segunda-feira, 9 de março de 2020

Três coisas a dizer.

Antes de falar sobre os temas que achamos urgentes, peço que reflitam, nós tentamos levar informações de qualidade e precisamos de sua ajuda para nos manter neste propósito, doe para nossa ação por meio de:


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O momento atual nos remete a três questões, sobre as quais precisamos falar e acrescentar informações.

O mundo sob ameaça do Covid19.

Protecionismo, a ameaça real!

Brasil, à beira de uma convulsão social.


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O mundo sob ameaça do Covid19. 




Na primeira quinzena de fevereiro o vírus se espalha rapidamente numa província industrial da China, e se torna uma nova ameaça global, graças a capacidade de permanecer por muitos dias infectando pessoas sem manifestar sintomas, sua rápida transmissão, possíveis mutações (algumas já confirmadas), e por atingir pessoas mais frágeis, principalmente crianças e idosos, com maior letalidade.




Descontaminação de ambiente em face do Covid19 - reprodução Pleno News

Em meio ao que alguns acreditam ser uma pandemia, sinais do caos econômico e social pelo mundo, pois já atingiu várias nações para além da região onde surgiu, além dos sinais de preocupação da OMS - Organização Mundial de Saúde, gera medo e paralisia em mercados e seguimentos produtivos em todas as partes, em face das precauções exigidas, quarentenas e intervenções dos Estados e governantes, especialmente diante de riscos de descontrole total.


Países como China, Itália, Irã, Coreia do Sul, Japão, apresentam os quadros de propagação mais graves (com números de mortos que superam 3,3 mil pessoas). Mas França, Alemanha, Reino Unido, EUA, mesmo Brasil (apesar de não ter nenhuma morte), também estão junto com mais de 100 países, extremamente preocupados, e em algumas partes, alunos não vão as escolas, trabalhadores não vão ao trabalho, e viagens estão suspensas, e muitos estão em confinamento, seja em suas casas., hotéis e locais de quarentenas, e já há falta de produtos de higiene, medicamentos e de itens de proteção, além de sérios problemas para a produção, comércio e economias. A gravidade dos fatos na Itália com mais de 300 mortos e mais de 7 mil infectados, com medidas que atingem 94 milhões de italianos, dão a proporção..



Muita desinformação ainda existe, também fake news, e falta de transparência, com problemas sendo relatados na China (inicialmente), EUA com uma postura irresponsável de Trump, conflitante com as de outros envolvidos no controle da doença, ou em suspeitas de omissões como no Irã. Contudo a medida que avançam os casos, as pessoas estão sendo mais informadas e preparadas.  As origens não estão bem compreendidas, já houve até divulgação de que a origem do vírus e a contaminação, é fruto de ação militar americana contra China e Irã, tal afirmações ainda não tem sustentação em provas, e a suspeita que procede é que o vírus é um mutação de outro, e que já estaria infectando desde o início do segundo semestre de 2019. A preocupação e postura mais adequada é informar a população sobre cuidados, e procedimentos em caso de suspeita de infecção pelo Covid19, o que tem sido feito por muitos países assim como no Brasil.



No entanto, a ameaça do Novo Coronavírus assusta todos, pois vivemos num mundo despreparado para uma pandemia de magnitude, as relações sociais e contatos estão mais intensos, a rapidez e meios de deslocamento são outro problema, não há fronteiras, num mundo onde só tem prioridade os mercados financeiros e os negócios, a informação não é algo disponível à todos e ainda existe muito fanatismo, e distorções de cunho religiosos, onde há muitos bolsões de pobrezas e desigualdades, que não permite aos governos e populações enfrentarem corretamente a ameaça, que pode ter outros complicadores além dos aspectos sociais, econômicos e políticos, tais como regionalidade e clima, ou grupos de idosos e outros mais expostos a letalidade do vírus, por ser encontrarem menos protegidos socialmente.




Apesar dos riscos e da velocidade com que se espalha, o que restou do SUS e do sistema de saúde "modernizado" nos governos petistas, com mais redes de atendimentos, mais pesquisas e serviços, ainda parece capaz de dar respostas adequadas a ameaça do Covid19, apesar de todo processo de desmonte que vem ocorrendo desde o governo Temer, e se acentua no governo Bolsonaro, sendo uma ameaça ainda maior, não só pela forma que estão ocorrendo os casos no mundo, mas por termos um sistema de saúde e de assistência social, sendo severamente atacado e destruído, sem recursos financeiros e materiais, que estão sendo expropriados pelas políticas desastrosas e o desgoverno de Bolsonaro. A prova de fogo, para o que restou do nossos sistemas, será a chegada do inverno e a propagação dos casos nas regiões mais pobres do Brasil, num quadro que, a tirar pelo ocorrido com a Dengue, estamos em muita desvantagem. Mas rezemos para que o pior não ocorra, e que os governos estaduais, prefeitos e populações pressionem o governo federal, por mais recursos, dinheiro e condições de enfrentar esta pandemia que nos assombra.



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Protecionismo, a ameaça real!






Exportações chinesas voltam a cair, afetadas por guerra comercial com EUA
Foto reprodução do sítio da Isto É - sobre queda nas exportações chinesas

O mundo ainda enfrenta uma grave crise que afeta mercados internacionais, comércio entre países, moedas,  economias, algumas das quais em estágio acelerado de estagnação, com desindustrialização, perdas de emprego e altos índices de desocupação entre suas populações economicamente ativas, com reflexos sociais graves, mais moradores de ruas, mais pobreza e fome, que afetam grupos desprotegidos socialmente. Além de tudo que relatamos, boa parte devido a crises iniciadas com posturas mais protecionistas, de governos como os EUA do Donald Trump, em sua guerra comercial com a China, sem esquecer ataques e sobretaxações de produtos de aliados Europeus, como Alemanha e França, e de opositores como Rússia, Irã, estes últimos, com outras motivações de cunho político e não necessariamente comerciais e econômicos.




A paralisa de mercados e do comércio mundial, que agora está maior, e atinge desempenho das bolsas de valores e o mercado de capitais, de forma ainda mais grave devido aos reflexos da Covid19, como citamos, não se devem só aos medos, as medidas de contenção de saúde ou aos efeitos da propagação do vírus, pois os atores internacionais ainda não tinham superado os efeitos da mencionada guerra comercial China x EUA, e outros conflitos quase que simultâneos, envolviam desvalorização cambial, busca de novas moedas e meios de paridades nas relações de trocas internacionais de produtos e serviços, ferramentas de limitações a importações ou quebra de barreiras comerciais e alfandegárias, que vem enfraquecendo blocos, relações comerciais, até mesmo a atuação de organismos como a OMC - Organização Mundial do Comércio, numa ascensão de políticas protecionistas, num compasso acelerado e que gera graves problemas as economias mundiais, especialmente em países mais vulneráveis e dependentes de exportações de produtos primários, diante de novos desequilíbrios nas suas balanças comerciais, ou em decorrência de alterações drásticas nas taxas cambiais, a ponto de inviabilizar "comércio vantajoso", e mesmo drenar reservas internacionais e lastros de suas moedas, desencadeando outras crises internas igualmente graves.





