava a situação não tem relação tão somente com impunidade, mas também de forma mais sensível com a manipulação do sistema jurídico pelas corporações, criando castas de iluminados como as dos juízes acima das leis, livres até para crimes, o corporativismo, a percepção de exclusão social, a falta de políticas ou insuficiência das ações sociais pelo Estado, não apenas na crise ou diante de desemprego recorde, mas inclusive pelo retrocesso na condução e enfrentamento dos problemas, fundiários, indígenas, de afirmação racial e inclusão social, também das questões sensíveis aos grupos e comunidades marginalizadas e minorias, que gera violências e mortes no campo, nas favelas e periferias, dentre outras violências, assim como a ampliação de ações das milícias, pistoleiros a serviço de ruralistas, ou a maior repressão e violência policial, com grande omissão dos governos e instituições de segurança de uma forma geral, em todos os níveis e localização geográfica (com raras exceções).

O mais difícil de aceitar, é que há uma irresponsável conduta no mais alto escalão, no Legislativo e sua atuação precificada e fora de sintonia com a sociedade, no Executivo, onde muitos afirmam que se instalou uma quadrilha, que destrói direitos dos mais humildes e se apropriam das  riquezas, beneficiando uma minoria da sociedade, elites, e não importa qual a razão, buscar correção de distorções por vias legais no Judiciário, é uma temeridade, e depende dos interesses envolvidos.

'Em termos de desgaste, a estratégia não poderia ser pior’, diz Marco Aurélio a Cármen em julgamento de Lula - Estadão 04.04

STF por meio de manobras de sua presidente, parece querer repertir o teatro que afastou Dilma e não permitiu a nomeação de Lula como ministro, com falsos argumentos, mas autorizou Temer nomear Moreira Franco, ainda que comprovadamente em situação pior e mais desabonadora que a de Lula. É esta seletividade da justiça que incomoda. Parciais!

Ministros do STF - O Cafezinho


O STF tinha a obrigação de reparar parte do mal que tem causado, o HC de Lula era uma oportunidade para restabelecer a Constituição, ainda que alguns bradem, prisão só após o trânsito julgado, a pacificação vem com o tempo e segurança jurídica, e também com as instituições e pessoas,  atendo-se aos limites de suas funções, atribuições, e deveres. Se assim não for a mais alta corte, empurra o país a um destino temerário, incerto e com um enorme potencial para violência descontrolada, e as instituições reféns de chantagens, ilegalidades, abusos e crimes, de promotores e juízes, corporações, mídias, políticos e partidos, criminosos fascistas, mercados, e mesmo militares de forças que não deveriam usar seus cargos, e "poder" constituído à frente das tropas para "coagir" outros poderes.

Vai ficar a impressão de que nossa "democracia", sucumbiu a força, ao medo e a violência?
Serão por estes meios que vai prevalecer as intenções e idéias neste país sem rumo?

quarta-feira, 21 de março de 2018

O STF, ainda guarda alguma coisa de supremo?

Mais que críticas o que se vê e diz do STF, de forma pejorativa, se transforma em uma legítima manifestação de indignação. Cada vez mais pertinentes com fatos como os que ocorreram hoje, e envolvem não apenas a discussão raivosa de ministros, mas as manobras da ministra Carmen Lúcia, em sua aparente disposição de continuar a ferir direitos de réus e acusados, e macular o papel principal do STF, guardar a Constituição.



Algo grave é a subserviência da mais alta Corte a interesses midiáticos e políticos de alguns poderosos, como os do grupo Globo, partidos políticos integrantes do atual governo, e grupos econômicos e empresariais que lucram com o caos no Brasil.

Dono da Globo vai a Brasília pressionar STF, por prisão de Lula segundo jornal - FalandoVerdades 21.03

Boa noite 247: Refém da Globo, Carmen Lúcia se isola no STF. - Brasil 247 21.03

A Globo emparedou o STF - O Cafezinho 20.03

Ministra Carmen Lucia STF - O Cafezinho

A questão levantada por muitos, mesmo de pensamentos e ideais antagônicos, que afirmam ser desnecessária e nociva as posturas de Carmen Lúcia, e de alguns ministros como Fachin e Barroso, cada vez mais dispostos a assumirem papéis e atribuições que não são de competência do STF, ou que atentam contra cláusulas pétreas da Constituição, como a presunção de inocência, com a prisão só após o trânsito em julgado, que de tão claras no texto constitucional, não cabem interpretar, como dizem especialistas e juristas, a propósito de um ativismo político no tribunal, o que tem se mostrado uma ameaça ao próprio STF, que passa a estar no centro de uma polarização da sociedade, não atua como pacificador e guardião das leis, e mergulha em conflitos junto com o país, rumo ao caos.


