quinta-feira, 2 de abril de 2020

Bolsonaro protela assistência ao povo!

 

Ao longo da crise do Covid19, Bolsonaro tem agido mal e priorizado seus interesses políticos em relação a 2022, e na manutenção de uma estrutura de poder que só beneficia ricos e concentradores de renda, o mercado financeiro, especialmente bancos e especuladores da bolsa, que querem lucrar em cima de mortos.

Guedes faz ‘chantagem’ para Congresso pagar renda emergencial. STF e TCU reagem - RBA 01.04 

Editou a MP 927, e sua macabra proposta de suspender salários, mesmo revogando este item depois de muita pressão, esquecendo que o trabalhador estaria relegado a uma insegurança profunda e a fome, durante e após a crise da Covid19.  Mas como Bolsonaro ainda insiste em bancar bancos e grandes empresas, não que a ajuda seja dispensável, mas a velocidade e interesse em tais medidas, é muito maior para os grandes, do que assistir a população (que paga impostos, sustenta o Estado e move a economia e o desenvolvimento), da mesma forma que o presidente persiste em dizer que se trata de uma "gripezinha", de alguma forma "sabotando" os esforços de combate a Covid19, e levando pessoas a desinformação e exposição ao vírus.



Cada problema se enfrenta no momento certo, agora é ficar em casa como recomenda as autoridades de saúde e sanitárias, para depois tratar de empregos e renda, mas sem esquecer do essencial, a economia não é mais importante do que vidas, do que o bem estar social e a saúde.  Essa discussão atravessada por Bolsonaro, que estimula a população a sair do isolamento, pode se transformar numa tragédia, e parece ser uma estratégia dissimulada de quem  não sabe ser um líder. A economia vai mal e muito antes da Covid9, e o desemprego também, caos e crise se somam pela falta de ação em favor do povo, até agora insiste em desculpas esfarrapadas para não conceder R$ 600 de auxílio aos mais desamparados, quando há duas semanas o Congresso já aprovou, põem obstáculos apostando em não gastar com os pobres, torcendo para convulsões e crise séria no Estado, para fazer valer seu discurso, criar desculpa para ruptura democrática, talvez como forma de permanecer no poder de forma tão desastrosa e com um Estado de Sítio induzido. 



Nos países que ignoraram como Espanha, Itália e EUA, a situação é gravíssima, e aqui graças a muitos dos governadores e ações corajosas e sem apoio Federal, principalmente financeiro, muitas ações como o isolamento, tem evitado uma mortandade mais elevada. Na Espanha são mais de 10 mil mortos, na Itália são mais de 11 mil mortos, nos EUA mais de 5 mil mortos, já superaram mais de 200 mil infectados nos EUA, 110 mil na Espanha e 115 mil na Itália, e estão à frente de outras nações.  Apesar de Bolsonaro e seus filhos, outros apoiadores e pessoas do seu círculo, numa postura negacionista, mentirosa e com muitos exemplos ruins, que atrapalham a luta contra o surto, perigosa e criminosamente, o Brasil tem hoje 299 mortos e 7.910 casos confirmados, um número que pode ser muito maior, já que não há testes suficientes para determinar mortes e supostas infecções. Algo que é muito grave!




Os desatinos de um presidente perigoso, que estimula conflitos, ódio, encobre falhas e suspeitas sobre si, fomentando fakenews, contrariando o mundo, a razão, a ciência, pares, para marcar posição e quem sabe matar uns 30 mil, como muitas vezes o Bolsonaro disse sobre os adversários, mas desta feita, do povo mais simples, que constróis este país, a sociedade e a economia. Alguém precisa parar seus gestos irresponsáveis, não será o Mandetta (um "velho aliado"), e ao que parece nem mesmo o Rodrigo Maia, ou Aras, mas o STF tem papel importante neste processo, especialmente num momento de medo e sofrimento, quando o líder não se faz presente, não age em favor do Brasil e se propõem a voltar a participar numa aventura militar contra Venezuela, em plena Pandemia, com o Trump e suas estratégias de dissimulação de erros parecidos com os de Bolsonaro.


Não podemos dissociar a pressão que faz Bolsonaro e alguns polêmicos aliados, que desde o início do governo, sua política foi extremamente liberal, reformas destrutivas para segmentos sociais, aprofundamento do desmonte dos serviços públicos, com a saúde e pesquisas sendo severamente afetados (e agora, são eles que asseguram vidas de todos), num momento onde pensam alguns destes hipócritas, que reconhecer e fazer o necessário para o controle do Covid19, é ir contra seus interesses privatistas, da reforma administrativa que em seus planos, preveem salários menores para os servidores, até afastamentos das atividades atuais, justo para muitos trabalhadores da saúde e serviços essenciais e que estão dando um show de responsabilidade com a população. O Estado Mínimo mostra suas contradições, fracassou!




E quando pensamos que o cenário não pode ser pior, o governo ineficaz, confuso, conflituoso, reedita um pacote de redução de renda, ameaça as garantias dos trabalhadores, e amplia as muitas crises e o sofrimento dos brasileiros, se algo não for feito logo. As muitas críticas contra o governo são válidas, mas não basta para salvar o Brasil.  Um país onde há quem aproveite a ocasião apenas para lucrar, escondendo máscaras para vender com valores absurdos, como no caso do álcool gel, antes do Covid19 entorno de R$ 8,00 a garrafa de 500ml, e nos últimos dias chegando a R$ 150 na internet, com pessoas e profissionais precisando destes e outros produtos de prevenção e segurança.


Supermercados e atacados na crise do Covid19 PE -  Foto José Dilson


Fique em casa!

CORONAVÍRUS - Isolamento domiciliar - YouTube
Covid19 - Google Imagem

quarta-feira, 25 de março de 2020

Que presidente é este?

Em meio a crise provocada pela Pandemia do Covid19, acontece o que alertamos na última publicação, autoridades lentas nas ações, que não conseguem enxergar além das questões econômicas, ou restringem atuações em medidas de defesa de setores e mercados, esquecendo suas populações, ou parte significativa destas  e que delas necessitam a nação, para se desenvolver e ser forte, como povo, cultura e sociedade, no mínimo.
Vimos problemas nos EUA, com Trump se opondo ao governador de New York, criticando e esquecendo sua responsabilidade, demorando a dar respostas ao Covid19, e por conseguinte dando insegurança a sociedade, mercados e demais setores, tendo retardado o combate a epidemia que se alastra e mata  muitos, criando a possibilidade de ser o país com maior número de vítimas e infectados. Algo assim ocorre no Reino Unido, onde a Covid19 evolui com curvas parecidas com a de países muito afetados, como Itália e Espanha, que demoraram na contenção da propagação, e a tomar medidas de restrição a circulação.


