quarta-feira, 28 de agosto de 2024

Quando o problema é o Congresso!

Não se trata de uma afirmação vazia ou uma  campanha tendenciosa contra o Legislativo, mas um chamado a um olhar mais crítico pela sociedade e setores destas que desejam, desenvolvimento, melhorias das condições sociais e de vida para os brasileiros, e uma maior estabilidade política e econômica que propiciam um futuro bom para o Brasil.

 

Ala da PGR cobra pente-fino em emendas Pix em todo o país… - UOL 27.08.2024 

Lula: É muito dinheiro para emendas sem critério - CNN 15.08

STF reafirma que emendas Pix têm de ser transparentes e rastreáveis - STF 08.08 

Emendas pix abastecem prefeituras de pais, irmãos e esposas de deputados - Veja 30.06.2024 

 

Quando então o problema se torna o Congresso? 

Essa resposta exige muita serenidade e cuidadosa avaliação,  de inúmeros prismas e pontos a serem elencados e considerados. Não é simples e objetiva, reflexão e clara percepção do que seriam os problemas, associados concepção do que seria bom para nós enquanto povo, também é necessária, inclusive com alguma subjetividade ou viés que defina o conceito de bom, aceitável e desejável pelo espectro mais amplo da população brasileira, mesmo que nem sempre seja este o caminho a seguir e o exigido. Mas é possível ainda assim, e sem todos estes aspectos mencionados, mostrar e  analisar problemas e situações atuais que apontam, ou fazem dos congressistas e do Congresso, um problema significativo a superar (algo que não é novo nem recente, mas ganha maior importância no atual contexto), e se observa a partir de decisões e posições que interferem nas condições e ações para implementar melhorias importantes para um Brasil altivo, desenvolvido, sustentável sob vários aspectos e mais justo socialmente.

Que contexto estamos considerando? Um em que a afirmação e autodeterminação dos povos e de um país enquanto nação e povo é ainda mais exigido, com ameaças e interesses de potências e grupos de países, mais intensos e presentes influenciando muito no posicionamento e no futuro do Brasil, em suas escolhas e objetivos rumo ao crescimento e afirmação no mundo e como potência regional, politica, econômica e socialmente falando, não apenas num breve intervalo de tempo, nem de forma contida ou ofuscada, e logo após um breve retrocesso social e de indicadores também econômicos associado a um desgoverno de extrema direita que chegou inclusive a comprometer pilares da democracia e das instituições e poderes constituídos, algo grave e que repercute ainda hoje e prejudicou visivelmente o país, durante um período recente e cujas as sequelas ainda persistem e nos afetam muito, sobre vários prismas e ponto de vistas.

Considerado o contexto é preciso elencar alguns dos problemas que achamos significativos, e tem profunda relação com o Congresso e suas atribuições e competências, ou desvios destas que representam em si as dificuldades que estes geram ao nosso sistema e a nossa sociedade e país. 

 

Plenário da Câmara dos Deputados
Seção na Câmara dos Deputados - Obtidos do sítio da Agência Brasil


 

Mestre em ciência política explica as emendas pix: “excrescência absurda” - Jornal GGN 27.08

Emendas parlamentares pioram execução das políticas, diz especialista - Agência Brasil 24.08 

Emendas: 90% dos recursos vetados eram de ministérios do Centrão - Metrópoles 04.02.2024 

O centro ideológico versus o “centrão” fisiológico  . - Gazeta do Povo 22.10.2023 

 

Um dos problemas mais evidentes diz respeito ao comprometimento da representatividade do Congresso, tanto na Câmara dos Deputados como no Senado Federal, e de uma forma ainda maior na Câmara, algo que não é novo como já falamos, mas que se torna ainda mais evidente, e também mais nocivo e difícil. Não tem haver com o número de parlamentares, regiões ou até mesmo linha política necessariamente, mesmo já considerando uma forte representação de alguns setores ou grupos (como bancada do agro, evangélica, da bala, etc...), que indicam uma concentração de poder, corporativismo e "elitismo", e na existência de anomalias no sistema eleitoral e de acesso ao Congresso (marcado pela força econômica e social de alguns grupos, partidos e pessoas), o que em si já é um importante e grande problema na capacidade de fazer do Congresso um instrumento adequado de representação e transformação da sociedade e do país, na direção de um futuro melhor e mais justo para todos, de forma sustentável e duradoura. É claro o descompromisso dos senhores parlamentares quando a questão diz respeito a seus interesses potencializados na atual legislatura, nada e nem ninguém os param, não há comprometimento com suas bases e nem com posições ou questões ideológicas. Primeiro eles, seus interesses e suas estruturas e máquinas eleitorais, sua trajetória e interesses muito além dos políticos legítimos. Agem como uma massa amorfa (sem formas ou modelo), ignoram a representatividade seus eleitores, compromissos, promessas e até suas organizações partidárias e seus locais de atuação constitucionais, para em grupos muito além dos seus tradicionais, sem barreiras de pensamento políticos (ausentes ou ignorados), que não tem relação ou vínculo com esquerda, com direita, centro, extremos ou progressistas, e junta um multidão de políticos em uma bandeira sem representatividade, por poder e uso de recursos públicos descaradamente e para fins escusos, em grandes blocos ou maiorias, sem receios de estar unidos para disseminar irregularidades, ou situações que mascaram crimes e corrupção mas que toda grande  aglutinação parlamentar de deputados e senadores (que extrapolou o político) e vai além do fisiologismo, beirando a "formação de quadrilha", a chantagem, a coerção de poderes e a invasão de competências para lucrarem e em causa própria, como nos recentes jogos com o orçamento impositivo, emendas de relator, ou emendas pix's, que prejudicam a sociedade sem destino adequado ou transparente, controles e garantias, e que transformam recursos do orçamento (que deveriam ser usados pelo governo para bem da sociedade), em motivo de coerção pelos políticos, apropriados e até com evidências de mal uso, sem pudores e diante de todos, sendo motivos de retaliações inconstitucionais dos parlamentares contra o Judiciário (como as levantadas após as adequadas decisões do ministro Flávio Dino, que irritou Lira, Pacheco, e congressistas)  e contra o Executivo (que tenta parar as abocanhadas dos deputados e senadores senadores), e após estes tentarem relembrar suas excelências, dos limites constitucionais, das atribuições excedidas pelos membros do Congresso defensores das práticas amplificadas e estimuladas no governo Bolsonaro, e das quais os legisladores não querem se afastar e pelo contrário ampliam cada vez mais num apetite nocivo descarado. O que vem ocorrendo não tem vínculos com nada que se relacione a representatividade e atribuições dos senadores e deputados, mas com um enorme e provável bando de delinquentes que está descontrolado e causam enormes problemas de potencial destrutivo, e fora de qualquer perspectiva de equilíbrio e sustentabilidade para o futuro desejado de uma sociedade e país melhor.

