quinta-feira, 18 de julho de 2019

Tudo na mesma, impunidade, impunidade...

O título desta matéria poderia se referir as recentes decisões em algumas esferas do judiciário, como STF e TRF4, e instituições públicas responsáveis por áreas afins, seja a PGR ou PF, pois fatos com certa aderência as afirmações no título, são bem presentes em algumas matérias recentes.


Em tempo de Vaza Jato, patrocinada pelos vazamentos do The Intercept, e outros veículos de imprensa, ainda que alguns aleguem as possíveis fragilidades das informações (especialmente quanto aos aspectos legais), não se pode ignorar a confirmação de vários trechos dos materiais divulgados até agora. Algo que já tem sido feito por veículos de alguma credibilidade, como Veja, Correio Braziliense, El País, e Folha UOL.




E a credibilidade do ex-juiz Sergio Moro, dos procuradores da Lava Jato e outros, com destaque para o procurador Deltan Dallagnol, estão em baixa e muito comprometidas, assim como ameaçam alguns, como nos supostos envolvimentos dos ministros do STF, Barroso, Fux e Fachin, já citados em mensagens divulgadas, em circunstâncias nada confortáveis, no mínimo, indicando posicionamentos que podem levar a "parcialidades", e posicionamentos impróprios. Também desconfortável é a posição do desembargador Pedro Gebran do TRF4, supostamente muito próximo ao Deltan, a ponto de supostamente antecipar indevidamente atos relacionados a processos da Lava Jato no TRF4. E mesmo da PF, no episódio do grampo na carceragem de Curitiba, que  no passado gerou atritos internos e exposição ruim da instituição.

Revista Veja trará novas denúncias do conluio entre Moro e procuradores da Lava Jato - Revista Forum 18.07

Vaza Jato: Moro combinou reunião com Deltan e PF para coordenar futuro da operação - Metro1 15.07 

Nas mensagens, supostos atos ilegais e conluio, leis desconsideradas e pactos nada republicanos em várias esferas, com objetivos pessoais, lucro, proteção de alguns personagens, e perseguição a outros como no caso Lula, é o que apontam os jornalistas e meios ligados a Vaza Jato, e a segmentos da sociedade. Algo, que segundo especialistas e juristas, já seria suficiente para sérias investigações sobre a conduta de Moro, Deltan, muitos outros citados, e quanto a validade de delações e condenações de alguns réus na Lava Jato.
Apesar de tudo, o que se vê, são demonstrações duvidosas, o que para muitos são sinais de corporativismo, autoproteção e mesmo de predominância do clima de acirramento e polarização social, que chegou  ao judiciário e conduz a injustiças e impunidade a outros. Sucessivamente alguns órgãos que poderiam investigar desmandos e supostos erros cometidos, parecem estar mais preocupados em proteger acusados de desvios e ilícitos na condução de processos, e em suas atribuições públicas.

Mas como dissemos o título tem outro propósito, dele vamos tratar a seguir.

Queima de arquivo? Pode ser! - Foco Brasil 29.06.2019


Em 29 de junho de 2016, portanto há mais de 3 (três) anos, aqui mesmo em nossa página, denunciamos e abordamos graves fatos que estão relacionados a investigações, também no âmbito da Lava Jato, e suas inúmeras fases e desdobramentos, que apontavam supostos ilícitos envolvendo políticos do PSB de Pernambuco e estruturas de apoio ao projeto do falecido ex-governador do estado, Eduardo Campos, e seus aliados, principalmente para, Geraldo Julio (Prefeito do Recife), Paulo Câmara (hoje governador),  e o atual senador do MDB (antes PSB), Fernando Bezerra Coelho, líder do governo no Senado.

Após trair Dilma e o PSB, Fernando Bezerra agora é líder de Bolsonaro - Brasil de Fato 11.03.2019

Empresa dona de avião de Eduardo Campos era pivô de caixa 2, dizem delatores da OAS - Folha UOL 27.02.2019

STF rejeita denúncia contra senador Fernando Bezerra Coelho na Lava Jato - Folha de São Paulo 11.12.2018

A bem da verdade, excetuando raras ações da justiça, lentas e tidas por pouco eficazes, em nada resultou de concreto para estes políticos citados em algumas das fases da Lava Jato, e hoje exercem seus cargos e suas atribuições de forma despreocupada, ainda que tenhamos que assegurar direitos, estes parecem não ter sido importantes para os procuradores, e não despertaram ações mais incisivas ou fortes, aparentemente.
 
As acusações ao atual senador Fernando Bezerra, são as mais fortes, mas não o suficiente para uma punição, ao menos é o que se pode deduzir, a exemplo dos processos conduzidos contra ilustres "impunes", como os políticos do PSDB, Aécio Neves, José Serra e Fernando Henrique, com inquéritos arquivados, geralmente.  Algo que depõem contra a Operação Lava Jato e o judiciário como um todo.

Polícia conclui que empresário alvo da Operação Turbulência se suicidou - Agência Brasil EBC - 30.08.2016

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Imagem reproduzida do sítio da Veja - Abril (empresário Paulo Cesar).

Chefia da Polícia é acusada de 'atrapalhar' perícia no local onde Paulo César Morato foi morto - R7 27.06.2019

Operação Turbulência: empresário foragido é encontrado morto em motel - Veja 22.06.2016


Mas retomamos a abordagem pelo fato de haver muitas dúvidas sobre os personagens do suposto esquema, no caso também da compra do avião, cuja a propriedade chegou a ser atribuída ao falecido governador, e que no meio da confusão e denúncias, houve até morte suspeita de um dos envolvidos (o empresário Paulo Cesar, encontrado em um motel em Olinda,), fato que acompanhamos e divulgamos, junto a outros que ainda são nebulosos, mesmo após as apurações oficiais.   Veja também a matéria abaixo, de 2014.