Marco Aurélio autoriza Estados a tomarem medidas contra covid-19 - Valor 25.03.2020 
Medidas adotadas em alguns estados brasileiros, a revelia do governo federal (em alguns casos mais firmes), tem ajudado a reduzir a velocidade de contágio pelo vírus, mas é preocupante de uma forma geral, especialmente por existir exemplos ruins em algumas esferas do governo Bolsonaro e no próprio presidente. Bolsonaro e alguns aliados, tem feito declarações perigosas, onde minimizam riscos, subestimam a doença, e até incentivam que as pessoas rompam com isolamento, além de criticarem medidas adequadamente adotadas em muitos estados, como afirmam pesquisadores, médicos, profissionais de saúde dentre outros.

Imagem Governo da China - Combate ao Covid19

Reunião de Bolsonaro com governadores do Sudeste tem bate-boca - O Globo 25.03
O presidente na contramão do que se faz corretamente pelas autoridades estaduais e municipais, por membros de seu governo como o ministro da saúde, age criminosa e irresponsavelmente, fomentando mentiras e desinformação sobre os riscos, aumentando resistência as medidas preventivas, além de efetivamente não tomar medidas de proteção a renda (salários) e até deliberar pela suspensão, corte de salários, retirada de direitos e proteção de trabalhadores, esquecendo suas necessidades básicas, bem como categorias como os informais e promovendo cortes em bolsas famílias, com milhares de auxílios cancelados em plena Pandemia, e sem a menor sensibilidade, ao contrário do que se vê nos EUA, Reino Unido, ou mesmo Argentina e Venezuela, ou outros países que tomam medidas de socorro a economia, mas priorizam a assistência a trabalhadores e populações. Mostra desta forma sua incapacidade de governar, e cria medo quanto ao futuro do país e de nossa sociedade, que após o Covid19, enfrentará uma crise sem precedentes.

 Entidades cogitam coordenação entre discursos de Bolsonaro e Trump... - UOL 25.03



'Incendiário', 'inacreditável' e 'contraditório': imprensa europeia analisa pronunciamento de Bolsonaro sobre coronavírus - G1 25.03


Veja repercussão do pronunciamento de Bolsonaro sobre o coronavírus em que ele contrariou especialistas e pediu fim do 'confinamento em massa' - G1 25.03

Após seu último pronunciamento, Bolsonaro conseguiu unir muitos e muitos contra ele, manifestações duras e sensatas condenando sua fala, tem surgido mesmo entre antigos aliados dele, que condenam suas declarações, e falta de ações concretas em prol da sociedade, falta de liderança, e retenção ou atraso na liberação de recursos para combate ao Covid19, que com muito custo e responsabilidade tem ocorrido nos estados e municípios. Bolsonaro dá declarações e afirma coisas sem qualquer base de sustentação, baseado em ideias sem o mínimo de racionalidade, e faz mal a sociedade e ao Brasil, longe do que se faz mundialmente, num quadro onde mais de 19 mil mortes e centenas de milhares de infectados, devido também a erros de governantes que não tomaram medidas adequadas de isolamento, que eram urgentes.
 

Bolsonaro vai pedir a Mandetta isolamento só de idosos e pessoas doentes - Exame Abril - 25.03

Jair Bolsonaro usando máscara de proteção contra coronavírus em coletiva de imprensa
Imagem Exame - (Ueslei Marcelino/Reuters)
Algumas de suas posições são absurdas, sem qualquer fundamento, e mesmo quando fala de que o risco é maior para idosos, mais afetados e vítimas letais, é uma verdade apenas em parte, o contágio entre os mais jovens é alto, chegando a 38% dos doentes, em  Nova Iorque, mais de 20% entre os infectados mortos são jovens, em algumas partes nos EUA muitos desenvolvem pneumonia, precisam de internação e ventilação mecânica (que faltam), sobrecarregam os serviços de saúde, provocam colapso no atendimento e mais propagação do vírus, também falta de materiais e infecções que atingem muitos profissionais de saúde, onde temos casos como na Espanha, mais de 5 mil profissionais de saúde contaminados, longe de seus familiares, submetidos a rotinas de insegurança sem proteção alguma.
Muitas reações surgem contra Bolsonaro e seus desmandos, certamente isso terá repercussões futuras, ainda veremos coisas piores até lá, assim como o que dissemos dos riscos de termos governos atuando contra a sociedade e populações, esquecendo os que moram em morros e comunidades e são desassistidos.

Em momentos que exigem medidas sérias, quando as autoridades já deveriam estar com recursos e pensando em soluções adicionais, como construir hospitais emergenciais com novos leitos para isolamento de pessoas com Covid19, seja com tendas e divisórias, em locais como estádios e clubes, com alguma estrutura e condições básica, afastando quem precisa ficar hospitalizado de outros pacientes, claro que dentro de parâmetros de saúde e atendimento chancelados pelos órgãos de saúde e o OMS - Organização Mundial de Saúde, ou talvez na construção de abrigos para isolamento de quem não tem moradia pra ficar. Não podemos nos descuidar, ficar em casa é essencial e recomendado, seguir as orientações das autoridades competentes não dando ouvidos a quem faz discurso contrário, espalha desinformação e não mostra competência ou seriedade, mas mesmo assim insiste em suas loucuras.

As autoridades precisam estar atentas ao excesso de pessoas em filas para ônibus e outros transportes, em Pernambuco a oferta de ônibus é insuficiente, há muitos trabalhadores de supermercados, empresas de serviços essenciais, que precisam e estão se expondo nas filas com poucos ônibus, em serviços agravados por alguns que ainda insistem em não ficar em casa (esperamos que por causa justa e inadiável), como vemos nas fotos abaixo, sejam em ônibus ou praças e locais públicos:

Foto José Dilson, veículos coletivos e pessoas foras de isolamento


Fotos de José Dilson, cotidianos em parte de Pernambuco 


As demais instituições e poderes, o povo, precisam dá uma resposta dura a estas loucuras do presidente,  logo, com firmeza e força, pelo Brasil!




