sábado, 15 de agosto de 2020

A matemática e a lógica da morte pela Covid19

Pazuello fala em 'acerto do governo' ao citar apenas recuperados da covid-19 - Correio Braziliense 13.08

(foto: Leopoldo Silva/Agência Senado)
Live de Pazuello - Imagem reproduzida(foto: Leopoldo Silva/Agência Senado)

Bolsonaro diz que mortes por covid-19 seriam evitadas com cloroquina - A Tarde 13.08

Maia tranca 50 pedidos de impeachment contra Bolsonaro - ExtraClasse 10.08

Hoje temos mais de 106,5 mil mortos no Brasil e cerca de 3.275.500 infectados contabilizados oficialmente, algo que revela uma tragédia maior a caminho, fruto do abandono da população pelo poder público, e muitas  más ações de governos (também municipais e estaduais), mas principalmente do governo Bolsonaro e seus aliados, apoiadores e auxiliares como o ministro da saúde interino Eduardo Pazuello, além de muitos outros fora do Planalto, com omissões e descasos ao longo da crise da Covid19, também com a aparente compactuação do Congresso e do Judiciários, que não agem efetivamente para por fim ao descaso com o povo e com  a ineficácia no combate da pandemia, aceitando a lógica política macabra, onde governantes distorcem informações e ações necessárias, para assim obterem ganhos políticos, econômicos e eleitorais, mantendo uma progressão contínua nas mortes e nas infecções, numa matemática estranha onde se computa e destacam os doentes curados (mesmo que a cura, seja sem ajuda dos governos e de ações públicas), ignoram o fato de termos mais de 3,2 milhões de  atingidos pelo vírus (sem contar milhões de afetados indiretamente pela crise), e que somos o segundo país no mundo onde a Covid19 mais mata, como fruto desta falta de governo, o somatório de mortes e as liberações das atividades (sem cuidados e isolamento) que nos conduz para números mais trágicos em breve, superiores a 150 mil mortos, numa taxa de mortes diárias superior a 1 mil pessoas por dia, ou o equivalente a queda de 3 aviões com mais de 330 ocupantes caindo todos os dias e sem sobreviventes.

Covid: Brasil tem média de 1.022 novas mortes por dia; são 101.857 no total... - UOL 10.08 

Argumentos oficiais para justificar MPs sobre Covid-19 divergem das posições de Bolsonaro; compare - G1 08.08

Remédios que Bolsonaro tomou contra covid-19 não têm eficácia comprovada - UOL 07.07

Dá para aceitar uma situação assim tão trágica? É possível fechar os olhos aos gestos de indiferença ou de omissões criminosas dos governantes ou do presidente Bolsonaro?  Ou de outros corresponsáveis? Mesmo das outras instituições que ficam apenas acompanhando a tragédia, sejam a Câmara, o Senado, a PGR ou o STF, militares e governos estaduais e municipais, representantes da sociedade e segmentos econômicos, que não atuam em bloco e conjuntamente para por fim a esse ciclo de destruição e mortes, e acabar com uma matemática estranha que contabiliza mortos, mas só são considerados sobreviventes, que são computados em números exibidos como troféu por Bolsonaro, por Pazuello ou outros, como militares que se colocaram em defesa deste desgoverno.

 Na OMS, Pazuello omite mortos e infectados; Brasil é "líder" em recuperados ... - UOL 13.08

 Lideranças políticas criticam Bolsonaro por 100 mil mortos por covid-19 - UOL 08.08  

Gastos com pandemia chegam a R$ 285 bi; valores foram liberados por medidas provisórias Fonte: Agência Câmara de Notícias - Câmara dos Deputados 29.07

Mourão defende militares na Saúde, mas diz que Pazuello deve sair em agosto - Folha PE 15.07 

Desgoverno de um presidente e instituições, líderes e administradores que sonegam ajudas e retém quase 50% dos recursos financeiros que deveriam ser usados para combater a Covid19, que deveriam pagar médicos e profissionais de saúde e em atividades de apoio que estão trabalhando sem receber em algumas localidades, ou sem recursos e meios para atuarem (mesmo insumos e medicamentos indispensáveis ao atendimento a pacientes), ou que não podem contar com a testagem da população afetada. Ainda que tenha se passado 5 meses do início das demandas.

 Sem controle da covid-19, América Latina não vai recuperar economia - A Tarde 31.07

'Diminuir como?', questiona Bolsonaro sobre número de mortos por Covid-19 - Jornal o Globo 16.07 

A resposta da infeliz pergunta de Bolsonaro, está nas medidas de testagem e no isolamento, mostram os especialistas que ele se recusa a ouvir, para continuar na sua campanha de ignorância e na verborragia constante nas mídias com seus apoiadores.