 

CCJ avança com pacote de retaliação ao STF, mas governo adia votação - Correio Braziliense 27.08.2024

Projetos que limitam ação do STF avançam na Câmara dos Deputados - Agência Brasil 27.08.2024

Exclusivo: mais de cem deputados são investigados ou réus criminais. Confira os nomes e os processos Carlos Lins - Congresso em Foco 06.06.2024

PL tem 35 deputados réus em ação penal ou investigados, um terço da bancada - Congresso em Foco 05.06.2024

Congresso mantém veto a dispositivo que criminalizava a disseminação de fake news em eleições Fonte: Agência Câmara de Notícias 28.05

Improbidade, corrupção e os quatro gargalos das Emendas Pix - Conjur 18.11.2023


Aliás, a voraz disposição dos políticos no Congresso, em sua grande maioria, tem dado a outros enormes problemas, sendo a falta de aderência aos limites constitucionais e as suas atribuições parlamentares outro grande problema que se ampliou sobre a influência e contaminação da gestão Bolsonaro, onde tudo o que era ilegal era normal, sem respeitos aos limites legais e a concepções que pressupõem balizadores institucionais e regras inalteráveis para manutenção do Estado de Direito, das cláusulas pétreas e o respeito aos fundamentos que sustentam as bases de uma democracia, que não deveriam ser reféns ou alvo de maiorias de ocasiões e dos suspeitos interesses de parlamentares envolvidos em processos e crimes, até contra a democracia e as instituições. A falta de limites e cobranças reais com punições ou estabelecimento de limites legais dentro do Congresso, contra quem fere a Lei, comete abusos e ameaças está ampliada e mais clara agora as vias das eleições e mudanças de lideranças do Congresso, de forma mais intensa e evidente desde os idos da ascensão do bolsonarismo com bússola  no país. Não são só parlamentares de tornozeleiras, ou presos e no mandato como parlamentares, como se nada disso fosse um absurdo aceito e garantido pelos presidentes e a cúpula das casas no Congresso.  Tem dezenas de deputados e senadores em seus mandatos e nada de concreto se faz contra eles se não no Judiciário e graças a atuação de ministros como Alexandre de Moraes (alvo de muitos destes acusados de crimes sérios e de outros políticos e suas manobras escusas, como a tentativa de afastamento do ministro). Deputados e senadores envolvidos em atos e ações temerosas e ilegais ou golpistas e que atentaram contra democracia e as instituições, que culminaram no 8 de janeiro de 2023 no golpe fracassado e nos ataques as instituições e poderes, ou na proliferação de mentiras e fake news, como as atribuídas a Damares, senador do Val e Flávio Bolsonaro, deputada Carla Zambelli, Bia Kicis, Eduardo Bolsonaro, ou Clarissa Tércio dentre outros que não foram devidamente tratados no Congresso. Para além destes o caso do deputado Brazão do Rio de Janeiro e o seu provável envolvimento no assassinato da vereadora Marielle Franco e seu motorista, é um exemplo absurdo da impunidade no como o corporativismo sem limites dos parlamentares, blindam e protegem quem comete crimes mas integra os grupos parlamentares.  São cerca de 111 deputados respondendo por crimes e à frente de seus mandatos, num exemplo de total desrespeito do parlamento com a sociedade e que vale tudo. Quando é para sobreviver e proteger mutuamente vemos estes até tentando perseguir juízes e ministros, ou tentando criar leis que beneficiam seus ilícitos e crimes de forma explicita, sem limites e numa inversão de valores e para além de seus cargos e atribuições ou poderes, gerando conflitos e episódios preocupantes. Até eximir responsabilidades de quem usa mentiras em redes sociais, ou evitar punições a quem estimula ataques aos poderes com fake news, transformando a internet em terra sem lei e que pode tudo, eles fazem para assim influenciar eleitores, enganar, e garantir seus interesses e seus objetivos acima dos interesses do povo. Um mau exemplo que se reproduz nos estados por todo país, e um problema com o qual os poderes precisaram lidar com mais contundência.


Congresso promulga emenda com perdão a partidos e nova regra para candidaturas de negros - Conjur 23.08.2024

Conselho de Ética aceita pedidos e abre processos contra cinco senadores Fonte: Agência Senado 09.07

Moraes retira sigilo de inquérito sobre atos antidemocráticos - Congresso em Foco 07.06  

Manutenção da prisão de Chiquinho Brazão reacende disputa entre Padilha e Lira - CNN 11.04

 

Por fim e não que os problemas causados pelos congressistas brasileiros acabem por aqui, e conjuntamente com a ausência de limites ou a não conformação dos parlamentares as regras legais e constitucionais, e as evidente distorções praticadas pelo plenário amorfo, com  comportamento desprovido de princípios e representatividade legítima (uma vez que uma grande maioria para além do Centrão, representam apenas eles mesmos e seus interesses mesquinhos), e não agem segundo as atribuições do Congresso e dos cargos que ocupam, em muitas e muitas circunstâncias. É preciso destacar outro grande problema visto de forma ainda maior a partir da legislatura  anterior, onde o extremismo de direita ultrapassou limites constitucionais (que preveem garantias e direitos inalteráveis e essenciais a minorias, ou setores e parcelas da sociedade, a exemplo dos povos indígenas)   e tencionou muito as relações com segmentos sociais importantes e com instituições públicas e outros poderes da república. Esse aspecto é dramático por ameaçar direitos de minorias (como se maiorias de ocasião tivessem poderes para tanto, e não houvesse regras para conter estes excessos retrógrados), a partir de ações legislativas impulsionadas ou não por intenções criminosas e interesses duvidosos ligados à direita, ao bolsonarismo, e grupos de influência poderosos, que tiveram suas pautas priorizadas e alçadas até contrariando princípios constitucionais, que necessitaram ser protegidos no judiciário em especial no STF, mas não exclusivamente. Problema que persiste hoje e mais fortemente, e caracteriza o Congresso como extremamente conservador e até mesmo retrógrado, num descompasso nítido com a atualidade, com as necessidades essenciais da maioria da população (em especial os mais carentes e esquecidos), com sustentabilidade e projetos de futuro para um país  desenvolvido, sólido e justo, que se veem distantes diante dos problemas criados pela configuração e conduta atrasada do Congresso, ao deliberar sobre questões ambientais flexibilizando controles perigosamente, ao precarizar leis que deveriam controlar à venda de armas, e não priorizar investimentos públicos com transparência e eficácia e de forma adequada, fomentando clientelismo, prováveis atos de clientelismo e corrupção, ou de concessão de privilégios à poucos, ou em outras situações, questões e aspectos que caberiam ao Congresso solucionar ou propor medidas equilibradas e em acordo com os princípios constitucionais, que asseguram proteção e dignidade individuais e coletivas, e meios mínimos e adequados de vida, trabalho, educação, saúde, moradia, segurança, representação e relações sociais; que infelizmente tem sido ameaçados e atacados escandalosamente, mesmo dentro do Congresso e por iniciativa dos políticos.

 

Saidinhas e outras derrotas mostram impotência do governo frente a Congresso conservador; emendas e cargos não mais garantem base - G1 29.05.2024  

Congresso conservador trava medidas trabalhistas, diz ministro - Folha UOL 01.05.2024


O Congresso deveria ser a casa do povo e atuar em prol deste, ser um bom exemplo segundo a Constituição e atuar em harmonia com os poderes, para solução dos problemas do país e em prol de uma sociedade mais justa, desenvolvida, melhor e com um futuro de realizações e sustentável sobre todos aspectos, econômicos, políticos e ambientais inclusive, e não ser mais um grande problema a superarmos em favor de um Brasil que precisamos e merecemos.

 

Em tempo recorde, Alerj e Castro aprovam 'emendas Pix', sem critérios de transparência estabelecidos pelo STF - G1 27.08 

segunda-feira, 12 de agosto de 2024

O Brasil irá resistir?