Em 2007, ao concluir e apresentar nosso TCC - Trabalho de Conclusão de Curso, na UFPE - Universidade Federal de Pernambuco, abordando o tema do protecionismo e comércio mundial, afeto a geografia econômica, ao resumir e concluir o trabalho, antecipamos que persistiam graves dificuldades relativas ao protecionismo em setores econômicos importante, que identificamos, ainda que a época a imposição de barreiras estavam ocorrendo em escala menor, ou que mudar de fato e significativamente os aspectos protecionistas, exigiriam graves contrapartidas de países menos desenvolvidos, isso falamos a doze anos passados, conforme pode ser visto no texto anexo publicado em PDF, onde também destacamos os  aspectos e problemas com os blocos comerciais, e inerentes as intensificações do comércio na WEB.


Neste contexto a crise financeira brasileira, tem raízes também na postura equivocada do governo brasileiro, sob o comando de Bolsonaro, estamos privilegiando um comércio direto com os EUA de Trump, que sobretaxou produtos brasileiros, exigiu nossa renúncia aos direitos de países em desenvolvimento na OMC, e pouco tem recebido em troca, num comércio que retrocede a venda de produtos primários aos EUA, com baixo valor agregado, e trazendo prejuízos a relações comerciais importantes com China, Irã, outras nações árabes, e sulamericanas. Também foi impostos novos desafios ao Brasil, por retrocessos em sua política de preservação do meio ambiente, negociações que não valorizam a nossa participação em dois importante blocos, o BRICS (com África do Sul, Índia, China e Rússia), e o Mercosul (esquecido pelo Brasil), com impactos diretos na baixa produção industrial, desemprego alto, moeda fraca e economia estagnada, onde só quem atua em especulação financeira e bancos, estão lucrando.








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Brasil, à beira de uma convulsão social.


Convocação de Bolsonaro para protestos irrita Congresso e STF - Correio Braziliense 08.03.2020

Qual a dimensão da crise entre Bolsonaro e o Congresso - Nexo 26.02.2020

Bolsonaro deverá estimular estratégia de conflitos, prevê cientista político - Correio do Povo 21.02.2020

O governo Bolsonaro amplia suas ações irresponsáveis, seja com as recentes declarações, vistas como ataques a democracia, com incentivo a ataques as instituições e demais poderes Judiciário e Legislativo, por meio de protestos programados para o dia 15.03, onde alguns grupos e mesmos aliados do governo defendem bandeiras polêmicas e conflituosas, como o fechamento do STF ou do Congresso. Com reações relativamente tímidas dada a gravidade dos fatos, e que poderiam levar a um processo de impeachment de Bolsonaro, e responsabilização de pessoas, políticos e empresários envolvidos, mesmo na esfera criminal.

Da forma como circulam vídeos e chamamentos, se comprovada a ligação direta de Bolsonaro, o fato se torna muito grave, passível de apuração e processos como defendem muitos juristas renomados. Seria uma espécie de golpe, uma ataque a independência dos poderes, e concentração de poder no executivo de forma irregular e a margem da Constituição, e supostamente com outras instituições, como o Exército, se omitindo de cumprir suas atribuições legais, de zelar pelas leis e pela democracia no Brasil.
Além de conflitos com os poderes e instituições, outros tem sido continuamente estimulados, com opositores, partidos políticos, governos estaduais, segmentos da sociedade, imprensa e parte da população, aumentando as incertezas e riscos, pondo o país numa condição de permanente divisão, e potencial conflitos. Algo condenado por diversos espectros sociais, mas que estimulam excessos, violências, ações criminosas de milicianos, de intolerância, invasões a terras indígenas em episódios violentos e letais, além de outras manifestações de perseguição e ódio a diversas minorias, com resultados dramáticos, destrutivos.

FMI vê gargalos estruturais e cíclicos pesando contra AL em 2020 - Valor 29.01.2020

Ricos e pobres, cada vez mais separados - El País 11.01.2020

Com o agravamento das condições econômicas e sociais, com desemprego em alta, a pobreza, e a destruição dos sistemas de assistência social, e corte de recursos para saúde, educação e assistência básica as populações, com o desmonte dos serviços públicos e piora do ambiente nos grandes centros, e ampliação da violência, estamos sem rumo adequado, caminhando para situações perigosas e com potencial a grandes conflitos, ou convulsões sociais indesejadas para maioria, mas estimuladas por poucos.
As atitudes de enfrentamento com grupos sociais organizados, o desrespeito pelas diferenças e posições contrárias ao pensamento dos que estão no governo federal, os ataques mesmo à governadores de estados, a excessiva postura ideológica e mesmo extremista de alguns membros do governo Bolsonaro, em nada ajudam a reduzir tensões ou pacificar o Brasil, é algo impensável de se ver em quem preside uma nação livre e democrática, e para um povo que busca e precisa de justiça social e desenvolvimento, hoje distantes.


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quarta-feira, 12 de fevereiro de 2020

Caos e baderna, um cenário real

Sem exageros, temos vivenciado situações muito ruins, em todas as frentes, em pontos importantes da nossa estrutura social, política e econômica, principalmente, e isso está evidente em muitas das nossas publicações, numa evolução e ritmo acelerado, desde o governo Temer, e especialmente agora no governo Bolsonaro.

China tem 909 mortes por coronavírus e atinge recorde em 1 dia; nº de novos casos se estabiliza - G1 10.02.2020

Trump retira privilégios comerciais do Brasil - Conversa Afiada 10.02.2020

EUA e Irã: Entenda quem é quem na crise - G1 06.01.2020


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Reprodução das Redes Sociais/Conversa Afiada
 

E pouco tem haver com o cenário internacional, a guerra comercial envolvendo China e EUA, o desaquecimento da economia mundial, os recentes conflitos na Ásia, como os que levaram Irã e EUA as vias de fato (em menor escala), a questão Líbia, Síria e Israel, com efeitos sobre os mercados internacionais, e o comércio de petróleo e seus derivados, ou a instabilidade nas moedas e elevação da cotação do grama do ouro (em forte expansão), nem muito menos com a epidemia do Novo Coranavírus que atinge a China.







