sábado, 4 de agosto de 2018

A questão Pernambuco e o PT.


Foto: Nando Chiappetta/DP

 Marília Arraes - Encontro do PT 02.08 - FOTO Diário de Pernambuco
PT estadual vota a favor da candidatura de Marília Arraes ao governo. Diário de Pernambuco 02.08

Entre tapas e socos, direção estadual do PSB aprova candidatura de Lacerda ao governo - EM 04.08


Os recentes acontecimentos políticos dão a dimensão da confusão em que nos encontramos. Uma crise enorme, com potencial para piorar muito antes de algo mudar de fato e se refletir positiva e amplamente no Brasil. Onde prevalece a desorganização econômica, política, com reflexos nos poderes, nas instituições e na sociedade, que sofre e alimenta descrédito como visto hoje.
Governos, partidos, políticos, judiciário, e STF, militares, empresa e empresários, religiosos e instituições e pessoas de "prestigio", todos no mesmo turbilhão de mentiras, fisiologismo, corrupção, descrédito, e falta de dignidade, que geram um futuro incerto e ruim para além de 2018, e num cenário mundial de crise maior.

Diante de tais desafios o papel das esquerdas, do PT, de Lula e muitos outros é importante e não pode se dar segundo o modelo de pragmatismo e erros passados, graves e insustentáveis. É neste contexto e diante de mais ameaças golpistas, com o STF agindo mal, e parcialmente, para não falar de outros, PF, PGR, mídias, MEX, etc. Que os acontecimentos políticos recentes, não são um bom presságio, nem algo que ajude a restaurar a confiança e resolver problemas gigantescos. Não é bom o que temos visto!

O caso envolvendo a disputa em Pernambuco, e a aliança do PT, PSB e PCdoB, nos termos e formas ocorridos, são um grave problema.

A questão PERNAMBUCO

Contrariando diretório nacional, PT-PE mantém candidatura de Marília Arraes - JCONLINE 02.08 

O acordo  não  é necessário, o PSB hoje são grupos que vão está divididos da mesma forma atuando por interesses, como no momento de construção da chapa a presidência por Eduardo Campos, e depois Marina Silva, e posteriormente a participação do PSB no golpe, desde com o afastamento da Dilma, até as indesejáveis alianças e apoios contra interesses do povo e dos trabalhadores, Reforma Trabalhista, inclusive, não é um grupo confiável. Mesmo o PCdoB, nesse momento e com a aproximação com o PSB, "valoriza o passe" e surfa em alguns momentos nas ondas do fisiologismo, cobrando apoios como normalmente não fazia no passado, de forma ostensiva e cara, com um outro viés político. O que precisamos entender, é que as questões que exigem resolução e unidade, estão para além de 2018, e não pode ser nos moldes do fisiologismo do passado, o contrário a frente e uma possível vitória, será um fracassado poder momentâneo.

Companheiros (como diz o Lula, e a militância petista), há uma distância muito grande entre querer e fazer. O que se coloca como proposta, como exemplos, as divulgadas por Ciro Gomes (que pousa como vítima, mas cavou a situação de isolamento atual, conservada as devidas proporções), ou a pretensão do PCdoB quanto ao campo das esquerdas, são indicativos desta enorme distância entre propostas e atos factíveis, ainda mais num ambiente muito hostil, interna e externamente, com tendências a um aprofundamento maior no campo político, social, econômico e das relações internacionais. Não cabe voluntarismo e muito menos alianças como as do passado, com altos preços e perdas a sociedade, para além da política, e por claras manifestações de prepotência ou o ego insuflado em muitos.

Vemos as legendas de "esquerdas" no campo progressista e figuras históricas com passe valorizado, numa retórica  parecida com a do falecido Dudu, de isolar ou asfixiar "aliados", além de oferecer mais do que realmente eles tem a oferecer, e que agora também se faz presente na Direção  Nacional do PT, em atitudes que cabem mesmo o levante e até ações na justiça, para salvar a credibilidade do partido em PE e no Brasil, e mostrar que todos lutamos o bom combate dentro e fora do partido, com a militância, pelo povo e por um bom projeto de nação, representativo, forte e justo.
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A questão insisto em dizer, é muito além das eleições de 2018, e ganhar ou perder, mas sim quanto a está forte e consolidado um processo de mudança, com movimentos mobilizados, unidos, com boas representações, militância aguerrida,  e ao lado dos verdadeiros interesses do povo, e da maioria pobre, a ponto de quando estivermos frente ao caos antecipado, sermos a voz e a força do povo conosco, capaz de sufocar e não permitir que os campos de ações que são obstáculos ao bem, e a implantação da justiça social no país, e tidos de direita, como as elites financeiras e de comunicação, ou setores privilegiados, e os interesses internacionais, destruam mais que nossas esperanças, e nos derrotem como nação.

Por que Rússia e Turquia se livram dos títulos do Tesouro dos EUA e optam pelo ouro? SputnikNews 30.06

Rússia está trocando títulos americanos por ouro, mas onde está armazenando o metal? SputnikNews 28.07.2018

Os próximos anos estão envoltos em muitas dificuldades, ganhemos ou não as eleições majoritárias, ao ponto de muito dificilmente e de forma sofrida, termos algo que possa apaziguar conflitos ou leve a um pacto social real. Serão anos mais difíceis, onde alguns ainda vão querer impor mais interessante aos outros como hoje em movimentos golpistas, e seus status ou pensar, e será uma disputa interna  de nação, que necessita do povo e ações muito acima de um processo fraudado que inclui as eleições de 2018, onde os cenários até mesmo externo (guerras, sanções, economias em declínio, guerras comerciais, crise de energias, que já se apresentam caóticos, com Rússia, China, Ásia, vizinhança, por incógnitas, exige lideranças e força social, ícones e não postes de quem quer que seja,  algo que inspire confiança.

As quatro poderosas armas que a China tem para atacar os EUA na guerra comercial... -UOL 04.08

Erdogan manda congelar bens de secretários dos EUA - Opera Mundi 04.08
Eleger Lula é amenizar, apostar numa interação com o povo, um outro candidato será um caminho para legitimar golpistas em acordos de bastidores como às alianças com o antigo PMDB, costumeiramente capaz de fazer reféns, partidos, projetos e povo, contribuindo com a manutenção de status de séculos, sem a participação de parcela maior da população nos benefícios sociais. A direita, se ascender pelo voto, com Meireles, Marina, Alkimin, vão agravar até o insustentável em ritmos distintos, talvez aí, e só então o povo esteja com quem seja sua voz e coerente com seus anseios, como forma de resistência, clamando mudanças, já com Bolsa ( Bolsonaro, versão piorada e tupiniquim, de Trump), será precipitar e trazer o caos antes, e cremos  que quem estiver com o povo vai além deste cenário horroroso citado por muitos, que será difícil e não é para amadores no poder.