Palavras e frases como as ditas por alguns nos últimos dias dão uma ideia da lógica da morte, e dos cálculos que abstraem a dignidade das pessoas, a dor das famílias e as responsabilidades criminosas que a história irá cobrar de todos, inclusive de nós e da sociedade se não compreendermos o momento grave, se nos calarmos e nada fizermos para parar com tantas mortes e sofrimentos, ou com as atitudes insanas que levam a um futuro ruim, cada vez mais comuns e presentes nas mídias.

'Vamos tocar a vida', diz Bolsonaro sobre país atingir a marca de 100 mil mortos por coronavírus - G1 06.08 


“Muitos médicos defendem esse tratamento e sabemos que mais de 100 mil pessoas morreram no Brasil que, caso tivessem sido tratadas lá atrás com esse medicamento poderiam essas vidas (sic) terem sido evitadas”, palavras de Bolsonaro

Uma defesa de uso de medicamentos polêmicos e ineficazes, contra o que diz a ciência e a OMS, de forma irresponsável e como quem nega e age contra as verdadeiras formas de combate ao vírus, e são repetidas infelizmente, por meses, talvez para dá lucros a alguns (segundo algumas publicações), tumultuando ações corretas e o ambiente, sem punições para seus atos que colaboram para o caos visto durante a pandemia, é um exemplo de um país sem rumo e com poderes em ebulição.

"Estamos entre os líderes mundiais em pacientes recuperados, o que evidencia o acerto das ações do governo brasileiro em resposta à pandemia"... - Veja mais em https://noticias.uol.com.br/colunas/jamil-chade/2020/08/13/sem-citar-100-mil-mortos-pazuello-apresenta-estrategia-brasileira-na-oms.htm?cmpid=copiaecola
"Estamos entre os líderes mundiais em pacientes recuperados, o que evidencia o acerto das ações do governo brasileiro em resposta à pandemia"... - Veja mais em https://noticias.uol.com.br/colunas/jamil-chade/2020/08/13/sem-citar-100-mil-mortos-pazuello-apresenta-estrategia-brasileira-na-oms.htm?cmpid=copiaecola
"Estamos entre os líderes mundiais em pacientes recuperados, o que evidencia o acerto das ações do governo brasileiro em resposta à pandemia",... - Veja mais em https://noticias.uol.com.br/colunas/jamil-chade/2020/08/13/sem-citar-100-mil-mortos-pazuello-apresenta-estrategia-brasileira-na-oms.htm?cmpid=copiaecola

“O Brasil ocupa o primeiro lugar no mundo em número de pacientes recuperados, registrando mais de 2 milhões de brasileiros curados” disse o ministro Pazuello  

Coreia do Sul registra 85 novos casos locais de Covid-19, recorde desde março... - UOL 14.08

Argentina ultrapassa marca de 5 mil mortes por coronavírus e número de casos salta - G1 12.08 

Cuba comemora ausência de transmissão local de Covid-19 pela 1ª vez em quase 4 meses - G1 19.07 

Como dissemos, Pazuello esqueceu que somos o país que tem o segundo maior número de mortos no mundo. Que ao invés de celebrar a falta de ação do governo (que ele tenta disfarça), deveríamos seguir e aprender o que fazem países como Cuba, Coreia do Sul (com cerca de 51 milhões de habitantes, números de infectados inferior a 15 mil e menos de 310 mortos), ou mesmo a Argentina (260 mil infectados, cerca de 5 mil mortos, numa população de 44 milhões de habitantes), onde as mortes por Covid19 são bem menores (absolutamente, mesmo não sendo o desejado), pois lá de fato os governos atuaram e combateram  adequadamente, e ainda hoje combatem a Covid19.

Não faz muito tempo o ministro do STF,  Gilmar Mendes ao tratar sobre falta de ações, ou o inverso, as atitudes perigosas e impróprias ou criminosas do governo Bolsonaro, disse que tal comportamento faria deste, responsável por um genocídio, e em virtude de tal afirmação Gilmar foi criticado por alguns, como o vice Mourão (ao nosso ver de forma equivocada e política). Eis a frase do general que referenda o desgoverno:

"Não houve um esgarçamento com o Tribunal; houve um embate com um ministro, que desceu do seu pedestal, que tem que se preservar, e não emitir determinadas opiniões sobre uma instituição de Estado usando um termo que não tem nada a ver", acrescentou, em referência à expressão "genocídio" usada pelo ministro

Médicos contratados pela prefeitura do Recife para atender pacientes com Covid-19 trabalham três meses sem receber salário - G1 12.08 

