sábado, 16 de março de 2019

Na raíz do problema


Alguns fatos estão chamando muita atenção no Brasil, alguns também fora de nossas fronteiras. E no centro das questões há muita violência, e manifestações de disputas de poder, ou crimes e desvios, e outros aspectos relacionados a abusos de poder, sobre perspectivas e sutilezas que fazem parecer diferentes, e eles são, mas com uma série de pontos que correspondem a uma essência em comum.

Nos referimos a fatos noticiados recentemente, alguns já ocorrem há algum tempo, situações difíceis e que envolvem sofrimentos e injustiças, ou atingem direta ou indiretamente muitas e muitas pessoas, intensamente. Como nos noticiários sobre:

- A criação de um fundo de 2,5 bilhões com multa a Petrobrás, e ingerência do MPF;
- A tentativa de intervenção na Venezuela,  inclusive com participação brasileira;
- As indefinições na apuração do assassinato de Marielle e Anderson no Rio de Janeiro;
- A tragédia de Suzano, e a violência  nas escolas brasileiras;


Petrobrás, Lava Jato e o fundo de R$ 2,5 bilhões
Mais um episódio nebuloso à cargo da Lava Jato, para além das supostas denúncias pelo MPF, com destaque para ação do procurador Deltan Dallagnol, e as condenações sem provas no âmbito da operação e na 13ª Vara da Justiça Federal, onde atuou o juiz  Sérgio Moro, não apenas a do ex-presidente Lula, mas de outros investigados, e com denúncias de excessos, abusos, ilegalidades acordos internacionais e colaborações (sem autorizações necessárias), conduções coercitivas, métodos condenáveis de obtenção de delações premiadas, vazamentos de informações sigilosas, e supostos esquemas milionários de favorecimento de escritórios de advocacias envolvidos nas delações premiadas, e na reduções de penas dos delatores, ou pela parcialidade e prováveis interesses políticos nas condenações, algumas baseadas apenas na palavra de um delator extremamente beneficiado (inclusive com recursos financeiros desbloqueados) e em convicções dos juízes responsáveis, que vez ou outra são acusados de extrapolarem suas atribuições, e a margem da Lei assumirem papéis de denunciantes, e outros que não lhes cabiam, etc.

Em entrevista, Gilmar acusa Lava Jato e “milícias institucionais” - GGN 21.02.2019

Um país de fraudes - Foco Brasil 22.12.2018

Gilmar Mendes acusa Sérgio Moro de interferir na eleição presidencial - Blog da Cidadania 02.10.2018

Sustentando farsas - Foco Brasil 05.03.2018

A tacada da diretoria da Petrobras com os fundos-abutres norte-americanos, por Luis Nassif - GGN 03.01.2018 

A criação de um fundo de 2,5 bilhões, com uso indireto (ou direto), por membros da Lava Jato e do MPF em Curitiba PR, provenientes de uma multa aplicada sobre a Petrobrás nos EUA, e em um acordo cercado de críticas (quanto os termos e legalidade, e participação da Lava Jato) em colaboração internacional, supostamente lesivas aos interesses da empresa e também nacionais, com denúncias de transferências de informações estratégicas das operações e administração da Petrobrás, também de favorecimento de investidores, especuladores, e chamados "Fundos Abutres" americanos, que foram indenizados em processos movidos contra a Petrobrás nos EUA à partir das informações da Lava Jato, com acordos ou pagamentos muito superiores ao esperado, e que trouxeram pesados ônus a empresa brasileira.
A questão central, a criação e uso de um fundo desta proporção, além da falta de competência do MPF para tal propósito, bem como da indevida homologação pela juíza Gabriela Hardt, substituta do juiz Moro, são violências contra a independência entre os poderes, como acusam juristas, e ratifica o STF ao salientar em recente decisão do ministro Alexandre Moraes, que bloqueou os recursos e acesso ao dinheiro, ao lembrar que é responsabilidade do Congresso, ao atender denúncia da PGR, numa das muitas ações movidas por outros tantos que suspeitam das intenções, e são convictos da ilegalidade dos atos relacionados a criação do tal fundo. Além disso chama a atenção, alguns aspectos, similares aos denunciados por Tecla Duran, quanto ao caso das milionárias negociações e acordos de delações, no âmbito de Curitiba, onde alega existir esquemas ilegais e criminosos, de relaxamento de prisões, penas e mais benefícios aos delatores que fossem representados por advogados e escritórios ligados a amigo de Sérgio Moro. A Lava Jato seria assim, um instrumento de poder e de uso político ilegal, segundo afirmações de muitos que questionam o fundo, como ato ilícito e abusivo.


Um fato peculiar é a existência de informações e documentos que apontam: que o procurador Deltan, andou  estudando alternativas financeiras de investimentos junto a CEF, supostamente como detentor de bilhões de reais, e agiu como se os recursos fossem uma espécie de orçamento exclusivo, dele e da Lava Jato, "um orçamento de estado", que fez com que políticos, partidos, juristas, meios de comunicação, falassem em orçamento de um Estado Paralelo, e o ministro Gilmar Mendes do STF, que já havia denunciado a Lava Jato por excessos e supostos crimes no caso denunciado por Tecla Duran, chamasse de "cretinos" os procuradores envolvidos na criação do fundo, e afirmasse que esses queriam "criar um fundo eleitoral, e sabe-se lá, como e para que iriam usar o dinheiro", também, que era algo claro, "uma ação que visa disputa de poder", palavras duras, mas que podem não ser exageradas, diante dos fatos.

Supremo reage a ataques e vai investigar Dallagnol - R7 14.03.2019 
Há muito o que investigar sobre a Lava Jato, não apenas o fundo, e condenações que são copiadas e coladas, ou interferências nas decisões de esferas superiores, ou em resultados eleitorais, mas também, outros atos e fatos que trazem muito prejuízo a sociedade brasileira e interesses nacionais.

Mais que isso, é inaceitável a interferência americana na nossa política, no nosso judiciário, seja por meio da Lava Jato e seus procuradores, ou não, seja nas nossas empresas como a Petrobrás, até por meio de espionagem e ações criminosas já ocorridas e denunciadas anteriormente.


A intervenção na Venezuela, o apagão, e a participação do Brasil
Com as transformações na América do Sul, decorrentes da ascensão de projetos de extrema direita, algo que vimos ocorrer de forma significativa também na Europa, e nos EUA (a ascensão de um projeto conservador e polêmico com Trump), que agora patrocina intensamente as mudanças e intervenções, mesmo aqui no Brasil, de forma mais "discreta", contra a existência de outros projetos de sociedade, que não sejam amparados nos princípios do  neo-liberalismo, do capitalismo extremo, e em sociedades muito desiguais, parecem ser indesejados e necessitam por isso, ser eliminados, sejam na Venezuela, Cuba, Bolívia, ou outra parte do mundo.