Marília Arraes: o povo não aceita mais acordo de gabinetes - Brasil247 02.08

Fortalecer a presença e laços com o povo, ter representação coerente e ativa, uma militância forte e combativa, consciente, seria o mais importante agora, para um projeto bom e sustentável por longo tempo, e não uma frágil vitória com riscos de fracasso do projeto,  e descrédito total no futuro, alongando as agonias de todos, nos movimentos de lutas, partidos e sociedade.

Os últimos anos de opressão e ações dos golpistas, não foram suficientes para que os mais jovens, principalmente, e os menos esclarecidos, que desconhecem o que são as múltiplas e recentes crises, o significado real de imperialismo, luta de classes, ou que pudessem relacionar o que é o desemprego, a falta de serviços e assistência pública, violência, abandono e mortes, com a falta de um governo popular e legítimo. Há muitos "ingênuos" e mal formados, numa cultura do superficial e "conduzidos com olhos vendados", a coisa vai piorar mais antes de mudar, é algo para o qual devemos está prontos.


Violência e miséria em toda parte. Foco BRASIL 30.08.2017

Neste contexto e como muitos afirmam, é legítima e compreensível a reação dos petistas em Pernambuco, e devem eles manter a firmeza, mantendo coerência e a candidatura de Marília Arraes a governadora, ainda que enfrentando o PT Nacional, onde parte deste e na situação vivenciada, traem os princípios do partido, suas instâncias, o verdadeiro projeto defendido pelo conjunto da militância, principalmente em PE, aliados dos movimentos sociais e também traem o povo pernambucano se manterem a decisão de retirada da candidatura militante e já vitoriosa, que tenta resgatar os valores da esquerda, e tirar Pernambuco da mão de um grupo que está com conservadores em seu governo, em suas entranhas e mantém os piores índices de pobreza, violência, desemprego e injustiças que enfrentam os pernambucanos, agora ainda crédulos na candidatura e projeto do PT e Marília Arraes.

Como tem sido exposto: SEM MARÍLIA, SEM MILITÂNCIA!


MARÍLIA ARRAES - ENCONTRO ESTADUAL DO PT 02.08 RECIFE - PE  FOTO:BRASI 247


Marília Arraes nega desistência e diz que “esperança não se negocia” - BRASIL247 04.08

As consequências da postura do DN do PT são muito maiores do que se avaliam agora, e podem refletir não só no partido e por muito tempo.  Tem haver com renovação, respeito, confiança e  povo!

Mariella a morte de uma guerreira. Foco BRASIL 15.03

Escalada da violência prenuncia o caos. Foco BRASIL 04.04

O que se sabe sobre as mortes de Marielle Franco e Anderson Gomes - G1 24.07

Percebam como foram vistos acontecimentos anteriores, que podem parecer inesperados e intensamente contrário aos anseios de muitos, como a morte de Marielle Franco no Rio e as implicações com governo Temer e a intervenção militar, repercutiu  aqui e fora e contribuiu para a percepção negativa sobre o momento e personagens, gerando resiliência, ou de Eduardo Campos nas eleições de 2014.  Que mensagem deixou, como se refletiu na população, no Brasil e no mundo, mostrando como os acontecimentos se transformam em bandeiras, e fazem o povo reagir ou se manifestar, quando se ver ameaçado, traído, ou como testemunha de "injustiças" e fatos indesejáveis.

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PUBLICAMOS A SEGUIR NOTA DA CORRENTE PETISTA - ARTICULAÇÃO DE ESQUERDA



Segue resolução da Direção Nacional da tendência petista Articulação de Esquerda

*Sem concessões ao golpismo: contra a tendência suicida!*

*Eleição sem Lula é fraude!*

A tendência petista Articulação de Esquerda dirige-se aos delegados e delegadas do Encontro Nacional do PT e ao conjunto da valorosa e abnegada militância petista de todo o país, para se opor veementemente ao profundo erro cometido na última reunião da Comissão Executiva Nacional do Partido no último dia 1º de agosto, na qual foram aprovadas resoluções que implicam alianças com golpistas que nada ajudam em nossa tática em defesa da candidatura de Lula.

O centro de nossa tática nacional é a eleição de Lula presidente para derrotar o golpe, o que significa construir uma grande mobilização capaz de enfrentar a brutal polarização política e social do país, reverter as medidas golpistas e sustentar um governo que estará sob permanente ataque de nossos inimigos: a grande burguesia brasileira, seus operadores e o grande capital internacional.

Lula é a única liderança nacional capaz de canalizar massivamente para as urnas a ampla insatisfação popular contra as medidas do golpismo. A cada dia que passa, mais e mais trabalhadores e trabalhadoras reconhecem que dois projetos estão em disputa no país. Lula representa a interrupção dos retrocessos e a construção de dias melhores para um futuro próximo, que é bom frisar, não serão conquistados sem muita luta.

Portanto, considerar prioritária a tática de disputar com Ciro Gomes para conseguir uma vaga no segundo turno – além de ignorar a necessidade de polarizar com Alckmin, a principal aposta do grande capital – só pode fazer sentido para quem já abandonou a possibilidade de manter Lula candidato até a vitória e opera em favor de um plano B que, ao fim e ao cabo, serviria para legitimar uma eleição fraudada desde o início se Lula for impedido de disputar.

Reafirmamos aqui o que muitos parecem querer esquecer: Eleição sem Lula é fraude! Não podemos titubear: em protesto contra uma fraude devemos votar Lula 13 em qualquer cenário!

A conivência, a omissão e a participação ativa da maioria da direção nacional do PT na construção de alianças estaduais com golpistas só aprofunda o que chamamos aqui de tendência suicida, expressão que dá título a este documento.

Derrotar o golpe se torna uma tarefa muito mais difícil se estivermos Coligados com PMDB e PP no Piauí, apoiando para senador o golpista Ciro Nogueira; se negarmos legenda a um senador petista no Ceará em nome de aliança com golpistas; se no Amazonas é indicado à vaga de vice um candidato golpista ao invés de enfrentá-lo com candidatura própria. Se na Bahia, é indicado um vice do PP, uma vaga de senador ao PSD e coligação proporcional com partidos golpistas com lista de candidatos que hoje cerram fileiras com a base parlamentar de Temer.