A frase que serve de título tem sua conotação bem ampla, mas aqui usamos para enfatizar uns poucos aspectos sociais, políticos e econômicos, que acreditamos mereçam destaque no momento, também pelos impactos externos e internos, na sociedade e nos projetos de governo em prol desta e do crescimento do Brasil.

No cenário interno, e relevante do ponto de vista político e social, tem a aproximação das eleições municipais, o que além de por em destaque os problemas e demandas legítimas das populações, dar lugar a manobras de interesses poderosos, com alguns grupos políticos retomando ações de desinformação e fakenew's, espalhando mentiras para emplacarem seus candidatos nas disputas à vagas nas prefeituras e câmaras. Como vimos em outros pleitos, alguns políticos e candidatos apostam até mesmo em campanhas violentas, na desinformação, e nos ataques a pessoas e instituições como instrumentos eleitorais, amplamente usados nas mídias sociais, que já causaram até uma tentativa de golpe em 8 de janeiro de 2023, com sérios riscos a democracia, e que persistem graças as omissões e interesses pouco saudáveis dos políticos e partidos que não punem quem age assim, nem aprovarem projeto que previa punições adequadas. A perguntas que fica é: nossa democracia irá resistir aos ataques e manipulações do povo, no intuito de eleger pessoas sem escrúpulos e sem um processo adequado, por meio de mentiras, apenas para garantir status e interesses de uns "poderosos"?
 
 
 
 
 

Relacionado aos grupos de interesses que nós mencionamos antes, há outras questões que envolvem o Congresso e setores da sociedade que se beneficiam de manobras e lobbies, que envolvem políticos que priorizam seus próprios interesses, usando dos anseios coletivos e das populações necessitadas e prejudicadas, para barganha com governo apoios ou óbices a ações que poderiam beneficiar o país, mas que são postas em segundo plano ou são alvos de ilegalidades e "chantagens" por parlamentares, partidos e grupos, com sérios riscos a sociedade e a economia do país, e em meio a conflitos com o governo, ou instituições como o STF, podendo até resultar em consequências para projetos e a administração pública, atingindo negativamente o ciclo de desenvolvimento e recuperação econômica e social, iniciado no governo Lula. Um bom exemplo dos riscos impostos, estão  presentes em atitudes do Congresso, como as dos líderes Arthur Lira ao supostamente retaliar o governo e pautar votações que prejudicam o povo, a chamada "pauta bomba", só pra fazer valer as ditas "Emendas PIX", que não exigem informações de onde serão usados os recursos nem quem as destinou, e são tidas como inconstitucionais pelo Supremo. O outro tema cabeludo, é o abacaxi da desoneração fiscal de alguns setores da economia, patrocinado por Rodrigo Pacheco, sem benefícios evidentes a maioria da população, prejudicando as contas públicas, segundo alguns, supostamente para assegurar sua sucessão na presidência do Senado e algum capital político.
 
 
 
 
 
 
Presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira
Presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira (Foto: Pablo Valadares/Câmara dos Deputados)

 
 
 
 

Merece atenção também as questões relativas as fortes pressões internacionais, que envolvem interesses americanos e de alguns europeus, como França, Inglaterra, e Alemanha, principalmente, que se opõem aos do Brasil encabeçado pelo governo Lula, como forma de submeter nosso país a uma posição subalterna e dependente, e envolvem temas como, posições brasileiras em prol do multilateralismo e o fim da paridade do dólar como moeda, e da hegemonia americana, com foco no desenvolvimento dos BRICS e outros mecanismos como o MERCOSUL. Também estão em jogo a autonomia e autodeterminação dos povos em questões que envolvem Venezuela e suas eleições, onde o Brasil atua com moderação, distante das posições extremas, sejam mais próximas ao fascismo de direita ou de governos guiados pelo capitalismo financeiro e de mercado, que permeiam governos da Europa ou da miopia de alguns de extrema esquerda em países menores. Algo parecido ocorre no tocante ao genocídio praticado por Israel em Gaza, que o Brasil sabiamente denuncia e condena, enquanto vê os Estados Unidos protegendo insanamente os interesses do agressor de inocentes, Israel e o governo Netanyahu. Não ficam de fora as pressões exercidas pela Alemanha, tentando mudar a posição brasileira, deslocando-nos em prol da Ucrânia e de uma intervenção no conflito com a Rússia, algo que contraria a tradição brasileira de não fornecer armas e buscar soluções pacíficas para os conflitos. E a pergunta cabe também aqui, o governo Lula e o Brasil irá resistir as investidas internas e externas, contra nossa política de respeito à paz, aos povos e sua autodeterminação e soberania? Nós torcemos que sim!
 
 
 
 
 
 

São questões cruciais que afetam o Brasil, bem como o projeto de futuro do governo Lula, em favor de nosso desenvolvimento e nosso povo, e precisam ser de conhecimento e domínio de nossa sociedade, como força capaz de influir nas dinâmicas e situações, para bem de todos nós e da nossa nação.

quarta-feira, 15 de maio de 2024

Inundações no RS, uma tragédia anunciada!

Mesmo que as proporções não sejam as mesmas, a gravidade do que já ocorreu no Rio Grande do Sul em 2023, foi anunciada e antecipada de algumas formas, inclusive nas cheias do ano passado e em outras regiões vizinhas, algo que se repete há muitos anos sem as devidas providências e que pode ser uma prévia ou mostrar de algo ainda muito maior que pode ocorrer não apenas lá, e em um período não muito distante.

Triste! E claro não se sobrepõem a dor e as perdas e destruição que sofrem o povo gaúcho!

 

Alagamentos em Porto Alegre (RS) nesta segunda-feira, 13
Alagamentos em Porto Alegre (RS) nesta segunda-feira, 13
Foto: MARCELO OLIVEIRA/THENEWS2/ESTADÃO CONTEÚDO
Reproduzido do Sítio Terra

 

 

São dolorosas e difíceis todas as mortes, os desastres que causam tristeza e perdas terríveis, sejam de vidas, principalmente, mas também de bens e materiais, além da desolação e desesperança que atingem muitos, ao verem se repetir tais fatos, inundações que ainda não cessaram e causam incertezas, medo, e muita tristeza, pois ainda são ameaças e riscos reais, mesmo aos já desabrigados e deslocados para abrigos e locais improvisados.

 

R$ 51 bi em crédito e benefícios para o RS: entenda pacote de ajuda do governo - Correio Brazilense 10.05 

Governo Lula confirma suspensão da dívida do Rio Grande do Sul por 3 anos; Congresso precisa aprovar  - G1 13.05 

 

Lula, Eduardo Leite e Paulo Pimenta
Lula, Eduardo Leite e Paulo Pimenta Imagem: Ricardo Stuckert/PR UOL


 Governo Lula diz que comprará casas e dará às famílias afetadas no RS… - UOL 15.05 

 Governo anuncia PIX de R$ 5,1 mil por família que perdeu bens nas chuvas do RS - G1 15.05

 

Com as águas ainda em cotas elevadas, há riscos de mais sofrimento e dores para população e também para os voluntários que colaboram nos esforços em prol destas, além de ameaças também para outras populações próximas e para as equipes de resgates e forças públicas que agem na catástrofe do Rio Grande do Sul, em favor dos atingidos e todas as populações, estruturas e cidades atingidas ou em áreas próximas e afetadas.