Em reunião onde a expectativa já era apreensiva quanto aos descaminhos do STF, o ministro Gilmar Mendes cobrou Carmen Lúcia, quanto as pautas do STF, cada vez mais em descompasso com as questões judiciarias, e sujeitas a interesses de grupos como citamos, com a ministra sucumbindo ao que "agrada" alguns e não ao que exige a Constituição, como no caso das ADC's liberadas para julgamento e que tem total relação com a divisão no STF, com o julgamento de mérito da prisão após decisão em 2a. instância, até hoje não pacificada, e ao contrário do que levantam alguns não interessa apenas a Lula e uns poucos acusados na Lava Jato, mas a milhares de possíveis inocentes sujeitos a violências e excessos em processos e decisões injustas. Um direito constitucional de milhões de brasileiros que está em jogo: o de não terem que sofrer violações, e ser inocente até se provar que não, após o julgamento de todos os recursos em lei.

Após chilique, Barroso pediu desculpas. - Imprensa Viva 21.03



A atitude de Barroso contra Gilmar não é uma simples reação a desavenças dos dois, pode ser mais uma manobra para desgastar quem quer ver cumprir a Constituição, como foi a de Carminha em sua entrevista a Globo, na tentativa de demonizar os ministros que podem mudar o entendimento sobre a prisão antes do trânsito em julgado.

O STF está longe de fazer jus a seu papel e a supremacia que deveria ter, não dando segurança jurídica e justiça.

A bem da verdade, Barraso e Gilmar, são faces de uma mesma moeda, cada vez menos valorizada, o STF, instrumentos de manipulação por seus grupos de afinidade e corporativismo, testemunhos da degradação gritante e de algum tempo no STF, a exemplo de episódios mais antigos, também denunciados aqui. Triste, são esses nossos juízes superiores. Dá para imaginar como estamos mal, pelo que ocorre no STF.


Para todos os efeitos há muito constrangimento e conflitos, que negam a alegação que o tema está pacíficado, e o mais grave é a postura de Carmen Lúcia, ao se negar a concluir o que o STF iniciou e que aguarda o julgamento do mérito.

Resumir o debate a condição de interesse ou não ao que pensa Carminha e seus inspiradores ou apoiadores, ou se vai beneficiar ou não o Lula, é apequenar o STF, rasgar a Constituição, fraudar as leis, o processo de escolha e representação do povo, e jogar a sociedade numa crise mais grave a pretexto de mentiras e mesquinharia, comprometendo todos, as instituições e o futuro do país, empurrando-nos para incertezas, voluntarismo ou a barbárie política, também econômica e social, de uma forma e intensidade imprevisíveis.

O STF há muito sucumbiu ao oba-oba e ao golpe! Demonstra parcialidade e desrespeito, em atitudes duvidosas e parciais, não só por omissão, o que é muito mais impróprio e nocivo, do que supostamente ser acusado de alimentar a impunidade.

Romper com seu papel constitucional, trás mais danos e perigos, tanto quanto ser instrumento de poderosos e criminosos, que já vimos impunes, por opção do próprio STF, seja por deixar prescrever processos, seja por blindar ou manter relação e contatos muito pouco republicanos com investigados, e não pode se omitir de decidir questões cruciais como as relacionadas aos HC's ou ADC's de prisão em 2a. instância, com repetição de alegações esvaziadas e mentirosas, que resultam em discriminação e injustiças contra réus como o Lula, e muitos outros anônimos.

"Foi só um encontro de presidentes de poderes", diz Carminha - Blog da Cidadania 19.03

O STF e o grande golpe do país da impunidade, e o avanço da arbitrariedade - RBA 25.11.2017

quinta-feira, 15 de março de 2018

Marielle, a morte de uma guerreira!



Tentar atribuir ou classificar o torpe assassinato da vereadora carioca, Marielle Franco, a uma trágica rotina de insegurança do Rio é mascarar verdades incomodas e cruéis que atingem milhões no Brasil. 

O brutal assassinato é uma demonstração de fracasso social, político e administrativo, dos desgovernos estaduais e federais, de Pezão e Temer, que abandonam as populações marginalizadas e impõem situações de riscos e mortes aos brasileiros e cariocas. Algo que não se resolve ou minimiza com intervenções, que oprimem ainda mais as populações pobres, como as que Marielle representava e defendia, com voz e a ação, denunciando os crimes e abusos de bandos infiltrados nas estruturas policiais e de governos, no Rio e além.