Rússia quer impedir intervenção na Venezuela - Carta Capital 03.03.2019 
Na verdade, há intensa disputa de poder no âmbito internacional, por um mundo plural, ou sob o controle de uma grande e única potência. Brasil e Venezuela estão como peças deste jogo de poder, por vezes violentos.  Os EUA não estão disposto a abrir mão de sua hegemonia, e dividi-la com China e Rússia, e para controlar e influenciar destinos globais, vale estimular e fazer guerras, intervenções políticas e militares, conflitos e revoltas internas, apoiar grupos ilegais e terroristas, impor sanções e bloqueios econômicos e financeiros, conduzir manipulação social e das comunicações e informações. Para isso não basta acordos e alianças, ou dispor de arsenais e exércitos poderosos, é preciso criar mercados dóceis como Estados e países subjugados, disposto a adquirir consumir e servir em tudo que interessa as elites, especuladores e o poder das potências, apoiadas por parcelas internas das sociedades exploradas (a título de privilégios).  E para manter o poder e a força de intervenção, é necessário aos projetos hegemônicos, controlar riquezas dos povos alvos de sua ganancia, isso quer dizer: por a mão em reservas internacionais, reservas de exploração de recursos naturais (ouro, petróleo, gás, diamantes, etc), manipular e controlar o sistema financeiro, o sistema político e judiciário (com seus fantoches), os sistemas energéticos e de comunicação, e mesmo parcela da sociedade (por meio de mentiras e desinformações, ou medo).

Há uma divisão profunda na Venezuela, que precisa ser resolvida por meio de processos internos e pela democracia, pelo povo, e com as instituições locais, que podem receber ajuda internacional de organismo como a ONU, mas sem intervenções e respeitando a autodeterminação do povo e da nação.  Mas países como EUA, Colômbia e mesmo Brasil sob o governo Bolsonaro, por seus próprios interesses, interferem nos rumos da Venezuela, e prejudicam muito  a sociedade venezuelana, piorando a crise interna e a vida da população. Dores, mortes, violências, mentiras, sabotagens, chantagens, são instrumentos do poder impostos por interesses externos. Hoje, a Venezuela sofre efeitos de erros de um governo que desafiou  os interesses de uma super potência, e confiou nos recursos do petróleo para suprir a sociedade, petróleo que é alvo da ganancia de quem deseja influir no mundo, controlando as necessidades de povos e nações. De forma semelhante também sofre o Brasil, que entrega suas riquezas aos estrangeiros, e tem um governo subordinado aos interesses dos EUA, e dos poderosos que estão a sua volta.

Incêndio em caminhão com ajuda humanitária na Venezuela foi causado por opositores - Brasil de Fato 12.03.2019

Vídeo do NYT prova que tropas venezuelanas não tiveram responsabilidade alguma sobre o incidente / Foto: Reprodução/Twitter


A suposta ajuda humanitária que resultou em queima de alimentos na ponte fronteiriça, e mais conflitos internos capitaneados por Guiadó, (autoproclamado presidente, e acusado de traição na Venezuela), uma farsa que envolve Colômbia e EUA, e que gerou por parte dos americanos, a ratificação de promessas de intervenções, onde todas as opções estão sobre a mesa.  É neste contexto que uma guerra eletrônica, ou energética, a qual se refere Maduro, tem sido ratificada por especialistas internacionais e por nações como a Rússia, e que envolve o recente episódio de paralisação da usina de Guri, num apagão no fornecimento de energia ao país, e que gerou mortes e paralisação da economia, e das atividades diárias dos cidadão, por quase uma semana, e que pode ser fruto de ataques, sabotagens, em uma guerra híbrida para alimentar uma revolta social na Venezuela, ou uma guerra civil, que force a mudança no poder, e ponha políticos submissos e capazes de atender os interesses dos que patrocinam a intervenção, que tende a arrastar o Brasil para o centro de uma crise internacional grave, e indesejada para nossa sociedade.

Sanções e bloqueios também levam dores, miséria e mortes e provocam revolta e sofrimento ao povo venezuelano.

Sanções dos EUA contra a Venezuela causaram perda de 3 milhões de empregos em 5 anos - Brasil de Fato 18.02.2019


Neste contexto, o povo da Venezuela e nós brasileiros, somos alvos de mentiras e manipulações, que trazem riscos e ameaças sérias, e não apenas por erros e desmandos de governos, mas por intervenções ilegais e externas, e por poder e manutenção de políticas de subordinação e dominação mundial, que não podemos aceitar.



Há um ano, a vereadora carioca e seu motorista foram brutalmente assassinados, num ato repleto de situações complexas e recheadas de relações políticas, relacionadas a denúncias de violências, desvios do Estado, milícias, perseguições sociais e discriminações, que Mariella teve coragem de enfrentar e denunciar.

Caso Marielle: 'Ninguém bota a cara como minha filha fez', diz mãe de vereadora, um ano após assassinato - BBC 14.03.2019 

A questão central é o poder nas mãos de grupos políticos, econômicos e de milicianos, que impõem medo e violências para criar um Estado paralelo, onde milicianos apoiam e financiam políticos, e estes os protegem, ou atuam em favor de criminosos e seus esquemas e interesses. Mas que envolvem pessoas de prestígio, e com muitas suspeitas não só no caso Marielle, em muitos casos graves, e que pelo impacto político e social, e pelos indícios e provas, os arrastam também com sérias suspeitas de envolvimentos, como parte ou mandantes dos crimes, e os associam com as pessoas que mataram Marielle e Anderson, atingindo mesmo, membros da família Bolsonaro por seus "vínculos" com milicianos do Rio de Janeiro, e alguns fatos estranhos relacionados com os mesmos

Coaf identifica depósito de 100 mil para suspeito de matar Marielle - Carta Capital 15.03.2019

Polícia diz que dono de casa com fuzis de caso Marielle é laranja de réu - Folha UOL 15.03.2019

Foram presos pela polícia do Rio, pessoas que são ex-militares, e estão envolvidos com milícias, e são acusados com provas robustas, de terem assassinado a Anderson e Marielle, após longa e difícil investigação, com suspeitas de ação de grupos com intuito de atrapalharem as investigações. Os tais milicianos, ainda tinham 117 fuzis desmontados e guardados num endereço de outro ex-policial. Um dos policiais era vizinho presidente Bolsonaro, e fotos de diferentes momentos, o ligam aos Bolsonaro, além do fato do filho mais novo de Bolsonaro ter namorado a filha de um dos policiais acusado.  Coincidências?