Controladoria do Rio suspeita de irregularidades em contratos do Hospital de Campanha do Riocentro - G1 04.08 

Também nos estados e municípios atitudes impróprias e priorização das atividades econômicas em detrimento das medidas de proteção e isolamento social, mesmo com médias de casos e mortes ainda em patamares altos, dão fôlego a pandemia e mantém as mortes em taxas perigosas, com projeções matemáticas para um futuro em breve, muito elevadas quanto a vítimas fatais, mostrando que muitas regiões estão no piloto automático para volta ao normal, ignorando médias de mortos no Brasil acima de 1 mil pessoas por dia, e trazendo mais riscos até para as crianças com as tentativas de restabelecer aulas presenciais em um ambiente ainda conturbado, como se vê. 

Pernambuco ultrapassa 75 mil recuperados do coronavírus, mas secretário lembra que caminho ainda é longo - JC Ne10 05.08

Secretaria de Saúde rebate TCE em relação ao hospital de campanha de Olinda - Ne10 Blog do Jamildo 05.08 

Não tem sido tão diferente em Pernambuco, que tem sido pautado nos últimos dias por prioridades diferentes das adotadas no início da pandemia, mesmo que a média de mortes no estado esteja em cerca de 40 ou 50 mortos por dia (a depender do método matemático). Quando atingimos mais de 7,1 mil mortos no estado, mais até que países como a Argentina, Coreia do Sul, ou Cuba; tendo o estado a segunda maior taxa de letalidade do país, fato nada positivo, mas o secretário de saúde de Pernambuco, em entrevista na tv, celebrava ações do governo, que considera como parte das razões por recuperamos 75 mil doentes e não termos números muito além dos 7,1 mil mortos, como se fossem poucos os óbitos (e há mais de 111,7 mil infectados em Pernambuco), quando a lógica e a matemática adequada seria outra, se comparado ao que fizeram os países com populações dezenas de vezes maiores que Pernambuco (como os listados), mas que tem mortes e infecções bem menores que nosso estado. É mais um exemplo de lógica e matemática louca! Talvez para justificar decisões para flexibilização e ceder a pressões políticas, perigosamente para o povo e seu bem.

É preocupante para alunos, crianças, pais, e para as pessoas em geral, tudo que ocorreu nestas semanas, tanto tempo depois dos primeiros casos, agora impera o retorno das atividades a qualquer custo, ainda que ocorram, como citamos, muitos riscos e situações que sabemos ainda acontecerem, perdas de exames ou resultados de testes, seja nos trâmites entre a coleta, seja na análise e divulgação, ou na remessa dos resultados a órgãos municipais e estaduais sem que este vem a ser informado a pacientes ou resultem em medidas adequadas as vítimas, mesmo com quadros de menor gravidade, mas que por diversas questões necessitam ser informados e não são. Um dentre muitos problemas que ocorrem, associados a outros já elencados, e que geram muitas incertezas, suficientes para questionar a lógica das flexibilizações e a postura dos responsáveis, e exigir números vistos com seriedade, pois indicam mortes e sofrimentos de pessoas, necessidades muito urgentes. 


quinta-feira, 16 de julho de 2020

Vamos esquecer 100 mil mortos?


Mortes diárias por Covid19 no Brasil - Fonte Wikipédia




Que triste é ver os "ventos de normalidade" em meio a 76 mil mortos de brasileiros, com uma total falta de atenção a gravidade dos fatos por parte do governo federal, do Ministério da Saúde recheado de militares e pessoas, representações, sem políticas e ações concretas de combate a pandemia do Covid19, que possam salvar vidas e evitar mais de 1 mil mortes diárias, que são resultado também da flexibilização de medidas de isolamento, indiscriminadas, ou frutos de avaliações políticas de governadores,  prefeitos, secretários, que se deixaram pautar por urgências eleitoreiras ou de segmentos econômicos que costumam "apoiar" candidatos a cargos executivos e legislativos, pressionando mais e as vésperas das eleições municipais de 2020.


Atendimento a índigenas - foto Reuters, reproduzida da Gazetaweb



Fazem poucos dias que o ministro Gilmar Mendes do STF, alertou ao fato do Brasil viver um genocídio, promovido  pelo governo Bolsonaro e com a colaboração do Exercito, uma afirmação que não se pode negar por duas coisas, uma, a falta de ações adequadas para o combate a pandemia e de coordenação federal aos esforços locais, e outra, a presença ostensiva de militares nos cargos federais, até de militares da ativa, no governo e na pasta da saúde, segundo a mídia, ministério que está passando por um processo de desmantelamento e causando danos a população, dentre elas aos indígenas, vítimas do vírus e da inoperância e abandono das autoridades públicas federais.