 

Rio Grande do Sul: tragédia já deixa 149 mortos e 2 milhões de afetados - Correio Brazilense 15.05 

A cronologia da tragédia no Rio Grande do Sul - G1 12.05 

Despreparo e descaso: o que está por trás da tragédia no RS - VEJA 10.05 

 

Em face das graves situações é compreensível a solidariedade e empatia em todo o Brasil, bem como os muitos esforços civis e de grupos que apoiam a assistência feita as populações atingidas, assim também o grande esforço público e de autoridades como os dos diversos segmentos de governos, como os esforços do presidente Lula e muitos dos ministros, junto com militares e seus comandos, atuando para atenuar as consequências do desastre provocados não apenas pelas águas no Sul do Brasil, com ações como de remessa de donativos e transporte de gêneros essenciais, medicamentos e outros urgentes, além da assistência e resgate a vítimas e reaberturas de vias ou fornecimento de meios logísticos e de deslocamento nas áreas afetadas, algo urgente correto e realizado se não na condição e quantidade que merece a população, mas de forma importante e muito intensa e urgente.

 

Lula anuncia R$ 29 bi para o RS neste ano e alerta para riscos à democracia - Vermelho 15.03.2024 

 

No momento em que os problemas graves persistem e se quer se tem uma dimensão concreta e real do que é necessários para iniciar a reconstrução e recuperação de meios, ferramentas públicas, estruturas, lares, sistemas e serviços, bairros e cidades, e tudo o que está sendo destruído e ou não está imune a novas consequências imediatas, é correto e urgente, olhar para as vidas e garantir o mínimo e a dignidade necessária agora, com garantia da segurança de locais temporários, ainda que não sejam, mas que ajudem a evitar males maiores já, e permitam as populações e as forças de resgates, assim como as autoridades, planejadores e atores principais deste processo de socorro, condições de ação em prol da minimização de mais perdas e mortes, de toda sorte, e que podem ocorrer nestes momentos imediatos aos picos de eventos da tragédia. Isso urge e é o que importa, cuidar, resgatar e focar em restabelecer o possível e urgente, salvando vidas e evitando o que puder de possíveis outras destruições e danos, dentro do que é viável neste momento. O foco nas necessidades dos atingidos é o que importa e não quem ou de onde vem as ações em prol destes, para não diluir esforços, contudo sem jogar fora recursos e instrumentos que serão mais úteis e melhor aproveitado após o clímax dos acontecimentos e eventos da natureza, num cenário não muito distante, e de uma recuperação planejada e racional que permitam o retorno a "normalidade" nas localidades atingida e correta e rápida reconstrução, com atendimento de necessidades de saúde, moradia, segurança, educação, assistência social e meios de sobrevivência e soerguimentos dos cidadãos afetados e que demandaram muito dos governos...


Tragédia no RS: Barroso condena 'onda de fake news propagada por criaturas das sombras' - Terra 15.05 

Hostilidade e desinformação inibem voluntários e atrapalham ajuda no RS, diz Defesa Civil - Terra 15.05 

 

Militares reclamam de fake news bolsonaristas - Brasil de Fato 14.05 

É falso que presidente de Portugal acusou o Brasil de recusar doações após enchentes no RS - Aos Fatos 13.05


Mas não poderemos em um futuro próximo deixar de tratar de ações ruins que podem ter comprometido o bem estar dos gaúchos, sejam com desinformações propositais de alguns que almejam lucros pessoais ou de grupos de interesses e políticos (fake news e ataques as ações de resgates), ou por posicionamentos de cunho interesseiros e econômicos  especulativos (como a suposta priorização de projeção política, com alguns usando doações como ações pessoais e de marketing, como se fossem algo seu, ou a defesa de interesses comerciais em detrimento de sociais, em um quadro tão grave, etc). Assim sendo vamos precisar tratar de tudo que atingiu as vítimas, e as fizeram nesses casos, ter dúvidas de ações de ajuda e socorro, ou sobre atitudes de governantes no socorro a cada atingido. Convém tratar também de omissões e falta de cuidados com as populações, e dos riscos, diante de tantos eventos sucessivos. Falamos de medidas irracionais e que funcionam como uma enorme bomba-relógio, como as que representam a falta de dotação financeira e orçamentária para urgências e calamidades, ou não uso destas, como as que vimos na definição do Orçamento da União, pelo Congresso e o governo anterior com Bolsonaro, ou quando muitos políticos e governantes aliados ou de ideologia simpática a extrema direita e aos bolsonaristas, inclusive associados aos segmentos que rejeitam a proteção do meio ambiente e medidas de interesse a proteção sociais para equilíbrio nas relações com o ambiente (pecuaristas, agronegócio, madeireiros e garimpeiros, especuladores imobiliários e financeiros, etc), provocando desmatamento e agressões que geram eventos naturais desproporcionais e consequências climáticas que provocam tragédias como as atuais ou que empurram populações inteiras a ocuparem, viver e morar em áreas de alto riscos (encostas e margens de rios), ou em aterros e áreas não planejadas de forma ruim, e ainda que tenham alguma urbanização, não tem estruturas adequadas ou funcionais, e carecem de atenção e planejamento e investimentos em drenagem, além de medidas de prevenção a inundações, acidentes e eventos críticos e extremos da natureza, sendo abandonados por prefeitos, governadores e políticos, que esnobam políticas públicas neste sentido, ainda que tenham recursos destinados para obras essenciais neste tema.    

 

Eduardo Leite é criticado após relacionar doações ao RS com impacto no comércio local - G1 15.05.2024

Eduardo Leite mudou quase 500 normas do Código Ambiental do RS - VEJA 10.05.2024

Desmatamento cresce 22% no Brasil em 2022; agropecuária é principal responsável, diz Mapbiomas - Brasil de Fato 12.06.2023 

Ministro: Governo Bolsonaro destinou só R$ 25 mil para desastres em 2023 ... - UOL 21.02.2023 

Colapso climático e afrouxamento da legislação brasileira colocam o país no centro do debate ambiental. Entrevista especial com André Trigueiro, Francisco Milanez e Henrique Cortez - IHU 19.05.2021 

 

O que ocorreu no Rio Grande do Sul não pode ficar esquecido, exigem ações e reflexões sobre o papel dos políticos, governos e da sociedade, para evitar novos fatos como estes.

--------------- atualizado em 23.05.2024. ----------

domingo, 5 de maio de 2024

Relações muito ruins

Nas últimas semanas, vimos uma crise se acentuar nas relações entre o governo Lula e o Congresso, ainda de forma mais grave com o presidente da Câmara, Arthur Lira, isso é ruim e cheira mal, pois ao seu lado está o "Centrão" e uma parte do que há de pior na política, amparado em fisiologismo e em interesses pouco nobres e desejáveis ao país.


Lira pretende criar grupo de trabalho para limitar ações do STF...  - Poder 360 17.04


Lira concentra poder e é um político tido por ambicioso, que tenta garantir o controle da Câmara e sua sucessão em breve, e para isso não mede esforços para manter enormes fatias de orçamento público nacional sob suas intenções. Algo nada agradável ou bom.