Imagem reproduzida do Brasil247

A postura do clã Bolsonaro no caso Marielle - Carta Capital 14.03.2019

Delegado que solucionou morte de Marielle e citou Bolsonaro será afastado - Brasil247 13.03.2019

Caso Marielle, uma investigação radioativa para os Bolsonaro - El País 13.03.2019

Filha de suspeito preso no caso Marielle teria namorado filho de Bolsonaro - Exame 13.03.2019

Quais são as "coincidências" entre a família Bolsonaro, milícias cariocas e Marielle? - Yahoo 13.03.2019

Jungmann: envolvimento de poderosos na morte de Marielle é certeza - EBC 23.11.2018

Coincidências podem até ocorrerem, para além disto há muitos fatos e suspeitas a serem investigadas, como as relações promíscuas com assessores acusados de serem laranjas, depósitos suspeitos em contas de membros da família de Bolsonaro, ou de suspeitos de crimes, ou a existência de pessoas ligadas a milicianos como assessores parlamentares, ou ainda, as ideias e pensamentos de extrema direita, discriminatórios e violentos, de apologia a crimes seletivos e atitudes criminosas de milicianos e outros afins, com perfis racistas, homofóbicos, e segregacionistas e violentos, amplamente defendidos e multiplicados até mesmo em campanha política eleitoral, e nas redes sociais. No cerne de tudo estão disputas pelo poder, violências, crimes e desvios.

Há uma pergunta que precisa de resposta urgente: quem mandou matar Marielle e Anderson?


A tragédia de Suzano


O massacre que a TV não mostrou em Suzano - Jornalistas Livres

'Hoje é dia de vocês morrerem', gritava atirador na escola de Suzano - Correio Braziliense 15.03.2019

Foto reproduzida: Jornalistas Livres



Uma tragédia absurda, misto de insanidade e deformações de caráter, fruto dos nossos tempos e de contradições das nossas sociedades, doentes, profunda e intensamente doentes, que dão margem ao surgimento de extremistas, preconceituosos, cultuadores da violência e das armas, e prontos para serem estrelas, heróis ao avesso, e que subexistem ou se deformam (formam) em grupos ou hordas marginais, em "cultos" ou "culturas ocultas", que nas sombras atuam e se fortalecem, principalmente em áreas restritas das redes de computadores, e sociais eletrônicas, que se multiplicam e emergem desta área suja e pantanosa, com a ascensão de discursos políticas, e práticas extremistas, desrespeitosas e racistas, que cada vez mais ficam evidentes em governos como os nosso, que alimentam posturas desequilibradas e contra a paz.

Massacre em escola de Suzano: Padrão de atiradores envolve crise de masculinidade e fetiche por armas, dizem especialistas - Terra 16.03.2019

Alunos se lembram com carinho de professora mineira morta em Suzano - EM 14.03.2019

Após a disseminação ampla durante a campanha eleitoral, de gestos de apologia a violência, e tara por armas, com falas e ideias de extermínio de adversários políticos, de ataques e agressões a minorias e marginalizados, com tratamento dado esses, como se fossem pessoas de segunda categoria, especialmente a negros, homossexuais, mulheres e nordestinos, vimos eclodir diversos atos de violências, executados principalmente por muitos supostos seguidores ou simpatizantes do atual presidente brasileiro, como se tivessem sido autorizados e liberados a atos de insanidades, antes reprimidos. E vemos hoje, muitos destilarem ódio e violências nas redes, em público, nas ruas e recintos abertos ou fechados, de uma forma não vista ou manifestada antes, sem pudor nem limites.

Polícia investiga influência de fórum da deep web no massacre de Suzano - Olhar Digital 15.03.2019

Atirador de Suzano idolatrava armas e apoiava Bolsonaro - RBA 13.03.2019

Além da ausência de exemplos adequados e bons, e o fortalecimento do conservadorismo e do extremismo, sujeitos as mazelas e distorções sociais, as violências e realidades difíceis das ruas e escolas (abandonadas), as ameaças das drogas e do crime, sem segurança e sem leis, há toda uma geração de jovens e adolescentes em risco e expostos, alguns dos quais construindo valores distorcidos, se tornando anti sociais e doentes, reunindo-se em tribos em submundos reais e virtuais, onde tudo é possível e sem limites, como se estivessem num jogo, onde assassinatos ocorrem sem consequências, e de forma doentia

Polícia pede apreensão de adolescente suspeito de participar de massacre em Suzano - Gaucha Zero Hora 14.03.2019

Jovem investigado queria ter participado de ataque em Suzano, diz polícia... - UOL 15.03.2019

Situações perigosas e anormais, doentias, que muitos de nós ignoramos ou para as quais fechamos os olhos, até que estoura um ato de loucura, uma tragédia, e "surpresos", amigos, parentes, e conhecidos, que mesmo sabendo de um comportamento arredio, ou anti social, uma fixação por armas, jogos violentos e longas horas de internet, lan houses, ou redes sociais, com perfis que demonstram preferências ou comportamentos incomuns, hábitos e pesquisas por coisas estranhas e violentas, ataques, crimes, chacinas, terror, etc. Não acreditamos, que possam ser resposaresis por atos insanos, e nada fazemos, nem cobramos do Estado.

Infelizmente no Brasil foi acionado um gatilho de violência, e especialmente no Sudeste, onde o preconceito e o ódio, se manifestam cada vez mais intensamente. Além disso, muitas verdades ligadas a problemas centrais da educação, não são tratadas pelas instituições e o Estado, e nem a imprensa as denunciam, nem mesmo após esta tragédia ou outras iguais.

Sintomas de uma sociedade agonizante e que adoece, imersa em violências e jogos de poder, com valores se deteriorando e as pessoas juntamente com eles, e preocupadas apenas com superficialidades, consumo, dinheiro, e um modo de vida que cada vez mais ignora as pessoas e suas dores, necessidades e frustrações.

sábado, 23 de fevereiro de 2019

A história se repete, agora na Venezuela!


Quantas vezes na história, nações, impérios e suas forças, fazem uso de inverdades, e manipulam povos e situações, jogam sombras sobre pobres e miseráveis, medo, dor e sofrimento para atingir objetivos sórdidos, manter o poder, controlar recursos e riquezas, e se sustentar como hegemonia, ainda que na iminência de um declínio certo que tentam evitar à todo custo, em geral ao preço da perda da autodeterminação de nações, de conflitos infindáveis e que geram mortes aos milhares, restando pouco ou nada aos submetidos, aos dominados e considerados inferiorizados ou miseráveis.