Os discursos e falas das autoridades das várias instituições, estados e governos municipais, a exemplo do que dizia o presidente e alguns de seus apoiadores e representantes, se aproximam cada vez mais da postura mal orientada, de ignorar mortes e atenuar ou retirar drasticamente as medidas de isolamento social e de controle da propagação do vírus. Falam sobre estabilização da Covid19 e abertura das atividades, ou em novo normal, dando a impressão convenientemente elaborada para justificar seus atos irresponsáveis e de negligência com as vidas e saúde de milhões de brasileiros, em face de interesses econômicos e outros não tão claros, quando repetimos, não é algo aceitável a morte de mais de 1 mil brasileiros por dia com a crise sendo prolongado com uma maior ocorrência de contaminações por um período bem maior, que logo deve nos conduzir a 100 mil mortos e até mesmo superar este terrível índice, se não voltarmos a ter ações mais adequadas a preservação das vidas e da saúde das pessoas, ao contrário das propostas e medidas de aberturas de parques, praias, centros comerciais, restaurantes, ou escolas com riscos a nossas crianças, num país onde a morte entre menores, é alta e extremamente absurda.





 

Costumeira e corretamente, reagimos as tragédias com sentimento e indignação, buscando justiça ou confortar familiares e mesmo vítimas sobreviventes, comunidades e grupos afetados, em toda parte e com verdade e disposição de lutar por reparações ou mudanças que evitem maiores danos e repetições.  No Brasil, só para citar, isso ocorreu com a tragédia de Brumadinho, também quando caiu alguma aeronave comercial com 200 ou 300 pessoas a bordo, não importam os números, causando comoção nacional, imagine no caso da pandemia, onde oficialmente milhares de famílias foram atingidas com muita dor, milhões de infectados e mais de 76 mil mortes, o equivalente a queda de 250 aviões de passageiros com 300 pessoas, todos fatalmente vitimados, algo inimaginável e que ocorre no Brasil em cerca de 100 dias. O que dizer desta descomunal tragédia, não é de se esperar uma grande comoção e reação? Mas está parece ainda contida.


Vamos ficar indiferentes,  como se assistíssemos um filme ou um jogo?

Vão ficar por isso mesmo os genocídios em curso?

E os responsáveis diretos e indiretos por tantos mortos, ficaram impunes?

Vamos esquecer 100 mil mortos?

Já passou da hora de cobrar governantes e políticos, todos os poderosos que contribuem para este caos precisam ser responsabilizados!

sábado, 20 de junho de 2020

Flexibilização neste momento, sem controle da Covid, Por que?







Mapa de contaminações por Covid19 por estados - obtido em Wikipédia


Uma onda de flexibilização e liberações de atividades, se processa por todo o Brasil, num momento em que não há sinais de controle da crise causada pela Covid19, em parte, pois ela é bem mais ampla, afetada também pela falta de recursos para o combate a pandemia e assistência as instituições e ações em defesa da saúde da população, apoio as populações afetadas e suas necessidades sociais e econômicas, assim como as pequenas empresas e trabalhadores informais, que enfrentam sérias dificuldades financeiras, acarretadas pelas medidas de isolamento social aplicadas até há pouco tempo por muitos estados e municípios, e associadas as incertezas e a crise econômica que se amplificou no governo Bolsonaro, que pouco tem feito pelos cidadãos e para fortalecer a luta contra a Covid19, não possibilitando adequados testes das populações e muito menos a importação ou compra de insumos médicos necessários ao enfrentamento.



O auxílio emergencial concedido graças também a pressão da sociedade, sindicatos e aos congressistas, ainda é claramente insuficiente para atender aos danos causados aos menos providos de meios e recursos, sem fala que apesar de toda publicidade do governo federal, muitos inscritos e possíveis beneficiários, não receberam sequer a primeira parcela dos R$ 600,00 e são milhões de brasileiros em  situações difíceis.
O governo tem atrasado liberações de recursos para as ações de combate a doença, assistência as populações e medidas preventivas, tanto em saúde como para manutenção de estruturas e serviços em áreas interligadas ou afins, também para cobrir despesas de estados e municípios com apoio a economia e as atividades econômicas, inclusive diante de uma situação em que estes estão atuando sem apoio e coordenação federal, perdida em conflitos e ideias e ações questionáveis ou empenhada em gerar problemas adicionais, sejam com declarações desastrosas do presidente Bolsonaro, ou em medidas perigosas como as que possibilitaram a liberação da cloroquina, não recomendada pelas autoridades de saúde e cientistas, num momento delicado e em que o Ministério da  Saúde foi praticamente desmontado pelo presidente e menos de 30% dos recursos financeiros aprovados para uso contra a Covid19, foram liberados em pouco mais de 100 dias da pandemia, com uma enorme carência persistindo e repercutindo nos altos índices de mortes e infecções, e nas economias dos estados.