Cabe destacar o caso de Sergipe, em que a maioria da direção partidária decidiu pela aliança com o PSD e MDB. Os companheiros e companheiras que defenderam corajosa e valorosamente que o PT tivesse candidatura própria ao governo do estado e ao Senado perseguiram o direito garantido pelo estatuto (artigos 13, 65 e 66) de consulta aos filiados e filiadas, mobilizaram a base militante do PT em todo o estado, cumpriram todos os ritos e recolheram o número de assinaturas necessárias para realização de plebiscito. Não apenas a direção local simplesmente desconsiderou o direito dos filiados e filiadas garantido pelo estatuto do partido como a câmara nacional de recursos do Diretório Nacional também negou de forma terminativa o direito estatutário de consulta aos filiados e filiadas para a tomada de decisão.

O estatuto do PT é instrumento de proteção da democracia interna, mas tem sido recorrente o seu descumprimento por parte de instâncias de direção, que deveriam ser as primeiras a preservá-lo. O estatuto do PT deveria ser, para as/os petistas, o que a Constituição significa para os cidadãos e cidadãs brasileiras.

Neste sentido, fazemos uma convocação à luta e à rebelião da base de nosso Partido!

Do mesmo modo que a militância do PT derrotou parte expressiva de sua direção nacional quando rejeitou acordo com golpistas para eleição das mesas diretoras da Câmara e do Senado, ela está convocada a derrotar um acordo que pode ser denominado como “acordo da soma que diminui”.

Afinal, além de abrir mão do apoio formal do PSB a Lula, o alardeado acordo enfraquece Lula, o PT e a luta contra o golpe em Pernambuco e contribui para unificar o antipetismo em Minas Gerais em torno do candidato tucano ao governo estadual contra Fernando Pimentel (PT). Na prática, a chamada “neutralidade” do PSB nas eleições presidenciais serve tão somente como uma autorização para que a maioria de seus dirigentes e militantes continuem apoiando Ciro ou Alckmin, como é o caso de São Paulo e ocorre também em outros estados.

A resolução da maioria da direção partidária desarma e desconstitui o ânimo do melhor de nossa militância, nos coloca na vala comum das negociatas de caciques regionais, descarta a candidatura de Marília Arraes, um grande quadro renovador da esquerda, uma candidatura própria com chances reais de vencer e que ganhou corpo na militância partidária e social no estado. Para tanto, tenta impor, de forma autoritária e antidemocrática, o apoio a Paulo Câmara, líder do PSB golpista de Pernambuco.

É preciso lembrar que a ampla maioria da bancada do PSB votou a favor do impeachment de Dilma e da emenda constitucional que congela os gastos públicos por 20 anos, bem como se dividiu na votação da contrarreforma trabalhista, medidas cujo impacto já estão resultando em graves consequências para a maioria do povo.

A tática correta era (e segue sendo) priorizar a aliança com o PCdoB, nosso aliado histórico e consequente na luta contra o golpe, ao invés de priorizar o “isolamento” de Ciro Gomes mediante uma suposta e duvidosa “neutralidade” no PSB.

Nossa tática e nossa política de alianças deve priorizar o apoio a Lula, o que só tem condições de garantir quem historicamente tem caminhado ao lado da classe trabalhadora nos momentos decisivos, quem vem lutando desde o primeiro momento contra o golpe e sua agenda de destruição dos direitos, das liberdades democráticas, do desemprego, da terceirização irrestrita, arrocho salarial, ampliação da miséria, entrega da soberania nacional e alinhamento ao imperialismo decadente dos EUA.

Apesar das profundas divergências estratégicas, saímos do 6º Congresso do PT com um significativo grau de unidade tática e um conjunto de resoluções capazes de nos orientar para a luta de quem está disposto a derrotar o golpe, retomar um projeto popular, democrático e soberano para o Brasil, sob a hegemonia da classe trabalhadora.

Mas, em nome de alianças que comprometem a nitidez da luta contra o golpe perante o povo brasileiro, a atual maioria da direção nacional do PT parece ter perdido qualquer responsabilidade com as deliberações do 6º Congresso, que determinam uma política de alianças para “aglutinar quem partilhe de uma perspectiva anti-imperialista, antimonopolista, antilatifundiária e radicalmente democrática”, e uma orientação política de “consolidação de uma esquerda antissistema, com clara identidade de projeto”.

Os delegados e delegadas do Encontro Nacional do PT podem e devem salvar o partido da tendência suicida. A militância do PT está convocada a, mais uma vez, impor um recuo à atual direção e aprofundar, na prática, o processo de construção de uma nova estratégia, que exige uma nova direção.

Lula livre!

Lula presidente!



sábado, 7 de julho de 2018

Fiasco brasileiro

Faltou gooooooooooool! Os brasileiros deixam a desejar, e falta compromisso, garra e seriedade aos que nos representam, o Brasil prorroga suas vitórias necessárias para um futuro incerto e distante.

                    Védeo do You Tube


Vamos rolando como Neymar, para bem longe da segurança, justiça, verdade, bem estar e desenvolvimento, e o país assiste os mais pobres mergulhados  em nova onda de miséria e dor.

Como disse Tite, "apesar da derrota controlamos 2/3 da partida", dizem os midiáticos brasileiros, como fazem nas redes, KKKKKKKK (permitiam-me o trocadilho, sou brasileiro), pois é apesar de termos a maior reserva de água doce do mundo, o Aquífero Guarani, uma das maiores reservas de petróleo, o Pré- Sal, e igualmente maiores reservas de pedras e metais preciosos, ou minérios como ferro e nióbio, são os estrangeiros que ganham ao receber nossos recursos a preço de banana, com leis e decisões a calada da noite, feitas por governos e políticos corruptos, junto com bandidos de fora e dentro do país, disfarçados de servidores dos poderes e empresários.


Vencem os EUA, a França, a Inglaterra, dentre outros, com suas multinacionais saqueando nossas riquezas e destruindo nosso futuro, junto com um governo, poderes, militares e elites econômicas descompromissadas com a independência do Brasil.

Tirando a ambiguidade das palavras e intenções, nosso problema não é o futebol, antes fosse.