Em processos que envolvem o controle das mídias e da informação, dentre muitos meios, a formulação de acordos duvidosos, e construções de alianças danosas, maldosas, que servem de instrumento de coerção e destruição, por meio de exércitos e seus crimes, algumas vezes disfarçadas de necessários, em momentos inevitáveis", "legitimados", e até mesmo de "ações humanitárias", mas não passam de jogos mortais e trágicos, jogados por "poderosos" em prol de mais poder, dinheiro, força, domínios e fronteiras.

Podemos e temos como citar muitos exemplos de disputas por hegemonia e controle regionais, ao longo dos tempos, estão presentes em diversas fases da evolução dos homens, e suas sociedades e nações, especialmente às que se acham destinadas a liderar.


Assim se considerarmos a Guerra do Peloponeso  (dentre as muitas das cidades-Estado gregas, com 27 anos de duração, 431 a 404 a.C), onde Esparta formada e alicerçada em uma cultura militar e oligárquica, influência outros povos numa disputa pela hegemonia com Atenas (próspera e em ascensão, inovadora com sua democracia), uma ameaça aos gregos tradicionalistas segundo os espartanos, que após uma série de conflitos, venceram Atenas e seus aliados na Liga de Delos, e jogaram os gregos mais pobres em situação ainda pior, como resultado da vitória dos tradicionalistas da Liga Peloponesa. Ainda que de forma "diferente" ou limitada, devido ao contexto histórico, é um exemplo dos processos e interesses a que nos referimos ao introduzir  os aspectos, problemas, e resultados de conflitos orquestrados para manutenção do poder e hegemonia de uma potência, ou pretensa potência. 


Nem precisaríamos ir muito longe, no tempo ou na geografia para citar problemas bem semelhantes e quanta morte, destruição e sofrimento, ou miséria profunda são causadas por disputas irracionais e manipulações do poder e mesmo de nações, periféricas ou aliadas. Assim também se deu na América do Sul, e entre nós brasileiros no episódio da Guerra do Paraguai (de 1864 a 1870), e a aliança entre Brasil, Argentina e Uruguai, devido a medos, interesses, ou conflitos que envolviam os atores diretos e indiretos, ou pretensões destes países em processo de consolidação como nações, tendo por pano de fundo, também, a  manutenção da influência e o poder pela Inglaterra (potência mundial no século XIX), que via no Paraguai independente de seus interesses e em franco processo de industrialização e crescimento, uma ameaça ao seu poder, e desta forma influenciaram a formação de uma aliança regional contra o Paraguai, manipulando nações e problemas locais, medos e divergências, que resultaram numa guerra longa, muitas mortes, e a destruição especialmente do Paraguai derrotado e humilhado, não sem altos custos para os envolvidos e vantagens para a Inglaterra.

São exemplos que citamos para lhes permitir perceber a repetição trágica dos fatos, que hoje ocorrem outra vez entre povos sul-americanos, na questão venezuelana, que envolvem interesses locais e especialmente relacionados a perpetuação (ou tentativa de manutenção) da hegemonia norte americana (em declínio), e que promove intervenções mundiais, regionais e internas, aproveitando-se das dificuldades e conflitos internos que vivem a população da Venezuela, e os personagens protagonista do poder no país e fora dele.

 Revolução Cubana - História do Mundo

Guerra do Vietnã - Sua Pesquisa

Revolução Sandinista: a construção de uma nova hegemonia - IELA UFSC

Guerra no Iraque - Infopédia

Guerra no Iraque: três causas e uma conclusão - UNESP Por Ângelo Del Vecchio

A guerra do Iraque - Crítica na Rede Peter Singer

Guerra do Iraque, uma invenção americana - DW


Soldados britânicos no Iraque
Soldados no Iraque - Imagem reproduzida do sítio DW


Guerra do petróleo: O controlo do Iraque e o cerco a África - EM FOCO 12.2002 Além-Mar





Pesquisador analisa ilegalidades da intervenção na Líbia e a compara à atual situação síria - Paineira USP 18.06.2018

A intervenção da Otan na Líbia: os interesses de potências ocidentais na operação - RIUNI

O reerguimento da Rússia, os EUA/OTAN e a crise da Ucrânia: a Geopolítica da nova Ordem Mundial - Confins número 25/2015

A postura ética diante dos acontecimentos na Síria - IEA USP

Os 7 anos do conflito da Síria: “uma tragédia humana” - ACNUR Brasil 09.03.2018


Presidente da Venezuela recusa bloqueio dos EUA contra Cuba - Prensa Latina 23.02.2019


Histórias como o bloqueio e ataque a Cuba, a Guerra do Vietnã, a Revolução Sandinista, as guerras contra o Iraque, a intervenção na Líbia,  a Ucrânia desestabilizada, o caso da Síria, são emblemáticos e bons exemplos do que afirmamos.

Observamos que fica cada vez mais evidente os interesses geopolíticos por trás de recentes conflitos e instabilidades, onde se destacam o interesse pelo controle de parcelas significativas dos recursos e riquezas, das nações que sucumbem em guerras, conflitos, revoltas, e separações, em meio a muito sofrimento e mortes, destruição e estagnação econômica e social, quando não descambam para total degradação. Neste processo há algumas coisas em comum que se destacam, um forte intervenção internacional, especialmente dos EUA em sua busca pela hegemonia, e por meio de ataques e bombardeios militares e sanções, bloqueios e confisco de reservas, amparadas em alianças convenientes e informações inverídicas, teatros e manipulações da verdade, com envolvimento de pessoas, empresas e personagens duvidosos, que levam a situações extremas e perigosas com pretextos mentirosos.

As armas de destruição em massa do Iraque, a libertação e pacificação de povos como na Líbia ou Síria, mentiras, que resultam em mortes e destruição trágicas, longos períodos de sofrimento, miséria em massa após a conclusão de um processo com participação de estrangeiros que ao final se apoderam das riquezas, e não melhoram em nada as vidas dos povos que foram "libertar', ou oferecer "ajuda humanitária".

China reage a bloqueio de US$ 7 bi da Venezuela pelos EUA - Opera Mundi 29.01.2019

Quais as consequências das sanções dos EUA para a economia da Venezuela? - BBC 26.08.2017

Venezuela denuncia bloqueio de importações de bens básicos pelos EUA - EM 16.10.2018

Na Venezuela, há muitas coisas a mudar e relações a serem reconstruídas, resgates e vidas a serem salvas e protegidas, mas algo que deve ser feito pela paz e por meio de um acordo interno, que pode vir a ser tutelado e assistido por organismos internacionais legítimos, cuja mediação seja aceita pelas partes envolvidas e ratificadas pelo povo.  Não cabendo ações unilaterais de uma potência e seus países periféricos, dispostos a tudo para se apoderar de recursos e riquezas de povos submetidos a conflitos.