Além destes aspectos, alguns estados e municípios já tinham problemas sérios, tanto com economia e suas condições financeiras e estruturais, como com os serviços de saúde, de atendimento médico e urgências, ou mesmo de prevenção, que são pressões adicionais e que favorecem a propagação e letalidade da Covid19, deixando as populações  seriamente ameaçadas. Um conjunto de parâmetros e dificuldades que empurram autoridades para decisões de flexibilização e liberação de circulação de populações com mais atividades funcionando, potencializando os riscos aos cidadãos expostos a contaminação pelo vírus e a mortes, que são muitos os casos, ainda mais quando esta flexibilização não é bem coordenada a nível estadual ou nacional, contrárias a muitas orientações médicas nacionais e internacionais, feitas por instituições e pesquisadores e especialistas, num momento onde há dúvidas sobre a estabilização da pandemia e o Brasil já se aproxima dos 50 mil mortos e ultrapassou hum milhão de infectados, dispondo apenas do isolamento como arma mais eficaz contra o vírus, e com as decisões recentes que enfraquecem o dito isolamento social, quando as previsões de alguns órgão apontam para mais de 100 mil mortes até agosto deste anos.





Se olharmos os números divulgados, de ontem para hoje foram mais de 1.200 mortes no Brasil, e até mais de 54 mil infectados, com a baixa testagem isso se torna mais preocupante, alguns especialistas temem que, mesmo que o crescimento do número de mortos não se ampliem, se este permanecer estável por muito tempo, teremos muitas milhares de morte por um período longo por falta de medidas de isolamento eficazes, assim como aumentam as chances de estados que mantinham números reduzidos de casos, se ampliem. Os temores e simulações de avanço da doença já se manifestam como citado, em estados do Sul e Centro Oeste do Brasil, como no Paraná ou Goiás, preocupam, mas também em outras regiões e estados Minas Gerais, Rio Grande do Norte e Sergipe, ou mesmo São Paulo  e Pernambuco com a doença no interior.

Avanço da Covid-19 em fronteira com o Brasil deixa Uruguai “em alerta” - Veja 15.06

Vemos que o Brasil está em contraste com países mais dificuldades de resistir a crise, em tese, estes estão conduzindo melhor que nós a crise de saúde, é o que vemos por exemplo na Argentina (cerca de 31,6 mil infectados e 842 mortos), Paraguai (1.246 casos e 12 mortos) ou Uruguai (848 casos até 15.06 e 23 mortes), só para citar alguns vizinhos nossos.

Dados obtido no sítio da Fiocruz

Com 1.398 confirmações e 46 mortes, Pernambuco soma 51.118 casos e 4.148 óbitos pela Covid-19 - G1 20.06

Em Pernambuco vemos que 34,4% dos casos ainda ocorrem na capital, onde a redução dos casos foi maior, mas os números da região metropolitana decrescem com mais lentidão e atinge hoje 28,1% dos casos de Covid19 diagnosticados, enquanto nas regiões interioranas os casos mais que duplicaram num forte crescimento de casos de infecção na área que engloba as regiões da Zona da Mata, Agreste e Sertão, onde há mais limitações ao atendimento médico e os números de infectados são entorno de 37,5%. Os dados da FioCruz são de um período até o início do mês (1ª semana de junho), mas são preocupantes diante das decisões do governo estadual e municipais, dada as relações e interligações das regiões, a baixa testagem e a fatos que apontam que em Pernambuco as mortes ainda são elevadas (cerca de 50 diariamente), quando a doença atingiu cerca de 8 % das mortes nacionais com um número desconhecido de subnotificação entre a população, considerando os pernambucanos e brasileiros.

Fica nítido que os riscos que governadores e prefeitos estão impondo a sociedade deve-se aos  fatos citados, num ambiente de insegurança de parcela da sociedade, de desconhecimento da verdadeira extensão da crise de saúde, e no que tange a posição de Bolsonaro  e seu governo, para estes sempre teve prioridade os interesses pessoais político e eleitorais e as pressões de grupos financeiros de extremo corporativismo.