Arthur Lira - imagem Google Imagem


Lira defende ‘subir o sarrafo’ sobre quem pode apresentar ações ao STF - Carta Capital 28.04

Lira vai colocar em prática plano para Centrão ganhar mais poder - Metrópoles 01.02


No seu ímpeto, pouco importam os interesses nacionais e da população, mas os seus e dos seus grupos e seus próprios interesses, e para isto acuar o governo, impor "preços altos" as necessidades e demandas da sociedade colocadas pelo governo federal, é uma prática usual, seja para coagir o governo ou para inibir a busca de soluções por aliados e membros do governo Lula, até mesmo recursos ao judiciário e ao STF para assegurar constitucionalmente a legalidade e a execução dos projetos de interesse público, sob responsabilidade do governo. 

Neste contexto, as intervenções do presidente  Lula ou mesmo de segmentos da justiça, quando provocados, inclusive o STF, são válidas e de interesse da sociedade, e importantes segmentos produtivos fundamentais ao desenvolvimento do Brasil.  O que certamente contraria interesses pouco saudáveis de grupos políticos, como os envolvidos nos fatos absurdos e criminosos da tentativa de golpe de 08 de janeiro, ou com os desgovernos da era Bolsonaro. E contrariar eles é fragilizar Lira e seus apoios, sabendo disso ficam intensas suas ações e inclusive ameaças de aprovar projetos que ferem claramente a Constituição, como se uma maioria de ocasião, apoiados em distorções da verdade e em segmentos sociais privilegiados, com grupos midiáticos a apoiá-los, e como se pudessem agir assim, ou até atacar outras instituições como o STF.


A tentativa de Lira de ‘subir o sarrafo’ sobre quem pode acionar o STF...  - Carta Capital 06.11.23


Vale lembrar:

A Constituição protege direitos de minorias e de toda sociedade brasileira, estabelece limites e regras legais, muitas delas consagradas no mundo e ao longo da história. O STF é guardião destes direitos e deveres constitucionais, e evita que maiorias de ocasião, formadas de qualquer forma por políticos que praticam verdadeiros balcões de negócios, alterem o sentido das leis e deixem estas em desacordo com o texto e a intenção maior dos constituintes, que compõem o conjunto de Leis da Constituição. Não basta que um grupo majoritário de deputados ou senadores aprovem mudanças, estas não podem ir contra o intento constitucional, algo que muitas vezes é ignorado por políticos ambiciosos e a serviço de interesses econômicos e políticos ocasionais.

Lira precisa entender que a última palavra não é dos legisladores, e que estes não podem tudo que desejam ou são estimulados a fazer!




sexta-feira, 29 de março de 2024

Uma grande sacada!

As ações recentes do Governo Lula, por meio do Ministério da Fazenda, Ministério do Planejamento e outros, tem sido muito importantes para recuperação econômica do Brasil e de nossa sociedade, superando muitas armadilhas e dificuldades deixadas por Bolsonaro e trágico desgoverno, que levou miséria, desemprego, dor, morte e sofrimento para camadas expressivas da população, especialmente os mais humildes.


Fernando Haddad e Lula, foto site UOL

Programa Desenrola Brasil é prorrogado por mais 50 dias, até 20 de maio - Governo Federal


O Desenrola Brasil, um exitoso programa de renegociação de dívidas, lançado em outubro de 2023, já beneficiou cerca de 14 milhões de Brasileiros, e acaba de anunciar novo prazo de encerramento que iria até 31 de março próximo, e agora segue até 20 de maio, para quem ganha até 2 salários mínimos, e deve no máximo 20 mil reais. Muitos bancos (além do Banco do Brasil e a Caixa Econômica Federal, principais fomentadores de políticas sociais no Sistema Financeiro), e outras instituições aderiram, e isso possibilitou a milhões de brasileiros ter mais tranquilidade e sanar dívidas enormes com descontos, em alguns casos com mais de 90% de desconto, com parcelamentos e condições melhores para os devedores.

Dívidas com concessionárias de energia e água, dívidas com cartões de créditos, empréstimos pessoais, cheque especial e até outros financiamentos, com redução significativas dos juros e até mesmo "perdão" de dívidas de pequenos valores, tem sido massivamente resolvidas com uma preocupação econômica e social. E várias faixas e públicos tem sido beneficiados com a adesão de mais empresas, lojas, etc. e criação de novas linhas de negociações e redução de juros e custos, além de outras facilidades. Estudantes inadimplentes e prejudicados pelas omissos do governo anterior, podem regularizar suas dívidas com o FIES - Fundo de Incentivo a Educação Superior, os micro e pequenos empresários e devedores com rendas acima de 2 salários, todos já contam com alternativas boas e linhas específicas para resolver dívidas acumuladas nos últimos anos, principalmente na era Bolsonaro. 

Uma excelente medida de Lula e seu governo, o Desenrola é uma marca que como o Bolsa Família, agora saneado, revigorado e ampliado em valores de benefícios e na parcela da população beneficiada, representam um grande motor para o crescimento e desenvolvimento econômico e social, que já trazem bons frutos para o Brasil e a nossa população, e ainda tem muito potencial de bons frutos para o crescimento do país, geração de renda, assistência social, melhoria da qualidade de vida, educação, e ganhos de produção e melhoria em diversos setores econômicos.

Já é visível que tanto este programa Desenrola, como a decisão de pressionar o Banco Central e o seu diretor Campos Neto, pela redução da taxa de juros SELIC, foram ações muito oportunas e acertadas para nossa recuperação e para o futuro com investimentos e ré industrialização.


População sob insegurança alimentar grave diminuiu em 8 milhões em 2023, aponta estudo. - Carta Capital 28.03.


Outra medida com potencial de alavancar a economia e o desenvolvimento regional, com reflexos positivos para o povo e o país, é a recente proposta do Ministro Fernando Haddad, para negociar as dívidas dos estados em condições mais adequadas e justas, com redução de juros e com contrapartidas que beneficiam o povo e a educação, especialmente a técnica profissionalizante, indispensável a melhorias de produtividade e da renda junto com o crescimento do país. Dívidas podem virar investimentos estaduais e crescimento econômico e social, diferente de outras antigas intervenções e propostas de redução da atuação dos estados, concentrada em privatizações e redução de incentivos. Esta idéia promete!


Governo propõe vagas de ensino técnico para reduzir dívida de estados - Agência Brasil 26.03

terça-feira, 20 de fevereiro de 2024

Mais um capítulo triste e vergonhoso.

A crise que se instalou após críticas do Presidente Lula ao genocídio cometido por Israel em Gaza, com reações desproporcionais e hostis do governo Netanyahu, que está sobre forte pressão internacional, trás à tona debates e reflexões esquecidas ou ignoradas e que diz respeito aos sucessivos crimes praticados em Gaza, e muito anteriores a própria existência do Hamas, e seus recentes atos violentos e repugnantes. Também provoca reações como as dos Estados Unidos (e do governo Joe Biden) que vetam sucessivamente qualquer iniciativa de responsabilizar ou parar o genocídio praticado pelos israelenses, algo que não reconhecem e refutam, seja na ONU ou outros organismos como a Corte de Haia, onde denúncias são levadas por dezenas de países e muito antes da atual crise. Aliás, dos EUA e de alguns aliados deste, não era de se esperar outra coisa, a negação é em si uma autodefesa, pois se não fosse assim, estes poderiam ser responsabilizados e cobrados juntos com Israel, uma vez que fornecem armas e recursos, além de apoio político e proteção que permite a continuação da matança de inocentes na Palestina, à cargo de Israel e suas forças, ao longo de muitos anos sem a adoção da política de dois estados aprovada pela ONU, e a criação de um Estado Palestino autônomo e independente.    