É também um atestado de quanta impunidade persiste e se manifesta em ações criminosas, não apenas dos "marginais" de esquinas, mas principalmente dos presentes em corporações e esferas do poder, em gabinetes, círculos da elite e estruturas parciais e desviadas de suas funções republicanas, que fomentam ódios e violências, toleram participam ou se omitem diante de injustiças, e que incluem segmentos como o judiciário.
Existe no Brasil uma situação perigosa e vexatória, onde há silêncio e omissão pública, diante de agressões a pessoas simples, ou a legítimas vozes do povo, diante de assassinatos ou violências enormes, contra minorias, opositores políticos e sociais aos abusos e violações conduzidas por "elites" e apoiadores golpistas, ou contra camponeses, lideranças e sindicalistas, políticos de esquerdas e pessoas do povo. Especialmente nesses dias difíceis do golpe comandado para retroceder em direitos sociais, políticos e jurídicos, conquistados com sacrifícios, e que por meio de estruturas corruptas e com uso de parcialidade jurídica e distorções das leis e propósitos do Estado, ou pela força e opressão, ou ainda pela compra de pessoas em postos e posições chaves nos poderes e instituições, criou-se uma situação de comando marginal que afetam instituições e o povo.

Está em curso uma perversa ação de grupos de poderosos externos e internos, que atuam sem limites e encontram respaldo e forças, nas posturas dos que por ideologia ou interessess realizam perseguições e destroem as bases de sustentação de nossa nação.

Correia: tucanos são competentes mesmo em aparelhar a Justiça - Brasil247 23.02.2018

Marielle foi assassinada pelo golpe. - Brasil 247 15.03

A violência não vem só do marginal ou traficante da esquina, está na proteção de criminosos de gabinetes e empresas, de políticos corruptos de direita ou no poder, nos que se acham privilegiados e nas corporações, empresários, ruralistas, juízes, militares, barões da mídia, e todos que atentam contra a Constituição enquanto destroem o tecido social, por seus interesses, e usam de "leis", capangas e armas para conter os insatisfeitos.

Marielle e Gomes morreram juntos, por razões diferentes, ele por está no lugar errado, ela por ousar se levantar justamente contra abusos e crimes dos poderosos no poder. Juntam-se a galeria dos injustiçados. A reação nas ruas e no país, mostra o que uns tentam manipular ou disfarçar, que há entre o povo muitos que não vão calar ou aceitar injustiças.

Marielle Franco?  Presente!


segunda-feira, 5 de março de 2018

Sustentando farsas

A sociedade brasileira anda de mal a pior, e não apenas pela crise econômica que mídias e jornais comprados por um governo mergulhado em acusações e suspeitas de corrupção, fazem questão de esconder, com mentiras, distorções e informações nebulosas, que deixam a população a deriva, sem rumos e sem esperanças.
Também não é pela falta de um estado sustentável e potencialmente inclusivo, entregue ao comando de bandidos, no legislativo ou noutros poderes, e com participação de empresários e banqueiros, especuladores, sonegadores, ruralistas e outras "elites". Mas a outras tantas farsas e mentiras, fraudes ou crimes que põem o país num mar de hipocrisia e descontroles, ainda que ocorra muita desfaçatez e obscuridade.

Sustentando farsas há "notáveis" e instituições, servidores e grupos, que degradam o Brasil, ainda que fingindo estar a serviço do povo e nossos interesses, o que não é fato.


- A farsa de um país democrático:

O Brasil mais que nunca é guiado e controlado, por políticos que viraram as costas ao povo e as propostas que os elegeram, para atender seus próprios interesses, de corporações e seus membros, sejam do judiciário, militares, empresários, banqueiros e outros privilegiados, e para tanto basta ver quem lucra à custa da miséria e perda de direitos de uma parcela significativa, mesmo a maioria da população, cada vez mais longe do poder e ainda menos beneficiados com as novas leis e decisões implementadas pelos poderes.

Enquanto congelava gasto social, Temer encheu cofre militar - Carta Capital 02.03

Num país democrático, não se segrega populações, nem se usa as armas como cabo eleitoral ou sem real necessidade e eficiência. Não se intimida os que são vítima do Estado e por este foram abandonados.

O que está por trás da campanha da Globo - JAV 26.01

- A farsa de um estado moderno:

Nem vamos tratar das reformas propostas, mas da nociva destruição das estruturas de serviços públicos, na educação, na segurança, e especialmente na saúde, asfixiadas por falta de verbas, desviadas para outros fins e outros "beneficiários". Também nos referimos as "vendas", entregas de patrimônio de forma lesiva aos interesses e ao futuro da nação.

O caso dos leilões do Pré-Sal a valores irrisórios, da Embraer e da Eletrobrás. são exemplos de pouco respeito ao património público.