Não  só esses aspectos tem pesado, neste momento governadores e prefeitos estão com uma pauta "nova", atender pressões de grupos econômicos que financiam campanhas políticas de seus aliados, assim como seus interesses pessoais e partidários, por conta do calendário eleitoral e os reflexos sobre a sociedade, em detrimento das implicações, riscos e mortes que podem causar e poderiam ser evitadas mantendo ações de maior incentivo ao isolamento social, com menos atividades liberadas até uma efetiva redução nas infecções.

sexta-feira, 5 de junho de 2020

Bolsonaro é responsável!

O Brasil passa por um momento sombrio de sua história, proporcionado por Bolsonaro e seu governo!

Informações sobre a COVID19 - Google

O presidente Jair Bolsonaro Foto: Isac Nobrega / Isac Nóbrega/PR
Presidente Jair Bolsonaro - reproduzido de O Globo

'Acabou matéria do Jornal Nacional', diz Bolsonaro sobre atrasos na divulgação de mortos por coronavírus - G1 05.06

Covid19: ao menos 13 bancários foram mortos pelo vírus - Foco BRASIL 28.05

Mortes se multiplicam por toda parte, em praticamente todos os municípios de todos os estados, causados  pelo vírus letal e invisível, que transformou e amedronta o mundo, mas  no Brasil se torna um pesadelo maior. Não apenas pelos males da doença, mas pelos males de um presidente e um governo, principalmente, que não respeita as vidas dos brasileiros, as dores dos familiares das vítimas, nem os direitos constitucionais destes, a vida, a saúde, ao bem estar, a segurança e adequada informação, e ao cuidado do Estado para proteger a sociedade, combater os riscos e ameaças, com o planejamento responsável e a execução de planos sensatos de retomada das atividades sociais, por enquanto suspensas, mas que necessitam ser revisadas e estruturadas segundo critérios científicos e racionais, para o futuro pós Covid19, dentro de parâmetros seguros e que priorizem a vida e a paz social, sem conflitos e sabotagens, como as decorrentes de omissões e ações desastrosas de Bolsonaro, ministros, ou apoiadores do governo.


Bolsonaro é responsável! Responsável por situações de riscos e conflitos que ameaçam o povo! Também de forma direta ou não, é responsável com muitos dos seus auxiliares por situações dores e sofrimentos, por mortes, dentre as milhares de vítimas da Covid19, e tudo que causam angústia e perplexidade aos cidadãos.


Desde o início da pandemia, dos sofrimentos dos milhares de brasileiros, Bolsonaro desdenha dos riscos e dos brasileiros, como um sabotador usa do seu poder para atacar medidas e pessoas, decisões de outras autoridades para combater e controlar a doença, com argumentos que não se sustentam e numa campanha, que parece uma guerra pessoal declarada, contra toda forma de priorizar as vidas dos brasileiros expostos, ou sujeitos a exposição ao vírus letal. Bolsonaro incita seus ministros, e junto com eles, contrariam orientações dos órgãos de saúde e a comunidade científica, nacional e internacional, em dados momentos até orientações de prevenção e combate a pandemia vindas de pessoas de seu governo, a quem competem atuar na coordenação e nas ações pela saúde, gerando insegurança e consequências que contribuíram para a elevação dos casos de contaminação e dos óbitos, como divulgam especialistas e outros, a exemplo do atual estado de paralisia do Ministério da Saúde após o afastamento de dois ministros, Mandetta e Teich.


Bolsonaro é responsável! Pelo abandono da coordenação das ações pela saúde, pela falta de comunicação e diálogo com governadores, prefeitos e secretários, dificultando soluções conjuntas ou ações integradas com os demais poderes em prol da população.

Bolsonaro é responsável! Por conflitos, com a tentativa de prescrever e impor tratamentos a base de cloroquina, sem competência para tal.  Assim como nos gestos de desprezo pelas mortes, com comemorações públicas e ironias, chamando de covardes os que obedecem as medidas de isolamento e contenção da contaminação, adotadas nos estados, e com atitudes indignas do cargo, contribuiu para convocações de hordas de alienados a pressionarem autoridades estaduais, prejudicando o equilíbrio social e a luta para vencer o Covid19. 

Bolsonaro é responsável! Pela inadequada assistência e falta de equipamentos médicos, suprimentos, locais e serviços adequados de atendimento, quando seu governo retém recursos que já foram aprovados pelo Congresso, faltando aos estados e municípios, condições de atuarem, submetendo os entes federais a dificuldades adicionais e possivelmente contribuindo para elevação dos casos de Covid19.


Bolsonaro é responsável! Pela falta de testes e subnotificações, que impedem ações corretas e o conhecimento da gravidade dos fatos pela sociedade, pela bagunça que se instalou  na pasta da saúde. Com isso é responsável pelas rupturas nas conduções do isolamento social, com flexibilizações precipitadas e o avanço da doença para o interior, prolongando a crise instalada.