Um dos supostos envolvidos no caso do avião que caiu Eduardo Campos foi réu em ação no TJPE - Foco Brasil 01.10.2014

Imagem reproduzida do Google Imagens


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Homenagem a Paulo Henrique Amorim

Um reconhecimento a um homem de valor, um profissional digno

Paulo Henrique Amorim, o PHA do ConversaAfiada, um homem de muitas qualidades, um jornalista digno e capaz de honrar seu compromisso com a sua classe profisional, nossa sociedade e um Brasil, que nós juntos, sonhamos ser mais justo e capaz de acolher e cuidar de todo cidadão, com respeito, atenção, liberdade e sincera preocupação social, num processo de edificação de uma Nação democrática, para qual esse grande homem contribuiu.  Partiu abruptamente no último dia 10, vitimado por um infarto fulminante, e nos deixa num momento delicado de nosso país, onde muitas são as ameaças e as forças que agem para destruir os valores que nortearam as atitudes de PHA, e outros que trabalham por dias melhores para os brasileiros menos favorecidos.

O humor, a inteligência, a força e a capacidade de criar e informar do PHA, farão muita falta aos seus amigos, a nós e ao povo. E os que não permitiram que um dos nossos maiores jornalistas, tivesse dias menos tensos, em sua tarefa diária de informar e defender nosso povo, saibam, sua determinação e lições de vida, não vão perecer com sua partida, e muitos prosseguiram com seus ideais e propósitos.

Com tristeza prestamos uma sincera homenagem a PHA, e nossas condolências a seus familiares, sabendo que é uma grande perda para todos, para nossa luta pela democracia, e para o Brasil. Mas reafirmamos nosso compromisso com todos que como ele, sonham, e nutrem esperanças sinceras pelo bem dos brasileiros, e fazem de sua vida, como o Professor o fez, um instrumento da verdade e pela informação.

Deus acolha nosso PHA!  Jesus esteja com todos que sofrem sua ausência.


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PHA - Google Imagem


quarta-feira, 19 de junho de 2019

O Brasil, não é um país sério!

Diante dos acontecimentos dos últimos anos, não há outra coisa a dizer: não somos uma nação séria!

Para garantir a ascensão de uma direita desprovida de apoio popular, as instituições brasileiras, permeadas por pessoas sem escrúpulos, forjaram uma série de mentiras, armações, e estratégias corrompidas, para jogar nosso povo em condições lastimáveis, culpar os governos progressistas e entidades de ação em defesa da justiça social e do povo humilde.

Especialistas analisam consequências jurídicas das mensagens entre Moro e Dallagnol - RBA 19.06.2019

Tacla Duran revela pagamento a “sócio de Rosângela Moro” para “não ser preso na Lava Jato” - GGN 18.06.2019 

Criaram e manipularam denúncias, livrando os políticos de direita, conservadora e/ou reacionária, extremistas e outros associados sem bandeiras claras, ou sem outra ideologia além da ganância e lucros. Condenando sem provas ou sustentações legais, em farsas e processos injustos e mentirosos, seus desafetos e personagens políticos, representantes legítimos do povo, como Lula, Dilma e outros, para criar um vácuo de representatividade, para mudança de poder, para ser preenchido por personagens controversos de direita, e tão ou mais duvidosos em condutas, e acusados de crimes e ilicitudes mais graves do que as atribuídas a Lula e seus apoiadores, ou os movimentos sociais e segmentos, hoje criminalizados e perseguidos.

Gilmar: não pode combater organizações criminosas tornando-se uma - Brasil247 19.06.2019 
Durante todo o processo de Golpe contra Dilma, os antecedentes, as manobras de Eduardo Cunha e uma corja a seu lado, sua queda e a subida ao poder por Temer e o quadrilhão (como noticiou fartamente a mídia), sem esquecer dos papéis deploráveis de outros à frente de algumas das mais importantes instituições do país, e que tiveram papel muito grave e vergonhoso, principalmente na perseguição a Lula e sua família, e que mesmo após denúncias contra excessos e atos criminosos, atribuídos a membros da justiça, parciais e manipuladores como relatam muitos, a exemplo da Lava Jato, MPF, Moro, e outros, de fora e dentro do sistemas político, do poder e do judiciário, como denunciaram e afirmam o Lula, o Tacla Duran, e mesmo outros como bem disseram alguns membros do STF, Gilmar Mendes (com duras acusações contra os garotos de Curitiba), ou em situações como as dos grampos a Dilma, divulgados por Moro, e condenados pelo falecido ministro Teori, com desculpas esfarrapadas dos envolvidos, e sem maiores consequências, e que até hoje estão impunes, quanto a esta e as demais ilicitudes que se seguiram, como as violações dos direitos dos advogados de Lula.


Todas as denúncias e os atos públicos, conhecidos, duvidosos, ou claramente condenados por juristas e especialistas, que envolvem processos e delações premiadas questionáveis (pelos prêmios e circunstâncias atípicas, no mínimo), o envolvimento em "shows midiáticos" de autoridades e parte das mídias, a proteção e "cumplicidade" com outros políticos como Aécio, FHC, o próprio Temer, até a consumação de ataques contra a democracia e que conduziram Bolsonaro ao poder, como há informações de vários meios de comunicação a este respeito, e que dão contas, que este consórcio político, jurídico, militar e empresarial, com estrutura e apoio inclusive internacional (especialmente dos EUA), impediram a candidatura de Lula, e a sua eleição, assim como de um projeto progressista com Haddad, o PT e as esquerdas, deixando expostos, o povo humilde e segmentos da sociedade, e submetidos a perdas de direitos e a miséria e desemprego, assim como ao desmonte dos serviços públicos, e a entrega de riquezas, a grupos internacionais e bancos, em processos polêmicos.
Os guardiães da Constituição, os homens públicos, tem ignorado sistematicamente, tudo que pode parar ou comprometer o projeto em curso, e que tem causados grande problemas sociais, mas que ainda não provocou reações mais consistentes da sociedade, capaz de uma profunda transformação em breve, mesmo com a descoberta dos financiamentos irregulares desta estrutura política e de poder, que imobiliza e engana muitos com mídias pagas, com fake news, com medo e perseguição, como nas ações milicianas, e que estão mais evidentes e sem nenhum pudor em agir.