- A farsa da justiça para todos, e imparcial:

Não bastassem as recentes alterações na CLT, já tida e denunciada por muitos juristas e organizações como  a OIT, Organização Internacional do Trabalho, que taxam a reforma como  prejudicial aos trabalhadores e sindicatos,  ainda vemos todos os dias, claras ações e decisões do judiciário, em suas muitas esferas, regionais, de recurso ou nos tribunais superiores, e áreas, trabalhistas, cível, penal, etc.  Ocorre com TRF's, STJ, TST, TSE, STF. As leis são ignoradas e direitos ou deveres distorcidos, a benefício ou prejuízo de alguém, sem fiel obediência aos princípios e as leis que deveriam nos reger. Algo que resulta em parcialidade e perdas de garantias,  de direitos da parcela menos abastadas da sociedade.
- A farsa das eleições:

Os movimentos recentes de segmentos das elites e do poder, dão demonstração de uma enorme manipulação e mobilização de esforços, para definir e determinar o resultado das eleições, quando e nas condições que forem mais favoráveis aos poderosos do momento. Há riscos sérios ao processo e aos destinos do Brasil, que pode ser privado de ter eleições justas, representativas e livres de manipulações, até mesmo quanto a participação de partidos e candidatos, em decorrência de intervenções a exemplo do judiciário, devido a farsas que atingiram principalmente o ex-presidente Lula.

- A farsa da Lava Jato:

Sejam pelas denúncias de violações de direitos dos presos, vazamentos seletivos, ou supostas manipulações de "provas", "delações", e mesmo de processos, e inúmeras contestações de renomados juristas e organizações, que atestam falhas e parcialidade em ações e decisões, para não falar de suspeitas levantadas contra membros da PF, MPF e juízes, ou a pessoas e instituições a eles ligados.

Tiro n'água da Lava Jato - JB 04.03

Pierpaolo Bottini: Análise do conceito da lavagem de dinheiro na condenação de  Lula - Conjur 05.03

Aragão: Moro cometeu improbidade administrativa. - Brasil 247 05.03

O caso Lula é emblemático, há muitas questões e dúvidas quanto a postura do judiciário, desde omissão, parcialidade até fraudes, que seriam parte de um golpe contra o povo, e em favor de golpistas no poder, com a cumplicidade até da mais alta esfera do judiciário.

Ficam nítidos fatos que reforçam a certeza que nós e a maior parte do povo tem,  de que há um enorme esforço para perseguir Lula e o PT, nas diversas esferas, seja no episódio dos grampos ilegais e nomeação de Lula, barrada no STF, que liberou outras mais impróprias em favor de Temer, ou em muitas atitudes de Moro, mesmo sem provas, mantidas no TRF4 e condenadas até internacionalmente.


Lula - imagem Blog do Esmael

E a perspetiva é de continuidade da farsa, há sinais no STJ e na postura da presidente do STF, que sobre pretexto pequeno, atropela a Constituição e direitos de muitos.




terça-feira, 20 de fevereiro de 2018

Tocando o terror!

Uma expressão usada por quem conhece o cotidiano de violência, no qual estão mergulhados milhões de brasileiros em comunidades simples e áreas marginalizadas, mas  que define bem a iniciativa do impopular governo Temer, TOCANDO O TERROR.

Intervenção federal no Rio decretada por Temer abre inédito e incerto capítulo - El País 16.02

Intervenção no Rio: Temer deu a mão, os militares agora.querem o braço - Blog do Esmae 19.02l

A julgar pelas informações divulgadas na imprensa recentemente, dando contas da aventura militar patrocinada com a intervenção militar no Rio, e de detalhes do decreto, é isso que supostamente pretende o temerário presidente, e personagem de enredo macabro, ao por o Exército nas ruas cariocas, numa operação de guerra que aparentemente é uma manobra politica de Temer, e tem ingredientes preocupantes de elevados riscos a população, e grande potencial para desastres e ações totalitarias que ferem a Constituição.
Nem bem foi caracterizado como um vampirão no desfile das escolas de samba do Rio, TEMER põem suas garras sobre os cariocas, e como um jogador em xeque (por não aprovar Reforma da Previdência), aposta tudo na intervenção, quando não deveria ser esse o remédio, pois tão urgente como o Rio em matéria de segurança, há outros estados, como Pará, Ceará e Pernambuco, só para citar, e também porquê parte dos problemas de violência, tem relação com a política de desmonte público, recessão e desemprego, bancada por Brasília, com graves e intensos cortes de recursos para áreas sociais e serviços públicos, colaborando com as  crises nos estados.

A solução vampiresca, é uma temeridade, tomar as favelas e morros à força, com tropas sem a responsabilidade de responder por possiveis excessos nas ações de campo, ao menos de forma adequada, e devido alterações legais recentes. O povo já vive refém e tem medo das forças policiais, mesmo dos militares, pela truculência e episódios fatais já vistos antes.