Ministro Celso de Melo do STF, libera o show de absurdos de Bolsonaro e seus ministros - Foco BRASIL 23.05

CPMI das Fake News identifica 2 milhões de anúncios do governo em canais de “conteúdo inadequado” em 38 dias - InfoMoney 03.06 

Bolsonaro é responsável! Por um governo de loucos, que propõem ataques aos direitos dos cidadãos (como a vida e a paz), as instituições e a democracia, ou que se omitem e atrasam ações de ajuda a camadas da sociedade menos assistidas, enquanto se propõem a atos vergonhosos como os da polêmica reunião de ministério, ruins para o povo, com ideias de arma sociedade e sem qualquer preocupação com a crise da saúde, e as muitas milhares de vítimas em unidades hospitalares lotadas ou a própria sorte nas ruas, ou em casas desestruturadas.



Bolsonaro é responsável! Pela forma desastrosa como foram atendidos os beneficiários do auxílio emergencial, pelo desgaste internacional como nas ações que permitiram maior destruição na Amazônia, ou que ampliaram os riscos as comunidades indígenas, especialmente graças a omissões e medidas de órgãos de sua administração. É ainda mais responsável pela política de informação ou desinformação pública, sonegando dados sobre as vítimas da Covid19, de forma deliberada, também pelo uso de recursos públicos para patrocinar sítios e blogs destinados a jogos de azar, pornografia, ou notícias falsas. E num momento como este, por tirar recursos do Bolsa Família antes destinados a populações do Nordeste, para uso na SECOM, Secretaria de Comunicação do governo, a mesma instituição que usou verbas para campanhas na internet, investigadas no escândalo das fakenews.
Bolsonaro é responsável pelos mais de 35 mil mortos pela Covid19, e pelos mais de 646 mil infectados no Brasil!

Se não diretamente, mas indiretamente, se não integralmente, mas parcialmente, e deve ser cobrado por seus atos irresponsáveis, pelas vítimas e vidas perdidas, de uma forma justa e efetiva, democrática.

#bolsonaroéresponsável    só falta criar.

quinta-feira, 28 de maio de 2020

Covid19: ao menos 13 bancários foram mortos pelo vírus


Ao longo da crise da Covid19 temos prestado informações sobre vítimas entre os profissionais de serviços essenciais, especialmente entre os bancários e também os profissionais de saúde, atualizando dados estatísticos e quando possível reconhecendo os esforços de quem se expõem em prol da sociedade.


Especialistas afirmam que é necessário buscar muitos anticorpos que possam ser candidatos a combater o novo coronavírus — Foto: GETTY via BBC
Imagem Getty via BBC - reproduzida do Google Imagem

Infelizmente, quando afirmamos que ao menos 13 bancários já morreram vitimados pela pandemia, temos convicção que esse dado precisa de ajustes, por meio de nossos esforços e coletando dados de publicações e informações de entidade de classes, chegamos aos  números. Os 13 óbitos são efetivos, estão em algumas das nossas publicações com nomes e bancos, dentre outros dados,  como na que disponibilizamos a seguir, contudo, em virtude das metodologias de divulgação de informações dos estados, municípios, mas principalmente as oriundas do governo Bolsonaro (que não parece apresentar quadro confiável em seus números), agora ainda mais prejudicado com alterações nas formas de computar óbitos por Covid (como no Rio de Janeiro), há muito o que questionar sobre as estatísticas, também sobre a baixa testagem e falta de coordenação federal em todo o processo, algo assustador, prejudicial ao combate a pandemia e as formulações de ajuda a sociedade, como para as parcelas mais expostas.
 
 Covid-19, quando será o pico, o que devemos fazer? - Foco BRASIL 19.05

Covid19: outras faces da pandemia. - Foco BRASIL 13.04



Com a intenção de abrir comércios e por outras atividades em funcionamento para romper isolamentos, alguns administradores, estão falhando na forma de identificar e divulgar os casos de Covid19, diante de algumas frases e declarações, isso parece ser algo criminoso, uma omissão ou falha deliberada, proposital. No Brasil já são 25.697 óbitos e mais de 414 mil casos confirmados de Covid19. Já entre os bancários com a morte de Francis Lawrence Morais da Veiga, funcionário da CEF - Caixa Econômica Federal, da agência Praça Manoel André em Arapiraca - AL, ocorrida no último dia 19, passam a ser no mínimo 13 os óbitos entre bancários que nós conseguimos identificar, mas esse número pode ser maior, pois os órgãos de saúde não informam ou coletam dados que possam dar um panorama mais real e adequado a compreensão da crise, não há dados de profissão, ou de pessoas que são acometidas da doença em plena atividade, ou afastadas, etc.