Recomendações aos que moram em comunidades, ou que precisam trabalhar nestes dias difíceis:

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Orientações da Prefeitura de São Paulo sobre cuidados com o Covid19


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Material de divulgação da OPAS-OMS sobre Covid19



Além destas recomendações que se aplicam a todos, onde não há fornecimento regular de água, com dificuldades para higiene, fora a instrução de lavar bem as mãos e ficar em casa, podem ser usada para higiene das mãos, do corpo, de roupas e alguns itens pessoais usar o sabão (bastante, abundantemente). Para limpeza da casa pode-se usar água sanitária, se possível diluída em água, devido ao potencial corrosivo que tem, mas não exclusivamente apenas com água.

Como forma de evitar contágios e economizar água, se tiver de sair para o trabalho ou para compra indispensável, ao chegar em casa retire sua roupa e ponha para lavar, mas tenha sempre duas ou três roupas para esta finalidade, trabalhar, e não misture com as demais roupas a lavar, podendo as últimas serem lavadas menos vezes, reduzindo o gasto de água (ainda mais se está permanecendo dentro de casa), e tenha sempre roupas limpas para permanecer em casa e possam aguardar o fornecimento de água num período breve.  Não esqueça de tomar banho com sabão todas as vezes que vir de fora de casa, e higienizar ambientes e banheiros com água sanitária, mais barata e eficiente que detergentes e outros multi-usos.

Disponibilize local de armazenamento de água, se não for fornecida costumeiramente, cobre por telefone que as empresas fornecedoras enviem carros pipas, para si e a sua comunidade, evitando aglomerações e se possível com descarga em local que comporte bom volume, caixas ou cisternas.

sábado, 14 de março de 2020

Covid19, e agora?

OMS declara pandemia de coronavírus - G1 11.03.2020

"Brasil vai mudar estratégia caso coronavírus seja declarado pandemia; entenda"   Gazeta do Povo 06.03.2020

OMS se corrige e eleva risco do coronavírus de "moderado" para "alto" ... - UOL 27.01.2020


Imagem obtida no Google Imagem - Covid-19


O surto de Covid19 avança rapidamente pelo mundo, como dissemos na publicação de 09 de março, é uma Pandemia, o mundo se dobra a sua velocidade de propagação e por não ter se preparado adequadamente para um risco tão grave e tantas mortes, enquanto nações apenas se preocupam com crises financeiras, como transferir dinheiro público para salvar banqueiros, especuladores, elites econômicas, em detrimento da falta de atenção a saúde pública, ou com a gratuidade dos serviços de assistências médicas e sociais, na maior parte dos países do mundo, especialmente em alguns muito afetados pelo Covid19.

Porta-voz do governo chinês diz que militares dos EUA podem ter levado vírus à China... - UOL 12.03.2020 
Ainda que não se saiba exatamente as origens do vírus (com recentes declarações graves, atribuídas a autoridades chinesas, denunciando possíveis ações militares dos EUA como explicação para o surto), quantas mutações circulam mundo à fora, quanto tempo permanece sem manifestar sintomas, se pode ou não voltar a infectar pessoas supostamente curadas de infecção anterior, como há registros de pessoas que receberam alta na China, e voltaram a apresentar sintomas posteriormente, ou mesmo quais medicações funcionam melhor e quanto tempo estaremos aguardando por tratamentos mais eficientes, ou  uma vacina eficaz. Há muitas incertezas e informações mal disseminadas, por muitos governos e autoridades, contribuindo para o caos que se formou, ainda que se diga que o Covid19 é menos letal que outros vírus do tipo Corona, ser possível o controle mundial, mas que tem se mostrado extremamente letal para idosos, em meio a uma propagação silenciosa e rapidíssima.
Neste contexto há cobranças sérias a serem feitas, há muitos governantes, autoridades omissas, instituições que não dão a resposta necessária e no tempo adequado, a OMS - Organização Mundial de Saúde, também falhou em nossa perspectiva, demorou a reconhecer a Pandemia, a instruir países, coordenar ou tentar uniformizar ações de controle da infecção e de assistência a populações afetadas. Preocupações com a economia mundial, ingerência política, despreparo de alguns governos e responsáveis pela saúde em algumas nações, sonegação de informações por parte de governos, medo de um pânico e da percepção de que reconhecer a Pandemia, seria uma forma de reconhecer o fracasso das ações, tudo e mais alguns aspectos podem ser usado como justificativas, mas, entendemos que persistem muitas falhas como antes, não sendo possível aceitar tais situações que tornam grave o surto mundial de Covid19, com muitas mortes.
Já é dramática a situação na Europa, questões como as que foram levantadas são importantes, especialmente quando pensamos nas inúmeras dificuldades dos muitos campos de refugiados, de migrantes e fugitivos de guerras, seja em território europeu, na Ásia ou África, expostos e sem medidas internacionais para minimizar os riscos e exposições, com potencial para tragédias humanas em novas edições. Itália, Espanha, são os mais afetados e na Ásia a China que já dá sinais de algum controle sobre o surto, e o Irã, que apresenta um enorme número de infectados e centenas de mortes, a exemplo da Itália. É preciso ter respostas da OMS, que referendem ou indique o que de fato há de positivo nos tratamentos que evoluem na China, de onde se tem notícias de milhares de infectados curados com auxílio de medicação e tratamento, com medicação produzida com tecnologias cubanas, assim como a disseminação de informações positivas, técnicas e ações, que expliquem a ausência de Covid19 em alguns países, como Cuba, como forma de ajuda e determinação de parâmetros, principalmente destinados a países mais pobres, no combate ao surto.

Saiba tudo sobre o novo coronavírus e a doença que ele provoca - Agência Brasil 12.03.2020

Publicada portaria que regulamenta medidas para enfrentar o Covid-19 - Agência Brasil 12.03.2020

Também precisamos de respostas para as necessidades e situações que vivenciamos no Brasil, o nosso governo federal parece não estar uniformemente envolvido com ações de combate ao Covid19, com certa ignorância e desprezo pela Pandemia, se tomamos com base declarações de Bolsonaro, ou Paulo Guedes, há falta de articulação e ações efetivas para enfrentar a crise, como definição de parâmetros e momentos de assistência financeira ao SUS, aos estados e municípios, no que se refere também a medidas adicionais de ajuda e assistência aos milhões de brasileiros jogados na miséria e sem condições de disporem de locais apropriados para isolamento, ou acesso a alimentação, medicação e materiais de higiene e limpeza, por absoluta falta de condições e total estado de miséria. Ilustra bem a falta de atuação prévia, e muita postura meramente reativa, a desconfiança que reside nos mercados financeiros de que o governo não sabe a possível extensão da paralisação da produção, serviços e circulação  de dinheiro, pessoas e produtos, não apresentando propostas claras de atendimento as demandas e necessidades dos segmentos. Outro exemplo, foi noticiado em 14.03, que uma avião com passageiros vindos da Itália (área crítica do Covid19), desembarcaram em um aeroporto de São Paulo (um dos principais focos do vírus no Brasil), sem qualquer ação preventiva da concessionárias ou autoridades sanitárias e aeroportuárias brasileiras, aparentemente "desarticuladas".