Na intervenção militar improvisada, Temer recua e desiste de prisão coletiva. - Brasil 247 - 19.02

Governo quer mandados coletivos direcionados no Rio. - Uol 20.02

E a ameaça vem de aberrações como os desejados mandados de busca e apreensão coletivos, que poderiam permitir abusos contra inocentes, apenas por serem moradores de uma localidade, sem causa válida, e que fere direitos constitucionais, com a aparente complacência do judiciário, dando poderes a militares que podem extrapolar na coerção. Um perigo típico de um estado totalitário e excludente.

Uma aventura como essa corre o risco ainda, de piorar tudo, por não resolver problemas estruturais, alguns antigos, e servir como pretexto para uso de tropas para interferir no processo eleitoral, e gerar mais distorções e violências. Ela pode ser disseminada a outras áreas, e contra desafetos do grupo de denunciados e no poder com Temer, aliados de Temer.

Pezão diz a Temer que RJ só ganha guerra da segurança com carteira assinada. - Uol 20.02

Senador se arrepende por impeachment e chama governo Temer de 'quadrilha' (VÍDEO) - SputnikNews 20.02

No cerne da questão, está também as eleições 2018 e a Reforma da Previdência, que apesar de suspensa pode ser fatiada, e virar alvo de Medidas Provisórias, que sejam igualmente maléficas ao povo e mais fácil de aprovação, ou por meio de publicidade e algum "resultado" pró Temer, este processo pode vir a acalentar sonhos (pesadelo para o povo) de uma reeleição do impopular presidente, algo sustentado por alguns que rodeiam os que tomaram o poder, com simpatia dos mercados, e outros, mesmo militares, que estão por trás dos "acordos" que levaram tristes e controversas mudanças nos poderes, e na forma de governar o país.

Vagner Freitas comemora arquivamento da PEC da Previdência: derrota sem tamanho para os golpistas - RBA 19 02

A não votação da reforma é mérito do povo e dos movimentos sociais, que deixou politicos governistas numa sinuca, com medo de não se reelegerem, mas não estamos livres dela.

Carol Proner: julgamento de Lula mostrou ao mundo como Judiciário pode ser primário. - Brasil 247 19.02

E mais uma vez, as esferas superiores da "justiça" parecem aderir a algo ilegal, que ignora a Constituição e ameaça o povo, como nos processos e julgamentos contra Lula, cheios de vícios, farsas ou fraudes, ilegalidades e violências, que geram indignação e mais apoio popular a ele, a contra gosto de golpistas e seus apoiadores, algozes do judiciário parcial.

Bancada do PDT, de Ciro Gomes vota em bloco com Temer a favor da intervenção no Rio - Revista Forum - 20.02/

Engrossando o caldo, mais polêmicas são vistas nas declarações de alguns presidenciáveis, Bolsonaro aliado de Temer chamando-o de ladrão, e das fileiras do PDT um alerta hipócrita que contradiz-se no voto pró Temer, enquanto seu candidato em evento de um jornal conservador, crítica petistas e Lula, numa postura do tipo popularmente conhecida, como: "no dos outros é refresco"; e vem propor unidade ou atos de sacrifício.

Estranho, nem tanto, muito ainda vamos ver dos oportunistas, como defender absurdos como fez o candidato a candidato, Ciro Gomes, com declarações dúbias ou esquisitas, num esforço para se lançar ao pleito 2018 e herdar votos de Lula. É patético ou hipócrita querer que Lula desista de defender seu nome, seu legado, e os que representa, o povo, para ser dócil com um sistema judiciário de dar vergonha a Kafka (e sua obra, O Processo), a partir de decisões sem respeito aos direitos individuais e mesmo a Constituição, apenas para não melar um processo eleitoral que está sendo fraudado em apoio a castas e elites, com ajuda de juízes.

O Ciro, parece agir como uma Marina Silva de calças, e que cedeu a sedução dos mercados e banqueiros, e defende e atua contra a população pobre, aliás, o que esperar dos que dão exemplo de submissão aos poderosos? O PDT de Ciro Gomes apoiou Temer votando macissamente pela intervenção no Rio, mesmo a benefício de governos acusados de corrupções, e que não poderiam conduzir algo tão grave, e com os riscos aos cidadãos e aos seus direitos constitucionais, ainda que com ou sem mandados coletivos, e podem levar a um caos maior e até a impedir a legítima manifestação e reação da população, mesmo por meio de eleições.

Violência faz Brasil viver processo descivilizatorio, diz-professor. DP 18.02

O que está em curso é princípio de algo muito mal! Devemos nos opor com firmeza já! Não cabem ações de Estado à margem da Lei e com interesse politiqueiro.


sábado, 10 de fevereiro de 2018

O caminho é mais pressão!

A encruzilhada para qual se dirige o país, é clara e não nos surpreende.

Por mais que nos apeguemos ao desejo de justiça, e convívio democrático, isso é uma ilusão ou mero pretexto para as injustiças e maquinações nas esferas de poder, governos, Judiciário e Legislativo.