Segundo ato por ensino continua capilarizado por cidades do país - El País 31.05.2019

Ainda que parte significativa da sociedade, reaja com campanhas de defesa de seus direitos, com ações e manifestações contra abusos, como contigenciamento de recursos da educação, ou a Reforma Previdenciária, e num passado recente, pela democracia e contra crimes, como o assassinato de Marielle Franco no Rio (um crime político ligado a direita, a milicianos, e supostamente a filhos de Bolsonaro ou ao esquema de laranjas e disputas políticas recentes). Tudo isso, apesar de criar alguma dificuldade para a direita, para os golpistas, e ao governo e políticos no poder central, é limitada, e ainda não foi suficiente para causar uma mudança nos desmandos do país, dando provas de que o Brasil está distante da justiça, da verdade e da paz.

Dallagnol passa vergonha em público e é criticado por má conduta - Brasil247 17.06.2019 
Tantas denúncias de ilícitos e crimes que cercam a presidência, membros do judiciário, e outras instituições, TRF4, STJ, STF, MPF, PGR, também ministros como os que são denunciados, ou mesmo o Sergio Moro, questionado por ter sido "político", ter influído indevidamente no processo eleitoral, e como dizem alguns, beneficiado a campanha de Bolsonaro, e mesmo assim aceitando o Ministério da Justiça, e que neste momento está sob sérias acusações de parcialidade e ingerência sobre a Lava Jato, com o propósito de prejudicar a defesa de Lula, segundo revelações do The Intercept, numa alegada relação "promíscua" com o procurador Deltan Dallagnol, e seus colegas da Lava Jato, no que tem sido rotulado de Vaza Jato, ainda assim, mesmo jogando luz, ou trazendo a verdade sobre fatos já apontados no passado, como suspeitos e ilegais, parece não ser tratado com adequada consideração pelas principais representações de nossas instituições, que se "fingem" de desentendidos, ou se apegam a legalismo técnico e formal, para desacreditar as informações vazadas, para muitos por comodidade ou possível "rabo preso", sem considerar a gravidade e importância das revelações, que mantém vínculos e reforçam percepção de distorções, que ocorreram por meio de membros da Lava Jato, conforme denúncias e fatos questionáveis já levantados antes, e que antes de se tomar postura de invalidar os vazamentos, faz-se necessário apurar e elucidar os eventos de agora, e os apontados há muitos meses, seriamente e imparcialmente, por uma questão moral e ética, para além das provas, denúncias ou mensagens, mesmo que não tenham sido obtidas dentro dos preceitos legais.
Num país sério, tudo que já ocorreu, e agora se repete ou tem sua obscuridade revelada e apontada publicamente, seria suficiente, para anular o processo fraudulento e parcial contra Lula, inclusive já denunciado há muito, e junto a ONU.  O que veio à tona, reforça a tese da defesa de Lula, de LAWFERE, perseguição de Moro da Lava Jato, e de um grande esquema corrompido e antidemocrático, que pois no poder, políticos suspeitos de ilícitos e um esquema que teria Bolsonaro como seu 'símbolo". Decididamente, o Brasil, não é um país sério!   Se fosse ministros, procuradores, estariam afastados e sendo investigados! Outros estariam também sobre suspeição, e nosso sistema político e eleitoral em processo de revisão.

Sérgio Moro depõe na CCJ do Senado
Sergio Moro - Imagem reproduzida do Brasil247

Ao invés de ocorrer correções e censuras públicas, de ocorrer mudanças nas estruturas e nos atos ruins, vemos os possíveis responsáveis surfando em seus esquemas, desacreditando provas e o The Intercpt, um instrumento de mídia respeitado no mundo, ou jornalistas igualmente respeitados, e agora atacados pelos denunciados e seus aliados do poder, instituições e mídias, igualmente suspeitos e envolvidos em ilícitos. Além de tudo isso, vemos uma outra variante igualmente perigosa dos sistema corrompido que está no poder, e que propõem o inimaginável, como o fez o presidente Bolsonaro, com supostas declarações em favor da liberação das armas (inclusive de fuzis e metralhadoras, com valores superiores a R$ 30 mil), para o uso da população, tendo como um dos argumentos, "ser necessário armar a população, para que ela não seja governada por golpistas, ou pessoas que não deseja", algo como instituir um sistema paralelo de referendo dos governos e governantes, não previsto nas nossas leis e na Constituição.

Seja para se prevenir contra um golpe, seja qual for o propósito por trás da cortina de fumaça criada pelo governo a pretexto de armar parte da sociedade, nos parece ser algo impensável e parte de um projeto de permanência no poder, à margem da Lei e com viés tirânico, ilegal e criminoso, pois fica claro que os pobres e a maior parcela da sociedade não teriam acesso a estas (pelos custos, condições miseráveis, etc), e por não terem vocação para bandoleiros, autoritários ou milicianos, personagens que seriam os reais beneficiados, por um processo e situação condenável, como a instituição do bang bang pelo governo.

Dias perigosos e sombrios se aproximam, num país em franca decadência, e muito pouco sério! Triste!

segunda-feira, 10 de junho de 2019

A verdade veio à tona, Dallagnol e Moro, conversas proibidas

Reprodução
Dallagnol e Moro, conversas proibidas -  Imagem reproduzida do Brasil 247

Com tantos episódios de claras injustiças postos a público, especialmente nos últimos anos, até o momento não há indícios de que algo positivo e forte o suficiente para que transformações necessárias ocorram a curto prazo (na vigência do governo Bolsonaro, precisamente), no sistema judiciário e nas instituições que deveriam cuidar das pessoas, do bem estar social e da Justiça.  E que sejam capazes de mudar a "certeza" que uma parcela da sociedade já tem: "de que o nosso judiciário é parcial e suas sentenças pesam contra as camada mais baixas, ou contra os desafetos dos poderosos de plantão, num jogo de poder e manipulação que se sucede em ciclos". Ainda que a dita certeza, não seja sempre sustentada inteiramente em verdades, e sofra distorções também por limitações de parte dos que são submetidos com mais intensidade aos "exageros" da justiça, até como uma forma natural de reação, a um poder que se torna opressor e distante do povo.