Venezuela critica os países que apoiam o “bloqueio económico e financeiro” dos EUA - Observador 14.02.2019

MP pede proibição de Guaidó sair da Venezuela e bloqueio de bens - Agência Brasil 29.01.2019

Governo Trump eleva pressão sobre Maduro ao bloquear receita do petróleo - Folha UOL 01.2019

EUA, Colômbia, Brasil, fazem um jogo arriscado na Venezuela, num momento de fragilidade da sociedade e em meio a divisões que podem descambar em uma guerra civil, com mortes desnecessárias e repercussão para além das fronteiras e regiões afetadas. O desejo destes, principalmente pelos EUA, de influir nos rumos do país e do povo, mas principalmente das riquezas como o ouro e o petróleo venezuelano, podem custar muito caro para os pobres de lá, e para nós brasileiros também.  O bloqueio americano a bilhões em reservas,  as interferências no comércio e venda de sua produção, com sanções semelhantes as aplicadas ao Irã, Líbia, Síria, como a Cuba, e que levaram a miséria e sofrimento  a população, para forçar mudanças de interesses hegemônicos, usando pessoas (fantoches, pretextos) e mortes, miséria e destruição para seus fins.

Crise na Venezuela: Qual é o tamanho real do poderio militar do país? - Terra 23.02.2019

Guarda Nacional da Venezuela amplia bloqueio na fronteira com o Brasil - FN Notícias 23.02.2019

Venezuela: bloqueio e pirataria dos fundos obrigam a uma moratória da dívida - Carta Maior 13.02.2019

Venezuela precisa de diplomacia e política, não de intervenção militar - Folha UOL 09.01.2019

Estimativas oficiais indicam que Forças Armadas venezuelanas contam com 95 mil a 150 mil integrantes
Tropas venezuelanas - imagem reproduzida do sítio do Terra

Maduro aceita ajuda humanitária "legal" da União Europeia - JN 23.02.2019

Não é legítima a suposta ajuda coordenada pelos americanos, afinal estão à margem de organismo como a ONU, e estes participam da desestabilização da região por interesses próprios, como denunciam outras potências, dividindo outra vez o mundo em partes, e não contribuindo para paz e o desenvolvimento dos povos, algo comum que encontra respaldo nas bases geopolíticas em curso por muitas décadas.

O Brasil é arrastado para um conflito que não será em nada bom, e pode trazer insegurança as fronteiras e ao  Norte, contaminando toda a região, pois há laços que são comuns ao hemisfério, mas que tem sido em muito contaminado por diferenças ideológicas e interesses hegemônicos dos EUA, em disputa com outros grandes da Ásia, China e Rússia, mas para manter algo que não vai se sustentar como mostra a história.

Um país de fraudes - Fobo BRASIL 22.12.2018

Brasil e Venezuela, o que dizer? - Foco BRASIL 06.08.2017

Pressão, pressão, Temer já balança! - Foco BRASIL 18.12.2016

Para além deste cenário há nossas questões internas, que hoje jogam a sociedade ainda dividida em situações de incertezas e sofrimentos, como a acentuada degradação dos direitos sociais, das liberdades, com ameaças sérias ao futuro do Brasil, ainda associadas a transformações econômicas e políticas sem boas perspectivas, e num breve espaço de tempo, com um governo envolto em crises e suspeitas de crimes.

Governo Bolsonaro: quem é Marcelo Álvaro Antônio, ministro na mira do escândalo de 'laranjas' do PSL - BBc 23.02.2019

Saída de Bebianno muda relação do governo Bolsonaro com o Congresso - Folha UOL 23.02.2019

Bebianno escreve cartas a aliados: “Se algo acontecer comigo, abram” - Metrópole 22.02.2019

Em diálogo, Bolsonaro mostra preocupação e pede que Onyx fale com Bebianno - Folha UOL 20.202.2019

Bebianno enfrentou o esquema das milícias em hospital e pode ser esta a real razão de ter caído em desgraça. Por Joaquim de Carvalho - DCM 14.02.2019



O presidente Jair Bolsonaro (PSL), entre os presidentes do Senado, Davi Alcolumbre (DEM-AP), e Rodrigo Maia (DEM-RJ)
Bolsonaro no Congresso - Folha UOL, imagem reproduzida

domingo, 10 de fevereiro de 2019

Ele merece o Nobel da Paz

Condenação pode dar a Lula Nobel e liberdade - Blog da Cidadania - 07.02.2019

 Jornal francês promove campanha para Lula no Prêmio Nobel da Paz - Portal T5 29.01.2019


Capa do "L'Humanité" desta terça-feira (29)
Capa do "L'Humanité" desta terça-feira (29) Imagem: Reprodução


Uma campanha intensa está em curso no Brasil, e em várias partes do mundo, pela concessão do prêmio Nobel da Paz ao ex-presidente Luiz Inácio, o Lula, cuja imagem recebe muitos ataques, e mesmo ele é alvo de grandes injustiças, como consequência do simbolismo que tem para os pobres brasileiros e inúmeras partes do mundo, onde suas ações como líder mundial, representaram alívio e motivação para boas mudanças, e um novo olhar sobre as capacidades e necessidades dos humildes, que implicam em contestações e enfrentamento de interesses de capitalistas e grupos de exploração das parcelas mais frágeis das sociedades submetidas a injustiças e exclusões.
Lula hoje está preso, após um processo e condenação cheias de irregularidades e exceções, alvo de questionamentos de muitos, inclusive renomados juristas brasileiros, políticos e lideranças do mundo, numa vergonhosa manobra política e judiciária, que evidencia um golpe contra a democracia e o povo brasileiro, e afim de viabilizar um projeto de dominação política e econômica sobre toda a América Latina, em favor da retomada da hegemonia americana, sobre parte do continente e como parte de um conflito mundial.

Gilmar Mendes suspende julgamento do STF sobre conduta de Sergio Moro no caso Lula - El País 04.12.2018 
Muitas são as razões para crer que Lula é vítima de um processo Kaficaniano, as acusações no processo do triplex não contarem com provas reais, não haver nexos entre as acusações e alegações na denúncia com os fatos julgados por Sérgio Moro (que foi além da denúncia e da ausência de provas, baseando sua sentença em depoimentos duvidosos de delações e em convicções pessoais), as ações estranhas do juiz, com episódios de vazamentos de informações de forma ilegal e repreendidas até no STF, e mais  atos como coerção coercitiva desnecessária, suposta parcialidade em casos envolvendo outros envolvidos em investigações ainda mais graves, como os de políticos tucanos, ou em sua complacência com a esposa de Cunha, liberada ainda que com provas contundentes de pesados ilícitos.

E só para exemplificar, sem entrar no mérito das acusações feitas por Tacla Duran, contra Moro e a Lava Jato, e pessoas ligadas, onde segundo este, há uma indústria de delações no Paraná e na Lava Jato.