A verdade é que não há limites para os que, como disse Sepúlveda, ex-ministro do STF, "patrocinam contra Lula uma perseguição maior do que a realizada contra Getúlio Vargas".

Após novo “não” a Lula, STF deve rediscutir prisão em segunda instância - El País 09.02

Tijolaco: Globo confessou manipulação judicial contra Lula. - Brasil 247 10.02

São os fatos públicos que desmoralizam o Brasil, com reportagens em mídias compometidas com armações e interesses econômicos espúrios, usadas como "provas" ou ferramentas de coação de instituições, e argumento para parcialidade e publicidade da "justiça", ou outras aberrações como meios de divulgação de mentiras e ações políticas de membros do MP, Judiciário e outras instituições agindo de forma irresponsável, parcial e criminosa, com vazamentos seletivos de informações, combinação de sentenças e parcialidade, "inovações jurídicas" a revelia das leis, com julgamentos comprometidos e decisões condenatórias anunciadas antecipadamente nas redes, antes mesmo da manifestação de defesa, ou de cumprir os ritos processuais ou ocorrer o julgamento. Fatos muito comuns em se tratando de processos contra Lula ou PT, até como tem sido dito, com "jaboticacas" ou "pérolas" em sentenças disformes e ao arrepio da Lei.

A intenção é uma só, destruir Lula, afastar toda possibilidade de vê-lo novamente eleito presidente, e assim podar as esperanças de trabalhadores e milhões de excluídos, ainda que para isso mergulhem o país em incertezas, ou se criem farsas para suportar ilegalidades que se necessário conduzam Lula a prisão ou a inelegibilidade. Todos atores das elites e instituições, trabalham para esse objetivo, e tudo é possível, se não reagirmos.

Lula mostra a coragem de fazer História mais uma vez. - Brasil 247 08.02

Lula faz história - Brasil 247
Partidos e movimentos sociais lançam Frente em Defesa da Democracia - Vermelho 09.02

E já que tudo que é jornal faz campanha, e publicam editoriais, ou redes de rádio e TVs, fingem fazer algo pelo país, enquanto pedem a prisão de Lula, mentem e fabricam um herói de quadrinhos, o Huck, para empurrar aos desavisados eleitores, nós fazemos o nosso. Eis:

Não nos agrada a ideia de mais violências e injustiças, muito menos prejuízos ao povo mais pobre, principal atingido com os planos doentios dos políticos e governantes das elites. Mas há um sério risco com a trama em curso, ainda que não seja devido as perseguições a Lula e num momento mais imediato, e qualquer movimento fora do campo político e institucional nem precisa ser orquestrado ou iniciativa de setores ou representantes dos partidos de esquerda, e movimentos sociais, pois há tensões acumuladas e excessos mesmo de representantes de segmentos opressores, como os assassinatos que crescem no campo e atingem lideranças e trabalhadores rurais, especialmente.

Não se pode incentivar ou defender atos insanos, ou algo que piore as injustiças contra o povo e não represente uma alternativa real de transformação social, rumo ao bem-estar.

Mas isso não significa uma inércia daqueles que pretendem parar esse processo destrutivo, conduzidos nas mais altas esferas do poder, e que por ilegalidades e distorções jurídicas, por conchavos e atos de governos, de poderosos dos mercados, das mídias e das elites sociais, impõem-nos pesados danos e nos remetem a situações caóticas. Pelo contrário, de forma legítima e comprometida com o bem maior, é urgente reagir, e envolver o povo e entidades representativas da sociedade e de nossas lutas por equilíbrio social, num movimento de pressão popular e enfrentamento das injustiças e destruição de direitos, algo que vai muito além da defesa e garantia da participação de Lula nas eleições 2018, e diferente do que vem sendo feito de forma "tímida".

Toda fórmula a ser usada para barrar os golpes em curso, nas suas múltiplas variações, deve ser baseada nas experiências anteriores de períodos de exceção, especialmente no que se refere a prisões sem um processo adequado e justo, e nas reações, mas exige uma naior concentração de esforços e nos força a insistir na mobilização, o que envolve:

- a busca de mais engajamento e comprometimento do campo progressista e da esquerda;

- a defesa veemente do direito de ter Lula candidato, sem possibilidade de apoio a outras alternativas em um cenário ou disputa viciada, sustentadas em farsas jurídicas;

- ampliar o diálogo com os movimentos sociais, conscientizando, preparando e mobilizando para as ações e enfrentamentos necessários e inevitáveis em breve;

- deslocar-se da condição passiva para uma ativa, no que se refere ao enfrentamento dos fatos contrários aos interesses legítimos do povo, e dos segmentos excluídos pelas elites;

- uma denúncia continua dos desmandos em curso, praticados nos atos de "poderosos";