A seguir um resumo dos óbitos por banco e estado onde ocorreram, não são computados aposentados ou bancários que não exerciam atividade:

 -  Banco da Amazônia  01 óbito, no estado do Amazonas;
 -  Banco do Brasil, 02 óbitos, 01 em Alagoas e outro no Rio de Janeiro;
 -  Banco Bradesco, 02 óbitos, 01 no Rio de Janeiro e 01 em São Paulo;
 -  Banco Itaú, 01 óbito em São Paulo;
 -  Banco Santander, 01 óbito em São Paulo; 
 -  CEF Caixa Econômica Federal, 05 óbitos em Alagoas, Bahia,  Espírito Santo, Pará, Paraíba;
 -  01 morte no Rio Grande do Sul, cujo o banco não foi determinado.
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Enquanto o Brasil passa a segunda colocação no mundo em número de infecções, cresce assustadoramente os casos fatais, e Bolsonaro e seus ministros ignoram tais mortes que não são apenas números, como dissemos na publicação anterior, cujo o link nós colocamos para acesso.





Tanto descaso não pode ser esquecido, os mortos não podem ser esquecidos, Bolsonaro tem que ser cobrado por seus atos insanos, por seu total desprezo com a sociedade, por seus excessos como suas declarações sugerindo armar pessoas, com propósito ao que parece, de ficar no poder a qualquer custo. Deve ainda responder pelas ameaças a membros do STF e a democracia, por suas relações conflituosas, por incitar violentos a atacarem o Legislativo e o Judiciário.  A reunião do dia 22.04, cujo conteúdo  foi liberado pelo ministro Celso de Mello, não é algo restrito e de interesse apenas do presidente e seus ministros como disse Bolsonaro, muito menos se trata apenas de um caso de livre manifestação do pensamento, conforme a liberdade de expressão  assegura, há na fala do senhor presidente, de alguns de seus ministros, como Damares, Weintraub e Salles, principalmente, indícios ou claras situações de ilícitos, atos passíveis de responsabilidade e até crimes, assim como graves distorções na fala de outros, como o presidente da CEF ou o ministro Paulo Guedes, não sendo assim, fatos a serem ignorados e que exigem dos envolvidos na apuração, PF, PGR e o próprio STF, ações contundentes e urgentes.




O presidente Jair Bolsonaro: ultimato ou blefe de alguém encurralado? - Andre Borges/NurPhoto via Getty Images
Reprodução       Imagem: Andre Borges/NurPhoto via Getty Images





A suposta indignação de Bolsonaro pela publicidade do vídeo da reunião, não procede do ponto de vista legal, pois ocorreram na tal reunião, fatos que atentam contra as instituições, não são apenas desabafos, há situações sérias e perigosas, como as que mostram uma atuação efetiva do presidente para intervir na Polícia Federal em favor de seus interesses (para proteger filhos e amigos, suspeitos em processos no RJ).  Há muitos outros momentos passíveis de enquadramento legal e que o judiciário tem que atuar, em favor das instituições e do Brasil, enquanto as manifestações sucessivas e recentes, de ataques e ameaças ao STF e seus ministros, seja por Bolsonaro ou seus apoiadores, desencadeadas a partir das apurações e cumprimento de mandatos pela PF na última quarta-feira, no inquérito que investiga a divulgação de Fakenews, por determinação do ministro Alexandre de Moraes, igualmente precisam de respostas imediatas, com ênfase a reforçar a independência do judiciário e combater atos que ferem a democracia, que o presidente faz questão de distorcer e ignorar, aparentemente pensando estar acima da lei, ou quem sabe, como tem dito para levar o país a uma convulsão social, uma guerra civil, alardeada pelo general Heleno.





Imagem reproduzida - Veja Abril



Dentre os bolsonaristas investigados por ações ilícitas contra as instituições, estão o ex-deputado Roberto Jefferson que nas mídias sociais apareceu faz pouco tempo, em foto com fuzil em mãos e ameaçando o país com conflito armado, ele que já foi pivô de escândalos e denúncias. Também alvo de mandato do STF, a suposta líder de um grupo que está relacionado a possíveis atos violentos, além de evidentes difamações que extrapolam a livre expressão, ignoradas pela PGR, assim como a forma de agir violenta e antidemocrática  do presidente.  Diante da omissão de algumas instituições e a lentidão de outras, o STF age corretamente ao combater atos e grupos pró ações violentas e criminosas!