Na verdade, alguns destes eventos, poderiam beneficiar o Brasil, significativamente, não fossem erros e posturas contrárias aos interesses desenvolvimentistas e sustentáveis, para um economia forte em nosso país. Graças a ações desastrosas e potencialmente lesivas do governo Bolsonaro, seja por posições estratégicas que ferem o modelo de nação e povo soberano, até bem pouco vistos no governo Lula (sobre maneira), ou por posições e ações que tem inviabilizado nossa produção industrial, nossas exportações de produtos com valor agregado, "substituídas" por exportações de commodities, perda de garantias e mercados nos cenários internacionais (como as da OMC, por exigências de Trump), além da redução drástica da participação de capital público ou privado, em grandes e importantes empresas nacionais, e na exploração de fontes de riquezas naturais, minérios, petróleo, fontes de energias, e muitos outros importantes polos, cada  vez mais nas mãos de estrangeiros, com transferências de recursos e lucros para potências internacionais como os EUA. Para não citar as posições econômicas que interessam aos mercados de capitais e a especulação financeira, que fazem nossa moeda despencar em relação ao Dólar e drenam nossas reservas internacionais.






São muitos fatos e evidências de uma verdadeira baderna na administração do Estado, que conduzem o Brasil para situações caóticas, deixando reais, comuns e mais frequentes, atos criminosos danosos, destrutivos, no âmbito do meio ambiente, políticas sociais e de proteção de minorias, eventos de violência contra grupos sociais diversos, comunidades carentes, pobres, indígenas, negros e comunidade quilombolas, camponeses e trabalhadores simples, mas também presentes nas estruturas de nossas instituições, fortemente atingidas, negativa e perigosamente, a ponto de ameaçar as próprias instituições, nossas leis, os sistemas jurídicos, políticos e sociais, nossa democracia, e nosso futuro e das próximas gerações.

Há muitos eventos a mencionar, mas não é possível numa única publicação, por isso destacamos alguns, que entendemos serem destacados e muito comprometedores ao nosso povo. Dentre eles:


Cada vez mais, há situações que ratificam essa percepção, que no atual governo é mais presente. E a omissão do governo (como na ausência do capitão Adriano, ex-Bope RJ, na lista de criminosos mais procurados nacionalmente, do ministro da  Justiça e Segurança Pública, Sergio Moro, em recente divulgação, criticada por parte da imprensa), quanto a adequada atuação em relação ao problema, é a maior demonstração da influência e dos interesses dos milicianos, uma vez que é mais frequente nas atitudes de representantes do governo, que favorecem tais grupos, ainda que indiretamente, como ocorreu no episódio do indulto natalino concedido pelo presidente Bolsonaro, que de alguma forma desautorizou a ação de policiais que atuam por critérios corretos e legais, sendo um precedente ruim, como algumas de suas declarações públicas sobre o tema das milícias, e ações destes grupos, em alguns momentos "elogiados".

Queiroz é obra de Jair Bolsonaro, não de Flávio... - UOL 19.12.2019 

O caso Queiroz, "amigo" dos Bolsonaros, suspeito de laranja e responsável por lavagem de dinheiro, e do suposto esquema de "rachadinhas", que envolve também o atual senador Flávio Bolsonaro, o filho número 1.

Até o presente momento as autoridades do Rio, não conseguiram por a mão em Queiroz, e não puderam obter mais informações sobre suas relações, seja com os Bolsonaros, seja com as milícia, a exemplo do seu envolvimento com o ex-assessor de Flávio, o chefe da milícia da Muzema e regiões próximas, o capitão Adriano, que além de crimes tinha supostamente participado das "rachadinhas".  
Não para por aí os esquemas e os crimes, ou o envolvimento dos milicianos, políticos, membros do estado, e outros, que extrapolam o Rio de Janeiro, ou as relações com o PSL e os Bolsonaros, como são ditas pela imprensa, e já contaminam diversas instituições e estados. Alguns dos citados juntamente com os apontados como assassinos da vereadora do PSOL, Marielle Franco, os ex-policiais e milicianos, Ronnie Lessa e Elcio Queiroz, que seriam cúmplices do Capitão Adriano, ligado a Queiroz e Flávio Bolsonaro, e que até bem pouco era uma potencial ameaça, pelas informações que poderia revelar, mas "coincidentemente" ou como citam alguns meios, "oportunamente" foi morto numa ação policial na Bahia, ao reagir a voz de prisão, enquanto estava escondido num sítio do vereador, o Gilsinho do PSL. Fatos que demonstram a amplitude das ações criminosas e dos riscos, para os quais, as atitudes e ações de alguns agentes e instituições, ou do ministro Sérgio Moro e do presidente Bolsonaro, em nada servem para tranquilizar a sociedade brasileira. 

Miliciano Adriano da Nóbrega soube de operação para capturá-lo na véspera - Correio 24 Horas 11.02.2020

Cenário de fuga e morte de miliciano ligado a Flávio traz dúvidas sobre apoios e ação policial - Folha UOL 11.02.2020

Muita coisa precisa ser esclarecida, o envolvimento do PSL e milicianos, a suposta rede de proteção ao miliciano Adriano Nóbrega, sua passagem nas propriedade do Gilsinho de Dedé, ou na fazenda de Leandro Abreu Guimarães em Esplanada BA, proprietário do Parque Gilton Guimarães, localizado no KM 1 da BR-101 nº 9999, destinado a vaquejadas, registrado sob o CNPJ 07.705.761/0001-05 em 26.09.2005, e os contatos realizados por Leandro, por celular (71) ....-3844 ou ......mguimaraes@hotmail.

Miliciano ligado a Flávio estava em sítio de vereador do PSL; veja vídeo do local após ação - Folha UOL 09.02.2020 

Flávio Bolsonaro, Adriano Nóbrega, e Queiroz  (reproduzido do Hora do Povo)
Excluído da lista de procurados, Adriano Nóbrega é morto na Bahia - Hora do Povo 09.02


Elos e pontas soltos estão em destaque no caso da morte de Adriano Nóbrega, na ação policial na Bahia, assim como nas ligações do miliciano com supostos colaboradores, e pessoas que estão em meio as fugas e nos muitos esconderijos que usou na Bahia, na locação de carros, na infraestrutura e logística que usava. Um dos elos a esclarecer relacionado ao pecuarista Leandro Guimarães, é o seu envolvimento com o Adriano. 