- não reter nem atenuar o desejo de manifestações públicas, ações e iniciativas,  por aqueles que são atingidos por atos e desmandos dos "poderosos", quando muito organizar e estruturar tais manifestações;

- é necessária uma maior e forte pressão, pressão, pressão, o que deve ser feito com engajamento dos seguimentos sociais, entidades de representações, grupos e siglas progressistas, e com caráter urgente;

- entenda-se que a pressão por todos os meios e com todas as forças, deve ser a orientação de toda organização social, mas sem engessamento da liberdade de opções dos que compreendem e sabem que Lula é a única via de enfrentamento do golpe e restauração da dignidade do povo, e do restabelecimento dos projetos de autonomia e crescimento social;

- ter clareza que se inicia um processo de guinada para esquerda, que não se encerra na questão Lula e nem em resultados das eleições 2018, e só poderá ser revisto a partir da constatação de um reordenamento e retomada de direitos, e num reequilíbrio de forças.

Neste sentido, como dissemos é necessário que os atores percebam, que não pode ser papel das forças progressistas atenuar insatisfação popular, nem fomentar ações que legitimam a fraude política reinante, mas levar a verdade dos fatos e fazer valer os fundamentos que tornam o povo senhor e construtor de sua história e alternativas de governo e poder.  É preciso parar de temer o povo e suas legítimas aspirações, respeitando suas escolhas e disposição, deixando fluir  suas ações que simbolizam a percepção dos fatos como eles o percebem, para assim dar  mais autenticidade as contestações, representações e ações de interesses de todos.

O objetivo deve ser: o povo e trabalhadores na rua de forma autêntica e significativa, para resgatar o país das mãos dos que massacram a população mais pobre. Essa ainda é a força que pode e deve agir para mudanças verdadeiras ocorrerem no Brasil!








sexta-feira, 2 de fevereiro de 2018

Um grande equívoco!

O que o Brasil tem vivido e experimentado há algum tempo, e em especial nos últimos 24 meses, é no mínimo um grande equívoco construído por muitos atores, de todas as partes.

A recente combinação e nítida orquestração ocorrida no julgamento do recurso de Lula no TRF4, veio confirmar e somar-se ao que muito se diz e tornou-se de domínio público, onde há uma percepção de desvios na implementação da justiça, no uso das leis e ritos, processos e instrumentos, de forma parcial e deliberada, para atingir o ex-presidente e assim de maneira clara, afasta-lo da corrida presidencial e das eleições 2018, muito mais que punir qualquer possível crime, algo que mesmo nos votos dos juízes e nos fatos apresentados, e supostas provas, não ficam comprovados e cabalmente vinculados aos delitos e irregularidades atribuídas a Lula.

Lliana Cirne o juiz está nu - Mídia Ninja 25.01

Santayana destrói decisão do TRF4 - O Cafezinho 25.01

A disputa pelo poder e perseguição aos desafetos políticos e ideológicos, estão mais claras e já ao alcance dos mais simples, que enxergam em Lula, especialmente, representante das lutas contra as injustiças as quais estão submetidos, e porta voz e guardião de sonhos e desejos de dias melhores.

Condenação não abala prestígio eleitoral de Lula, evidência Datafolha. Pois é, mas os tontos continuarão a trocar politica por polícia  - RedeTV - 31.01

Carmem Lucia e o STF como guardião do golpe. - Brasil247 02.02

O ativismo político protagonizado por seguimentos do judiciário e outras instituições, que demonstram compromissos com classes, grupos e interesses contrários ao enorme contigente social de excluídos e marginalizados, tem ampliado a divisão social e beneficiado as elites econômicas, financeiras, empresariais e políticas, à custa de mais desemprego, perda de direitos, sofrimento e morte de parcelas da população brasileira.
Este processo de divisão, de exclusão e perda de dignidade a qual está submetido o povo, especialmente as "minorias" e os pobres, associado a ações parciais e de manipulação de leis estruturas do Estado, para preservar o corporativismo e elitismo, ou grupos políticos, inclusive rompendo as bases do "Estado de Direito", gera o maior apoio a uma figura como Lula, mas também evidencia algo que já se percebia nas minorias, que leis e estruturas se aplicam a proteção das elites e no "controle" e opressão dos marginalizados, fazendo-se uso destes instrumentos e outros de repressão conforme a conveniência de um sistema em mãos de alguns "poderosos", sem muita coerência ou respeito a Constituição e a vida.
Um plano e uma estratégia equivocada, do capital, de segmentos elitistas, onde cabem toda sorte de conluios, com mídias, políticos, ruralistas, "religiosos", empresários, especuladores, "judiciário", levaram a um golpe e ascensão ao poder e ao governo uma quadrilha que implanta o caos social gradativamente. E fortalece a imagem e necessidade de um "salvador do povo", a Lava Jato e ações do juiz Moro, denunciadas até em CPI, mas avalizadas em outras esferas como o TRF4 e STF, com decisões e omissões com cheiro de "acordos injustos" ampliam como no caso Lula a certeza de um judiciário a muito apequenado, ainda mais se comparado a decisões em prol de outros, tidos publicamente por "malfeitores", como Aécio Neves, José Serra, Michel Temer e outros beneficiados em ações e decisões questionáveis, mesmo nas mais altas esferas do judiciário. Um risco advém dessas ações fraudulentas, que visam manipular resultados das eleições de 2018, o de ainda que eleito outro candidato, as divisões da sociedade inviabilizarem seu governo, tendo a questão e sombra de Lula pairando como ameaça à todo desenrolar dos fatos.