Vemos como nos afeta não só no passado recente, inflação recorde, desemprego recorde, fechamento recorde de empresas que deveriam impulsionar a economia, e queda recorde de investimentos públicos e na renda, gerando como dissemos uma enorme onda de miseráveis, infelizmente.



E em meio a isso o nosso judiciário, também bate recordes indesejáveis, na destruição das garantias constitucionais que traziam esperança ao povo, com destaque outra vez ao STF e a mal explicada e parcial Lava Jato, a hoje vista operação pró golpismo, e coveira da democracia. Para não ser diferente, as mais recentes manobras dos "juízes", que nem mais se preocupam com disfarçar, são totalmente incompreensíveis ou aceitáveis para quem deseja um país justo e prevalecendo  a verdade, e o compromisso com o povo e um futuro de grandeza e sustentabilidade à toda sociedade..


A vergonhosa prisão e manutenção de Lula longe do povo, fruto de um processo e acusações forjadas ou a margem da Lei, e contrastante parcialidade em relação aos interesses dos opositores do povo, sempre beneficiados pelos juízes brasileiros, levam ao país um sentimento  de que não serão as eleições legítimas e suficientes para nos colocar no caminho correto e bom aos anseios da nação.

LULA LIVRE!  LULA 2018!  FORA TEMER! 



São mais que frases, e indicam que enquanto o país estiver desgovernado e a mercê de magistrados das injustiças, e saqueado por estrangeiros, com conivência de corruptos na política e todos os demais segmentos importantes da economia e sociedade, não teremos pacificado e conduzido  para dias melhores nossos rumos, nosso Brasil.



VERGONHOSAMENTE SE REPETEM ATOS CRIMINOSOS, COMO OS ABAIXO: 



Condenação por Herzog não é ao Brasil, é ao STF do Brasil - Tijolaço 04.07

 Procuradora agora diz que não insinuou que ministros do STF "recebem por fora" - JornalGGN 04.07

Em novo episódio, crise entre STF e Moro se intensifica - O Povo 04.07

Procuradores fazem política na internet — e acusações ao STF. Juízes rebatem: decisões devem ser cumpridas - Viomundo 04.07

Fraudes no Ministério do Trabalho: PF pediu buscas contra Marun, mas Fachin negou - DCM 05.07


Congresso entrega nosso petróleo, e aprova transferência das reservas do Pré-Sal da Petrobrás a estrangeiros -           Foto Brasil247 
Em plena Copa, Câmara libera entrega do pré-sal - Brasil247 07.07

Brasil, campeão mundial em consumo de agrotóxicos - POLITIZE

Mercado teme perda de soberania tecnológica da Embraer - Veja 07.07

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PERNAMBUCO

Em nosso cenário local, Pernambuco passa por uma efervescência política,  as eleições de 2018 ao governo do estado, está acirrada e disputada, são ao menos três candidatos competitivos que estiveram em algum momento próximos aos  governos Lula e Dilma: 

Paulo Câmara do PSB (que se deslocou como um pêndulo desde a morte de Eduardo Campos, hora para a direita e apoiando golpistas, hora para a centro esquerda e flertando aliança com o PT), tenta reeleição e captar apoios ao seu grupo que já esteve também aliado com o PMDB (atual MDB).

Armando Monteiro, PTB e ex-ministro do governo Dilma, mas atualmente engajado com o desgoverno Temer em muitos dos projetos que atingem negativamente nosso povo, a exemplo da Reforma Trabalhista que massacra trabalhadores.  Armando representa o empresariado local.

Correndo contra o tempo e as dificuldades de uma imprópria divisão no PT de Pernambuco, outra vez em disputa, vem Marília Arraes, que está tecnicamente empatada com os dois primeiros, e é sim uma candidatura viável que a militância petista defende, e que parece ser a candidata que restaura muito da luta do partido e sua relação com trabalhadores com o povo pernambucano.





quinta-feira, 31 de maio de 2018

O Brasil caminhando para o caos

Bloqueio de caminhoneiros BR-101 Igarassu PE - Foto José Dilson

Paralisação dos caminhoneiros em PE - Foto José Dilson
Greve dos caminhoneiros: a cronologia dos 10 dias que pararam o Brasil... - UOL 30.05


Nem bem termina a greve ou locaute, dos caminhoneiros, a sensação não só pelo que ocorreu, mas por tudo que antecede a isso, como as falhas deliberadas do judiciário, STF, e dos poderosos aliados a Temer, e até mesmo a trágica epopeia do herói da maioria dos brasileiros Lula da Silva, fazem parte de um mesmo conjunto de episódios sinistros, que parece dá sinais de que vai ser ainda pior em breve, em meio a novos cortes na saúde e educação, ou mesmo segurança, com a continuidade do processo de desmonte e entrega do patrimônio do povo, incluindo a Petrobrás, e as novas aventuras golpistas já ensaiadas com o apoio de ministros de um STF, em muito desmoralizado perante os brasileiros, retrato de uma justiça que compactua com elites descompromissadas com o Brasil, e sem apego ou respeito as leis, rumando na direção de novas manobras para calar e afastar Lula, o PT e outros inconvenientes, até com ajuda do TSE, e com retomada de uma proposta de parlamentarismo inconcebível, que confirma que todo o processo eleitoral e de sucessão está comprometido, e que nossa democracia não passa de uma farsa para manter as elites.



Neste contexto e cenário todos os riscos e dessabores vividos há pouco, são apenas um ensaio ou preparação para dias muito mais difíceis, e que as elites e poderes insistem em ignorar para manutenção de seu status, a qualquer preço. E greves e manifestações, são apenas alguns dos possíveis e menos agressivos fatos por vir, pois o país já enveredou por caminhos tortos, perigosos e violentos, que conduzem a descontrole e a dores, como no Rio e outros locais, e no caso da vereadora fluminense Marielle, que deixa a certeza de muita sujeira e maldades por trás de um poder corrupto e aderente ao Estado, que desgovernou-se e é de alguma forma responsável pelo assassinato da briosa mulher de pele negra.


Relembremos a morte de Marielle (sem solução e punição aos culpados) e a prisão de Lula (política, infunda e injusta, de cunho eleitoral), se sucedem e são do interesse de vários espectros do poder, cujo Temer e seus ministros, os líderes do Congresso, como o Rodrigo Maia e outros, e até por parte de um judiciário que tem no STF o maior exemplo de parcialidade e compromisso com pensamentos e grupos políticos, que empurram o Brasil ao caos e a submissão a forças ilegítimas, dentro e fora do país, com prejuízos enormes a parcela menos abastarda da população.  Enquanto lucram e surfam numa onda de destruição de direitos e garantias, empresários inescrupulosos, ruralistas, políticos, membros do judiciário, mídias e seus barões, especuladores e banqueiros, religiosos (mesmo setores da Igreja Católica que diferentemente do Papa Francisco, silenciam  diante de abusos e injustiças e até apoiam os exploradores insaciáveis da miséria popular), e vários outros segmentos das elites perversas e indiferentes aos anseios do povo. 