 

'Vergonhosa página da diplomacia de Israel', diz Mauro Vieira sobre postura israelense após fala de Lula No fim de semana, ao criticar ação de Israel na guerra na Faixa de Gaza, Lula fez comparação - G1 20.02.2024 

Presidente da Colômbia afirma que Lula disse a verdade ao comparar ataques a Gaza e Holocausto   - O Povo 20.02.2024 

Coletivo de judeus publica nota em apoio às falas de Lula sobre massacre em Gaza - Brasil de Fato 20.02.2024 

Fala de Lula sobre genocídio ganha apoio de ativistas e ‘sacode o mundo’ - RBA 20.02.2024 

Parar carnificina - Vatican News 13.02.2024


Coragem e humanidade é pra fortes como Lula! Submissão não é característica de um nordestino de valor. É algo que nesta quadra histórica poucos tem manifestado, e feito o que se espera de alguém dotado de verdadeira consciência, denunciar com veemência os crimes e injustiças, as violações que atingem pessoas e populações inteiras, como as que vivem na Palestina sob fogo intenso dos israelenses.


Brasil ergue a voz e denuncia Israel em Haia por ‘anexação ilegal’ de territórios palestinos - RBA 20.02.2024

'Lula tem razão': abaixo-assinado pede apoio à denúncia do genocídio cometido por Israel - Brasil de Fato 20.02.2024

Ataque contra Lula é parte do ‘genocídio generalizado’ imposto por Israel, diz embaixador da Palestina...   - Carta Capital 20.02.2024 

Jornalista judeu alerta Lula a tomar cuidado com serviço de inteligência de Israel - Correio Braziliense 20.02.2024

Alarme da Onu: em Gaza, mortes de crianças em rápido aumento - Vatican News 20.02.2024

UE alerta Israel contra "catastrófica" ofensiva em Rafah… -  UOL 19.02.2024


Muitos esquecem que os palestinos são privados de água, saúde, lar, terra e vida há décadas, são continuamente expulsos e humilhados e feridos na sua dignidade humana. Obrigados a se deslocarem sem nada, empurrados a viver em tendas nos desertos ou fronteiras, ainda sim são sistematicamente atacados e mortos, com bombas, tiros e por falta do mínimo, morrem de fome e doenças aos milhares. Israel sabe o que está fazendo, no holocausto viu isso ocorrer a milhões, não só judeus, mas ciganos, poloneses, eslavos e várias minorias. É a dimensão que faz a diferença quando os métodos e objetivos são de eliminar e perseguir um povo? É o pretexto dos atos horríveis do Hamas que fazem crianças inocentes serem cruelmente mortas por soldados de Israel com recursos e apoio americano?

 

18.02.2024 - Presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, durante Coletiva de imprensa. Adis Abeba - Etiópia.


Foto: Ricardo Stuckert / PR
Presidente Lula - Foto obtida na Agência Brasil

 

 Veja repercussão da fala de Lula sobre guerra em Gaza e Holocausto - Agência Brasil 20.02.2024

EUA vetam novo pedido da ONU para ‘cessar-fogo imediato’ em Gaza...  - Carta Capital 20.02.2024

Vergonha e barbárie!!! Foco BRASIL 09.12.2023 


Lula agiu corretamente! Sua fala e reflexões sobre os crimes e o genocídio comandado por Netanyahu e com as forças de Israel a executar, estão certas, ao comparar com o holocausto, ele não falou de quantidade, mas do sofrimento igual ao qual é submetido o povo palestino. Com violência é expulso e seus bens destruídos ou tomados, milhares de inocentes crianças e mulheres são mortas pelos israelenses, e milhões não tem para onde ir ou receber o mínimo, algo que ocorre há décadas. Os nazistas fizeram o mesmo e não só aos judeus, numa proporção maior.


ONU pede apuração sobre relatos de violência sexual por soldados de Israel… - UOL 20.02.2024

Soldados israelenses zombam da destruição em Gaza e Defesa pede ‘profissionalismo’... - Carta Capital 20.02.2024 

 Gaza: Hospital Nasser continua cercado e pacientes em cuidado intensivo morrem - UN News 19.02.2024

Conflito atual entre Israel e palestinos: especialista em Oriente Médio explica razões e origens - UFMG 14.05.2021 

“Eles estavam brincando” – crianças mortas em ataques aéreos israelenses em Gaza - Jornalistas Livres 10.05.2021

Ocha: 2018 teve número recorde de mortos e feridos em Territórios Palestinos BR - UN News 28.12.2018 

Ofensiva de Israel em Gaza mata 408 crianças, diz Unicef - Exame 05.08.20214


Na atual campanha violenta de Israel, já há mais de 30 mil mortos, e cerca de 170 mil feridos, a maioria absoluta formada por mulheres e crianças, e agora praticamente sem acesso a atendimento médico e de emergência, com hospitais invadidos e sobre ataques israelenses, são mais de 1 milhão de palestinos deslocados sem ter onde ficar e sob frequentes e intensos bombardeios, com armas e recursos fornecidos a Israel por americanos, ingleses, e outros europeus, muitos dos quais hipocritamente recusam ajuda humanitária as vítimas em Gaza.


Pacheco condena fala de Lula sobre conflito entre Israel e Hamas Fonte: Agência Senado 20.02.2024

As exigências de Israel sobre reféns em Gaza em ultimato ao Hamas - BBC 19.02.2024

Senado dos EUA aprova pacote de ajuda de US$ 95 bilhões para Ucrânia e Israel - CNN 13.02.2024 

EUA aprova venda 'urgente' a Israel de 14.000 munições para blindados - Correio Braziliense 11.12.2023

Palestina x Israel, uma guerra de versões e de terror! - Foco BRASIL 15.10.2023


Não há desculpas para o genocídio que Israel comete em Gaza ou para os que patrocinam o massacre,  e não é de nossa índole como brasileiros, a submissão, como de alguns políticos no Congresso Nacional, que minimizam ou apoiam os crimes de Israel na Palestina,  e ainda tentam restringir a corajosa atuação de Lula.


sábado, 9 de dezembro de 2023

Vergonha e barbárie!!!

Em pleno Natal o que vemos no mundo é um futuro incerto, medo, mortes absurdas e muita barbárie! Acontecimentos cruéis e difíceis, muitos deles repletos de episódios vergonhosos, protagonizados por muitos e de vários segmentos e funções sociais, cargos ou postos tão diversos e permeados por contradições e males.  


Estados Unidos vetam mais uma proposta de cessar-fogo em Gaza - Agência Brasil 09.12

 

Não são cenários dos séculos passados e das civilizações poucos "civilizadas", mas de dias tenebrosos e tristes, atuais, e ditados por homens de pouco valores e muitos interesses escusos. Muitos destes fatos ruins, Gaza e o genocídio promovido por Israel, patrocinado por poderosos nos Estados Unidos, claro que com o apoio do Reino Unido, Alemanha, França e outros igualmente criminosos,  que também ligados as milhares de mortes na Ucrânia, a partir de provocações, jogos de poder, e interesses econômicos e políticos, com ameaças a Rússia e seus "interesses", que de alguma forma foi induzida a massacrar civis para permanecer como nação (não que isso justifique a matança de inocentes, mas dá uma ideia da perversão e maldade vigentes, e seus falsos escrúpulos). Raros são os casos de publicações que guardam alguma coerência, e nós tentamos fazer algo à respeito, para gerar informações consistentes e de certa imparcialidade, para enfrentar a desinformação e a manutenção do status atual, caótico e injusto, com poderes indevidos em poucas mãos.