Um país de fraudes - Foco BRASIL 22.12.2018 


Para além disso há interesses não apenas corporativos internos as instituições, que se transformam em castas e não aceitam questionamentos, muito menos oriundos de forças populares e camadas "inferiores". Pois há toda uma estrutura de poder formadas por elites que se beneficiam das injustiças, e se organizam em forças reacionárias e conservadoras, em grupos empresariais (de todos segmentos) e financeiros, que usam o poder para fazer pender a "balança da justiça", quando não o fazem com intimidações e certa dose de força, sejam oriundas de membros de corporações que deveriam servir a justiça e o Estado, ou de poderes paralelos que crescem com intensidade assustadora, a sombra das injustiças (como os grupos milicianos).



Estruturas que encontram eco e viés ideológicos em meio a sociedade, bombardeada e contaminada, com mentiras, distorções e verdadeiras campanhas midiáticas (profissionais, digitais ou não) de desinformação, fomento do extremismo e desvirtuamento de valores, ideias de sociedade, e papéis das instituições, etc. E não nos referimos apenas as fakenews da campanha eleitoral (com ataques a democracia e violência), ou os orquestrados atos difamatórios contra o ex-presidente Lula, como forma de destruir resistências e reputação, que impediam sua derrocada, e foram patrocinada por jornais e tv's, e mídias em geral, ou também  nas manipulações que resultaram em manifestações de grupos, que fortaleceram manobras pró golpe contra a presidente Dilma, resultando nas ascensão de Temer e um velho modo de governar, com fisiologismo e esquemas, até a criação de um ambiente propício aos grupos que sustentaram a ascensão de Bolsonaro.


Não é sem propósito que segmentos das mídias nacionais, ignorem a total inadequação do pacto proposto por Bolsonaro, a Câmara (com Rodrigo Maia) e ao STF (com Dias Toffoli), uma ameaça ao papel institucional e a princípio de independência entre poderes, que se tornariam meras estruturas auxiliares.



Diga-se de passagem, que há muito diz-se que o protagonismo político de alguns ministros do STF, já os afastaram dos seu atributos de cuidar dos direitos constitucionais, e balizar nossa democracia com justiça, e com o pacto que se firmaria neste dia 10.06, os desvios de atribuições funcionais ficam mais claros, e levantam suspeitas ainda mais fortes, sobre até onde os ministros da corte, estão se deixando conduzir em suas decisões sobre perspectivas ideológicas e políticas, especificamente quanto a decisões polêmicas, na venda das estatais, ou como nos julgamentos a mercê da opinião de instrumentos midiáticos, no caso da prisão de réus processados, que já tenham decisão condenatória em 2ª instância. Para não falar de muitas outras polêmicas envolvendo o STF, e que são alvos de questionamentos plausíveis por renomados juristas, especialistas, e da própria sociedade.






Hoje, diante de todas as denúncias agora fartamente referendadas com a reportagem do sítio The Intercept, que dão contas de que o atual ministro da justiça Sérgio Moro (e então juiz federal, que julgou e condenou o ex-presidente Lula, alegadamente sem provas), teria conjuntamente com o procurador Deltan Dallagnol antes da apresentação da denúncia contra Lula, no processo do triplex, que posteriormente seria julgada por Moro, combinando aspectos da dita denúncia e detalhes da peça acusatória (forçando artificialmente a um percepção de que o triplex seria fruto de corrupção, e de propriedade do ex-presidente), tornando o processo viciado, onde o julgador é parcial e personagem ativo na elaboração e condução da denúncia, contrariando nossas Leis, e confirmando as diversas afirmações já feitas anteriormente, de que Moro não poderia julgar Lula, por ter interesses direto e agir parcialmente no processo, como vem dizendo a defesa de Lula e outros que levantam suspeitas de ilicitudes também por membros da Lava Jato, além do próprio procurador Deltan, agora no centro dos vazamentos de diálogos com Moro e membros de sua equipe, em posturas muito suspeitas e impróprias para membros do MPF.




Lembremos que nessa odisseia até a condenação e prisão de Lula, há muitos questionamentos válidos, e que são tidos como ataques as garantias e direitos legais de todo cidadão, inconstitucionalidades e ilícitos, que outros juízos, instâncias (como TRF4, STJ, STF) ignoraram ou não apuraram adequadamente, ou mesmo não julgaram segundo os critérios constitucionais. Dentre os quais: alterações ou fraudes em provas e documentos usados no processo; vazamentos seletivos de informações e grampos ilegais com divulgação para fins políticos (no caso de Dilma e Lula); coerção coercitiva ilegal e com fins políticos e midiáticos; intimidação de testemunhas e uso de delações em esquemas milionários; processos sem provas materiais e apenas baseados em declarações de delatores (muito bem premiados, e imunizados de penas); uma suposta relação promíscua entre instrumentos de mídias e membros da Lava Jato; abuso de autoridade e desvios de funções e atribuições, mesmo como juiz não natural do processo; vigilância ilegal de advogados e escritórios e com fins de prejudicar a defesa de réus; e muita outras arbitrariedades, algumas não analisadas por conselhos responsáveis e superiores dos envolvidos, numa aparente omissão e cumplicidade, ou intimidação.




Agora a verdade de que falava Papa Francisco, e o Lawfare que foi denunciado a ONU se torna mais concreto após o vazamento das conversas de Moro e Dallagnol, e há muito por vir, e o que menos importa é como o The Intercept recebeu o material vazado, mas parece que parte do poder estabelecido, dos grupos reacionários, já acionam seus apoiadores na TV e jornais, e outras mídias, para tentar desacreditar as conversas vazadas, não questionando a veracidade, nem desmentindo as relações duvidosas e com muitas suspeitas sobre o super juiz, feito herói artificialmente, para enganar muitos e colaborar com o esquema eleitoral que possibilitou a impugnação de Lula, e a eleição manipulada e repleta de mentiras e robôs de internet e redes sociais, que envolvem agências internacionais e empresas de tecnologia, e parecem ser estas as verdadeiras e "consistentes" bases de apoio do Bolsonaro e seus extremistas.





Dizer que é criminosa a violação de telefones, ou que vazamentos atingem pessoas de forma irresponsável, ou que o conteúdo das  conversas é algo normal e sem razão para alardes, sensacionalismos. É no mínimo ridículo e contraditório, pois hoje recebem uma dose de seu próprio veneno, pois foram os membros da Lava Jato e Moro, ativos usuários de técnicas que hoje condenam, e agora tentam esconder o tamanho do que está sendo visto como, graves desvios de condutas previstos em Lei, e os quais servidores públicos deveriam evitar e não estar relacionados em suas atividades institucionais.  Fingir não haver erros, é dissimulação!