Quando vemos um ministro como Gilmar Mendes do STF, que deu o recado: Lula ficará preso até parar de falar do judiciário e desistir das eleições. Algo que é reforçado com a perseguição e comportamento de outros como Carmem Lucia ou Barroso, alguns destes responsáveis por soltura de elementos perigosos, além de livrarem a cara de Paulo Preto ou Aécio dentre outros. Temos a noção de que grau de degradação estão os poderes e a justiça brasileira.


A greve dos caminhoneiros, legítima enquanto manifestação de insatisfação e indignação, contra uma política de preço predatória imposta por Pedro Parente da Petrobrás e Temer, que gera prejuízos e incertezas e servem para dá lucros a especuladores e a estrangeiros, e massacrar a população com aumentos semanais de combustíveis e gás de cozinha, e na cadeia de sucessão, alimentos, transportes, energia, e tudo mais, e que fatalmente vai conduzir para uma situação insustentável e explosiva. Serviu para evidenciar a fraqueza do governo Temer, os abusos das elites e daqueles que exploram o povo  em momentos difíceis, uns com privilégios e outros nos roubando, e para também vermos o quanto pode ser forte uma categoria motivada e o povo, diante de um sistema que está prestes a ruir.





Está semana percebemos que a economia e a política, e mesmo a democracia brasileira está sobre uma linha tênue, e instituições não respondem adequadamente, enquanto outras ganham com distorções, mídias, cartéis entre elas, que não se intimidam ou se furtam a manipular e influenciar nos rumos sejam do país ou de movimentos como os dos caminhoneiros, se isso lhes trouxer benefícios, ainda que como ocorreu a população esteja apoiando ou alinhada as manifestações por se identificar com os problemas que os afetam, ou enxergar a oportunidade de bradar contra governos corruptos e injustos, e que ainda assim seja esta população quem paga a conta final, indevidamente. 



Greve dos caminhoneiros - Brasil247

E resultou em um movimento em disputa, por patrões, governos, sindicalistas, políticos sem escrúpulos  (radicais de extrema direitas, golpistas intervencionistas), e segmentos da população. Num momento que beirou a riscos maiores, e de algum descontrole com a categoria se voltando contra representações e manipuladores, e tentativas de governantes de lucrarem politicamente com o movimento.  Houve de tudo um pouco, e mesmo no judiciário surge uma falsa preocupação, no sentido que ela só serve para engrenar novo golpe contra o povo, com uma parlamentarismo sendo ressuscitado como proposta no STF, apenas para afastar do povo os meios de tirar as elites sujas do poder, como há com a tentativa de fazer valer nas eleições a candidatura Lula, ameaça as tais elites.




Depois dos desmontes já iniciados ou planejados, com venda do Pré-Sal a preço de banana, e tirando recursos da saúde e educação, com a volta de importações maciças de combustíveis e redução da produção interna, com preços reajustados pelo dólar, numa retomada da dependência dos americanos, e tentativa de vendas da Eletrobrás, cortes nos programas sociais e desemprego recorde, e a economia paralisada ainda que com a aprovação de uma reforma trabalhista perversa, condenada pelo OIT, e apoiada por figuras como Barroso do STF, o mesmo que disse que os brasileiros estão viciados no estado, enquanto eles os juízes recebem subsídios e auxílios milionários e vergonhosos, como o auxílio moradia aos promotores e juízes. Vemos que é uma questão de tempo este país mergulhar de vez em situações piores dos que a do desabastecimento, ou vistas na greve dos caminhoneiros, graças aos caos que os poderes impõem ao povo e ao Brasil, e pela fraude a democracia rasgando a Constituição e retirando direitos e garantias individuais, como no caso Lula, e na fraude as eleições.

sábado, 14 de abril de 2018

O dia seguinte! Lula ainda presente.

Após todas as armações e encenações jurídicas e midiaticas, que culminou com a prisão de Lula, quase uma semana se passou, e cada vez mais a ausência de justiça e provas dos crimes que lhes são atribuidos, evidente em farsas e ameaças, chantagens e truculência dos empoderados em instituições do Estado, trazem a certeza de que o país está tão longe de valores como: justiça, democracia, igualdade social; quanto da normalidade e da pacificação da sociedade, e que todo esse processo degenera nossas estruturas e um futuro melhor, a curto e médio prazo, que uma eleição fraudada não conseguirá restaurar.
Lula preso em 07.04, ainda que de uma forma menos desejada do que pretendiam seus algozes, já que o ex-presidente e ex-torneiro, deu-lhes uma aula magistral de humanidade e superioridade, levando muitos a se unirem a ele num ato de contestação das injustiças, com união e mútuo respeito, que pois Lula nos braços do povo até o conturbado ato de rendição. Lula driblou a tentativa de humilhação e enfraquecimento, e mostrou sua grandeza, sua força e simplicidade cativante, que o liga definitivamente ao povo, e que desesperadamente seus inimigos tentam destruir, mas em reação unem Lula e o povo.
O que dizer mais: um juiz condenou Lula por convicção e sem provas, num processo questionável, e cortes de outras instâncias apenas lavam as mãos, ignorando Constituição, abusos, ilegalidades do MPF, do juiz não natural, de uma ação cheia de distorções que surpreendem juristas no Brasil e no mundo. O STF ameaçado por militares, fez seu papel no golpe, mais um, e com a ajuda de ministros que tem mandado as favas nossas leis, criando castas protegidas, numa justiça desacreditada e cheia de novos esquemas contra o país, e em favor de interesses escusos e externos.

Lula lê cartas, ouve gritos de apoio, do lado de fora acampamento cresce - Rede Brasil Atual 12.04

Justiça impede comitiva de governadores de visitar Lula na prisão - Uol 10.04

Lula é vítima de uma perseguição, assim como o povo, em especial os que há anos atuam, votam ou apoiam os candidatos de esquerda, e sonham com dias melhores, e que deles foram  privados. A pretexto de afastar das eleições o candidato do coração do povo, faz-se um estrago insuportável, que atinge os mais pobres, e as instituições brasileiras.