Algo chama a atenção, e vamos revelar em primeira mão, para deixar como ponto de interrogação, fatos que podem ser importantes (ou apenas uma coincidência), informações públicas que estão relacionadas ao processo de abertura do Parque Gilton Guimarães, um exemplo é o e-mail (que citamos parcialmente  para evitar neste momento exposições desnecessárias), informado como de contato com a empresa do Leandro. O mesmo e-mail aparece em dados cadastrais de mais de uma dezena de empresas abertas na Bahia, nos últimos anos, e vão desde imobiliária a locadoras de carros (o que é importante ser verificado), precisando determinar qual a relação, e verificar os muitos telefones, se há outras relações e negócios em comum, e se há alguma ligação a mais com o Leandro, com o Adriano, ou outros nomes do Rio de Janeiro, ou algum sob investigação, até para referendar a suposta condição de vítima, relatada por Leandro Abreu Guimarães. A  ligação comum a muitos nomes empresariais e empresários, pode ser mais uma coincidência a esclarecer, e os dados podem ser verificados com os interessados, ou em uma breve busca de informações públicas.  

Nós vamos aprofundar algumas verificações, antes de novas revelações obtidas, ressalvando que são no momento pontas soltas, fatos que precisam ser melhor compreendidos e devem ser averiguados por outros. 

Mas ainda assim, retomando o raciocínio. É preciso deixar a clara a forma como terminou uma operação, que se fosse bem planejada e com propósito de prender o miliciano, deveria realizar um cerco até forçar a rendição por desgaste, ou convencimento mediante argumentação e controle da situação.

Também as relações com o caso Marielle, e suspeitas contra os Bolsonaros e esquemas de apropriação de milhões, ainda que esforços para afastar a família do presidente sejam nítidos, até com laudos periciais recentes, mas que não explicam o fato de suas ligações com suspeitos, como Ronnie Lessa, ou de Bolsonaro ter acesso indevido aos registros telefônicos do condomínio, referentes a investigação do caso Marielle, onde agora se aponta a voz de outro porteiro (e não o aquele que apontava seu Jair, como interlocutor) na ligação que seria para o miliciano Ronnie Lessa, citado pela polícia, como a pessoa que autorizou a entrada de outro miliciano também suspeito do assassinato. São muitas as coincidências e falhas.


O comportamento criminoso da Polícia

Violência policial e desmate avançam na esteira de declarações de Bolsonaro - Folha UOL 09.08.2019

O que temos assistido em cenas divulgadas em mídias, especialmente sociais, é algo espantoso e muito grave, tais como ataques públicos, e espancamentos absurdos promovidos por autoridades policiais que em atos de extrema violência  contra cidadães simples, são evidentes, intensos e muitas vezes trágicos.

Caso Paraisópolis ainda não está encerrado - Época 11.02.2020

Witzel e gringos miram a sua cabecinha - The Intercept Brasil 27.01.2020

Não são fatos isolados, as instituições mostram debilidades sérias e espectros de discriminação, exclusão social e tendências "ideológicas", reforçadas por declarações e gestos desastrosos de alguns superiores, ou referências políticas e sociais, mesmo governantes como o governador Witzel do RJ, ou presidente Bolsonaro, seus filhos, ou alguns de seus ministros, com atos de incentivo a violência policial, desrespeito a direitos ou leis, por meio de menosprezo, contestações, e muitas outras ações, que fazem, com que agentes, autoridades, policiais, militares, e mesmo oficiais responsáveis por segurança pública, se desviem e cometam sérios delitos e crimes, como se fosse algo natural e tolerável, e em alguns casos "justificáveis" e impunes.

Bolsonaro encaminha ao Congresso projeto que amplia excludente de ilicitude - Consultor Jurídico 21.11.2019

Bolsonaro 'dá sinal verde' para policiais matarem e desmatadores, diz presidente da organização Human Rights Watch - G1 16.10.2019

O excludente de ilicitude, proposto por Sérgio Moro e Bolsonaro, defendido pela bancada da bala, e desejado por alguns, chega a ser criminoso, se avaliarmos os índices de letalidade das policias brasileiras.  Casos como as mortes de jovens em Paraisópolis, numa ação policial, não podem continuar a ser ignorados.



Para além dos eventos da Lava Jato, com o MPF e procuradores envolvidos em alguns dos casos e denúncias de corrupção, cuja as atuações tem sido cobradas por excessos e desvios, supostamente por interesses políticos e parcialidade na aplicação das leis.  Algo cada vez mais presente em defesas de acusados, que alegam perseguições, e serem vítimas de denúncias frágeis ou falsas, que parecem mesmo ser plausíveis.  No mínimo, o protagonismo de alguns agentes públicos, parece ser mais importante, que o devido processo legal, ou o compromisso institucional que os agentes públicos deveriam ter, como destacam algumas mídias, especialistas em segurança e direitos humanos, e juristas renomados.

A naturalização do estado policial... - Veja mais em https://comissaoarns.blogosfera.uol.com.br 24.10.2019

Um papel crítico é o das policias, usadas em conflitos e ações contra representantes da sociedade civil, sindicatos, organizações sociais e defesa de minorias, e representações de índios e camponeses, vítimas de processos e acusações infundadas, e ataques violentos em prol de interesses de segmentos poderosos. 

Em meio a mal-estar com Fux, Toffoli cobra previsibilidade e confiança no Judiciário - Folha UOL 03.02.2020

DPU pede que Toffoli revogue decisão de Fux sobre juiz das garantias - Correio Braziliense 31.01.2020

Nas decisões e ações de tribunais como o TRF4, STJ e STF, há segundo alguns, um reforço ao "Estado Policial", com restrições a garantias e direitos sociais, senão como posição majoritária, mas fortemente evidente, com distorções e atos que comprometem direitos consagrados pela Constituição, também, a exemplo dos julgamentos da prisão após decisão em segunda instância, ou  nos recentes embates sobre a figura do juiz das garantias, criado por decisão legislativa, para assegurar processos mais justos, e que tem sido alvo do corporativismo de associações de juízes, ou outros grupos conservadores. Foi marcante o fato do ministro do STF, Luiz Fux, cassar uma recente decisão do ministro Dias Toffoli, favorável a implementação do juiz de garantias, num aparente fla x flu do STF, e em "socorro" de Sérgio Moro.

Lula diz que "lava jato" deu prejuízo de R$ 142 bi e quase destruiu o Brasil. - Conjur 08.02.2020

Com Bolsonaro, já são 2.500 militares em postos de chefia no governo - Brasil 247 14.10.2019

Com uma ostensiva participação de militares na administração Bolsonaro, como que avalizando tudo que vem do governo, e uma forte atuação de alguns grupos como a Lava Jato, com atores descolados dos princípios das instituições as quais estão vinculados os membros da operação, como alegam vozes de prestígio, que chamam a atenção para ações irresponsáveis de alguns protagonistas, e o crescimento de grupos sociais, que parecem mais legiões de fanáticos, como alguns grupos religiosos ligados a denominações polêmicas, são como reais ameaças ao nosso sistema democrático, em choque e em meio a conflitos claros.


Conflitos sociais em expansão


Ataques liberais, mais um capítulo triste que vamos abordar em breve.