No seu projeto de poder, segundo palavras de Gilmar Mendes, os procuradores de Curitiba (Lava Jato), criaram situações inusitadas e constrangedoras ao judiciário, partindo do princípio de que os fins justificam os meios (ilegalidades para combater o crime), como os fundos oriundos das indenizações por empresas investigadas na operação, ou supostos esquemas de beneficiamento de escritórios de advocacias do Paraná, de amigos ou pessoas de ligadas a Moro, dentre outros problemas apontados por muitos. Não surpreende que agora recaia sobre todos, o peso dos seus desvios e injustiças sistematicamente realizadas.

Chegou a hora de trazer a verdade à tona, e passar o caso Lula e o Brasil a limpo, pondo luz sobre os excessos e erros da Lava Jato!


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Imagem reproduzida do sítio Conversaafiada

domingo, 19 de maio de 2019

Um desgoverno com muita coisa errada

  

A começar por suas recentes supostas análises sobre as dificuldades de governar, o presidente Bolsonaro está cercado por polêmicas, e uma enorme falta de zelo ao cargo que ocupa e suas atribuições, a considerar as situações impróprias ao governante e representante do Brasil, como o episódio do golden shower no carnaval, em 06 de março passado.


Mas de fato, a suposta carta de desabafo circulada nas redes, na verdade parece ser mais uma estratégia de quem sempre tem apostado em conflitos e na beligerância, e tenta impor uma agenda inaceitável e intragável, dados os problemas e desgoverno vigentes a cerca de 5 meses, onde nada de significativamente positivo surgiu no Brasil pós Bolsonaro, em consequência direta de seus atos de governos, se assim podemos chamar o conjunto de medidas controversas e contraproducentes que foram implementadas (ou  tentaram implementar),  por ele e seus ministros de estado.




BRASIL COMEÇA A MUDAR.jpg
Imagem reproduzida do sítio ConversaAfiada


As suspeitas de que a carta, seria uma jogada populista para tentar desviar o foco, do atoleiro em que se enfia o mandatário e seus assessores e ministros, diante de grandes dificuldades de relacionamento com outras instituições e o Congresso, com ações e declarações pouco amistosas e desrespeitosas, que não facilitam a tramitação de projetos e políticas, que em si já são grandes problemas, e são permeadas por ideologias e posições extremistas, difíceis de aceitar e implantar.  São cada vez mais plausíveis tais suspeitas, e evidentes, demonstram um amadorismo e uma despreparo completo, para atos de governo e efetiva liderança dos brasileiros.




Sem falar que o clamor por apoios cegos, feito pelos palacianos, para um governo que segue sem estratégia para pautas possíveis de execução, e sem planejamento adequado e participativo pela sociedade, não esquecendo das acusações de desvios e ilícitos que já atingem Bolsonora, seus filhos e familiares, ministros e assessores de sua administração, e que mediante toda as necessidades do povo e a crise instalada (que só pioram o quadro para o Brasil), por conta de um governo que não facilita com suas disputas e confusões internas (públicas), como as que envolvem militares e o guru Olavo de Carvalho, e todos os outros distúrbios e confusões fomentada por declarações e gestos violentos oriundos dos membros do governo, como parte de um modo duvidoso de governar, semeando o caos, que resulta neste suposto desgoverno. Certamente resultaram em mais conflitos indesejáveis, e que só serviriam a princípio, para esconder as falhas e suspeitas exibidas nas mídias, e que hoje ameaçam realmente o governo, mesmo com a percepção de pouca confiança e despreparo político e administrativo, para além das denúncias, da estagnação visível na economia, e do agravamento das condições sociais e da crise atual.


Imagem reproduzida do BlogdaCidadania
É preciso perceber e denunciar tal estratégia, que impõem mais problemas ao país, não apenas pela tentativa de desqualificar o Congresso, o STF, e atingir princípios constitucionais negativamente, pela força e com ameaças, mas também por agravar a divisão da sociedade, e mesmo tentar impor como dissemos uma agenda extremista, rejeitada pela maioria da população, e cujo as proposições e resultados estão sendo alvo de protestos como o do último dia 15.05, com mais de 2,2 milhões protestando nas ruas, especialmente contra os cortes na educação e contra a reforma da previdência, em centenas de municípios e em todas as capitais brasileiras, de forma muito intensa, mas menosprezada pelo presidente e seus ministros.





Os erros deste governo estão evidentes, a sociedade já vê a ineficácia de suas ações, a intransigência e doentia postura de dar um viés ideológico a tudo, e tratar de aspectos superficiais e não do que é importante para o povo, além de sua postura pró interesses dos EUA, Israel, etc. e de uns poucos também privilegiados em nosso país, o que gera todo desencanto e legítima reação do povo, dos trabalhadores sem emprego (cada vez mais numerosos), ou dos que se sentem ameaçados com os desmandos do governo, e sabem que, com encenações ele não vai resolver os problemas, nem muito menos, ao apostar no conflito interno e mentiras, assim não vai conseguir as condições de governo, que alega não ter.








E olha que tem muito mais, é só uma canja, a resumida relação de erros e problemas deste governo.

sábado, 16 de março de 2019

Na raíz do problema


Alguns fatos estão chamando muita atenção no Brasil, alguns também fora de nossas fronteiras. E no centro das questões há muita violência, e manifestações de disputas de poder, ou crimes e desvios, e outros aspectos relacionados a abusos de poder, sobre perspectivas e sutilezas que fazem parecer diferentes, e eles são, mas com uma série de pontos que correspondem a uma essência em comum.