Governo usa coronavírus para acelerar reformas e divide Congresso - Metrópoles 14.03.2020

Como Bolsonaro promoveu guerra de desinformação sobre coronavírus - HuffpostBrasil 14.03.2020

Comportamento do coronavírus no calor é chave para previsões sobre seu controle - El País 13.03.2020

Preço de álcool em gel e máscaras subiu até 161%; governo deveria tabelar? - UOL 12.03.2020


Nossa preocupação tem fundamentos, na ausência de recursos para o SUS (efeitos da EC 95), também para assistência social e educação, além de outros segmentos da saúde, por inúmeros cortes orçamentários feitos pelo governo e com apoio do Congresso, impedindo campanhas de orientação, dificultando formação e treinamento de pessoal de saúde (por exemplo) e de outras áreas auxiliares, bem como fornecimento de medicamentos, a reposição de materiais descartáveis, manutenção de hospitais, oferta de leitos, estruturas de transportes, limpeza e higienização de ferramentas públicas e áreas de uso coletivo. Imaginem milhões sem locais para dormir, famílias amontoadas em quartos ou casebres (barracos), com crianças, adultos e idosos, sem dinheiro para comprar medicamentos, produtos básicos de limpeza e higiene, ou alimentos básicos, o que será desta população?

Coronavírus e o SUS: como a desigualdade na oferta de leitos pode expor 'buracos' na rede pública - EM 12.03.2020

SUS tem reagido bem ao coronavírus, mas é preciso investir em leitos... UOL 11.03.2020

Chegada de coronavírus pode colocar SUS já saturado em xeque - Folha UOL 02.02.2020

Recursos e estrutura para manter serviços públicos de saúde e assistência básica aos pobres, não é desperdício de dinheiro, pode significar vida ou morte, a oferta de um serviço médico gratuito, público, é algo que deve ser perene e constante, bem como a distribuição de medicamentos e gêneros básicos, ajudam na garantia de dignidade e menos perdas com um surto como o Covid19, dengue ou outras ameaças presentes. As atuais políticas públicas de contingenciamento de recursos e desprezo as instituições e serviços públicos, podem ser responsáveis por tragédias, milhares de mortes, e destruição das bases econômicas brasileiras. Num surto como este, a falta de medicação gratuita e acesso a mesma, é tão grave como o fato de não termos água potável, disponível para todos, ou um local mínimo para garantir isolamento de abandonados, abastecidos com alimentos e gêneros básicos suficientes para permanecerem dignamente, pelo período necessário, sem se transformarem em bombas humanas e transmissores ativos a cada minuto, em toda parte, são  responsabilidades do Estado. Algo que se mostra ainda mais difícil e com potencial enorme de se multiplicar, diante da mudança de clima nos próximos meses (com o outono e o inverno), com suas repercussões sociais em camadas mas carentes e regiões pobres (com sérios problemas estruturais),  se medidas urgentes e eficazes não controlarem a pandemia e os governantes continuarem omissos.

Coronavírus, crise global, eleições: o que pode afetar a economia em 2020... - UOL 04.03.2020

Brasil alcança recorde de 13,5 milhões de miseráveis, aponta IBGE ... UOL 06.11.2019

Contingente de miseráveis no Brasil, que vem crescendo gradualmente desde 2015, é maior do que toda a população da Bolívia - William West/AFP
Imagem reproduzida do sítio UOL - Imagem: William West/AFP


Não só na paralisia econômica e socorro a quem for afetado pela quebra do ciclo produtivo, deve residir a preocupação dos governos, parlamentares, atores políticos e sociais, ou econômicos, mas com a nação, com seu povo, principalmente as parcelas mais vulneráveis, e não apenas agora na Pandemia do Covid19.  Garantindo dentre outras coisas, tudo que é necessário ao SUS funcionando como serviço de qualidade, público, e acessível a todos os brasileiros, mesmo em crises como as atuais, e sobre ameaça dos surtos e epidemias em curso ou possíveis.

Aplicativo do Ministério da Saúde identifica sintomas do coronavírus - A Gazeta 14.03.2020

A OMS, outros organismos, governos, instituições de saúdes, devem-nos respostas imediatas e adequadas!

Enquanto isso, cuidem-se:

a) lavar sempre as mãos, usar sabão amarelo, sabonete, sabonete líquido ou álcool 70 GL, gel de preferência, esfregando bem;

b) evitar contato direto com as pessoas, não beijar, abraçar, ou apertar as mãos;

c) evitar concentração de pessoas e locais fechados, sem absoluta necessidade;

 d) evitar viagens desnecessárias ou passíveis de adiamento;

e) manter higienizados itens de uso comum, e ao ter contato com estes, lavar mãos;

f) lavar roupas com água e sabão abundantes, para higienização;

g) manter distância mínima de 2 metros de outras pessoas, e se espirrar, proteger com o cotovelos, ou nestes casos (de tosse e espirros), usar máscaras de 3 camadas filtrantes, para evitar propagar vírus, se não for possível ficar em isolamento preventivo;

h) em casos mais graves, busque informações e procedimentos junto a sítios e meios de comunicações de responsabilidade das autoridades de saúde, municipais, estaduais ou federais, nos casos indicados por estes, busque o serviço médico adequado.


AJUDE-NOS A CONTINUAR NOSSO TRABALHO:


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Doe para essa ação - Vakinha



segunda-feira, 9 de março de 2020

Três coisas a dizer.

Antes de falar sobre os temas que achamos urgentes, peço que reflitam, nós tentamos levar informações de qualidade e precisamos de sua ajuda para nos manter neste propósito, doe para nossa ação por meio de:


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Doe para essa ação - Vakinha


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O momento atual nos remete a três questões, sobre as quais precisamos falar e acrescentar informações.

O mundo sob ameaça do Covid19.

Protecionismo, a ameaça real!

Brasil, à beira de uma convulsão social.


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O mundo sob ameaça do Covid19. 




Na primeira quinzena de fevereiro o vírus se espalha rapidamente numa província industrial da China, e se torna uma nova ameaça global, graças a capacidade de permanecer por muitos dias infectando pessoas sem manifestar sintomas, sua rápida transmissão, possíveis mutações (algumas já confirmadas), e por atingir pessoas mais frágeis, principalmente crianças e idosos, com maior letalidade.