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segunda-feira, 30 de dezembro de 2019

Retrospesctiva, um ano muito difícil

Destruição das florestas

Um país onde o ambiente vale muito pouco! Sem cuidados do governo e parcela da sociedade, onde alguns são focados em lucros a qualquer preço, e de forma destrutiva atuam contra os biomas e os povos nativos (importantes para preservação das áreas de florestas), com ataques como não víamos faz muito tempo.


Desmatamento na Amazônia cresce pelo quinto mês consecutivo
Queimadas na Amazônia - Imagem reproduzida do Conexão Planeta




Conflitos sociais e muita luta


Foto José Dilson, acampamento MST Fazenda Normandia

                                 

Povos indígenas, comunidades pobres, acampamento de trabalhadores rurais, trabalhadores urbanos, segmentos sociais atacados e atingidos em seus direitos, vitimas de omissões, violências e agressões muitas.




O continente em chamas




Milhares de manifestantes protestam em Santiago
Santiago do Chile - imagens Pedro Ugarte/AFP (reproduzida Folha/UOL)

As disputas políticas, ideológicas e econômicas, com interferências internacionais, especialmente dos EUA, são a marca de 2019, e conflitos internos põem em chamas as sociedades em muitos países da América Latina, e de forma intensa na Bolívia, Chile, Equador e Venezuela.



O judiciário em evidência







                               Sérgio Moro depõe na CCJ do Senado 
                                            Sergio Moro - Imagem reproduzida do Brasil247


O Brasil vive momentos conflituosos, mesmo em instituições que deveriam ser moderadoras, como o judiciário, e o conflito e a divisão da sociedade, em dados momentos se manifestam em segmentos da justiça, órgãos como o MPF, ou mesmo o STF, estão sobre forte pressão social, e suas ações contestadas.

O caso Lava Jato, e denúncias da Vaza Jato contra o ex-juiz Moro e o procurador Dallagnol, é um caso a parte, e um exemplo de como o judiciário foi "contaminado".



A política em declínio



Bolsonaro e Edir Macedo - Imagem reproduzida do sítio CTB

heleno bolsonaro abin
Heleno Nunes, chefe da Abin, revela que governo Bolsonaro espiona padres e bispos que se preparam para participar de encontro no Vaticano que vai debater situação da Amazônia - imagem Brasil247





As manifestações políticas passaram a ser influenciadas por interesses e atores, no mínimo controversos, e tomam rumos que não são os mais adequados para a democracia, e o Brasil assiste episódios de intolerância, violências e expressões fascistas, com muita turbulência e conflitos sociais. Uma características desse novo período da política brasileira, uma enorme influência do pensamento religioso, com retrocessos em muitos aspectos, manifestados em gestos e decisões políticas.



Corrupção e ilegalidades predominam




Na continuidade de um processo  político, repleto de dúvidas e ilegalidades, que se estabelece pouco antes do Golpe de 2016 contra presidenta Dilma, contra o PT e as forças progressistas, que apoiavam o governo de esquerda, se firmam um conjunto de interesses e organizações político-partidárias, econômicas e sociais, apoiadas em segmentos sociais poderosos, que passam a dominar o cenário brasileiro, com métodos e práticas nem sempre legais, e que geram denúncias de corrupção e outros crimes. 2019, segue o que vimos antes, e foi usado como pretexto para derrubada de Dilma.  


                                    
                                        Reproduzida do The Intercept - sobre Vaza Jato confirmada



O governo Bolsonaro, tragédia e loucura!





Não é fácil, o governo e o próprio presidente Bolsonaro, estão sempre criando um novo foco de conflito, e cada vez mais, declinam os indicadores sociais, especialmente relativos ao desemprego em expansão, ou condições de vida dos pobres, com a miséria se ampliando de forma acelerada.



O caso Lula, uma lição




A prisão de Lula, depois do ataque a democracia com o Impeachment de Dilma, constituiu-se em um grave ato de manipulação legal, de crime contra as liberdades e direitos individuais e contra a Constituição, em 2019, veio novamente a perturbar o cenário após novo julgamento  no STF, sobre a prisão em segunda instância, ainda hoje, alvo  de disputas políticas.


Essa é uma retrospectiva parcial, centrada na nossa atividade informativa, mas não menos interessante e valiosa, que muitas nestes dias.


Feliz 2020!   Será mesmo?  Depende muito de vocês.

quinta-feira, 12 de dezembro de 2019

Meio ambiente, questão indígena no Brasil e os reflexos no mundo




Em meio a COP 25 Madrid e o fracasso recente do Brasil na questão ambiental, cada vez mais evidente, e não somente pelas queimadas, pelo desmatamento em expansão na Amazônia, pela omissão e falta de iniciativa no controle e no enfrentamento das emergências no litoral nordestino, no que tange a desastre com óleo cru, derramado e por semanas contaminando as praias sem qualquer ação governamental. Mas também pela evidente mudança de orientação na postura do Estado Brasileiro, e suas instituições e ministérios, que geram uma convicção pública, entre brasileiros e estrangeiros, de total abandono da defesa das questões ambientais e correlacionadas, beirando a atitudes criminosas de incentivo a ocupação e exploração de reservas e terras indígenas, áreas de vegetação naturais e de habitação de comunidades de povos ancestrais ou afrodescendentes, que fazem crescer a grilagem, ocupação de terras públicas, ataques e atentados a indígenas, camponeses e ambientalistas, com inúmeros casos de ameaças e assassinatos, mal resolvidos, não evitados ou devidamente investigados, não combatidos pelas autoridades e pelos governos, com o triste agravante de declarações desastrosas, estímulos negativos de autoridades, governantes, como o presidente Bolsonaro ou o ministro Ricardo Salles, figura polêmica e questionável.



E nas questões de fundo, que se acentuaram muito nos governos Temer e Bolsonoro, estão o desejo de um projeto de exploração de recursos naturais, de forma pouco sustentável, ostensiva e intensiva, predatória mesmo, nenhum pouco inclusivo ou socialmente justo, seja com as populações nativas, seja com as futuras gerações e suas necessidades, cada vez menos consideradas, e sob fortes ameaças e riscos, por um projeto de "poucos" privilegiados: ruralistas locais, pecuaristas; mineradoras; serrarias; ou empresários do agro negócio; industrias químicas; especuladores imobiliários; grandes corporações nacionais e internacionais, apoiadas por governos e nações em detrimento de nossos anseios, enquanto povo e sociedade. Algo que está em consonância com outros apoios institucionais, e interesses contrários aos dos brasileiros, mas, amparados e executados por segmentos locais, como militares, judiciário, imprensa, bancos, políticos, e seus "cúmplices" e braços criminosos: grileiros; contrabandistas; invasores; pistoleiros e milícias, que agem sem limites ou pudor, e estão prontos para matar, sempre que desejam.   