Após prisão apoio a Lula, dispara na internet - BlogdaCidadania 13.04

Outro Nobel da Paz indica Lula para o prêmio - Revista Forum 12.04

Lula amigo estamos contigo, milhares de uruguaios tomam Montevideu em defesa de Lula - Revista Forum 11.04

Apesar de acusações sem provas, de sentença baseada em achismos, "convicção pessoal", referendada por outros por meios de manobras, que atropelam ritos e leis, e em meio a um circo midiático e pressões de grupos criminosos, políticos e econômicos, e até violências e ameaças, mesmo de militares saudosistas do golpe de 64. Lula permanece com significativos apoios nacionais e internacionais, que são uma das ultimas barreiras a um desenrolar ainda mais caótico em todos os aspectos, legais, social, político-econômico.

Tiros em caravana vieram de fazenda cujo dono teve conflitos com MST - Carta Capital 12.04

Pressão política de militares no HC de Lula revela como Exército ganha espaço com Temer - El País 11.04

Contudo, há ameaças concretas a Lula, seja a integridade física e mental, estando ele exposto a riscos que se relacionam a parcialidade e contaminação ideológica das instituições, que são tolerantes a crimes e abusos de pessoas e instituições que perseguem o estadista do povo, evidentes são os excessos na PGR, MPF, TRF4, STF e na PF, assim como na Justiça Federal de Curitiba, sem mencionar grupos e empresas privadas, como as organizações Globo (a mesma acusada na Zelotes), e outros mais. Onde a possibilidade de violências, agressão, além da exposição da imagem e do isolamento,  ou silenciamento de Lula, é desejável pelos seus algozes e se mostra necessário, dada a mobilização social que incomoda e prejudica interesses golpistas, e o elevado potencial e influência de Lula no cenário político e social brasileiro. Nada menos que 9 governadores de estados, já se deslocaram até a prisão para visitar Lula, além de candidatos a presidentes, dezenas de políticos que reivindicam visitas, e manifestações de autoridades, personalidades, ministros e ex-presidentes, nacionais e internacionais, tendo Lula sido ainda que sentenciado, indicado para o Nobel da Paz, inclusive por dois prêmios Nobel, sendo ainda diante de tudo que lhe fazem, considerado um preso político brasileiro.

Prisão de Lula não é o fim da sua perseguição - Brasil247 13.04

Por que o caso de Lula durou menos de 2 anos, e o de Azeredo 11 anos - Carta Capital 13.04

Tornam-se evidentes a parcialidade jurídica na sequência do golpe, mesmo na mais alta corte, que fere a Constituição para agradar alguns e sobre falsos pretextos de combater a impunidade, perseguem e privam Lula de um julgamento justo, pautado nas leis e na isenção, como muitos denunciam, sejam juristas, advogados, juízes, ou mesmo ministros do STF, para não citar muitos outros. A propósito, de também afastar Lula das eleições. E nada tem haver com impunidade, o STF e  PGR, barram processos e ações que baseados em provas, podem levar a cadeia desafetos de Lula, ou poderesos, alguns simplesmente prescrevem crimes e ações sem julgamentos por anos seguidos, outros ainda que julgados e condenados não são presos. Nossa justiça é uma farsa, dizem muitos.

O dia em que Gilmar repercutiu as denúncias sobre a indústria da delação no supremo - Jornal GGN 12.04

Gilmar afirma que corrupção chegou ao MPF e a Lava Jato - Jota11.04.2018

Condenado a 121 anos Youssef deixa prisao na quinta-feira - ParanáPortal Uol 15.11.2016

Algo criminoso ocorre nas mais altas esferas, basta ver o que disse o ministro Gilmar Mendes, cobrando ações da PGR Raquel, contra corrupção no MPF e na Lava Jato, não apenas quanto aos abusos que também denúncia, mas pelas fartas evidências de que há esquemas milionários na operação, envolvendo delações e escolhas de bancas de advocacia. Ele faz menção ao caso JBS e ao procurador Miller, mas não citou as denúncias do advogado Tacla Duran contra a mulher do juiz Moro, e sim do caso Palocci.

Carmen Lúcia manobra de novo para impedir discussão que favorece Lula - Jornal GGN. 05.04

Diante da omissão do STF e outros, e caso os orquestradores continuem a receberem resistência de enorme parcela de eleitores (do povo), inclusive com as ruas em ebulição, é bem provável que as eleições, não ocorram como se espera, pois já estão comprometidas.

O que resta as esquerdas, ao PT e aos movimentos sociais, é ampliar a resistência, aumentar as ações e com mais firmeza, para paralisar e trazer perdas aos apoiadores dos golpistas, até que diante de um quadro desfavorável para a direita, possamos reverter o cenário de caos e desequilíbrio que prejudicam os  pobres. Algo muito difícil de realizar!

Rússia e Irã alertam que ataques a Síria terão consequências. - JC Uol 14.04

Síria evacuou alvos antes do ataque após aviso da Rússia - SputnikNews 13.04

O mundo vive momentos difíceis, e movidos ou envolvidos em farsas comandadas por potências internacionais, seja como na Lava Jato segundo muitos, seja em situações de mortes e ameaças de uma guerra total, como na Síria, as intervenções orquestradas, que não devem trazer bem, são os instrumentos dos podesrosos, ao menos na Síria os atores e interesses são muito evidentes e há certo equilíbrio de forças entre os que comandam os atos. Aqui há luta desigual, está em curso uma máquina de opressão, o poder externo e interno submete o povo a seus interesses. Seja como for as farsas tanto aqui como em outras partes, fazem parte de um mesmo projeto de domínio.




quarta-feira, 4 de abril de 2018

Escalada da violência, prenuncia o caos?

O Brasil segue um caminho desastroso, mergulhado em incertezas e disputas, nem sempre nobres ou republicanas, é assolado por uma escalada de violências, de diversas variantes, extensões e graus, sem precedentes nos últimos 25 anos, e que atinge todas regiões em intensidade significativa e envolve estados, governos, poderes e instituições, de maneira indesejadas, perigosa, e comprometedora, para não falar da sociedade de forma geral.
Uma questão crucial, é que além das formas de violência física, psicológica, e que frequentemente ocorrem, "mais comuns", há uma ampliação de outras tão nocivas como estas, a exemplo das violações legais (institucionais, corporativas e de Estado) e violências contra a dignidade e direitos fundamentais, ou a pessoa humana, isso de forma acentuada e em dados momentos com pretextos cada vez menos aceitáveis, ainda que disfarçados, e num clima onde cidadãos (ainda que não sejam dignos desse título), não tem direitos legais e constitucionais respeitados, e podem ser alvo de perseguições, processos kafkanianos (farsas e manipulações), ou coações de toda sorte, promovidas pelos poderes ou pelo Estado, por meio de juízes estrelas, promotores, policiais, militares, governos, autoridades, corporações ou grupos, movidos por falsa moral, vingança, ideologias, etc.