Descontaminação de ambiente em face do Covid19 - reprodução Pleno News

Em meio ao que alguns acreditam ser uma pandemia, sinais do caos econômico e social pelo mundo, pois já atingiu várias nações para além da região onde surgiu, além dos sinais de preocupação da OMS - Organização Mundial de Saúde, gera medo e paralisia em mercados e seguimentos produtivos em todas as partes, em face das precauções exigidas, quarentenas e intervenções dos Estados e governantes, especialmente diante de riscos de descontrole total.


Países como China, Itália, Irã, Coreia do Sul, Japão, apresentam os quadros de propagação mais graves (com números de mortos que superam 3,3 mil pessoas). Mas França, Alemanha, Reino Unido, EUA, mesmo Brasil (apesar de não ter nenhuma morte), também estão junto com mais de 100 países, extremamente preocupados, e em algumas partes, alunos não vão as escolas, trabalhadores não vão ao trabalho, e viagens estão suspensas, e muitos estão em confinamento, seja em suas casas., hotéis e locais de quarentenas, e já há falta de produtos de higiene, medicamentos e de itens de proteção, além de sérios problemas para a produção, comércio e economias. A gravidade dos fatos na Itália com mais de 300 mortos e mais de 7 mil infectados, com medidas que atingem 94 milhões de italianos, dão a proporção..



Muita desinformação ainda existe, também fake news, e falta de transparência, com problemas sendo relatados na China (inicialmente), EUA com uma postura irresponsável de Trump, conflitante com as de outros envolvidos no controle da doença, ou em suspeitas de omissões como no Irã. Contudo a medida que avançam os casos, as pessoas estão sendo mais informadas e preparadas.  As origens não estão bem compreendidas, já houve até divulgação de que a origem do vírus e a contaminação, é fruto de ação militar americana contra China e Irã, tal afirmações ainda não tem sustentação em provas, e a suspeita que procede é que o vírus é um mutação de outro, e que já estaria infectando desde o início do segundo semestre de 2019. A preocupação e postura mais adequada é informar a população sobre cuidados, e procedimentos em caso de suspeita de infecção pelo Covid19, o que tem sido feito por muitos países assim como no Brasil.



No entanto, a ameaça do Novo Coronavírus assusta todos, pois vivemos num mundo despreparado para uma pandemia de magnitude, as relações sociais e contatos estão mais intensos, a rapidez e meios de deslocamento são outro problema, não há fronteiras, num mundo onde só tem prioridade os mercados financeiros e os negócios, a informação não é algo disponível à todos e ainda existe muito fanatismo, e distorções de cunho religiosos, onde há muitos bolsões de pobrezas e desigualdades, que não permite aos governos e populações enfrentarem corretamente a ameaça, que pode ter outros complicadores além dos aspectos sociais, econômicos e políticos, tais como regionalidade e clima, ou grupos de idosos e outros mais expostos a letalidade do vírus, por ser encontrarem menos protegidos socialmente.




Apesar dos riscos e da velocidade com que se espalha, o que restou do SUS e do sistema de saúde "modernizado" nos governos petistas, com mais redes de atendimentos, mais pesquisas e serviços, ainda parece capaz de dar respostas adequadas a ameaça do Covid19, apesar de todo processo de desmonte que vem ocorrendo desde o governo Temer, e se acentua no governo Bolsonaro, sendo uma ameaça ainda maior, não só pela forma que estão ocorrendo os casos no mundo, mas por termos um sistema de saúde e de assistência social, sendo severamente atacado e destruído, sem recursos financeiros e materiais, que estão sendo expropriados pelas políticas desastrosas e o desgoverno de Bolsonaro. A prova de fogo, para o que restou do nossos sistemas, será a chegada do inverno e a propagação dos casos nas regiões mais pobres do Brasil, num quadro que, a tirar pelo ocorrido com a Dengue, estamos em muita desvantagem. Mas rezemos para que o pior não ocorra, e que os governos estaduais, prefeitos e populações pressionem o governo federal, por mais recursos, dinheiro e condições de enfrentar esta pandemia que nos assombra.



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Protecionismo, a ameaça real!






Exportações chinesas voltam a cair, afetadas por guerra comercial com EUA
Foto reprodução do sítio da Isto É - sobre queda nas exportações chinesas

O mundo ainda enfrenta uma grave crise que afeta mercados internacionais, comércio entre países, moedas,  economias, algumas das quais em estágio acelerado de estagnação, com desindustrialização, perdas de emprego e altos índices de desocupação entre suas populações economicamente ativas, com reflexos sociais graves, mais moradores de ruas, mais pobreza e fome, que afetam grupos desprotegidos socialmente. Além de tudo que relatamos, boa parte devido a crises iniciadas com posturas mais protecionistas, de governos como os EUA do Donald Trump, em sua guerra comercial com a China, sem esquecer ataques e sobretaxações de produtos de aliados Europeus, como Alemanha e França, e de opositores como Rússia, Irã, estes últimos, com outras motivações de cunho político e não necessariamente comerciais e econômicos.




A paralisa de mercados e do comércio mundial, que agora está maior, e atinge desempenho das bolsas de valores e o mercado de capitais, de forma ainda mais grave devido aos reflexos da Covid19, como citamos, não se devem só aos medos, as medidas de contenção de saúde ou aos efeitos da propagação do vírus, pois os atores internacionais ainda não tinham superado os efeitos da mencionada guerra comercial China x EUA, e outros conflitos quase que simultâneos, envolviam desvalorização cambial, busca de novas moedas e meios de paridades nas relações de trocas internacionais de produtos e serviços, ferramentas de limitações a importações ou quebra de barreiras comerciais e alfandegárias, que vem enfraquecendo blocos, relações comerciais, até mesmo a atuação de organismos como a OMC - Organização Mundial do Comércio, numa ascensão de políticas protecionistas, num compasso acelerado e que gera graves problemas as economias mundiais, especialmente em países mais vulneráveis e dependentes de exportações de produtos primários, diante de novos desequilíbrios nas suas balanças comerciais, ou em decorrência de alterações drásticas nas taxas cambiais, a ponto de inviabilizar "comércio vantajoso", e mesmo drenar reservas internacionais e lastros de suas moedas, desencadeando outras crises internas igualmente graves.