 

'Gaza está completamente destruída': a realidade da vida cotidiana na região - BBC 01.12 

Lucro em cima de sangue: ofensiva de Israel sobre Gaza impulsiona indústria bélica dos EUA - RBA 25.10 

 

Não é um exercício  de hipocrisia o que estamos escrevendo, talvez uma síntese mal elaborada e insuficiente, mas que nos deixam envergonhados e com a sensação de injustiça, indignação, até mesmo raiva aflorada. A vergonha é de como agem mentirosamente, como influenciam os pouco informados ou crédulos, usam o poder, os cargos e instituições públicas ou privadas, como utilizam a mídia e a imprensa para seus fins, os políticos e governos, o dinheiro a economia, e mantém exércitos de militares e civis de segmentos diversos, para realizar seu jogo sujo e se perpetuarem com poder e domínio sobre os povos e pessoas.

 

Seminus e com olhos vendados: vídeo mostra prisão de dezenas de palestinos por Israel em Gaza - Globo 08.12

 

Mundo tem 'obrigação de evitar genocídio em Gaza', diz relatora da ONU - BBC 09.11 

 

Edifícios destruídos e escombros após o bombardeio israelense do campo de refugiados de Jabalia
Imagens de Gaza - Reproduzido de reportagem da BBC


 

Vergonhosa é a cobiça e maldade disfarçada, para se apropriar de terra, dinheiro, petróleo, ouro e diamantes, usando a vida e mortes das pessoas como meios e instrumentos para suas ambições e projetos. Vergonhosa é a postura da grande mídia que faz panfletagem  e defesa do indefensável, tentando justificar e conter a indignação de milhões de pessoas diante de mortes bárbaras de mulheres, crianças, idosos inocentes, como em Gaza onde cerca de 10 mil morreram em ataques e assassinatos promovidos por Israel, a pretexto na verdade de vingar mortes de inocentes pelo Hamas (insanidade que precisam ser punidos de ambos os lados), que já geraram mais de 16 mil mortes e pode mergulhar o mundo em guerras loucas.  Enquanto a imprensa esconde ou disfarça a crueldade de israelenses, e de americanos e ingleses que patrocinam e protegem Israel de seus crimes, dando a impressão ao mundo de que tudo é justificável para manter o poder na mão de criminosos.

 

Mortes no conflito entre Israel e Hamas somam 16.293...

Leia mais no texto original: (https://www.poder360.com.br/internacional/mortes-no-conflito-entre-israel-e-hamas-somam-16-293/)
© 2023 Todos os direitos são reservados ao Poder360, conforme a Lei nº 9.610/98. A publicação, redistribuição, transmissão e reescrita sem autorização prévia são proibidas.

Mortes no conflito entre Israel e Hamas somam 16.293...

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© 2023 Todos os direitos são reservados ao Poder360, conforme a Lei nº 9.610/98. A publicação, redistribuição, transmissão e reescrita sem autorização prévia são proibidas

Mortes no conflito entre Israel e Hamas somam 16.293... - PODER 360 27.11 

Israel agradece e palestinos repudiam EUA por veto na ONU - TERRA 09.12 

 

Faixa de Gaza após bombardeio
Gaza destruída e guerra já matou mais de 16 mil pessoas - Foto Poder 360


 

ONU, Conselho de Segurança, instituições de ajuda e paz, todos inúteis e disponíveis as maldades dos poderosos em nações que ainda se veem como impérios, que desejam e tomam o que querem em qualquer parte do mundo, fazem o que sabem de melhor, guerras e mortes para todos os inocentes e várias partes. Diante de ingleses e franceses, mas principalmente de americanos, as instituições e corporações se dobram, com poucas reações de outros polos, russos e chineses, que não são desprovidos de interesses ou atos ruins.


Resistência ataca campos de petróleo ocupados pelos EUA na Síria - Causa Operária 14.11

Síria acusa EUA de roubar petróleo do país e pede retirada de tropas - Metrópoles 13.09

A guerra que mata mais que a da Ucrânia - BBC 31.07.2023 

66 mil barris: EUA roubam, por dia, mais de 80% da produção de petróleo da Síria - Diálogo do Sul 18.08.2022 


Reproduzido do Diálogo do Sul

 

"Por que é que a OTAN, há dez anos, destruiu a Líbia" - Nova Cultura 21.05.2021


Infelizmente as mortes que superam 16 mil desde os ataque do Hamas, e só nestes meses recentes, parecem ainda estarem no início, o mundo ainda irá sofrer muito com a ambição destes governantes hipócritas. Uma história antiga e de muitas faces (Angola, Sudão, Iêmen, Afeganistão, Síria, Líbia, Iraque, Líbano, Palestina, etc), onde a constante é a morte aos milhares, violências, injustiças, e a presença de europeus e americanos tentando transformar povos em submissos e se apropriar de tudo o que podem, inclusive de vidas inocentes, acobertadas por muitas versões nas mídias e porões do poder, que estão a serviço de Tio Sam e seus aliados.

 

Genocídio na Faixa de Gaza - A Gazeta 16.05.2021

Genocídio na Faixa de Gaza - SUL21 24.04.2015

 

Quanto a Ucrânia


Os ucranianos amargam uma guerra que remonta aos episódios de Midiam e pré 2014, quando após intervenções dos europeus e americanos, decidiram por abrupto afastamento dos russos e serem eleitos como inimigos imediatos destes. Não que tivessem que permanecer na esfera de influência da Rússia, mas poderiam estar longe de serem instrumentos dos EUA e da OTAN, que os usam para ampliarem o cerco sobre as fronteiras russas e imobilizarem os seus interesses e planos como potência da  Eurásia. 

Putin tem razão ao dizer que a Ucrânia se colocou numa guerra por procuração, não que se justifiquem as mortes de ambos os lados, muito menos de inocentes ucranianos, em especial de crianças e mulheres.

 

A Ucrânia começa a ver ruir os pilares do seu apoio internacional - Público 08.12 

Guerra na Ucrânia: os milhares de homens que fogem para não serem convocados - BBC 17.11 

 

A guerra vai persistir e tenham certeza que os russos não estão dispostos a sair como perdedores, fato que parte da imprensa se esforça para demonstrar que não é possível, apesar das evidências onde parte da Ucrânia já não lhes pertence efetivamente.  Não é o pior, pois milhões no mundo não compreendem o que ocorre e não conseguem condenar quem promovem os atos criminosos  praticados, não apenas por russos e ucranianos, mas pelos americanos, ingleses, alemães, franceses, e outros tantos envolvidos por interesses.