Nos referimos a fatos noticiados recentemente, alguns já ocorrem há algum tempo, situações difíceis e que envolvem sofrimentos e injustiças, ou atingem direta ou indiretamente muitas e muitas pessoas, intensamente. Como nos noticiários sobre:

- A criação de um fundo de 2,5 bilhões com multa a Petrobrás, e ingerência do MPF;
- A tentativa de intervenção na Venezuela,  inclusive com participação brasileira;
- As indefinições na apuração do assassinato de Marielle e Anderson no Rio de Janeiro;
- A tragédia de Suzano, e a violência  nas escolas brasileiras;


Petrobrás, Lava Jato e o fundo de R$ 2,5 bilhões
Mais um episódio nebuloso à cargo da Lava Jato, para além das supostas denúncias pelo MPF, com destaque para ação do procurador Deltan Dallagnol, e as condenações sem provas no âmbito da operação e na 13ª Vara da Justiça Federal, onde atuou o juiz  Sérgio Moro, não apenas a do ex-presidente Lula, mas de outros investigados, e com denúncias de excessos, abusos, ilegalidades acordos internacionais e colaborações (sem autorizações necessárias), conduções coercitivas, métodos condenáveis de obtenção de delações premiadas, vazamentos de informações sigilosas, e supostos esquemas milionários de favorecimento de escritórios de advocacias envolvidos nas delações premiadas, e na reduções de penas dos delatores, ou pela parcialidade e prováveis interesses políticos nas condenações, algumas baseadas apenas na palavra de um delator extremamente beneficiado (inclusive com recursos financeiros desbloqueados) e em convicções dos juízes responsáveis, que vez ou outra são acusados de extrapolarem suas atribuições, e a margem da Lei assumirem papéis de denunciantes, e outros que não lhes cabiam, etc.

Em entrevista, Gilmar acusa Lava Jato e “milícias institucionais” - GGN 21.02.2019

Um país de fraudes - Foco Brasil 22.12.2018

Gilmar Mendes acusa Sérgio Moro de interferir na eleição presidencial - Blog da Cidadania 02.10.2018

Sustentando farsas - Foco Brasil 05.03.2018

A tacada da diretoria da Petrobras com os fundos-abutres norte-americanos, por Luis Nassif - GGN 03.01.2018 

A criação de um fundo de 2,5 bilhões, com uso indireto (ou direto), por membros da Lava Jato e do MPF em Curitiba PR, provenientes de uma multa aplicada sobre a Petrobrás nos EUA, e em um acordo cercado de críticas (quanto os termos e legalidade, e participação da Lava Jato) em colaboração internacional, supostamente lesivas aos interesses da empresa e também nacionais, com denúncias de transferências de informações estratégicas das operações e administração da Petrobrás, também de favorecimento de investidores, especuladores, e chamados "Fundos Abutres" americanos, que foram indenizados em processos movidos contra a Petrobrás nos EUA à partir das informações da Lava Jato, com acordos ou pagamentos muito superiores ao esperado, e que trouxeram pesados ônus a empresa brasileira.
A questão central, a criação e uso de um fundo desta proporção, além da falta de competência do MPF para tal propósito, bem como da indevida homologação pela juíza Gabriela Hardt, substituta do juiz Moro, são violências contra a independência entre os poderes, como acusam juristas, e ratifica o STF ao salientar em recente decisão do ministro Alexandre Moraes, que bloqueou os recursos e acesso ao dinheiro, ao lembrar que é responsabilidade do Congresso, ao atender denúncia da PGR, numa das muitas ações movidas por outros tantos que suspeitam das intenções, e são convictos da ilegalidade dos atos relacionados a criação do tal fundo. Além disso chama a atenção, alguns aspectos, similares aos denunciados por Tecla Duran, quanto ao caso das milionárias negociações e acordos de delações, no âmbito de Curitiba, onde alega existir esquemas ilegais e criminosos, de relaxamento de prisões, penas e mais benefícios aos delatores que fossem representados por advogados e escritórios ligados a amigo de Sérgio Moro. A Lava Jato seria assim, um instrumento de poder e de uso político ilegal, segundo afirmações de muitos que questionam o fundo, como ato ilícito e abusivo.


Um fato peculiar é a existência de informações e documentos que apontam: que o procurador Deltan, andou  estudando alternativas financeiras de investimentos junto a CEF, supostamente como detentor de bilhões de reais, e agiu como se os recursos fossem uma espécie de orçamento exclusivo, dele e da Lava Jato, "um orçamento de estado", que fez com que políticos, partidos, juristas, meios de comunicação, falassem em orçamento de um Estado Paralelo, e o ministro Gilmar Mendes do STF, que já havia denunciado a Lava Jato por excessos e supostos crimes no caso denunciado por Tecla Duran, chamasse de "cretinos" os procuradores envolvidos na criação do fundo, e afirmasse que esses queriam "criar um fundo eleitoral, e sabe-se lá, como e para que iriam usar o dinheiro", também, que era algo claro, "uma ação que visa disputa de poder", palavras duras, mas que podem não ser exageradas, diante dos fatos.

Supremo reage a ataques e vai investigar Dallagnol - R7 14.03.2019 
Há muito o que investigar sobre a Lava Jato, não apenas o fundo, e condenações que são copiadas e coladas, ou interferências nas decisões de esferas superiores, ou em resultados eleitorais, mas também, outros atos e fatos que trazem muito prejuízo a sociedade brasileira e interesses nacionais.

Mais que isso, é inaceitável a interferência americana na nossa política, no nosso judiciário, seja por meio da Lava Jato e seus procuradores, ou não, seja nas nossas empresas como a Petrobrás, até por meio de espionagem e ações criminosas já ocorridas e denunciadas anteriormente.


A intervenção na Venezuela, o apagão, e a participação do Brasil
Com as transformações na América do Sul, decorrentes da ascensão de projetos de extrema direita, algo que vimos ocorrer de forma significativa também na Europa, e nos EUA (a ascensão de um projeto conservador e polêmico com Trump), que agora patrocina intensamente as mudanças e intervenções, mesmo aqui no Brasil, de forma mais "discreta", contra a existência de outros projetos de sociedade, que não sejam amparados nos princípios do  neo-liberalismo, do capitalismo extremo, e em sociedades muito desiguais, parecem ser indesejados e necessitam por isso, ser eliminados, sejam na Venezuela, Cuba, Bolívia, ou outra parte do mundo.