A peperseguição contra Lula, ainda mais próximo do povo- foto JB
Ainda que persistam no intento de calar o povo, ignorar sua insatisfação e para isso dá um fim a Lula, com sua prisão e perseguição de seus apoiadores no PT e em outras siglas, ou movimentos sociais ou segmentos progressistas, há um grande risco de se erguer um grupo mais radical, ou surgir um processo de reação que ampliem os problemas sociais, ou levem a estágios e formas de organização e reações caóticas, "desorganizadas" e sem líder que culminem em situações e violências como as vistas no RJ, seja na estrutura do estado ou na sociedade, tão violenta e violentada, tão injusta e desgovernada.

Não é só Moro, juízes do TRF4 que condenaram Lula tem auxílio moradia sem precisar - RBA 02.02
Outro aspecto, a percepção de injustiças e faltas das instituições abalam a confiança nestas por muito tempo, e podem também fazer surgir a "devoção" por um mito, maior que a figura real do Lula, e desencadear ações indesejadas e ruins, por muito tempo, ainda que não seja capaz de reverter o quadro atual, mas para servir de símbolo e aumentar pressão popular e contestação do sistema, não legitimando processos, e que pode ter reflexos sabe-se lá por quanto tempo e como vai nos atingir. Preocupação plausível e que de alguma forma é compartilhada até por figuras como a do jornalista parcial, o Reinaldo.

Ameaças já pairam sobre uma unidade de esquerda, e vem como um jogo e tomadas de posições conformistas, como em editoriais "pacifistas" que se propõem a chamar o campo das esquerdas a se organizar entorno de "novos", uma falácia que representa sucumbência ou atestado de culpa ante as aberrações injustas que são praticadas ilegalmente para atingir mais que Lula e o PT. Não que achemos mérito ou que há resolução melhor em "violencias", isso não, mas ignorar o tensionamento e a pressão decorrentes dos atos de injustiças, é uma situação igualmente indesejada e perigosa neste processo em curso.

Um PT agressivo e em guerra é o sonho dos extremistas de direita - El País 02.02

Há muitos pólos, atores, interesses e riscos, mas paralisar por medo, não é alternativa. E recordo que, o maior exemplo de defesa e vida em paz, enxergamos em Cristo, mas ele nos ensinou a não compactuar com farsas, hipocrisias, mentiras e oportunistas, e foi firme e duro nos enfrentamentos necessários, sem agir como os que combateu (ou o que simbolizavam).

A atitude "legalista" e de espera, seja do PT, ou outros partidos de esquerda e segmentos sociais, sem uma ação popular e de mobilizações mais fortes, para além da militância, é sinal de fraqueza e desorganização, que podem ser responsável por parte do que acontece agora, e estimular as ações marginais das elites, as farsas no judiciário, Congresso e governo, mas também fazer surgir um maior radicalismo em suas fileiras.
E ainda há um "oportunismo" irresponsável no campo da esquerda, assumindo uma postura desagregadora e infrutífera, ao se voltarem para um "espólio de votos" de Lula, como um degrau de ascensão, em algo pouco realista e que legitimam a má conduta dos golpistas, dos algozes de Lula e privilegiados de um sistema corrupto e corporativista. Para o qual teríamos que está unidos e enfrentando, por razões além do Lula.

É um equívoco pensar que sem Lula disputando, as coisas ficam melhor, ou que é apenas escolher entre candidatos medíocres ou enganadores dentre os nomes que se apresentaram, como Color, Ciro, Marina, Bolsonaro, ou seja lá quem se apresente com seus "projetos". As forças progressistas deveriam fugir desta armadilha, que seria avalizar injustiças que o povo já vê com grande clareza e rejeita, como mostram as pesquisas de opinião.

Em meio a tantos equívocos e injustiças, difícil será nos erguermos. O Brasil perde muito!
Infelizmente o que vislumbramos para todos serão momentos ruins e indesejados, ainda mais diante de realidades sociais duras, e roubando do povo suas esperanças.

Desemprego médio em 2017 é o maior da história diz IBGE - Veja 31.01