Mas Lula, como um líder e grande símbolo enfrenta com muita força e grandeza, vistas em muitos momentos, seja quando perdeu sua esposa Mariza, em face dos problemas de saúde agravado pelo processo de perseguição ao qual Lula, ela e outros membros de sua família foram submetidos. Literalmente foi aos braços do povo, para depois se entregar aos algozes, e em paz e para proteger o povo.
Na sequência da prisão arbitrária e a margem da Constituição, com polêmicas decisões da justiça e do STF, e situações de manipulação de leis e ritos, com pressão de militares, e desastrosas maquinações, tocadas em prazos relâmpagos, que deixam evidente a justiça pequena em ação, que fez de Lula refém e privado da participação nas eleições de 2018, por ser amado e o candidato preferido das massas, ainda que a Lei lhe permitisse participar.  Desta forma abriram caminho para loucos subservientes chegarem ao poder, e assim acelerar a entrega de riquezas e recursos do país a potências internacionais e elites sem escrúpulos.
Contudo pela sua força e influência, Lula ainda é uma ameaça a esse projeto que destrói a autodeterminação do nosso povo, e nos faz miseráveis e menores, por isso em plena campanha pelo Nobel, e depois do fim de um processo eleitoral que não lhe garantiu os direitos que estavam sendo usurpado, como sinalizou o Comitê da ONU que analisa a denúncia de perseguição contra ele. A justiça desta feita pela sentença da juíza Gabriela Hardt, substituta da 13ª Vara Federal de Curitiba, igualmente polêmica e acusada por muitos do meio jurídico e midiático, como alguém que não leu o processo, proferiu sentença condenatória referente ao Sítio de Atibaia, contra Lula, repletas de falhas, tais como a suposta delação de dois delatores, Léo Pinheiro e José Aldemário Pinheiro Filho (que são a mesma pessoa), e não duas como enfatiza a juíza, que ignorou provas da defesa e laudo técnico, e testemunhos contundentes favoráveis a Lula, além do fato deste não ser proprietário do imóvel, e como diz a própria juíza não ter evidências de quaisquer contrapartida de Lula para Leo Pinheiro ou a OAS, e nem relação com recursos desviados da Petrobras.
Não é coincidência, nem sem razão que ocorre nova rodada de injustiças contra Lula, uma condenação que assombra até ministros do STF, seja pelo tamanho da pena, 12 anos e 11 meses (lembrando que o Léo Pinheiro, um dos principais envolvidos, tem pena inferior a 2 anos e está em liberdade), ou pelo processo condenatório, com argumentação acusatória frágeis, no mínimo, e tem tudo haver com a possibilidade de Lula ser escolhido para o Prêmio Nobel da Paz, o que seria uma enorme desmoralização para o judiciário e para os "poderosos" de ocasião, e hora no comando das instituições nacionais com sinais de desgoverno.  A isso somem o episódio que privou Lula de ir ao enterro de seu irmão, um direito que lhe foi negado, e mais um exemplo de como ele é perseguido e refém do judiciário.

A sentença recente é para atingir a imagem de Lula, ofuscar seu papel de liderança e seus discursos, mesmo preso, e arrefecer a mobilização e o empenho de seus apoiadores, minimizando toda forma de oposição aos interesses das elites, das instituições a serviço dos projetos de potências como os EUA, que vão dispor de mais argumentos e recursos para barrar adversários, mesmo a campanha pelo Nobel em favor de Lula.

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Lula merece o Nobel da Paz?

Nobel da Paz para Lula tem 500 mil assinaturas a dois dias do encerramento - Brasil de Fato 29.01.2019

Por que querem indicar Lula ao Prêmio Nobel da Paz? - Lula.com 11.01.2019

Muito se pode falar, mas sim, Lula merece o Prêmio Nobel da Paz, por muitas razões.

Seja por ter sido o principal responsável por políticas e ações, que resultaram na retirada de milhões de brasileiros de situações de pobreza e miséria profunda, com o resgate de populações da condição de exclusão social, propiciando vida e alimento, dignidade por meio de instrumentos antes inacessíveis, como assistência efetiva, saúde, educação e trabalho. Algo que Lula conseguiu personificar como mobilizador e indutor de transformações, numa comunicação simples e direta de valores e propostas de resgate social, de forma compreensível aos pobres, e que foi capaz de influenciar boas iniciativas de resgate social no mundo.

O Fome Zero, o Bolsa Família, são apenas exemplos que se expandiram para o mundo, tiveram Lula como símbolo e indutor, com reconhecimento por órgãos da ONU, e válidos para muitos países, com outros tantos de milhões de pessoas pobres, beneficiadas com políticas e ações dos modelos adotados e defendidos por Lula, copiados e multiplicados por várias partes. Lula se tornou um símbolo e voz dos pobres, e assim passou a ser visto em países e nos diversos fóruns mundiais.

A valorização de atividades, como as domésticas e catadores de lixo, e o apoio de Lula a estes trabalhadores, mostram o que é uma verdadeira preocupação com os pobres e sua dignidade.

Seja por sua penetração no cenário mundial, com nova forma de fazer política, de defender economias inclusivas como nos blocos, BRICS e MERCOSUL, priorizando os menores, a autodeterminação dos povos, a cultura e potencial de cada país. Não esquecendo o compromisso com o desenvolvimento social, como fez na adoção de políticas solidárias na África, especialmente quanto a aspectos de apoio e assistências como as relacionadas a crise provocada pelo HIV que atingiu segmentos de populações sem acesso a medicamentos, que encontraram em Lula um apoiador.  A relação com a Bolívia e outros países da América do Sul, mostraram o compromisso com o bem estar dos povos e o respeito nas relações.

Para Lula, acordo nuclear com o Irã foi momento marcante da política externa do seu governo - O Globo 27.12.2010


Seja pela sua disposição de defender a paz, e os territórios, com atuação e ações importantes para realização de acordos internacionais, que preservavam direitos e afastavam os riscos de guerras, como no caso do Irã, e as negociações de acordo com EUA, Europa, e outros, referentes ao programa nuclear.

Lula recebe apoio de mais um vencedor do Prêmio Nobel da Paz - Blog do Esmael Morais 31.01.2019

Lula sim, merece o Nobel da Paz, e muitos como o ganhador do Nobel da Paz,  Adolfo Perez Esquivel, reconhecem e cada vez mais engrossam as fileiras dos que apoiam a indicação de Lula.

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Brumadinho e CT do Flamengo, o que há de comum?


Diferentemente de outros veículos, decidimos abordar as duas tragédias de forma prática, pois a dimensão da dor e do sofrimento das famílias e atingidos, não é possível expressar com palavras, e cabe uma análise sobre a ótica racional.