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Sepultamento de indígenas vítimas de atentado no MA - Google Imagens


O Brasil deixa de ser protagonista na proteção ambiental, retrocede, agrava conflitos internos e problemas, e se torna um pária internacional, poluidor, que envenena plantas, águas e alimentos, com produtos tóxicos, e se destaca como destruidor do ambiente, dos recursos e das populações nativas.


Há muitas questões envolvidas e interesses, alguns legítimos, e de vários segmentos sociais, mas a linha de ação do governo e dos poderes constituídos, são as piores possíveis, e acarretam graves situações, como as que parecem premiar o crime, a grilagem, e a ocupação violenta de terras indígenas, como no perdão ou anistia dadas aos que conflagraram conflitos, que tomaram terras públicas, áreas de reservas naturais, e quando algumas vezes mataram para isso. Um indulto que está se concretizando por meio da medida provisória de regularização fundiária. Algo impensável, como é proposto pelo governo.

Xingu: o centro do ataque às terras indígenas - Outras Mídias 12.12

Raposa Serra do Sol: como está a Terra Indígena após uma década da histórica decisão do STF - CIMI 22.10

Povos da Raposa Serra do Sol - Foto CIR obtida no CIMI



A este respeito cabe salientar, um processo igualmente  danoso, e que envolvem situações parecidas com as vividas em outros momentos, em algumas situações relacionadas a aspectos vistos em outras disputas por terras, como no episódio da reserva Raposa Serra do Sol em Roraima, ou nas terras dos Guajajara no Maranhão, proximidades da Terra Indígena Cana Brava, e que está em franca evolução, (enquanto exemplo de expulsão gradativa de povos indígenas de suas propriedades),  em curso em áreas da TI Ituna Itatá, entre os municípios de Altamira e Senador José Porfírio no Pará.

Terra indígena mais desmatada da Amazônia tem 94% de área declarada por grileiros no PA, aponta Greenpeace - G1 PA 12.12

Povos isolados têm terras invadidas por grileiros no Pará - Amazônia.ORG 06.12

Desmate em unidades protegidas sobe 84% e supera média de toda a Amazônia - Jornal do Comércio RS 22.11 

Altamira: MPF alerta sobre risco de ataque a indígenas por pistoleiros - Métropoles 27.08

Terra Indígena Ituna/Itatá - TI Socioambiental ORG

Explode desmatamento em terras indígenas na área da Belo Monte - BNC Amazonas 26.09.2018

Empreendimentos que Impactam Terras Indígenas - CIMI 2017

Programa Municípios Verdes Produto 05 Base Local Altamira - Set/2016

No caso da Terra Indígena Ituna Itatá, há um processo de registros de cadastros de áreas rurais (propriedades declaradas, e griladas ilegalmente em área de proteção à cargo da Funai), no CAR - Cadastro Ambiental Rural, que tem tudo haver com a nova MP da regularização fundiária, que poderá implicar em transferir mais de 90% da área total da reserva, para falsos proprietários, grileiros e criminosos, que matam e derrubam árvores, para usarem a área para pastos de gado, e ocuparem grandes extensões, do que deveria ser terra de proteção de índios, inclusive os que não tem contatos com brancos ou outras culturas, e não estão socialmente inseridos.  A área invadida, também sofre influência da Usina de Belo Monte, o que amplifica interesses.  Já em Altamira - PA, há empresas importantes atuando em diversos serviços, dentre eles de consultoria para atendimento de clientes que desejam registro no CAR (que será uma das exigências na norma que o governo Bolsonaro deve editar), e com clientela considerável, em tamanho e importância, numa região de enorme interesses, alguns como já dissemos antes, legítimos. Onde destacam-se algumas empresas e serviços, dentre estas, a  Proterra Engenharia,  inclusive contando com serviços que dispõem de linhas de financiamento de bancos públicos, para projetos ou regularização de áreas.

O mundo parece no entanto, não aceitar o que ocorre no Brasil, mas carece de lideranças e políticas ambientais consistentes e verdadeiras, o que é um enorme problema, pois em meio a grandes jogos de interesses e ações políticas de níveis discutíveis, que geram instabilidades e falta de condições efetivas, para soluções adequadas às enormes dificuldades. Também as sociedades, não encontram ícones capazes de manter as bandeiras necessárias, não da forma que as demandas exigem. Ao ponto da mídia e outros atores, transformarem uma garota, em ativista, em heroína, no caso da Greta (um exagero), sem nenhum demérito ou preconceito, nem qualquer intenção ruim (de provocar e desqualificar), como as que geraram polêmicas recentes, seja com gestos censuráveis de personalidades pouco agradáveis, como o Bolsonaro, ou o Trump, que esquecem os cargos que ocupam, e arrastam para o jogo reprovável da política de dispersão e distração da sociedade, uma jovem ainda sem a experiência para se resguardar deles, apenas para causar, para tirar o foco dos problemas, que de alguma forma, são de responsabilidade destes estranhos "líderes".

Meio Ambiente Bolsonaro volta a chamar Greta Thunberg de '"pirralha" - Terra 11.12

Com todo respeito, aos ativistas e apoiadores da Greta Thunberg, o jogo e as demandas no tabuleiro internacional, estão acima do que ela pode efetivamente fazer, parece haver interesses segmentados na sua ação, o que é um risco impróprio, e no Brasil, sabemos bem como é perigoso atuar em favor da sociedade e de minorias, ou dos alvos como os povos indígenas, o que não quer dizer, que somos contrários as suas posições ou opiniões. Contudo, não cremos ser adequado o que lhes atribuem, e a falta de líderes,  aptos e capazes, fazem da questão, uma incógnita indesejada. Não é um show, é uma guerra!  Não podemos perceber as coisas de forma romântica, e deixar que distrações, ofusquem a questão, tão significativa e urgente para todos.

quinta-feira, 5 de dezembro de 2019

Pernambuco e Nordeste

Uma ampliação de nossa ação, segmentando o tema para melhor comunicar, e atuar com um perfil e propósito mais aderente aos esforços jornalísticos.