Em 2007, ao concluir e apresentar nosso TCC - Trabalho de Conclusão de Curso, na UFPE - Universidade Federal de Pernambuco, abordando o tema do protecionismo e comércio mundial, afeto a geografia econômica, ao resumir e concluir o trabalho, antecipamos que persistiam graves dificuldades relativas ao protecionismo em setores econômicos importante, que identificamos, ainda que a época a imposição de barreiras estavam ocorrendo em escala menor, ou que mudar de fato e significativamente os aspectos protecionistas, exigiriam graves contrapartidas de países menos desenvolvidos, isso falamos a doze anos passados, conforme pode ser visto no texto anexo publicado em PDF, onde também destacamos os  aspectos e problemas com os blocos comerciais, e inerentes as intensificações do comércio na WEB.


Neste contexto a crise financeira brasileira, tem raízes também na postura equivocada do governo brasileiro, sob o comando de Bolsonaro, estamos privilegiando um comércio direto com os EUA de Trump, que sobretaxou produtos brasileiros, exigiu nossa renúncia aos direitos de países em desenvolvimento na OMC, e pouco tem recebido em troca, num comércio que retrocede a venda de produtos primários aos EUA, com baixo valor agregado, e trazendo prejuízos a relações comerciais importantes com China, Irã, outras nações árabes, e sulamericanas. Também foi impostos novos desafios ao Brasil, por retrocessos em sua política de preservação do meio ambiente, negociações que não valorizam a nossa participação em dois importante blocos, o BRICS (com África do Sul, Índia, China e Rússia), e o Mercosul (esquecido pelo Brasil), com impactos diretos na baixa produção industrial, desemprego alto, moeda fraca e economia estagnada, onde só quem atua em especulação financeira e bancos, estão lucrando.








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Brasil, à beira de uma convulsão social.


Convocação de Bolsonaro para protestos irrita Congresso e STF - Correio Braziliense 08.03.2020

Qual a dimensão da crise entre Bolsonaro e o Congresso - Nexo 26.02.2020

Bolsonaro deverá estimular estratégia de conflitos, prevê cientista político - Correio do Povo 21.02.2020

O governo Bolsonaro amplia suas ações irresponsáveis, seja com as recentes declarações, vistas como ataques a democracia, com incentivo a ataques as instituições e demais poderes Judiciário e Legislativo, por meio de protestos programados para o dia 15.03, onde alguns grupos e mesmos aliados do governo defendem bandeiras polêmicas e conflituosas, como o fechamento do STF ou do Congresso. Com reações relativamente tímidas dada a gravidade dos fatos, e que poderiam levar a um processo de impeachment de Bolsonaro, e responsabilização de pessoas, políticos e empresários envolvidos, mesmo na esfera criminal.

Da forma como circulam vídeos e chamamentos, se comprovada a ligação direta de Bolsonaro, o fato se torna muito grave, passível de apuração e processos como defendem muitos juristas renomados. Seria uma espécie de golpe, uma ataque a independência dos poderes, e concentração de poder no executivo de forma irregular e a margem da Constituição, e supostamente com outras instituições, como o Exército, se omitindo de cumprir suas atribuições legais, de zelar pelas leis e pela democracia no Brasil.
Além de conflitos com os poderes e instituições, outros tem sido continuamente estimulados, com opositores, partidos políticos, governos estaduais, segmentos da sociedade, imprensa e parte da população, aumentando as incertezas e riscos, pondo o país numa condição de permanente divisão, e potencial conflitos. Algo condenado por diversos espectros sociais, mas que estimulam excessos, violências, ações criminosas de milicianos, de intolerância, invasões a terras indígenas em episódios violentos e letais, além de outras manifestações de perseguição e ódio a diversas minorias, com resultados dramáticos, destrutivos.

FMI vê gargalos estruturais e cíclicos pesando contra AL em 2020 - Valor 29.01.2020

Ricos e pobres, cada vez mais separados - El País 11.01.2020

Com o agravamento das condições econômicas e sociais, com desemprego em alta, a pobreza, e a destruição dos sistemas de assistência social, e corte de recursos para saúde, educação e assistência básica as populações, com o desmonte dos serviços públicos e piora do ambiente nos grandes centros, e ampliação da violência, estamos sem rumo adequado, caminhando para situações perigosas e com potencial a grandes conflitos, ou convulsões sociais indesejadas para maioria, mas estimuladas por poucos.
As atitudes de enfrentamento com grupos sociais organizados, o desrespeito pelas diferenças e posições contrárias ao pensamento dos que estão no governo federal, os ataques mesmo à governadores de estados, a excessiva postura ideológica e mesmo extremista de alguns membros do governo Bolsonaro, em nada ajudam a reduzir tensões ou pacificar o Brasil, é algo impensável de se ver em quem preside uma nação livre e democrática, e para um povo que busca e precisa de justiça social e desenvolvimento, hoje distantes.


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quarta-feira, 12 de fevereiro de 2020

Caos e baderna, um cenário real

Sem exageros, temos vivenciado situações muito ruins, em todas as frentes, em pontos importantes da nossa estrutura social, política e econômica, principalmente, e isso está evidente em muitas das nossas publicações, numa evolução e ritmo acelerado, desde o governo Temer, e especialmente agora no governo Bolsonaro.

China tem 909 mortes por coronavírus e atinge recorde em 1 dia; nº de novos casos se estabiliza - G1 10.02.2020

Trump retira privilégios comerciais do Brasil - Conversa Afiada 10.02.2020

EUA e Irã: Entenda quem é quem na crise - G1 06.01.2020


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Reprodução das Redes Sociais/Conversa Afiada
 

E pouco tem haver com o cenário internacional, a guerra comercial envolvendo China e EUA, o desaquecimento da economia mundial, os recentes conflitos na Ásia, como os que levaram Irã e EUA as vias de fato (em menor escala), a questão Líbia, Síria e Israel, com efeitos sobre os mercados internacionais, e o comércio de petróleo e seus derivados, ou a instabilidade nas moedas e elevação da cotação do grama do ouro (em forte expansão), nem muito menos com a epidemia do Novo Coranavírus que atinge a China.