Rússia quer impedir intervenção na Venezuela - Carta Capital 03.03.2019 
Na verdade, há intensa disputa de poder no âmbito internacional, por um mundo plural, ou sob o controle de uma grande e única potência. Brasil e Venezuela estão como peças deste jogo de poder, por vezes violentos.  Os EUA não estão disposto a abrir mão de sua hegemonia, e dividi-la com China e Rússia, e para controlar e influenciar destinos globais, vale estimular e fazer guerras, intervenções políticas e militares, conflitos e revoltas internas, apoiar grupos ilegais e terroristas, impor sanções e bloqueios econômicos e financeiros, conduzir manipulação social e das comunicações e informações. Para isso não basta acordos e alianças, ou dispor de arsenais e exércitos poderosos, é preciso criar mercados dóceis como Estados e países subjugados, disposto a adquirir consumir e servir em tudo que interessa as elites, especuladores e o poder das potências, apoiadas por parcelas internas das sociedades exploradas (a título de privilégios).  E para manter o poder e a força de intervenção, é necessário aos projetos hegemônicos, controlar riquezas dos povos alvos de sua ganancia, isso quer dizer: por a mão em reservas internacionais, reservas de exploração de recursos naturais (ouro, petróleo, gás, diamantes, etc), manipular e controlar o sistema financeiro, o sistema político e judiciário (com seus fantoches), os sistemas energéticos e de comunicação, e mesmo parcela da sociedade (por meio de mentiras e desinformações, ou medo).

Há uma divisão profunda na Venezuela, que precisa ser resolvida por meio de processos internos e pela democracia, pelo povo, e com as instituições locais, que podem receber ajuda internacional de organismo como a ONU, mas sem intervenções e respeitando a autodeterminação do povo e da nação.  Mas países como EUA, Colômbia e mesmo Brasil sob o governo Bolsonaro, por seus próprios interesses, interferem nos rumos da Venezuela, e prejudicam muito  a sociedade venezuelana, piorando a crise interna e a vida da população. Dores, mortes, violências, mentiras, sabotagens, chantagens, são instrumentos do poder impostos por interesses externos. Hoje, a Venezuela sofre efeitos de erros de um governo que desafiou  os interesses de uma super potência, e confiou nos recursos do petróleo para suprir a sociedade, petróleo que é alvo da ganancia de quem deseja influir no mundo, controlando as necessidades de povos e nações. De forma semelhante também sofre o Brasil, que entrega suas riquezas aos estrangeiros, e tem um governo subordinado aos interesses dos EUA, e dos poderosos que estão a sua volta.

Incêndio em caminhão com ajuda humanitária na Venezuela foi causado por opositores - Brasil de Fato 12.03.2019

Vídeo do NYT prova que tropas venezuelanas não tiveram responsabilidade alguma sobre o incidente / Foto: Reprodução/Twitter


A suposta ajuda humanitária que resultou em queima de alimentos na ponte fronteiriça, e mais conflitos internos capitaneados por Guiadó, (autoproclamado presidente, e acusado de traição na Venezuela), uma farsa que envolve Colômbia e EUA, e que gerou por parte dos americanos, a ratificação de promessas de intervenções, onde todas as opções estão sobre a mesa.  É neste contexto que uma guerra eletrônica, ou energética, a qual se refere Maduro, tem sido ratificada por especialistas internacionais e por nações como a Rússia, e que envolve o recente episódio de paralisação da usina de Guri, num apagão no fornecimento de energia ao país, e que gerou mortes e paralisação da economia, e das atividades diárias dos cidadão, por quase uma semana, e que pode ser fruto de ataques, sabotagens, em uma guerra híbrida para alimentar uma revolta social na Venezuela, ou uma guerra civil, que force a mudança no poder, e ponha políticos submissos e capazes de atender os interesses dos que patrocinam a intervenção, que tende a arrastar o Brasil para o centro de uma crise internacional grave, e indesejada para nossa sociedade.

Sanções e bloqueios também levam dores, miséria e mortes e provocam revolta e sofrimento ao povo venezuelano.

Sanções dos EUA contra a Venezuela causaram perda de 3 milhões de empregos em 5 anos - Brasil de Fato 18.02.2019


Neste contexto, o povo da Venezuela e nós brasileiros, somos alvos de mentiras e manipulações, que trazem riscos e ameaças sérias, e não apenas por erros e desmandos de governos, mas por intervenções ilegais e externas, e por poder e manutenção de políticas de subordinação e dominação mundial, que não podemos aceitar.



Há um ano, a vereadora carioca e seu motorista foram brutalmente assassinados, num ato repleto de situações complexas e recheadas de relações políticas, relacionadas a denúncias de violências, desvios do Estado, milícias, perseguições sociais e discriminações, que Mariella teve coragem de enfrentar e denunciar.

Caso Marielle: 'Ninguém bota a cara como minha filha fez', diz mãe de vereadora, um ano após assassinato - BBC 14.03.2019 

A questão central é o poder nas mãos de grupos políticos, econômicos e de milicianos, que impõem medo e violências para criar um Estado paralelo, onde milicianos apoiam e financiam políticos, e estes os protegem, ou atuam em favor de criminosos e seus esquemas e interesses. Mas que envolvem pessoas de prestígio, e com muitas suspeitas não só no caso Marielle, em muitos casos graves, e que pelo impacto político e social, e pelos indícios e provas, os arrastam também com sérias suspeitas de envolvimentos, como parte ou mandantes dos crimes, e os associam com as pessoas que mataram Marielle e Anderson, atingindo mesmo, membros da família Bolsonaro por seus "vínculos" com milicianos do Rio de Janeiro, e alguns fatos estranhos relacionados com os mesmos

Coaf identifica depósito de 100 mil para suspeito de matar Marielle - Carta Capital 15.03.2019

Polícia diz que dono de casa com fuzis de caso Marielle é laranja de réu - Folha UOL 15.03.2019

Foram presos pela polícia do Rio, pessoas que são ex-militares, e estão envolvidos com milícias, e são acusados com provas robustas, de terem assassinado a Anderson e Marielle, após longa e difícil investigação, com suspeitas de ação de grupos com intuito de atrapalharem as investigações. Os tais milicianos, ainda tinham 117 fuzis desmontados e guardados num endereço de outro ex-policial. Um dos policiais era vizinho presidente Bolsonaro, e fotos de diferentes momentos, o ligam aos Bolsonaro, além do fato do filho mais novo de Bolsonaro ter namorado a filha de um dos policiais acusado.  Coincidências?