Recife paralisado, um dia de muitos transtornos - 05.12.2019

Mais um dia de muitos transtornos e dificuldades, vias  paralisadas e motoristas e usuários em meio a situações incômodas e de lentidão ou obstrução parcial do tráfego, além de muitos outros aborrecimentos, no mínimo. Mas também, um dia de demonstração de unidade e força, de uma categoria que há muito sofre ataques e com ameaças de demissões e perdas significativas, principalmente com o avanço da tecnologia e dos sistemas de bilhetagem ou pagamento eletrônico, como os cartões do tipo VEM, e os coletivos opcionais, semi-expressos, ou dos BRT's, que dispensam e retiraram postos de trabalho ocupados por trocadores (cobradores de ônibus), gerando insegurança entre muitos pais de família que atuam no sistema de transporte coletivo de passageiros da RMR - Região Metropolitana do Recife. 
As ameaças aos trabalhadores rodoviários não são novas, assim como os problemas que  afetam a população e estão relacionados aos maus  serviços prestados no transporte urbano de passageiros, e causam muitas insatisfações, mesmo relacionadas aos sistemas de pagamentos eletrônicos, como os questionamentos válidos, relativos a prescrição de créditos nos cartões de embarque, alvo de disputa judicial em face de uma indevida apropriação de créditos remanescentes, do interesse do Estado e de empresários dos transportes. Isso para não falar de outros transtornos, como os envolvendo a má qualidade dos serviços, problemas de conservação e conforto da frota, preços das passagens,  muitas outras desvantagens a população, com omissões e descasos de autoridades e gestores dos serviços, para não falar de desinteresses da Grande Recife, administradora dos transportes, nos aspectos que beneficiam os usuários, como afirmam representantes da sociedade, e outros que conhecem os problemas citados.

Rodoviários fazem festa para ‘comemorar’ 2002 assaltos a ônibus - OP9 05.12.2019

Falta de segurança, conforto e agilidade afasta usuário do transporte público - FolhaPE 05.08.2018

Hoje, eram vias paradas e ônibus estacionados em vários trechos das ruas e avenidas do Recife, pessoas caminhando por longas distâncias ou em outros pontos, retidas nos coletivos, aguardando que se movessem em algum momento, transtornos sim, que foram além do que descrevemos, como os atrasos continuados e prolongados por toda manhã, e que atingiram várias linhas que atendem diversas cidades da região.

O protesto dos rodoviários, novamente ameaçados, com interesses mais acentuados de empresários, grupos e consórcios de transportes de passageiros, que querem implantar em novas linhas e coletivos os sistemas de pagamento eletrônico, e demitir mais profissionais, sem garantias de melhorias para a sociedade, e até com mais riscos e inseguranças aos passageiros, indiretamente alvos de bandidos em assaltos a ônibus, e que agora serão o principal alvo dos crimes frequentes ignorados pelas autoridades, que falham ou não dão repostas adequadas, e se preocupam apenas com interesses corporativos. Ainda assim, representa uma ação concreta de uma classe trabalhadora, em defesa de seus direitos, se não é a melhor, ou ainda que haja adesões disfarçadas de paralisação forçada, por medo de retaliações, é a possível, e aponta para as demais categorias e para a sociedade, que ambientes desvantajosos como a condição social e econômica em franca degradação, com perdas de direitos por toda parte e muitos obstáculos a transpor, que é nas ruas e em manifestações reais que se inicia e sustenta uma luta social, ainda que em meio  a conflitos e medos, e riscos outros, e mesmo que o alcance dos protestos sejam limitados, trazem algumas vitórias, como as que percebemos ao ver uma população prejudicada, mas de alguma forma solidária ou compreensiva com os motivos da paralisação dos rodoviários e suas reivindicações,  na tentativa de garantir empregos, como na aparente passividade e tranquilidade apresentada pela maioria dos usuários, e em discretas manifestações de apoio aos que realizavam atos de rua.

Paralisação dos rodoviários em Recife, av. Guararapes


Rua do Sol, com ponte da Conde da Boa Vista - Recife imagens José Dilson

Ônibus parados nesta quinta, rua do Sol, abaixo destaque da fila dupla

Protesto dos rodoviários Recife 05.12.2019 - Foto José Dilson



E para falar da mobilização e capacidade de luta da sociedade, destacamos que a resistência do MST, aliados e apoiadores, destacada na matéria a seguir, surtiu efeito positivo, uma vitória dos campesinos, que asseguraram a suspensão do despejo em Caruaru.



Solidariedade, resistência e muita disposição para luta


Ontem, 14.09.2019, no assentamento Normandia em Caruaru, no Centro de Formação Paulo Freire, o MST, e os assentados da Normandia, juntos com os profissionais da educação e pesquisadores que atuam nas dependências e entorno do Centro, receberam uma grande demonstração de apoio e solidariedade, durante a vigília que se iniciou, e que se pretende levar até a resolução do processo de despejo determinado pela Justiça Federal, de uma forma bastante questionável e criticada por muitas entidades, até mesmo representações do Estado de Pernambuco, que mantém no local atividades de projetos e órgãos públicos, por meio de convênios e serviços, também executados por universidades e outras unidades educacionais.
Para além das ameaças do poder público, de instituições da justiça, o que se viu, foi uma multidão defendendo os trabalhos do Centro de Formação Paulo Freire, os direitos dos assentados do MST, e a dignidade e direitos mais amplos da sociedade, dos movimentos sociais e suas importantes lutas, que o governo Bolsonaro tenta inviabilizar, usando instituições públicas para seus fins ruins, após pesado aparelhamento e uso distorcido, com forte viés ideológico, que faz do povo e seus direitos, inimigos, sem qualquer compromisso social, e sem amparo na verdade e numa justiça imparcial, que merecemos ter.

Homens e mulheres, jovens e adultos de todas as faixas etárias, sindicalistas, pesquisadores, professores e estudantes, artistas, militantes, políticos, trabalhadores rurais e de diversas atividades, seus filhos e familiares, todos juntos pela Normandia, pela continuidade das lutas e das construções, materiais e imateriais, que por meio de muito esforço, ou a custos elevados de muitas vidas, afetadas de muitas formas e intensidades, ocorreram e ocorrem ainda mais. Pelo direito da sociedade de organizar suas ideias, sua cultura, seus direitos, e fazer se realizar concretamente, em grandes obras como as que transformam pessoas e a sociedade, e nos levam a um país mais justo e soberano.

Solidariedade, resistência, mobilização  e novas lutas, em muitas frentes e por muitas razões e objetivos, era o que podíamos constatar na simplicidade e disposição nos rostos e gestos dos anônimos, nas manifestações artísticas e culturais, nas dinâmicas da plenária, nos discurso e atos de pessoas de todas as origens, nas falas de Edilson (do MST), na oração do Frei Aluízio, ou nos discursos como os do Senador Humberto Costa do PT, do dirigente da CUT Fabiano Moura, ou de militantes históricos como Marcelo Santa Cruz.  

O momento também foi de reencontros e confraternizações, de alegria e motivação, num processo rico, formativo, e capaz de reafirmar a unidade de muitos, e muitas forças, ao redor de valores e sonhos que são planejados e construídos por muitas décadas, e que sustentam a disposição dos que se dispõem a militar. Mas é preciso compreender que tamanha resistência, exige alguma estruturação, e em Normandia ajuda e doações para manutenção das atividades, é bem vinda e recebida através da coordenação no local.