Na verdade, alguns destes eventos, poderiam beneficiar o Brasil, significativamente, não fossem erros e posturas contrárias aos interesses desenvolvimentistas e sustentáveis, para um economia forte em nosso país. Graças a ações desastrosas e potencialmente lesivas do governo Bolsonaro, seja por posições estratégicas que ferem o modelo de nação e povo soberano, até bem pouco vistos no governo Lula (sobre maneira), ou por posições e ações que tem inviabilizado nossa produção industrial, nossas exportações de produtos com valor agregado, "substituídas" por exportações de commodities, perda de garantias e mercados nos cenários internacionais (como as da OMC, por exigências de Trump), além da redução drástica da participação de capital público ou privado, em grandes e importantes empresas nacionais, e na exploração de fontes de riquezas naturais, minérios, petróleo, fontes de energias, e muitos outros importantes polos, cada  vez mais nas mãos de estrangeiros, com transferências de recursos e lucros para potências internacionais como os EUA. Para não citar as posições econômicas que interessam aos mercados de capitais e a especulação financeira, que fazem nossa moeda despencar em relação ao Dólar e drenam nossas reservas internacionais.






São muitos fatos e evidências de uma verdadeira baderna na administração do Estado, que conduzem o Brasil para situações caóticas, deixando reais, comuns e mais frequentes, atos criminosos danosos, destrutivos, no âmbito do meio ambiente, políticas sociais e de proteção de minorias, eventos de violência contra grupos sociais diversos, comunidades carentes, pobres, indígenas, negros e comunidade quilombolas, camponeses e trabalhadores simples, mas também presentes nas estruturas de nossas instituições, fortemente atingidas, negativa e perigosamente, a ponto de ameaçar as próprias instituições, nossas leis, os sistemas jurídicos, políticos e sociais, nossa democracia, e nosso futuro e das próximas gerações.

Há muitos eventos a mencionar, mas não é possível numa única publicação, por isso destacamos alguns, que entendemos serem destacados e muito comprometedores ao nosso povo. Dentre eles:


Cada vez mais, há situações que ratificam essa percepção, que no atual governo é mais presente. E a omissão do governo (como na ausência do capitão Adriano, ex-Bope RJ, na lista de criminosos mais procurados nacionalmente, do ministro da  Justiça e Segurança Pública, Sergio Moro, em recente divulgação, criticada por parte da imprensa), quanto a adequada atuação em relação ao problema, é a maior demonstração da influência e dos interesses dos milicianos, uma vez que é mais frequente nas atitudes de representantes do governo, que favorecem tais grupos, ainda que indiretamente, como ocorreu no episódio do indulto natalino concedido pelo presidente Bolsonaro, que de alguma forma desautorizou a ação de policiais que atuam por critérios corretos e legais, sendo um precedente ruim, como algumas de suas declarações públicas sobre o tema das milícias, e ações destes grupos, em alguns momentos "elogiados".

Queiroz é obra de Jair Bolsonaro, não de Flávio... - UOL 19.12.2019 

O caso Queiroz, "amigo" dos Bolsonaros, suspeito de laranja e responsável por lavagem de dinheiro, e do suposto esquema de "rachadinhas", que envolve também o atual senador Flávio Bolsonaro, o filho número 1.

Até o presente momento as autoridades do Rio, não conseguiram por a mão em Queiroz, e não puderam obter mais informações sobre suas relações, seja com os Bolsonaros, seja com as milícia, a exemplo do seu envolvimento com o ex-assessor de Flávio, o chefe da milícia da Muzema e regiões próximas, o capitão Adriano, que além de crimes tinha supostamente participado das "rachadinhas".  
Não para por aí os esquemas e os crimes, ou o envolvimento dos milicianos, políticos, membros do estado, e outros, que extrapolam o Rio de Janeiro, ou as relações com o PSL e os Bolsonaros, como são ditas pela imprensa, e já contaminam diversas instituições e estados. Alguns dos citados juntamente com os apontados como assassinos da vereadora do PSOL, Marielle Franco, os ex-policiais e milicianos, Ronnie Lessa e Elcio Queiroz, que seriam cúmplices do Capitão Adriano, ligado a Queiroz e Flávio Bolsonaro, e que até bem pouco era uma potencial ameaça, pelas informações que poderia revelar, mas "coincidentemente" ou como citam alguns meios, "oportunamente" foi morto numa ação policial na Bahia, ao reagir a voz de prisão, enquanto estava escondido num sítio do vereador, o Gilsinho do PSL. Fatos que demonstram a amplitude das ações criminosas e dos riscos, para os quais, as atitudes e ações de alguns agentes e instituições, ou do ministro Sérgio Moro e do presidente Bolsonaro, em nada servem para tranquilizar a sociedade brasileira. 

Miliciano Adriano da Nóbrega soube de operação para capturá-lo na véspera - Correio 24 Horas 11.02.2020

Cenário de fuga e morte de miliciano ligado a Flávio traz dúvidas sobre apoios e ação policial - Folha UOL 11.02.2020

Muita coisa precisa ser esclarecida, o envolvimento do PSL e milicianos, a suposta rede de proteção ao miliciano Adriano Nóbrega, sua passagem nas propriedade do Gilsinho de Dedé, ou na fazenda de Leandro Abreu Guimarães em Esplanada BA, proprietário do Parque Gilton Guimarães, localizado no KM 1 da BR-101 nº 9999, destinado a vaquejadas, registrado sob o CNPJ 07.705.761/0001-05 em 26.09.2005, e os contatos realizados por Leandro, por celular (71) ....-3844 ou ......mguimaraes@hotmail.

Miliciano ligado a Flávio estava em sítio de vereador do PSL; veja vídeo do local após ação - Folha UOL 09.02.2020 

Flávio Bolsonaro, Adriano Nóbrega, e Queiroz  (reproduzido do Hora do Povo)
Excluído da lista de procurados, Adriano Nóbrega é morto na Bahia - Hora do Povo 09.02


Elos e pontas soltos estão em destaque no caso da morte de Adriano Nóbrega, na ação policial na Bahia, assim como nas ligações do miliciano com supostos colaboradores, e pessoas que estão em meio as fugas e nos muitos esconderijos que usou na Bahia, na locação de carros, na infraestrutura e logística que usava. Um dos elos a esclarecer relacionado ao pecuarista Leandro Guimarães, é o seu envolvimento com o Adriano. 

Algo chama a atenção, e vamos revelar em primeira mão, para deixar como ponto de interrogação, fatos que podem ser importantes (ou apenas uma coincidência), informações públicas que estão relacionadas ao processo de abertura do Parque Gilton Guimarães, um exemplo é o e-mail (que citamos parcialmente  para evitar neste momento exposições desnecessárias), informado como de contato com a empresa do Leandro. O mesmo e-mail aparece em dados cadastrais de mais de uma dezena de empresas abertas na Bahia, nos últimos anos, e vão desde imobiliária a locadoras de carros (o que é importante ser verificado), precisando determinar qual a relação, e verificar os muitos telefones, se há outras relações e negócios em comum, e se há alguma ligação a mais com o Leandro, com o Adriano, ou outros nomes do Rio de Janeiro, ou algum sob investigação, até para referendar a suposta condição de vítima, relatada por Leandro Abreu Guimarães. A  ligação comum a muitos nomes empresariais e empresários, pode ser mais uma coincidência a esclarecer, e os dados podem ser verificados com os interessados, ou em uma breve busca de informações públicas.  