Planos dos EUA e Otan para guerra na Ucrânia vazam na internet - VEJA 12.04.2023

Guerra da Ucrânia é sinal de era de transição entre EUA, China e Rússia; entenda - O Tempo 02.03.2023 

Pesquisa da OIM mostra que a guerra na Ucrânia já deslocou 7,1 milhões de pessoas - OIM 06.04.2022

Ucrânia: EUA e aliados ocidentais disputam 'guerra de informações' com a Rússia - Correio Braziliense 09.02.2022


A Rússia já percebe o desgaste da aliança que bancou Zelanski fora da Ucrânia, não vai desistir de seus planos, a esta altura ficou evidente que é uma forma de garantir as suas pretensões e derrotar indiretamente a OTAN e os EUA, com um consequente rearranjo dos atores do poder internacional. E ainda há quem divulgue uma reação vitoriosa ucraniana que não há, criando informações distorcidas e inverídicas (a exemplo de tentativas de fazer da Rússia uma vilania), para influenciar populações e assim inibir reações a seus governos, que arriscam minar ainda mais as redes de apoio a Ucrânia.

 

 

Guiana Essequiba, a bola da vez

 

 

Guiana Essequiba - Wikipédia 

VENEZUELA vs. GUIANA: A QUAL PAÍS PERTENCE ESSEQUIBO? - Dois Níveis 20.03.2021 

 

Reproduzido do sítio Dois Níveis


 

Essequibo, antiga área integrante da Capitania Geral da Venezuela até 1810,  alvo inicialmente colonizado pela Espanha desde 1499 e posteriormente ocupada por Holandeses e posteriormente ingleses, após a independência da Venezuela, e em decorrência das ocupações colonizadoras europeias, visualizados no mapa da figura acima por meios das linhas de expansão da fronteira das Guianas, caracterizando as várias ocupações do território.

 

Império Britânico - Wikipédia 

Países da América do Sul pedem a Guiana e Venezuela uma ‘solução pacífica’ sobre Essequibo...  - Carta Capital 07.12

 

Desde 1777 a área em litígio era parte da Venezuela, que ao longo do tempo foi alvo de incursões e investidas que resultaram em ocupações (em parte como integrante das Guianas Britânicas e antes das Guianas Holandesas). Testemunho a exemplo de muitas outras regiões que se tornaram colônias, algumas das quais ainda hoje existentes como  as Malvinas (reclamadas pela Argentina) e outras que se tornaram independentes em meados do século passado, e ligadas ao Reino Unido, que deixaram em alguns casos, danos irreparáveis as populações e sociedades locais. Nós brasileiros temos alguma experiência desagradáveis a lembrar, a necessária expulsão de holandeses ocupantes em Pernambuco, nos meados de 1600, senão quem sabe o que seria do Nordeste do Brasil, alvo também de franceses, e até ingleses e espanhóis. Devemos estar atentos e perceber que intervenções como as dos EUA na Guiana, podem e são ameaças reais ao Brasil e a Amazônia, ainda que não instalem mais bases nas proximidades e na região.


Essequibo Brasileiro? Brasil já perdeu território gigante para Guiana - BBC 09.12 


Informações como estas são omitidas em muitas matérias e publicações, e focam em interpretações e interesses de potências atuais (EUA) e outras ex potências que se encontram próximas, que persistem em políticas de submissão política e econômicas como as adotadas em explorações intensas dos recursos, nas novas nações como as Guianas e/ou as antigas áreas de colonização, na África (como o Sudão) ou na Ásia em trechos do Oriente Médio (Iraque, e Líbia por exemplo), onde em geral prevalecem condições de vida ruim e até desordem política e social, que também não são adequadamente tratadas, para manter a imagem das nações envolvidas na exploração abusivas.

Os contratos e a exploração de riquezas e recursos em áreas como as em disputas seculares, como as que envolvem  a Venezuela e Guianas, são uma nova forma de controle e colonização por meio de corporações e governos, como as que fazem Inglaterra e EUA, também outras regiões e por meio de intensa exploração como no Iraque e na Síria alvo de intervenções militares ocidentais (americanas, especialmente), aumentando a pobreza e os conflitos nas regiões, e enriquecendo e ampliando os poderes das nações exploradoras.


A Venezuela na geopolítica do petróleo norte-americana: uma análise à luz das novas realidades do mercado internacional de petróleo - OIKOS UFRJ 13.06.2020


Fora as ocupações europeias, a interferência internacional na disputa em questão envolve muitos países, alguns de forma legítima (como o Brasil que pode ter um conflito em suas fronteiras, e já foi prejudicado no passado em áreas que já reivindicava), outros nem tanto, como os EUA que hoje explora riquezas na região e ameaça nações locais com intervenções militares e uso da força, em territórios que não lhes cabe atuar. Em 1844 quando foram produzidos o Laudo de Paris, onde antigas potências junto com os americanos patrocinaram uma mediação, e posterior decisão desastrosa, onde a administração da região ficou em poder do Reino Unido, prejudicando as intenções venezuelanas e os direitos sobre a região, após expansões realizadas pelos ingleses que ampliaram a área em litígio em Essequibo, e depois de "acordos de interesses" com holandeses por exemplo.  O tal Laudo de Paris usado pela Guiana como base legal para posse da área, posteriormente foi questionado após revelações de que ocorreram "acertos escusos de bastidores" em desfavor da Venezuela.


EUA podem abrir base militar na Guiana; veja onde estão as outras instalações do país na América Latina - Brasil de Fato 09.12

Venezuela reage aos EUA e classifica exercício militar na Guiana como ‘provocação’...   - Carta Capital 07.12


Historicamente não é difícil de perceber o direito a área reclamado pela Venezuela, a ocupação europeia e inglesa nocivas a região, e o intenso jogo de poder neo colonialista que atraem potências atuais para disputa. Apesar destes fatos, parte da imprensa é tendenciosa e se limita a atacar Venezuela e seu governante, ou mesmo o Governo Lula (pela sua posição isenta e equilibrada sobre o tema, evitando condenar Nícolas Maduro pelos direitos pleiteados pelos venezuelanos). Contudo numa posição sensata, é o que deveria ser ponderado, onde se respeitassem e seriam tratados os direitos de ambas as partes sobre a região, considerando que antes da independência e retirada do Reino Unido das Guianas  em 1966, o status local foi alterado quando os ingleses anularam os efeitos do Laudo de Paris e reconheceram os legítimos direitos dos venezuelanos, e a recomendação de se buscar uma solução adequadas as demandas das partes.  Com o agravante de então, com a independência da Guiana e efetiva ocupação e administração da região, que deve ser ponderado e adequadamente conduzido.  Difícil será qualquer solução que não considere direitos e compensações de ambas as partes, ou as seguidas intervenções e "apoios militares" de A ou B na questão, ou as tentativas de demonizar envolvidos e negar direitos reais dos povos afetados e relacionados ao problema.


Exercícios militares na Guiana são “provocação”, diz Venezuela...  - Poder 360 08.12

EUA anunciam manobras militares na Guiana após Venezuela aprovar anexação de Essequibo - G1 07.12


Uma solução militar não é adequada, bem como a manutenção do status, ainda que indireto de região de exploração como se fosse colônia americana, ou de qualquer governo oportunista de plantão. A progressão do atual conflito na América do Sul interessa ao ponto de fazer com que países como EUA ou Reino Unido, venham a intervir de maneira parcial e pouco confiáveis, não sendo possível confiar em uma mediação ou atuação isenta, mesmo que perante a opinião pública desinformada  a atuação destes atores pareçam imparciais, e que o interesse geral dos povos envolvidos sejam ignorados. O mais  adequado para os latinos americanos, para a América do Sul, é costurar entre Venezuela e Guianas uma solução justa e pacífica, que não permita a intervenção indevida de supostas potências ou uma guerra indesejada.