Nossa convicção é de uma resistência e efetiva solidariedade, partes de uma luta maior em campos cruciais, como determinação de limites as agressões, ataques e ameaças mesmo a vida e a dignidade humana, ou a natureza e recursos naturais brasileiros, ou que agora recaem sobre educação e suas instituições, sindicatos e trabalhadores, e muitos outros segmentos sociais, de forma aberta e violenta, criminosa até. Um simbolismo enorme tem a vigília, um recado forte e corajoso, uma mostra de que a sociedade (ou parte da parcela mais próxima do povo simples e vitimado pelos poderosos), de que não há como abrir mão de Normandia, e que a defesa é pela democracia, por liberdade, por respeito e tolerância, por direitos básicos e justiça social, pela terra produtiva, pelo trabalho digno, por educação e saúde de qualidade e acessível à todos, por soberania e direito de uso sustentável de nossas riquezas, em prol dos brasileiros, pelo futuro, com a proteção do meio ambiente, e pela vida e sua total integridade.   A defesa do Centro de Formação Paulo Freire uniu e mobilizou todos que lá vão permanecer até a vitória, independente dos rumos do processo, mas também se transforma num símbolo de resistência e luta, algo a ser seguida por muitos movimentos e campos de ações, como vem sendo feito também no acampamento Lula Livre.
 

 Algumas fotos do evento, a vigília em Normandia, que podemos presenciar com satisfação.



Fotos na Normandia -Caruaru, início dos trabalhos - por José Dilson

Fala de Edilson (MST) - explicando o processo - foto José Dilson

Apoios - foto José Dilson

Bancários de Pernambuco na Normandia (Edir, Dilson, Fabiano, Marly) - Foto Clrara




Fotos da recepção aos assentados de outros acampamentos, para vigília - José Dilson

Show musical assentamento Normandia - foto José Dilson

Ato Político no assentamento Normandia do MST - por José Dilson



O centro do Recife em polvorosa      10.07.2019


Em 1 ano, aumenta em quase 2 milhões número de brasileiros em situação de pobreza, diz IBGE - G1 05.12.2018

Av Dantas Barreto na direção da Praça do Diário





Um sinal do agravamento das condições de vida e sociais, podem ser sentido com a ampliação da miséria e a maior incidência de moradores de rua, algo que em Recife, temos visto com maior intensidade, e muito desconforto a sociedade.  

Em Pernambuco, 1,2 milhão de pessoas vivem em extrema pobreza - FolhaPE 06.12.2018 

No centro de SP, lixo, pobreza e falta de ação pública disputam espaço - Folha de São Paulo 26.07.2018 

Sujeira, abandono e pessoas em situações preocupantes como há muito não se via, é cada vez mais claro e presente em nossos centros urbanos, e grandes capitais, como em São Paulo, mas também em nosso  estado e em Recife, com pessoas vivendo sem perspectivas e perambulando pelas ruas, dormindo em marquises, e transformando calçadas e acessos a prédios em dormitórios, "cozinhas" e "banheiros", contribuindo  para situações ainda mais difíceis, e mesmo "ignoradas" pelas instituições e governos, a prejuízo de todas populações e nossas cidades, como dissemos, algo muito real e doloroso em Recife.

Frio é causa provável de ao menos cinco mortes em São Paulo - Estadão 08.07.2019 

Como resultado da crise, na qual há enorme responsabilidade  do Governo Federal, e da administração  Bolsonaro, as estruturas capazes de absorver informais, desempregados (que só aumentam), populações de ruas, idosos e adolescentes em condições de abandono, deficientes, e dependentes, estão muito afetadas e não ajudam a resolver os problemas que desestruturam as cidades, transformando o problema de forma ainda mais grave e aguda.  A situação é tal, que ainda sob efeitos do clima, mortes ocorrem em plena rua.

Saiba o dia da semana e horário com mais assaltos nas ruas do Recife - Ronda JC UOL 09.07.2019 

Pesquisa revela perfil socioeconômico de ambulantes da Conde da Boa Vista - Marco Zero 17.04.2019 
 
No Recife, os sinais são os mesmos, e podemos ver ruas tradicionalmente conhecidas como centros comerciais, como na Rua da Imperatriz, onde cerca de metade dos estabelecimentos estão fechados, e disponíveis para aluguel , mas sem interessados. Nas ruas poucos circulam, muitos camelôs e ambulantes, sujeira, e a violência que se amplia com assaltantes (que agem livremente e descaradamente), também viciados e menores ameaçando  e abordando os que se dispõem a se deslocar pelas ruas cheias de problemas. Para além disso não faltam problemas, com mais pedintes e pobres sem rumo e em todas as esquinas, falhas e dificuldades com meios de transportes e locais de estacionamento, depredações de aparelhos e instalações de utilidade pública, e muitos prédios abandonados com riscos e problemas graves, como em alguns pontos da Av Guararapes ou Dantas Barreto, só para citar alguns.

Ambulantes: abandono e incerteza no Centro - FolhaPE 15.10.2018 

Trabalhador reage a assalto e é esfaqueado no Centro do Recife - JC Online NE10 29.06.2018

Homem é preso em flagrante após assalto no Centro do Recife - TV Jornal NE10 12.06.2018 

Observatório do Recife - Ambulantes 

Centro do Recife (ocupação em marquise) - Foto José Dilson C. de Melo


De fato, Recife está em polvorosa, em muitas partes a ação de marginais em pontos de grande circulação, como paradas de ônibus e BRT's, ou portas de bancos, mesmo nas citadas avenidas, e especialmente na Av. Dantas Barreto desde a Praça do Diário até o Pátio do Carmo, está muito intensa, com agressões, ameaças, roubos e furtos, até de forma violenta e com ameaças a vida, com uso de armas de fogo, arma branca, e intimidações, sem que as câmeras de monitoramento, seguranças e policiais, ponham ordem neste caos.

Caminhar nesta região, é uma aventura, e trás muito risco infelizmente, mesmo a luz do dia, a qualquer hora.

Para piorar esse quadro, para além das problemáticas de cidades como a capital pernambucana, a perspectiva é de ainda mais desemprego e desocupação (pós Reforma Trabalhista), menos investimento público, perda de moradias, menos acesso a educação e assistência a saúde, com a possibilidade de muito mais miséria com a Reforma da Previdência, que aponta para mais abandono e menor renda para os pobres, atingindo em cheio as sociedades, como os recifenses e os pernambucanos, e nos estados do Nordeste.


Centro do Recife, proximidades da Av, Guararapes