Imagem reproduzida do Brasil247

A postura do clã Bolsonaro no caso Marielle - Carta Capital 14.03.2019

Delegado que solucionou morte de Marielle e citou Bolsonaro será afastado - Brasil247 13.03.2019

Caso Marielle, uma investigação radioativa para os Bolsonaro - El País 13.03.2019

Filha de suspeito preso no caso Marielle teria namorado filho de Bolsonaro - Exame 13.03.2019

Quais são as "coincidências" entre a família Bolsonaro, milícias cariocas e Marielle? - Yahoo 13.03.2019

Jungmann: envolvimento de poderosos na morte de Marielle é certeza - EBC 23.11.2018

Coincidências podem até ocorrerem, para além disto há muitos fatos e suspeitas a serem investigadas, como as relações promíscuas com assessores acusados de serem laranjas, depósitos suspeitos em contas de membros da família de Bolsonaro, ou de suspeitos de crimes, ou a existência de pessoas ligadas a milicianos como assessores parlamentares, ou ainda, as ideias e pensamentos de extrema direita, discriminatórios e violentos, de apologia a crimes seletivos e atitudes criminosas de milicianos e outros afins, com perfis racistas, homofóbicos, e segregacionistas e violentos, amplamente defendidos e multiplicados até mesmo em campanha política eleitoral, e nas redes sociais. No cerne de tudo estão disputas pelo poder, violências, crimes e desvios.

Há uma pergunta que precisa de resposta urgente: quem mandou matar Marielle e Anderson?


A tragédia de Suzano


O massacre que a TV não mostrou em Suzano - Jornalistas Livres

'Hoje é dia de vocês morrerem', gritava atirador na escola de Suzano - Correio Braziliense 15.03.2019

Foto reproduzida: Jornalistas Livres



Uma tragédia absurda, misto de insanidade e deformações de caráter, fruto dos nossos tempos e de contradições das nossas sociedades, doentes, profunda e intensamente doentes, que dão margem ao surgimento de extremistas, preconceituosos, cultuadores da violência e das armas, e prontos para serem estrelas, heróis ao avesso, e que subexistem ou se deformam (formam) em grupos ou hordas marginais, em "cultos" ou "culturas ocultas", que nas sombras atuam e se fortalecem, principalmente em áreas restritas das redes de computadores, e sociais eletrônicas, que se multiplicam e emergem desta área suja e pantanosa, com a ascensão de discursos políticas, e práticas extremistas, desrespeitosas e racistas, que cada vez mais ficam evidentes em governos como os nosso, que alimentam posturas desequilibradas e contra a paz.

Massacre em escola de Suzano: Padrão de atiradores envolve crise de masculinidade e fetiche por armas, dizem especialistas - Terra 16.03.2019

Alunos se lembram com carinho de professora mineira morta em Suzano - EM 14.03.2019

Após a disseminação ampla durante a campanha eleitoral, de gestos de apologia a violência, e tara por armas, com falas e ideias de extermínio de adversários políticos, de ataques e agressões a minorias e marginalizados, com tratamento dado esses, como se fossem pessoas de segunda categoria, especialmente a negros, homossexuais, mulheres e nordestinos, vimos eclodir diversos atos de violências, executados principalmente por muitos supostos seguidores ou simpatizantes do atual presidente brasileiro, como se tivessem sido autorizados e liberados a atos de insanidades, antes reprimidos. E vemos hoje, muitos destilarem ódio e violências nas redes, em público, nas ruas e recintos abertos ou fechados, de uma forma não vista ou manifestada antes, sem pudor nem limites.

Polícia investiga influência de fórum da deep web no massacre de Suzano - Olhar Digital 15.03.2019

Atirador de Suzano idolatrava armas e apoiava Bolsonaro - RBA 13.03.2019

Além da ausência de exemplos adequados e bons, e o fortalecimento do conservadorismo e do extremismo, sujeitos as mazelas e distorções sociais, as violências e realidades difíceis das ruas e escolas (abandonadas), as ameaças das drogas e do crime, sem segurança e sem leis, há toda uma geração de jovens e adolescentes em risco e expostos, alguns dos quais construindo valores distorcidos, se tornando anti sociais e doentes, reunindo-se em tribos em submundos reais e virtuais, onde tudo é possível e sem limites, como se estivessem num jogo, onde assassinatos ocorrem sem consequências, e de forma doentia

Polícia pede apreensão de adolescente suspeito de participar de massacre em Suzano - Gaucha Zero Hora 14.03.2019

Jovem investigado queria ter participado de ataque em Suzano, diz polícia... - UOL 15.03.2019

Situações perigosas e anormais, doentias, que muitos de nós ignoramos ou para as quais fechamos os olhos, até que estoura um ato de loucura, uma tragédia, e "surpresos", amigos, parentes, e conhecidos, que mesmo sabendo de um comportamento arredio, ou anti social, uma fixação por armas, jogos violentos e longas horas de internet, lan houses, ou redes sociais, com perfis que demonstram preferências ou comportamentos incomuns, hábitos e pesquisas por coisas estranhas e violentas, ataques, crimes, chacinas, terror, etc. Não acreditamos, que possam ser resposaresis por atos insanos, e nada fazemos, nem cobramos do Estado.

Infelizmente no Brasil foi acionado um gatilho de violência, e especialmente no Sudeste, onde o preconceito e o ódio, se manifestam cada vez mais intensamente. Além disso, muitas verdades ligadas a problemas centrais da educação, não são tratadas pelas instituições e o Estado, e nem a imprensa as denunciam, nem mesmo após esta tragédia ou outras iguais.

Sintomas de uma sociedade agonizante e que adoece, imersa em violências e jogos de poder, com valores se deteriorando e as pessoas juntamente com eles, e preocupadas apenas com superficialidades, consumo, dinheiro, e um modo de vida que cada vez mais ignora as pessoas e suas dores, necessidades e frustrações.