Nós vamos aprofundar algumas verificações, antes de novas revelações obtidas, ressalvando que são no momento pontas soltas, fatos que precisam ser melhor compreendidos e devem ser averiguados por outros. 

Mas ainda assim, retomando o raciocínio. É preciso deixar a clara a forma como terminou uma operação, que se fosse bem planejada e com propósito de prender o miliciano, deveria realizar um cerco até forçar a rendição por desgaste, ou convencimento mediante argumentação e controle da situação.

Também as relações com o caso Marielle, e suspeitas contra os Bolsonaros e esquemas de apropriação de milhões, ainda que esforços para afastar a família do presidente sejam nítidos, até com laudos periciais recentes, mas que não explicam o fato de suas ligações com suspeitos, como Ronnie Lessa, ou de Bolsonaro ter acesso indevido aos registros telefônicos do condomínio, referentes a investigação do caso Marielle, onde agora se aponta a voz de outro porteiro (e não o aquele que apontava seu Jair, como interlocutor) na ligação que seria para o miliciano Ronnie Lessa, citado pela polícia, como a pessoa que autorizou a entrada de outro miliciano também suspeito do assassinato. São muitas as coincidências e falhas.


O comportamento criminoso da Polícia

Violência policial e desmate avançam na esteira de declarações de Bolsonaro - Folha UOL 09.08.2019

O que temos assistido em cenas divulgadas em mídias, especialmente sociais, é algo espantoso e muito grave, tais como ataques públicos, e espancamentos absurdos promovidos por autoridades policiais que em atos de extrema violência  contra cidadães simples, são evidentes, intensos e muitas vezes trágicos.

Caso Paraisópolis ainda não está encerrado - Época 11.02.2020

Witzel e gringos miram a sua cabecinha - The Intercept Brasil 27.01.2020

Não são fatos isolados, as instituições mostram debilidades sérias e espectros de discriminação, exclusão social e tendências "ideológicas", reforçadas por declarações e gestos desastrosos de alguns superiores, ou referências políticas e sociais, mesmo governantes como o governador Witzel do RJ, ou presidente Bolsonaro, seus filhos, ou alguns de seus ministros, com atos de incentivo a violência policial, desrespeito a direitos ou leis, por meio de menosprezo, contestações, e muitas outras ações, que fazem, com que agentes, autoridades, policiais, militares, e mesmo oficiais responsáveis por segurança pública, se desviem e cometam sérios delitos e crimes, como se fosse algo natural e tolerável, e em alguns casos "justificáveis" e impunes.

Bolsonaro encaminha ao Congresso projeto que amplia excludente de ilicitude - Consultor Jurídico 21.11.2019

Bolsonaro 'dá sinal verde' para policiais matarem e desmatadores, diz presidente da organização Human Rights Watch - G1 16.10.2019

O excludente de ilicitude, proposto por Sérgio Moro e Bolsonaro, defendido pela bancada da bala, e desejado por alguns, chega a ser criminoso, se avaliarmos os índices de letalidade das policias brasileiras.  Casos como as mortes de jovens em Paraisópolis, numa ação policial, não podem continuar a ser ignorados.



Para além dos eventos da Lava Jato, com o MPF e procuradores envolvidos em alguns dos casos e denúncias de corrupção, cuja as atuações tem sido cobradas por excessos e desvios, supostamente por interesses políticos e parcialidade na aplicação das leis.  Algo cada vez mais presente em defesas de acusados, que alegam perseguições, e serem vítimas de denúncias frágeis ou falsas, que parecem mesmo ser plausíveis.  No mínimo, o protagonismo de alguns agentes públicos, parece ser mais importante, que o devido processo legal, ou o compromisso institucional que os agentes públicos deveriam ter, como destacam algumas mídias, especialistas em segurança e direitos humanos, e juristas renomados.

A naturalização do estado policial... - Veja mais em https://comissaoarns.blogosfera.uol.com.br 24.10.2019

Um papel crítico é o das policias, usadas em conflitos e ações contra representantes da sociedade civil, sindicatos, organizações sociais e defesa de minorias, e representações de índios e camponeses, vítimas de processos e acusações infundadas, e ataques violentos em prol de interesses de segmentos poderosos. 

Em meio a mal-estar com Fux, Toffoli cobra previsibilidade e confiança no Judiciário - Folha UOL 03.02.2020

DPU pede que Toffoli revogue decisão de Fux sobre juiz das garantias - Correio Braziliense 31.01.2020

Nas decisões e ações de tribunais como o TRF4, STJ e STF, há segundo alguns, um reforço ao "Estado Policial", com restrições a garantias e direitos sociais, senão como posição majoritária, mas fortemente evidente, com distorções e atos que comprometem direitos consagrados pela Constituição, também, a exemplo dos julgamentos da prisão após decisão em segunda instância, ou  nos recentes embates sobre a figura do juiz das garantias, criado por decisão legislativa, para assegurar processos mais justos, e que tem sido alvo do corporativismo de associações de juízes, ou outros grupos conservadores. Foi marcante o fato do ministro do STF, Luiz Fux, cassar uma recente decisão do ministro Dias Toffoli, favorável a implementação do juiz de garantias, num aparente fla x flu do STF, e em "socorro" de Sérgio Moro.

Lula diz que "lava jato" deu prejuízo de R$ 142 bi e quase destruiu o Brasil. - Conjur 08.02.2020

Com Bolsonaro, já são 2.500 militares em postos de chefia no governo - Brasil 247 14.10.2019

Com uma ostensiva participação de militares na administração Bolsonaro, como que avalizando tudo que vem do governo, e uma forte atuação de alguns grupos como a Lava Jato, com atores descolados dos princípios das instituições as quais estão vinculados os membros da operação, como alegam vozes de prestígio, que chamam a atenção para ações irresponsáveis de alguns protagonistas, e o crescimento de grupos sociais, que parecem mais legiões de fanáticos, como alguns grupos religiosos ligados a denominações polêmicas, são como reais ameaças ao nosso sistema democrático, em choque e em meio a conflitos claros.


Conflitos sociais em expansão


Ataques liberais, mais um capítulo triste que vamos abordar em breve.


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