De comum, para além dos fatos de serem tragédias e trazerem dores, sofrimentos e mortes, além de incertezas futuras, e muitas outras formas de desgastes e injustiças, há também aspectos a serem considerados por nós, pelo Estado, representantes legais e sociedade, tais como:

- o fato de serem previsíveis e mesmo alertadas, pois ocorreram denúncias e tentativas de evitá-las, ou corrigi-las, mesmo envolvendo ações de entidades, parcela da sociedade, ou autoridades nos dois casos, mas não necessariamente com atores similares, algo que ocorreu em Minas no caso de Brumadinho (como por exemplo no processo de debate e concessão de licenças em reunião do conselho estadual), e no Rio de Janeiro no caso do Flamengo (com as diversas multas aplicadas pelo município, com relação aos alojamentos e estruturas inadequadas);

- também uma série de aspectos relacionados as ações dos dirigentes e empresas, atores e autoridades, que foram no mínimo negligentes com as ações de combate a riscos e minimização de vítimas, para não dizer criminosas, e que precisam ser tratadas desta forma, além das ações de reparação de danos e indenização a familiares e vítimas das tragédias, que não são apenas acidentes inesperados;

- para ambos os casos, em graus diferentes, não há estruturas de apoio oficiais bem preparadas e atuantes, e quando da tragédia por determinado espaço de tempo prevalece a desinformação e angústia de ausência de contatos necessários, e ao  longo do curso dos processos posteriores, ausência de mecanismo que assegurem soluções extrajudiciais que minimizem os desgastes e sofrimentos adicionais de longas e onerosas ações judiciais, que não contemplam as urgências e necessidades causadas pelas tragédias;

- ainda é preciso aprender com os fatos e traçar novas políticas, e talvez novos marcos legais para ambos os casos, que se encarreguem de formas adequadas de prevenção de novos fatos igualmente ruins, e maior fiscalização e controle das atividades de ambas empresas, e outras semelhantes, seja no caso da Vale e mineradoras quanto a construções e técnicas de barragens ou exploração mais seguras, e controladas, ou no caso do Centro de Treinamento do Flamengo, e outros de diversos times, com controle da segurança e infraestrutura das instalações, e mesmo de disciplinamento das atividades envolvendo jovens e menores, com alto grau de desregulação e exploração não recomendada por normas trabalhistas, por exemplo;

- ambos os casos são exemplos de tragédias, que poderiam ser tratadas adequadamente antes, ou mesmo agora se o sistema de proteção ao trabalho funcionasse, ao invés de ser desmontado como ocorrem com a CLT após a Reforma Trabalhista, com o fechamento do Ministério do Trabalho, e futuramente da Justiça do Trabalho;

- ressalvadas as proporções e as peculiaridades de cada atividade e das tragédias em si, há algo mais em comum a ser destacado, uma certa abstração das autoridades quanto ao fato, e uma tentativa de "proteger" a imagem e as instituições, "abrandando" aspectos das tragédias, focando na valorização excessiva das instituições/empresas, e do suposto interesse ou importância destas para sociedade, "ignorando" vítimas;

- há o foco e prevalência dos interesses financeiros, do dinheiro, antes e depois das tragédias, nas atitudes dos representantes das empresas e instituições responsáveis pelas tragédias, algo que precisa ter uma resposta urgente e muito significativa, se queremos evitar novas tragédias. 

São apenas alguns aspectos, que centenas de mortes e destruição ou a morte de jovens adolescentes, esperançosos e absorvidos por interesses econômicos de exploradores insensíveis, e loucos por lucros. Tragédias que ainda parecem insuficientes para que legisladores, governos e empresários, se esforcem por evitar por meio de ações e normas, que de fato previnam e impeçam suas tristes repetições.

domingo, 13 de janeiro de 2019

A culpa é do governo!


Abandonados pelo governo, índios sofrem invasão em suas terras em Rondônia - Esmael Morais 13.01.2019

Terra Indígena Arara continua sendo alvo de invasões, diz Cimi - Brasil 247 10.01.2019
 
Bebê morto em Sena Madureira vira símbolo contra assassinato de índios no Brasil - AC 24 Horas 08.01.2019

Invasão de terras e violência contra índios preocupam CNBB - Radio Coração

Com 74 terras sem demarcação, MS é o terceiro em assassinatos de índios - Pontaporã Informa 28.09.2018


Durante um tempo, funcionou quase como um mantra, repetido em muitos segmentos sociais e locais pelo Brasil à fora, isso há décadas passadas, como nos anos 80. Agora promete voltar com força, pois é a síntese dos erros, desgastes, falhas violências, miséria e desequilíbrios, novamente fomentado nas altas estruturas do poder como um modelo político, uma estratégia e política de desgoverno, que atinge as camadas mais baixas da sociedade e grupos desprotegidos, e que em parte segue o abandono pelo governo Temer, de forma agravada como destacam muitos.
Ao perceber a mudança nas ações e políticas de governo, alguns grupos reacionários, e mesmo criminosos, estabelecem novos pontos de conflitos sociais, e avançam com agressividade na direção de seus interesses, e mesmo com violência, para estabelecer novos limites e retirar de indefesos e excluídos, o pouco que tenham, numa espécie de corrida contra o relógio.  Tais grupos encontram pouca resistência em seus atos no mínimo  abusivos, e sabem que no atual governo central, Federal, haverá grande (já há) tolerância até mesmo com violações e crimes que estão cometendo, no intuito de consumar a favor de si mesmos, que de alguma forma se identificam com os poderosos de agora, uma nova vantagem ou "direitos", destruindo e usurpando direitos de outros antes consolidados, ignorando leis e fazendo valer a da força, é o que tem sido dito com ênfase por organizações e segmentos sociais.
Alguns dirão, 10 (dez) dias de governos não são suficientes para culpar o atual governo, por mortes e violências que se acumulam no campo (por exemplo), ou por invasões, ameaças ou assassinatos de indígenas, como os que estão ocorrendo com mais intensidade agora.  Não seriam, se não fossem considerados os sinais emitidos na transição de governo, dando evidências de que povos indígenas, quilombolas e agricultores e camponeses, não teriam seus direitos respeitados, e nem aplicariam uma política que cuidasse adequadamente de suas reivindicações e necessidades, e pelo contrário como foi deixado claro no período pré e durante campanha, seja pelo então candidato Bolsonaro, ou uns de seus seguidores próximos, seriam esses preteridos pelo atual governo quando de sua eleição e posse. Um fato claro já agora e que tem sido usado por pretexto por muitos extremistas Desta forma a CULPA É DO GOVERNO!