Há uma sensação ou percepção ruim reinante, não só de insegurança, medo, ou certeza de que a violência e os rumos do país estão sem controle, mas também uma profunda desconfiança quanto as instituições, processos, pessoas, políticas e rumos apontados agora, algo que tem relação com a percepção de injustiças e parcialidade dos sistemas, especialmente do judiciário, mas de todos relacionados aos três poderes constituídos, e que não se restabelece uma percepção positiva, por meio de uma caça as bruxas ou ações à margem da lei, distorcidas, exageradas, ainda que sob a bandeira de combate a impunidade, ou qualquer argumento, mas hipoteticamente sustentado em mentiras e desvios, de funções, atribuições, condutas, aplicações legais, etc.

Defesa de Lula entrega ao STF parecer de jurista contra prisão em 2ª instância - Uol 02.04

Neste contexto devemos analisar alguns fatos recentes, sinais das violências que ocorrem de forma assustadora, e em viés distintos e graves, e são exemplos que não explicam ou dão a dimensão do quadro nacional, mas servem bem para ilustrar, a violência no campo e a postura oficial dos desgovernos e autoridades, a violência contra as mulheres e por motivação política/ideologica/social, como o caso Marielle do Rio de Janeiro, ou contra diferentes como nos ataques e ameaças aos atos de Lula durante a Caravana no Sul do pais,  ou como nas violações institucionais e contra pessoas e a Constituição, até promovidas em tribunais e na mais alta corte, STF, como no caso Lula e a discussão da presunção de inocência, inclusive em meio a intimidações de ministros do tribunal.
De alguma forma todas as questões estão ligadas, e encontram motivos e razões no ativismo político no STF, na alterações de entendimento que maculam a Constituição, e as instituições, e também com o momento político conturbado, por golpes e protagonismo inadequado e não desejados de alguns que deveriam ser responsáveis e equilibrados, mas estão entregues as paixões e interesses pessoais e corporativos, não somente estes, claro.
A prisão após julgamento em 2a instância, inconstitucional, proposta e conduzida como uma espécie de resposta a morosidade dos processos, é ponto de insegurança e desequilíbrio, e causa de violações e violências, até pela postura de parte dos ministros do STF, com remendo a Constituição e manipulações, com margem a parcialidade, excessos, crimes, e uma sensação de medo ante aos desvio das instalações; no judiciário, no MP, etc. Tal fato gera divisão e tensão não apenas no STF, desencadeia atos insensatos e violências, e trás à tona uma sucessão de fatos em cadeia, como chantagens de segmentos da sociedade, poderes, corporações, como no judiciário e militares, fora da lei. A exemplo das declarações de generais muito explorada como,  "avisos" pela Globo.
Então não surpreende violência maior nas ruas, envolvendo questões politicas, sociais, e jurídicas, com excessos, omissões (como as do governo do Paraná), que não se esforçou para coibir atos agressivos contra a Caravana de Lula, ou por elucidar atentado à bala. Algo que recai sobre o governo Temer também, e ao STF e segmentos do judiciário que até de alguma forma alimentam e fomentam paixões e polarização da sociedade.

Parecido é o caso do assassinato de Marielle e Anderson no Rio de Janeiro, também por razões políticas, e que envolvem a intervenção militar que dá sinais de fracasso, ante a sua fundamentação supostamente eleitoreira e midiática, desastrosa e que desprezava direitos civis nas comunidades, como denúnciam os críticos e a própria vítima. Um atestado de que a violência generalizada não se combate apenas com armas e está fora de controle, e o exército não era a solução, apenas contribuiu para as pretensões de uns poucos no poder a um custo elevado, e com risco a imagem da instituição. A insegurança persiste! As fórmulas mágicas de governos e juízes, alguns suspeitos, e exorbitando as leis, são farsas.

MPF cobra explicações de ministro da Defesa sobre fala de general - Estadão 04.04

MARCO AURÉLIO ESCANCARA MANOBRA DE CÁRMEN LÚCIA - Brasil247 04.04

O quadro que agrava a situação não tem relação tão somente com impunidade, mas também de forma mais sensível com a manipulação do sistema jurídico pelas corporações, criando castas de iluminados como as dos juízes acima das leis, livres até para crimes, o corporativismo, a percepção de exclusão social, a falta de políticas ou insuficiência das ações sociais pelo Estado, não apenas na crise ou diante de desemprego recorde, mas inclusive pelo retrocesso na condução e enfrentamento dos problemas, fundiários, indígenas, de afirmação racial e inclusão social, também das questões sensíveis aos grupos e comunidades marginalizadas e minorias, que gera violências e mortes no campo, nas favelas e periferias, dentre outras violências, assim como a ampliação de ações das milícias, pistoleiros a serviço de ruralistas, ou a maior repressão e violência policial, com grande omissão dos governos e instituições de segurança de uma forma geral, em todos os níveis e localização geográfica (com raras exceções).

O mais difícil de aceitar, é que há uma irresponsável conduta no mais alto escalão, no Legislativo e sua atuação precificada e fora de sintonia com a sociedade, no Executivo, onde muitos afirmam que se instalou uma quadrilha, que destrói direitos dos mais humildes e se apropriam das  riquezas, beneficiando uma minoria da sociedade, elites, e não importa qual a razão, buscar correção de distorções por vias legais no Judiciário, é uma temeridade, e depende dos interesses envolvidos.

'Em termos de desgaste, a estratégia não poderia ser pior’, diz Marco Aurélio a Cármen em julgamento de Lula - Estadão 04.04

STF por meio de manobras de sua presidente, parece querer repertir o teatro que afastou Dilma e não permitiu a nomeação de Lula como ministro, com falsos argumentos, mas autorizou Temer nomear Moreira Franco, ainda que comprovadamente em situação pior e mais desabonadora que a de Lula. É esta seletividade da justiça que incomoda. Parciais!