Plano de Bolsonaro para demarcações indígenas pode parar na Justiça - BBC 03.01.2019

Bolsonaro e índios: os erros do presidente eleito ao falar sobre Funai e reservas - Folha UOL 20.12.2018

Sim, já podemos atribuir a conta do governo Bolsonaro, algumas mortes, invasões de terras indígenas e outras ações conflituosas e  violentas que se intensificaram nos últimos dias, e período pré posse, seja pelo estímulo dado por meio de declarações favoráveis a retiradas de direitos antes e agora, ou pela no mínimo "aparente" omissão quanto a resposta a estes processos conflituosos, ou de extermínios de povos indígenas, é isso que diz parte da mídia e segmentos nacionais. Assim não é surpresa, perguntas como: onde está a PF nas invasões em Rondônia? Onde estão os ministro da justiça, da segurança e os militares, para garantir as reservas e terras demarcadas e as vidas de pessoas, de brasileiros, de índios (cuja tutela é do governo)? Proteger contra assassinos, madeireiros, garimpeiros, grileiros e proprietários de terras que agora se sentem à vontade para estender seus poderes e propriedades, cometerem abusos e crimes, diante de governos, judiciário, do governo Bolsonaro, e outros que se omitem em cumprir seu papel, ou levam alguma vantagem.


A culpa é do governo!
A questão que hoje afeta os cearenses, e eventualmente outras partes do Brasil, no Pará, Rio de Janeiro, São Paulo, só para citar alguns, e que envolvem populações carcerárias e políticas sociais e judiciárias, para além do aspecto do crime organizado, dentre outros fatores, mas que são relegados a menor importância, e o atual governo sinaliza como solução o endurecimento num viés perigoso, e de ampliação do conflito sem busca de soluções para além das prisões e violências. Organismos nacionais e internacionais apontam erros e problemas sérios em nossa estrutura prisional e penitenciária!

Aos desavisados e aos fanáticos do governo, não se trata de proteger "bandidos", mas garantir políticas e condições adequadas de encarceramento, progressão de pena, e recuperação de indivíduos, e não são concessões, mas definição de regras dentro da Lei, construção de estruturas que recuperem a dignidade das pessoas (mesmo as encarceradas).  A falta de condições dignas, fazem  florescer organizações criminosas que envolvem mesmo "autoridades" e outros, que exploram as fragilidades, impõem suas "leis" e códigos,  dominam as prisões, as ruas e periferias, mas também se ramificam nas instituições, e por meio de coerção, violência, subornos e concessões, controlam presos, submetem os que não querem se alinhar, enfrentam os opositores ou rivais e mesmo o Estado, com boicotes e agressões, muitas violências,  e os presos que poderiam ser recuperados, sucumbem, e são absorvidos por um sistema mais perverso e criminoso.


Crise econômica reforça poder de facções em presídios brasileiros - Correio Brazilinse 12.08.2018

O que fazem no Ceará, da forma que está e com a proposta de Bolsonaro, podem transformar para pior o Brasil, com conflitos eclodindo por diversas partes e como alternativa e ou reação de grupos sociais minoritários e esquecidos, que podem recorrer a boicotes, paralisações, ou mesmo atos de defesa, e não apenas dos criminosos, para enfrentar diferenças e problemas sociais que se agravam, numa espiral de violência que não desejamos, e não se resolve com tipificação criminal, pondo pessoas comparadas a terroristas, indiscriminadamente e de acordo com interesses dos poderosos. Algo que serve apenas para ocultar as falhas e culpas do governo, e trazer mais violência, adotando uma política de suplantação de minorias e ocultação de diferenças, ou falsear soluções agravando os problemas, que já se intensificam com o pensamento bélico e violento do novo governo, que estimula soluções violentas.

Governador Camilo Santana sanciona leis de combate a facções criminosas no Ceará - G1 13.01.2019

Entendemos ser mais eficiente e organizada a proposta de resposta dada pelo governo do Ceará, no mínimo, é séria, equilibrada e organizada, e não tem o potencial de uso indevido e capaz de ferir ou trazer ainda mais prejuízos a sociedade, com distorções e interesses indesejáveis.



A culpa é do governo!


Reproduzida do Sítio BRASIL247



Bolsonaro dá mais um passo: compara MST e MTST ao PCC e Comando Vermelho - Brasil247 12.01.2019

Onyx diz que decreto que libera armas sai na próxima semana - Brasil247 12.01.2019

Governo Bolsonaro paralisa reforma agrária e demarcação de territórios quilombolas - Folha UOL 08.01.2019

João Paulo Rodrigues, do MST: mortes no campo aumentaram após o golpe - Brasil247 11.12


Em Goiânia, Bolsonaro afirma que irá tratar Sem Terra como terrorista - Jornal Opção 19.07.2018


A violência e as razões por trás de conflitos no campo se intensificam, e os sinais emitidos pelo presidente, são tortos, problemáticos, tais como a possibilidade de armar pessoas e proprietários de terras, que como dissemos antes, já se sentem à vontade para cometer crimes e emplacar matanças ou conflitos violentos.

Amigo de Bolsonaro não atende critérios para alta gerência na Petrobras - Carta Capital 11.01.2019

“Despetização” de Onyx tem só 1% de petistas - Revista Piauí - Folha de São Paulo 11.01.2019

Onyx não pode mais demitir porque demitiu quem preparava as demissões - DCM 10.01.2019


Sem-terra é assassinado e jagunço diz que Bolsonaro autorizou matar “bandidos” - Blog da Cidadania 06.01.2019



Enquanto isso, o governo Bolsonaro, numa retórica bélica ou em outros momentos fantasiosas, elegendo inimigos inexistentes (na forma e grau em que propõem), estimula o conflito e não a pacificação da sociedade, e fatos como perseguições políticas, e demissões de servidores com falsos pretextos, apenas para como estamos vendo, alojar seus amigos e grupos de interesses, viabilizar "conchavos" e negociatas políticas como ocorre agora, na disputa e eleição para Câmara, é algo muito triste e ruim, e mostra o quanto corrompida estão as ações atuais.  O discurso nas mídias e redes sociais, elevam a temperatura, mostram um desgoverno, e seu afastamento de parcela da sociedade, nordestinos, pobres, negros, índios, e outros, além de compromissos plenos com elites e grupos corporativistas, detentores do poder, não se sabe por quanto tempo, já que segue a transferência de poder e dinheiro aos interesses estrangeiros, vide transferências de controle da Embraer para americanos, ou exploração do pré-Sal, ou mesmo com a subtração de garantias trabalhistas decorrentes do esfacelamento do Ministério do Trabalho, e se agravam as condições econômicas e sociais, criando ambientes extremamente perigosos por culpa do governo atual.