Ministros do STF - O Cafezinho


O STF tinha a obrigação de reparar parte do mal que tem causado, o HC de Lula era uma oportunidade para restabelecer a Constituição, ainda que alguns bradem, prisão só após o trânsito julgado, a pacificação vem com o tempo e segurança jurídica, e também com as instituições e pessoas,  atendo-se aos limites de suas funções, atribuições, e deveres. Se assim não for a mais alta corte, empurra o país a um destino temerário, incerto e com um enorme potencial para violência descontrolada, e as instituições reféns de chantagens, ilegalidades, abusos e crimes, de promotores e juízes, corporações, mídias, políticos e partidos, criminosos fascistas, mercados, e mesmo militares de forças que não deveriam usar seus cargos, e "poder" constituído à frente das tropas para "coagir" outros poderes.

Vai ficar a impressão de que nossa "democracia", sucumbiu a força, ao medo e a violência?
Serão por estes meios que vai prevalecer as intenções e idéias neste país sem rumo?

quarta-feira, 21 de março de 2018

O STF, ainda guarda alguma coisa de supremo?

Mais que críticas o que se vê e diz do STF, de forma pejorativa, se transforma em uma legítima manifestação de indignação. Cada vez mais pertinentes com fatos como os que ocorreram hoje, e envolvem não apenas a discussão raivosa de ministros, mas as manobras da ministra Carmen Lúcia, em sua aparente disposição de continuar a ferir direitos de réus e acusados, e macular o papel principal do STF, guardar a Constituição.



Algo grave é a subserviência da mais alta Corte a interesses midiáticos e políticos de alguns poderosos, como os do grupo Globo, partidos políticos integrantes do atual governo, e grupos econômicos e empresariais que lucram com o caos no Brasil.

Dono da Globo vai a Brasília pressionar STF, por prisão de Lula segundo jornal - FalandoVerdades 21.03

Boa noite 247: Refém da Globo, Carmen Lúcia se isola no STF. - Brasil 247 21.03

A Globo emparedou o STF - O Cafezinho 20.03

Ministra Carmen Lucia STF - O Cafezinho

A questão levantada por muitos, mesmo de pensamentos e ideais antagônicos, que afirmam ser desnecessária e nociva as posturas de Carmen Lúcia, e de alguns ministros como Fachin e Barroso, cada vez mais dispostos a assumirem papéis e atribuições que não são de competência do STF, ou que atentam contra cláusulas pétreas da Constituição, como a presunção de inocência, com a prisão só após o trânsito em julgado, que de tão claras no texto constitucional, não cabem interpretar, como dizem especialistas e juristas, a propósito de um ativismo político no tribunal, o que tem se mostrado uma ameaça ao próprio STF, que passa a estar no centro de uma polarização da sociedade, não atua como pacificador e guardião das leis, e mergulha em conflitos junto com o país, rumo ao caos.


Em reunião onde a expectativa já era apreensiva quanto aos descaminhos do STF, o ministro Gilmar Mendes cobrou Carmen Lúcia, quanto as pautas do STF, cada vez mais em descompasso com as questões judiciarias, e sujeitas a interesses de grupos como citamos, com a ministra sucumbindo ao que "agrada" alguns e não ao que exige a Constituição, como no caso das ADC's liberadas para julgamento e que tem total relação com a divisão no STF, com o julgamento de mérito da prisão após decisão em 2a. instância, até hoje não pacificada, e ao contrário do que levantam alguns não interessa apenas a Lula e uns poucos acusados na Lava Jato, mas a milhares de possíveis inocentes sujeitos a violências e excessos em processos e decisões injustas. Um direito constitucional de milhões de brasileiros que está em jogo: o de não terem que sofrer violações, e ser inocente até se provar que não, após o julgamento de todos os recursos em lei.

Após chilique, Barroso pediu desculpas. - Imprensa Viva 21.03



A atitude de Barroso contra Gilmar não é uma simples reação a desavenças dos dois, pode ser mais uma manobra para desgastar quem quer ver cumprir a Constituição, como foi a de Carminha em sua entrevista a Globo, na tentativa de demonizar os ministros que podem mudar o entendimento sobre a prisão antes do trânsito em julgado.

O STF está longe de fazer jus a seu papel e a supremacia que deveria ter, não dando segurança jurídica e justiça.

A bem da verdade, Barraso e Gilmar, são faces de uma mesma moeda, cada vez menos valorizada, o STF, instrumentos de manipulação por seus grupos de afinidade e corporativismo, testemunhos da degradação gritante e de algum tempo no STF, a exemplo de episódios mais antigos, também denunciados aqui. Triste, são esses nossos juízes superiores. Dá para imaginar como estamos mal, pelo que ocorre no STF.


Para todos os efeitos há muito constrangimento e conflitos, que negam a alegação que o tema está pacíficado, e o mais grave é a postura de Carmen Lúcia, ao se negar a concluir o que o STF iniciou e que aguarda o julgamento do mérito.

Resumir o debate a condição de interesse ou não ao que pensa Carminha e seus inspiradores ou apoiadores, ou se vai beneficiar ou não o Lula, é apequenar o STF, rasgar a Constituição, fraudar as leis, o processo de escolha e representação do povo, e jogar a sociedade numa crise mais grave a pretexto de mentiras e mesquinharia, comprometendo todos, as instituições e o futuro do país, empurrando-nos para incertezas, voluntarismo ou a barbárie política, também econômica e social, de uma forma e intensidade imprevisíveis.

O STF há muito sucumbiu ao oba-oba e ao golpe! Demonstra parcialidade e desrespeito, em atitudes duvidosas e parciais, não só por omissão, o que é muito mais impróprio e nocivo, do que supostamente ser acusado de alimentar a impunidade.

Romper com seu papel constitucional, trás mais danos e perigos, tanto quanto ser instrumento de poderosos e criminosos, que já vimos impunes, por opção do próprio STF, seja por deixar prescrever processos, seja por blindar ou manter relação e contatos muito pouco republicanos com investigados, e não pode se omitir de decidir questões cruciais como as relacionadas aos HC's ou ADC's de prisão em 2a. instância, com repetição de alegações esvaziadas e mentirosas, que resultam em discriminação e injustiças contra réus como o Lula, e muitos outros anônimos.

"Foi só um encontro de presidentes de poderes", diz Carminha - Blog da Cidadania 19.03

O STF e o grande golpe do país da impunidade, e o avanço da arbitrariedade - RBA 25.11.2017